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Aprile 3, 2011 21:00 , by Unknown - | No one following this article yet.
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Jornalista é agredida por militante do MBL

Settembre 1, 2017 17:16, by Blog do Arretadinho

Foto Revista Fórum
Jornalista foi agredida por uma mulher,militante do MBL, ao sair da faculdade e precisou ser escoltada por segurança da instituição
De Brasília
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho

Segundo a jornalista Patrícia Lélis, na noite da última quinta-feira (31/08) ela foi surpreendida quando uma mulher tentou puxá-le de dentro do seu carro à força.

Patrícia relatou que a mulher que a agrediu é Meire Cruvinel, que estuda na mesma faculdade que ela e é membro do Movimento Brasil Livre, MB.

A jornalista é aquela que afirmou ter sido estuprada pelo pastor e arremedo de deputado federal, Marco Feliciano do PSC de SP.

De acordo com seu relato em sua página do Facebook, Patrícia saía da faculdade e quando entrou em seu carro Meire puxou-a pelo braço com violência, tentando coloca-la para fora do veículo.

Confira o relato na íntegra:

"FUI AGREDIDA NA FACULDADE

Mais uma vez sinto o ódio dos direitas.

Vamos aos fatos:

Uma senhora que se chama MEIRE CRUVINEL e pega algumas matérias comigo no IDP, me agrediu.

Eu já a conhecia dos movimentos de direta, porém nunca fomos amigas ou tivemos contato.

Tudo começou porque hoje cheguei um pouco mais tarde e supostamente sentei no "lugar dela"( lembrando que não estamos na escola e na faculdade não existe lugar marcado)simplesmente pelo fato de que eu precisava da tomada. Para guardar o lugar de um amigo coloquei a bolsa na cadeira ao lado. Lembrando que ela em outras aulas ficava tentando me provocar com assuntos de direita, dizendo "esquerdistas são doentes", "feministas são loucas" porém nunca dei "trela".

Essa senhora chegou um pouco atrasada e sem um pingo de educação disse em tom de falta de educação "tira essa bolsa daqui logo", eu apenas tirei a bolsa e continuei a assistir à aula.
Ao sentar ao meu lado ela abriu a tela do computador e tinha escrito "Deus que me livre da esquerda", tirei foto da tela do computador apenas, sem mostrar o rosto da mesma já que isso se configura em injúria e fiz um post em tom de brincadeira no meu facebook pessoal.

Ao sair da sala, essa senhora estava me esperando (ou seja: agiu de forma premeditada) do lado de fora da faculdade, fui tranquilamente sozinha até meu carro, e essa senhora veio já gritando palavras como "mentirosa", "tomara que o Feliciano te estupre novamente", "quero o endereço da sua casa para passar para o Feliciano", "louca" afirmando que eu sai da minha antiga faculdade já por supostas confusões(lembrando que apenas me formei em jornalismo e por isso "sai "da faculdade) já filmando....Sem achar que fosse comigo entrei no carro e quando percebi ela já abriu a porta do carro, me segurou pelo braço e me puxou para fora.

Logo o segurança da faculdade veio e presenciou os fatos. Existem provas. Pessoas que presenciaram ela me tirando do carro , xingando e dizendo coisas absurdas e que se colocaram à disposição para serem testemunhas. Se essa senhora fosse uma pessoa normal e controlada, e tivesse se sentindo ofendida com o post da foto da tela do computador dela, que lembrando: Não mostra o rosto dela e nem nada, que tivesse me chamado para conversar, ou até mesmo aberto um processo judicial.

Antes eu não tinha mostrado o rosto dela, nem mesmo falado o nome, mas aprendi que agressores tem que ser mostrados, por isso deixo aqui os meus relatos e a foto da agressora.

As medidas judiciais cabíveis já estão sendo tomadas, com todas as testemunhas afirmando o que presenciaram. Deixarei aqui nos comentários a foto que tirei do computador dela.

Só para lembrar: Meire, eu não mereço ser estuprada. Ninguém merece! O que eu mereço mesmo e ver o Feliciano na cadeia, e você pagando na JUSTIÇA por seus atos.



ETs invadirão a Terra este mês

Settembre 1, 2017 15:11, by Blog do Arretadinho

Segundo jornal britânico, invasão alienígena ocorrerá em setembro deste ano 
Segundo o Daily Star, a humanidade receberá uma visita nada amigável de seres extraterrestres muito em breve.

