Após 30 anos, povo reitera luta pelas “Diretas Já”
Maggio 23, 2017 20:41![]() |
| Comício pró "Diretas Já" no Largo da Prefeitura de Porto Alegre em 1983 |
Por: Iberê Lopes em PCdoB na Câmara
Partidos políticos, lideranças estudantis e movimentos sindicais voltam às ruas por eleições diretas três décadas após abertura democrática. Dia 24 de maio fica na história das mobilizações populares pela garantia de direitos sociais.
Líderes da Oposição e movimentos sociais fazem operação de resistência contra as reformas e medidas do governo Michel Temer. Nas ruas e no Congresso Nacional, a mobilização é intensa pelo afastamento do presidente da República e pelas “diretas já”.
Segundo a ex-deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB-AC), signatária do pedido de impeachment contra o presidente Temer, a consciência histórica e o papel da sociedade neste cenário adverso é fundamental para evitar retrocessos. “Nos vemos novamente na repetição desta história. As “Diretas Já” foram um dos movimentos mais importantes do Brasil. Sem luta nós não conquistamos nada. Por isto a importância de estar nas ruas”, acentua.
A palavra de ordem das bancadas de oposição ao Palácio do Planalto – PCdoB, PT, PDT, PSB, PSol e Rede – é de obstrução política permanente até que seja aprovada a proposta das eleições diretas (PEC 227/16) na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).
“Naquilo que depender de nós, aqui na Câmara, é obstrução. Não aceitaremos a tese da normalidade, porque nosso país passa por uma gravíssima crise institucional. Vamos barrar qualquer tentativa de votação de projetos ou de reformas do governo”, salientou o líder da Minoria, José Guimarães (PT-CE).
Em reunião com lideranças sindicais, sociais e estudantis, nesta terça-feira (23), os parlamentares ouviram a exigência de afastamento imediato de Temer da Presidência. Coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), Guilherme Boulos pede o reestabelecimento do diálogo com a população.
“A manifestação do dia 24 foi chamada contra as reformas da previdência e trabalhista, propostas pelo governo. Mas também para dizer que este governo, além de não ter legitimidade, perdeu a condição política de governar”, afirma Boulos. A organização do ato “Ocupa Brasília” prevê a vinda de mais 100 mil pessoas para a Esplanada dos Ministérios nesta quarta-feira.
Na contramão, o PSDB se apressa nos bastidores, em tom de conciliação pelas reformas ultraliberais, para emplacar Fernando Henrique Cardoso na Presidência da República. A escolha de um nome pelos congressistas foi a alternativa apresentada por interlocutores do campo político palaciano para a substituição de Michel Temer.
Hipótese que é repudiada pela presidente da União Nacional do Estudantes (UNE), Carina Vitral, por representar uma agenda que novamente não passará pelo crivo das urnas. “Para quem acha que é muito difícil conquistar as eleições diretas, os movimentos sociais dão o recado: é somente nas ruas e nas urnas que nós vamos conquistar um novo Brasil”, disse a líder estudantil.
Os movimentos querem a efetiva participação dos setores progressistas da sociedade nos debates sobre os rumos econômicos do país. Para isto, apontam como única saída a convocação de eleições diretas e gerais. “Não venham querer empurrar uma pauta de retirada de direitos, inclusive querendo colocar outro ilegítimo. Se eles não sabem o que fazer com Michel Temer golpista, nós sabemos. É “fora Temer”, “diretas já” e “nenhum direito a menos””, dispara Alexandre Conceição, da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra.
Pela a diretora da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (Contee), Nara Teixeira, existe uma contradição quando os governistas dizem que as eleições diretas são inconstitucionais, mas mantêm a votação de propostas que rasgam a Constituição.
“Pode mudar quando retira nossos direitos previdenciários, mas não pode mudar o texto constitucional para garantir a escolha do povo. Parece que é uma piada, e é. A gente não aceita de forma nenhuma”, afirma Nara.
Para o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, a 9ª marcha da classe trabalhadora a Brasília será um marco na história do movimento sindical. "É por este caminho que haveremos de minimizar os danos provocados pelo golpe e pavimentar o caminho para o novo projeto nacional de desenvolvimento com democracia, soberania e a geração de emprego e renda", convoca o líder sindical.
Entenda a PEC das DIRETAS
Em tramitação desde 2016, a Proposta de Emenda à Constituição 227 (PEC das Diretas), de autoria do deputado Miro Teixeira (Rede), aguarda análise e votação da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).
Parlamentares da oposição tentam acelerar a pauta para aprovar a medida que prevê eleições diretas no caso de vacância do cargo de presidente da República, exceto nos últimos seis meses de mandato.
Atualmente, a Constituição Federal dispõe, no seu Art. 81, § 1º, que: “Ocorrendo a vacância nos últimos dois anos do período presidencial, a eleição para ambos os cargos será feita trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso Nacional, na forma da lei”.
O texto constitucional assegura, ainda, que a soberania popular prevalece através do voto direto e secreto, “com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante: I - plebiscito, II - referendo, e III - iniciativa popular”, em seu Art. 14.