O mundo está dividido em dois tipos de pessoas: aquelas que acreditam em discos voadores e seres inteligentes de origem extraterrestre, capazes de vencer grandes distâncias espaciais, encontrarem nosso planeta e até de viverem entre nós, e aquelas que não creem em nada disso e acreditam que todas as histórias contadas até hoje envolvendo tais aparições são apenas invenções sensacionalistas.


O fato é que, se você faz parte do primeiro grupo, ainda existe um questionamento a ser feito sobre nossos ‘’vizinhos espaciais’’: seriam eles criaturas pacíficas, com o objetivo de coexistir conosco de forma colaborativa, ou seriam criaturas hostis, com o objetivo de utilizar-se de nossos recursos naturais, colonizar-nos e colocar-nos para servir ao seus propósitos?

A maioria das pessoas que acreditam na existência de vida inteligente fora do nosso planeta crê que estes seres sejam pacíficos e que seu principal objetivo seria, não destruir, mas proteger a Terra.

Não de ameaças espaciais, mas de nós mesmos. No cinema e a televisão, no entanto, os alienígenas são quase sempre retratados como seres maus e implacáveis, com interesses egoístas de dominação e extinção da raça humana.

Para o tabloide britânico Daily Star, o risco de uma invasão alienígena massiva já está mais próximo do que gostaríamos de acreditar. E é isso mesmo que você leu: os extraterrestres estariam prontos para atacar a Terra. Segundo o jornal, os extraterrestres não têm intenções pacíficas em relação ao nosso planeta, e as principais lideranças mundiais já tem conhecimento disso.

O jornal conta que tudo começou há alguns anos, quando Barack Obama ainda era presidente dos Estados Unidos. O atual presidente russo, Vladimir Putin, teria se reunido com o vice de Obama, Joe Bidden, pedindo que este entregasse uma mensagem urgente ao presidente dos EUA.

As informações a respeito dessa reunião estariam registradas em um documento extremamente confidencial vazado do Kremlin.

A mensagem que teria sido entregue a Obama declarava que a Rússia estava disposta a cooperar com os Estados Unidos na defesa do planeta na ocasião de uma grande invasão alienígena, prevista para ocorrer em setembro de 2017.

Segundo o tabloide, a #Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) já havia percebido a entrada de óvnis (Objetos Voadores Não Identificados) no espaço aéreo dos EUA e alertado as principais lideranças mundiais a respeito da incomum movimentação alienígena nas proximidades de nosso planeta.

Você pode conferir a história em detalhes da história no vídeo US Warns Russia 'Aliens On Their Way'', Will Be There In 2017, que está disponível no YouTube desde o dia 18 de maio deste ano.

Mas não se desespere!
Ufologistas acreditam que, mesmo que os extraterrestres estejam, de fato, planejando uma espécie de ''excursão'' ao nosso planeta, suas intenções não são bélicas, e sim cooperativas.

Alguns teóricos da conspiração e estudiosos dos UFOs apontam que são frequentes os avistamentos de óvnis em locais de testes nucleares, e que nestas ocasiões, coisas estranhas costumam acontecer, impedindo estes testes, como a deterioração das ogivas nucleares, o que levaria a crer que nossos ''vizinhos'' querem impedir que nós mesmos venhamos a destruir a Terra.

Para estes, os alienígenas planejam invadir nosso planeta para evitar a Terceira Guerra Mundial, unindo Estados Unidos e Rússia sob um mesmo objetivo comum.

E você, acredita na existência de vida inteligente fora da Terra? Acredita que estes seres tem interesses em nosso planeta? Deixe sua opinião nos comentários. #Astronomia #Ameaça

fonte blastingnews



Um ano após o impeachment e a verdade de Dilma: O golpe é contra povo

Settembre 1, 2017 12:11, by Blog do Arretadinho

No dia 31 de agosto de 2016, a direita conservadora e a grande mídia esperavam ver uma mulher triste, constrangida, derrotada e isolado sair do Palácio do Planalto após 61 senadores formalizarem o golpe e dar início a um período de retrocesso econômico, desmonte do Estado e de ataque às garantias e direitos individuais.

Por Dayane Santos 

Com a altivez consciente da justeza de suas condutas e a firmeza daqueles que não renegam a luta, Dilma Vana Rousseff fez um pronunciamento visionário. Cercada por lideranças dos movimentos sociais e políticas, a presidenta eleita afirmou que o golpe não foi somente contra o seu mandato, mas contra o povo e as suas conquistas.

Passados apenas um ano, seu pronunciamento se concretiza: é golpe. A imprensa tentou desqualificar tal constatação da realidade, dizendo que se tratava apenas de um processo jurídico por conta de supostas "pedaladas fiscais" para pagar - vejam só - programas sociais.

O pronuncimento de Dilma apontando quais os resultados do golpe não se tratava de vidência ou coisa que o valha, mas de conhecimento da realidade e consciência política de que estava diante de um golpe, uma ação orquestrada por forças alheias aos interesses nacionais e democráticos.

"O projeto nacional progressista, inclusivo e democrático que represento está sendo interrompido por uma poderosa força conservadora e reacionária, com o apoio de uma imprensa facciosa e venal. Vão capturar as instituições do Estado para colocá-las a serviço do mais radical liberalismo econômico e do retrocesso social", disse a presidenta em seu pronunciamento em agosto do ano passado.
Sem dúvida, a mídia cumpriu papel decisivo na construção do golpe. Assim como em outros momentos da história, a mídia, em particular a Rede Globo, atuou diretamente na construção e manobras do golpe. A ação foi tão escancarada que a mídia internacional foi responsável pela denúncia internacional do golpe, apontando a caça às bruxas promovida pela Globo e parte do Judiciário, que espetacularizava ações com base em delações sem provas, que hoje são desconsideradas, mas que na época serviram para ocupar as manchetes de jornais e "reportagens" de TV e rádio.

Para o jornalista e professor aposentado da USP Laurindo Lalo Leal Filho, o papel da mídia foi decisivo na construção do golpe e a presidenta Dilma Rousseff fez bem em mencioná-la no seu pronunciamento ao deixar o Palácio.

"Foram os meios de comunicação que convocaram a população a ir às ruas pedir o impeachment numa ação conjunta, onde não cabiam vozes dissonantes. Nem em 1964 viu-se um discurso midiático tão homogêneo como em 2016. Contra o golpe militar ainda havia, entre outros, a Última Hora. Desta vez, no golpe parlamentar, nem isso", lembrou o professor.


Lalo destacou ainda que, no discurso, Dilma alertou para a captura "das instituições do Estado para colocá-las a serviço do mais radical liberalismo econômico e do retrocesso social", o que acabou realmente ocorrendo.


"E nesse ponto é necessário lembrar que ainda antes do golpe editoriais da imprensa tradicional e analistas no rádio e na televisão já defendiam, sem qualquer contraponto, a destruição do incipiente projeto de um Estado de bem-estar social, construído nos governos dela e do ex-presidente Lula", frisou ele.

Lalo, no entanto, advertiu que parte dessa situação de violação por parte da mídia brasileira foi resultado "da falta de uma política que regulasse o uso dos canais de rádio e TV, com a implantação de uma lei de meios capaz de abrir espaços para vozes independentes, não comprometidas com o retrocesso político e social, articuladoras simbólicas do golpe. Que fique a lição para o futuro".

Impeachment sem crime de responsabilidade

Sobre o processo de impeachment, Dilma afirmou em seu pronunciamento na época que se tratou de uma "injustiça", pois o seu afastamento foi aprovado sem que houvesse crime de responsabilidade.

"O Senado Federal tomou uma decisão que entra para a história das grandes injustiças. Os senadores que votaram pelo impeachment escolheram rasgar a Constituição Federal. Decidiram pela interrupção do mandato de uma Presidenta que não cometeu crime de responsabilidade. Condenaram uma inocente e consumaram um golpe parlamentar", disse ela.


O jurista Thomas Bustamante, professor de Filosofia do Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), concorda com Dilma. "Está muito claro para qualquer pessoa que tenha participado do processo ou que tenha acompanhado que não tem nada que se aproxime de crime de responsabilidade, a menos que a gente redefina o crime de responsabilidade como se fosse um voto de desconfiança parlamentarista", disse Thomas.


No discurso, Dilma afirmou que saia da Presidência como entrou: "sem ter incorrido em qualquer ato ilícito; sem ter traído qualquer de meus compromissos; com dignidade e carregando no peito o mesmo amor e admiração pelas brasileiras e brasileiros e a mesma vontade de continuar lutando pelo Brasil".

"Se trata de um crime fabricado. Não acredito que haja algum senador ingênuo suficiente para ter dúvida sobre isso. Não é uma tendência apenas no Brasil. Acho que na América Latina, depois que começou a ficar constrangedora a presença de tanques nas ruas, baionetas e de violência física para a destituição de governos legítimos, se começou a utilizar esse tipo de retórica, esse tipo de expediente como se a observância de um rito fosse suficiente para garantir a legitimidade de um julgamento", pontuou o jurista.

Em discurso na tribuna do Senado, nesta quinta-feira (31), a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), afirmou comparou as "denúncias" apresentadas contra Dilma e as provas contra Michel Temer. "Pela primeira vez na história da República, um Presidente da República foi acusado de crime comum, como o foi o Sr. Michel Temer, que, com provas fartas, com provas claras, foi denunciado pelo Ministério Público Federal", lembrou a senadora, afirmando que Temer se "safou" da denúncia "torrando R$ 14 bilhões" em emendas parlamentares.

"Uma das principais causas para o golpe foi o agravamento da crise econômica. Um ano depois, os indicadores apontam que a economia não só patina, mas ela piora. O desemprego não parou de crescer. Apesar de o Caged registrar saldo positivo de postos de trabalho em fevereiro, a taxa de desocupação segue em alta. No trimestre encerrado em fevereiro, o indicador chegou a 13,2%. Isso significa quase 14 milhões de brasileiros e brasileiras desempregados. Os números da atividade econômica mostram que a recessão permanece: o IBC-Br, considerado uma prévia do PIB, iniciou 2017 com queda de 0,26%", frisou.

Golpistas não passarão!

Em 2016, a presidenta eleita apontou o viés conservador e direitista do golpe. "O golpe é contra os movimentos sociais e sindicais e contra os que lutam por direitos em todas as suas acepções: direito ao trabalho e à proteção de leis trabalhistas; direito a uma aposentadoria justa; direito à moradia e à terra; direito à educação, à saúde e à cultura; direito aos jovens de protagonizarem sua história; direitos dos negros, dos indígenas, da população LGBT, das mulheres; direito de se manifestar sem ser reprimido. O golpe é contra o povo e contra a Nação. O golpe é misógino. O golpe é homofóbico. O golpe é racista. É a imposição da cultura da intolerância, do preconceito, da violência", salientou.

Em entrevista ao Portal Vermelho, lideranças dos movimentos sociais apontaram que a agenda de cortes de investimentos e programas sociais do governo Michel Temer atingem diretamente a população mais pobre, principalmente mulheres, jovens e negros.

“Quem é o principal público do bolsa-família? São as mulheres negras. O principal público atendido pelo Minha Casa, Minha Vida? As mulheres. Esse governo está fuzilando a possibilidade de igualdade social e autonomia das mulheres brasileiras”, disse Mariana Venturini, vice-presidenta da União Brasileira de Mulheres (UBM).

“Em pouco tempo nós tivemos profundos retrocessos com a revogação da CLT, a ameaça contínua sobre a aposentaria dos trabalhadores e, principalmente, com o absurdo do congelamento dos gastos sociais por 20 anos, formando um conjunto de medidas antipopulares que deixou claro que esse impeachment era um golpe contra os trabalhadores e os brasileiros”, disse Guilherme Boulos, coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).

Voltaremos


Além do caráter de denúncia e enfrentamento ao golpe, o pronunciamento da presidenta Dilma foi de resistência e apontar a direção da luta para derrotar o golpe.


"Ouçam bem: eles pensam que nos venceram, mas estão enganados. Sei que todos vamos lutar. Haverá contra eles a mais firme, incansável e enérgica oposição que um governo golpista pode sofrer", enfatizou.

Não há dúvida de que a democracia brasileira foi frontalmente atingida. Com um governo ilegítimo, sem voto e com reprovação popular recorde, o país vive um estado de exceção em plena democracia, com restrições de direitos, repressão contra trabalhadores, estudantes e o assassinato de camponeses e índios.

"Esta história não acaba assim. Estou certa que a interrupção deste processo pelo golpe de estado não é definitiva. Nós voltaremos. Voltaremos para continuar nossa jornada rumo a um Brasil em que o povo é soberano", disse Dilma em 2016, propondo a união em defesa de causas comuns a todos os progressistas, independentemente de filiação partidária ou posição política.

"Neste momento, não direi adeus a vocês. Tenho certeza de que posso dizer até daqui a pouco", finalizou. 



Demitir para piorar: eis a ordem de Temer

Agosto 31, 2017 19:59, by Blog do Arretadinho

Mais uma ação para fortalecer o setor privado em detrimento do setor público
O presidente Michel Temer (PMDB), que sabidamente ocupa um cargo sem ter recebido um voto sequer para tal, não para de nos surpreender. Surpresa talvez não seja a melhor palavra, pois tem sido incansável o seu esforço contra os direitos do povo brasileiro. Reformas e mudanças que apresentam, todas elas, um grande ponto em comum: o grande prejuízo que recai sobre a classe trabalhadora deste país. Benefícios apenas para grandes patrões e empresários.

Acha que é um exagero? Bastar listar estas mudanças, uma por uma, para se dar conta. Quem vai ficar sem aposentadoria? A classe trabalhadora. E sem direito a 30 dias consecutivos de férias? A classe trabalhadora. Na realidade, até sem Farmácia Popular o povo está ficando. Pode conferir. Não há nenhuma mudança que traga benefício para a população brasileira.

Adiantei isso para falar um pouquinho sobre o Programa de Demissão Voluntária (PDV) que está sendo proposto por este governo para os servidores públicos. E o pano de fundo por trás de uma proposta como esta é, na realidade, o objetivo de reduzir a qualidade e o acesso aos serviços públicos. Trocando em miúdos, trata-se de mais uma ação para fortalecer o setor privado em detrimento do setor público. E aí, bingo! Mais uma ação que tem por alvo atingir direitos historicamente conquistados, como citei no início desta coluna.

A experiência com programas parecidos em governos anteriores, como na época de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), é terrível. São vários os relatos de servidores que foram alvos de assédio moral para aderir ao programa. Só para se ter uma ideia, tramitam hoje no Congresso Federal ao menos cinco projetos de lei que propõem a reincorporação dos quase 15 mil servidores que deixaram o serviço público ao longo do governo de FHC.

A proposta do governo Temer é de economizar até R$ 1 bilhão por ano. Resta-nos perguntar se o governo realmente tem interesse em controlar gastos. Basta uma rápida comparação para ter certeza que não. Entre Junho e Julho, período que antecedeu a votação da denúncia de Janot contra Temer, o governo liberou mais de R$ 4,1 bilhões em emendas parlamentares! Ou seja, em pouco mais de 40 dias, o governo liberou quatro vezes mais em emendas para os deputados do que pretende economizar em um ano inteiro com o Programa de Demissão.

Definitivamente, cada proposta deste governo comprova que eles não merecem o mínimo de credibilidade. De nossa parte, cabe-nos seguir nos movimentando e denunciando o que está cada vez mais obvio: este governo está muito longe de ser um governo de todos os brasileiros. Mas cairá. E somente através de eleições livres e diretas o povo poderá dizer quem tem legitimidade para governar o Brasil.

por Aristóteles Cardona Júnior no Brasil de Fato



Reforma trabalhista prejudicou muito vida de quem “trabalha de casa”

Agosto 31, 2017 19:43, by Blog do Arretadinho

Sob o falacioso discurso de “modernização” nas relações de trabalho, a Lei nº 13.467/2017, que introduz a “reforma trabalhista”, altera e desconfigura as hipóteses do teletrabalho, isto é, aquele que é realizado na residência do próprio trabalhador, longe do empregador mas sob o controle remoto deste. Em outras palavras, a reforma alterou a vida de quem trabalha de casa, já que teletrabalho pode ser entendido como “trabalho à distância”.

Ocorre que o teletrabalho já era regulamentado pelo artigo 6º da CLT recentemente alterado pela Lei nº 12.551/2011, nos seguintes termos: “Não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador, o executado no domicílio do empregado e o realizado a distância, desde que estejam caracterizados os pressupostos da relação de emprego”. E o parágrafo único complementa: “Os meios telemáticos e informatizados de comando, controle e supervisão se equiparam, para fins de subordinação jurídica, aos meios pessoais e diretos de comando, controle e supervisão do trabalho alheio”.

Desde logo percebeu-se que o trabalhador que labora em casa em situação de subordinação e controle remoto pelo empregador tem o espaço de sua vida íntima invadida pelo Capital, trazendo-lhe prejuízos familiares e sociais que não contribuem para uma condição digna de vida, afetando o seu direito de desconexão ao trabalho e o prejudicando em suas atividades privadas, como lazer, cultura, artes, atividades físicas, entre outras, além de desagregar a classe trabalhadora e fomentar a competição entre os próprios empregados.

Aliás, essa modalidade de trabalho em domicílio ser uma exigência dos “modernos meios telemáticos e de produção” utilizada para a regulamentação do teletrabalho pelos reformistas é tão deturpada e falaciosa que já ocorria por volta de 1860 recebendo severas críticas de MARX em O Capital:

“A cristalização fixa de sua organização, oriunda da velha divisão do trabalho, dissolve-se com isso e dá lugar a mudanças contínuas. (…) indústria familiar exercida nas moradias privadas dos trabalhadores ou em pequenas oficinas. Essa assim chamada moderna indústria familiar nada tem em comum, exceto o nome, com a antiga, que pressupõe artesanato urbano independente, economia camponesa autônoma e, antes de tudo, uma casa da família trabalhadora. Ela está agora transformada no departamento externo da fábrica, da manufatura ou da grande loja. Ao lado dos trabalhadores fabris, dos trabalhadores manufatureiros e dos artesãos, que concentra especialmente em grandes massas e comanda diretamente, o capital movimenta, por fios invisíveis, outro exército de trabalhadores domiciliares pelas grandes cidades e pela zona rural. (…) A exploração de forças de trabalho baratas e imaturas torna-se mais desavergonhada do que na fábrica propriamente dita no assim chamado trabalho domiciliar do que na manufatura, por que a capacidade de resistência dos trabalhadores diminui com sua dispersão; toda uma série de parasitas rapaces se coloca entre o empregador propriamente dito e o trabalhador, o trabalho domiciliar parte com empresas mecanizadas ou ao mesmo manufatureiras no mesmo ramo de produção, a pobreza rouba do trabalhador as condições mais necessárias ao trabalho, como espaço, luz, ventilação etc., cresce a irregularidade no emprego e, finalmente, nesses últimos refúgios daqueles que a grande indústria e a grande agricultura tornaram “supérfluos”, a concorrência entre os trabalhadores alcança necessariamente seu máximo”. (O Capital, Livro I, Capítulo VIII, 6, e Capítulo XIII, 8, destaquei).

Com o advento da “reforma trabalhista”, a modalidade de teletrabalho é significativamente alterada e as condições de trabalho realizado nessa situação são profundamente precarizadas. A reforma introduz o “Capítulo II-A – Do Teletrabalho” na CLT e, entre outros retrocessos, instituiu que a responsabilidade pela aquisição, manutenção ou fornecimento dos equipamentos tecnológicos e da infraestrutura necessária e adequada à prestação do trabalho remoto, bem como ao reembolso de despesas podem ser arcadas unicamente pelo empregado e não integram a remuneração deste.

Além disso, introduz o inciso III no artigo 62 no “Capítulo II – Da Duração do Trabalho” para que o empregado nessa modalidade não tenha mais controle das horas trabalhadas, podendo ser cobrado apenas por metas estabelecidas independentemente da carga horária diária e semanal que tenha que realizar para atingi-las. Por fim, a lei subverte o óbvio ao dizer que o comparecimento às dependências do empregador não descaracteriza o regime de teletrabalho.

Por evidente, o retrocesso da reforma não tem limites, subvertendo a lógica da subordinação que permeia o contrato de trabalho ao pretender transferir ao trabalhador os custos da produção e negar os limites constitucionais de jornada diária e semanal em completa dissonância da dignidade do trabalho humano, alterando o conceito de empregador e do risco inerente ao desenvolvimento da atividade econômica da empresa (artigo 2º da CLT). A novidade legislativa também afeta diretamente a saúde física e psicológica do trabalhador atribuindo ao próprio empregado a responsabilidade pela prevenção a fim de evitar doenças e acidentes no ambiente de trabalho, eximindo o empregador de fiscalizá-lo e, nesse aspecto, desrespeitando normas de proteção de índole constitucional (art. 7º, inc. XXII, da CF/1988).

O regime de teletrabalho imposto pela “reforma trabalhista” é perverso porque se apresenta sob a falácia do discurso da “modernização” quando trata-se de mais uma modalidade de prestação de trabalho, desta vez por via remota, sem qualquer garantia de proteção ao empregado, tanto em termos de duração de limite máximo na jornada de trabalho, da responsabilidade pelo custo dos meios de produção e de transferir a responsabilidade pela segurança e higidez do ambiente de trabalho, eximindo-se o empregador de qualquer fiscalização, a não ser no que diz respeito ao cumprimento de metas impostas unilateralmente pela empresa.

Nessa forma, o local de trabalho confunde-se com a moradia do trabalhador, invertendo a lógica do princípio da proteção e os fundamentos da própria relação entre Capital x trabalho que sempre vigoraram na realidade do sistema produtivo capitalista.

Nota-se que Marx alertava que “Ela [a exploração] se torna ainda mais desavergonhada no assim chamado trabalho domiciliar do que na manufatura, porque a capacidade de resistência dos trabalhadores diminui com sua dispersão” (idem). Nada poderia ser mais atual do que MARX em 1860 quanto às regras introduzidas pela “reforma trabalhista” acerca da modalidade de teletrabalho. O isolamento do trabalhador em sua residência, sob controle remoto e subordinação direta do empregador, aliado ao enfraquecimento do poder de enfrentamento dos Sindicatos de trabalhadores em nossos dias, impede a sua capacidade de resistência à exploração sem limites. A possibilidade de que nessa modalidade de trabalho sejam ajustadas cláusulas por meio de acordo escrito individual em nada beneficia os trabalhadores, a não ser o fato de tornar eles mesmos responsáveis pela sua própria exploração.

Os retrocessos devem ser enfrentados com coragem institucional e sob a ótica da racionalidade de proteção que permeia o direito do trabalho. Não é possível, sob o ponto de vista jurídico, nem econômico e tampouco sociológico transferir ao trabalhador os custos da produção e a responsabilidade pela higidez do ambiente de trabalho enquanto é explorado pelas forças do Capital. Deve ser mantida a divisão entre local de trabalho x residência, sob pena de afronta à intimidade e à vida privada da pessoa humana, em cuja categoria o trabalhador também está inserido, não se constituindo em espécie de “sub-cidadão”, especialmente garantindo-lhe a trnquilidade no seio familiar ou, ainda, o direito à desconexão, o direito de estar só, entre outros.

Ainda que se fale que o teletrabalho poderia apresentar pontos positivos para alguns trabalhadores como o de evitar o deslocamento diário à empresa nas grandes cidades, nada justifica a ausência de controle de jornada diária e semanal nos limites constitucionais e a sua efetiva fiscalização pelo empregador com a utilização de tecnologias de informação e de comunicação de forma comprometida com o princípio da proteção. Por fim, a institucionalização e o incentivo ao regime de teletrabalho pode gerar complexas situações de terceirização, formas irregulares de trabalho e que culminam no desvirtuamento da relação de emprego garantido constitucionalmente abrindo espaço para o trabalho explorado em situação análoga à de escravo, como se nota frequentemente na grande indústria têxtil.

Átila Da Rold Roesler é juiz do trabalho na 4ª Região e membro da Associação Juízes para a Democracia (AJD). Pós-graduado em Direito e Processo do Trabalho e em Direito Processual Civil. Pós-graduado em Sociologia pela Universidade Estácio. Foi juiz do trabalho na 23ª Região, procurador federal e delegado de polícia civil. Publicou os livros: Execução Civil – Aspectos Destacados (Curitiba: Juruá, 2007) e Crise Econômica, Flexibilização e O Valor Social Do Trabalho (São Paulo: LTr, 2015). Autor de artigos jurídicos em publicações especializadas. Professor na pós-graduação da URI Campus Frederico Westphalen/RS e vice-Diretor da FEMARGS – Fundação Escola da Magistratura do Trabalho do Rio Grande do Sul.



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