#OcupeBrasília
MARCHA DA CLASSE TRABALHADORA - 24 DE MAIO
Esquenta: 04h
Concentração: 11h
Saída : entre 13h e 14h
Início do ato : 16h
Encerramento do ato: 18:30 h
Gravação revela que Gilmar prometeu ajudar Aécio
Maggio 20, 2017 22:03![]() |
| Foto Joaquim Dantas/Blog do Arretadinho |
Gravação revela que Gilmar Mendes prometeu ajudar Aécio com lei de abuso de autoridade
A Polícia Federal interceptou um telefonema do senador ao ministro do STF pedindo ajuda para aprovar a lei que, de acordo com Procuradoria-Geral da República, seria uma estratégia do tucano para obstruir a Justiça. Gilmar, que nega qualquer articulação com Aécio, é relator de dois inquéritos contra o tucano no Supremo
Por Redação Revista Fórum
Foi divulgada nesta sexta-feira (19) uma gravação feita pela Polícia Federal, com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), de uma ligação do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) ao ministro do próprio STF, Gilmar Mendes, em que o tucano pede ajuda para aprovar a lei de abuso de autoridade. De acordo com a PF, Gilmar prometeu ajudar Aécio. Para a Procuradoria-Geral da República (PGR), o tucano queria aprovar a lei como uma estratégia para obstruir as investigações da operação Lava Jato.
“Aécio Neves diz a seu interlocutor para ligar para o senador Flexa e dizer que acompanhe sua posição (acompanha a posição do Aécio lá…). Gilmar concorda e diz que já havia falado com Anastasia e Tasso, provavelmente os senadores. Observa-se que na referida data ocorria procedimento legislativo referente ao projeto de Abuso de Autoridade no Senado Federal”, diz o relatório da PF sobre a gravação. A ligação teria sido feita em 26 de abril.
Essa interceptação da Polícia Federal faz parte da Operação Patmos e serviu como uma das evidências para que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pedisse a abertura de inquérito contra o tucano. Afastado do Senado, ele será investigado por obstrução da Justiça.
Em delação premiada, o dono da JBS, Joesley Batista, confirmou que, além dos pedidos de propina, tratou com o ex-governador de Minas Gerais negociações que envolviam a aprovação da lei de abuso de autoridade para barrar as investigações da Lava Jato.
O ministro Gilmar Mendes, por sua vez, informou por meio de nota que “sempre defendeu publicamente o projeto de lei de abuso de autoridade, em palestras, artigos e entrevistas, não havendo, no áudio revelado, nada de diferente de sua atuação pública.”
Gilmar é o relator de dois inquéritos contra o tucano no Supremo.
Confira, abaixo, a íntegra do áudio interceptado pela PF.
- Aécio Neves: Oi, Gilmar. Alô.
- Gilmar Mendes: Oi, tudo bem?
- Aécio: Você sabe um telefone que você poderia dar que me ajudaria na condução lá. Não sei como é sua relação com ele, mas ponderando… Enfim, ao final dizendo que me acompanhe lá, que era importante… Era o Flexa, viu? [Aécio se referia ao senador Flexa Ribeiro]
- Gilmar: O Flexa, tá bom, eu falo com ele.
- Aécio: Porque ele é o outro titular da comissão, somos três, sabe?… Né…
- Gilmar: Tá bom, tá bom. Eu vou falar com ele. Eu falei… Eu falei com o Anastasia e falei com o Tasso… Tasso não é da comissão, mas o Anastasia… O Anastasia disse “Ah, tô tentando… [incompreensível]…” e…
- Aécio: Dá uma palavrinha com o Flexa… A importância disso e no final dá sinal para ele porque ele não é muito assim… De entender a profundidade da coisa… Fala ó… Acompanha a posição do Aécio porque eu acho que é mais serena. Porque o que a gente pode fazer no limite? Apresenta um destaque para dar uma satisfação para a bancada e vota o texto… Que vota antes, entendeu?
- Gilmar: Unhum.
- Aécio: Destaque é destaque é destaque… Depois não vai ter voto, entendeu?
- Gilmar: Unhum. Unhum.
- Aécio: Pelo menos vota o texto e dá uma…
Gilmar: Unhum.
- Aécio: Uma satisfação para a ban… Para não parecer que a bancada foi toda ela contrariada, entendeu?
- Gilmar: Unhum.
- Aécio: Se pudesse ligar para o Flexa aí e fala…
- Gilmar: Eu falo pra com ele… E falo com ele… Eu ligo pra ele… Eu ligo pra ele agora.
- Aécio: …[incompreensível]… importante
- Gilmar: Ligo pra ele agora.
- Aécio: Um abraço.
Meirelles era o presidente do JBS e não sabia de nada? Por Mauro Lopes
Maggio 20, 2017 20:37![]() |
| Foto: EBC |
Henrique Meirelles, a grande unanimidade das elites do país, que insistem em colocá-lo acima de qualquer suspeita, tem um “detalhe” em sua biografia que a imprensa golpista deixou passar: ele era o presidente do grupo durante os anos em que o JBS repassou ao redor de meio bilhão de reais aos políticos, com carta branca dos donos. Uma de suas responsabilidades era exatamente o contato com o mundo político. Não é incrível? E não sabia de nada? Não viu nada? Não “trocava figurinhas” com o agora megadelator e seu ex-patrão Joesley Batista?
Se sabia, é inexplicável que não tenha ainda entrado na dança. Se sabia e atuou em parceria com Joesley, mais grave ainda. Se não sabia, bem… se Meirelles foi o presidente do grupo entre 2012 e 2016 e não soube que saíram R$ 500 milhões do caixa das empresas, nas mãos de quem está a economia do país?
O ministro e sua equipe divulgaram uma informação mentirosa ao Brasil quando a questão de sua ligação com a JBS incomodou: numa nota oficial do Ministério da Fazenda à imprensa em setembro de 2016 afirmou-se que Meirelles “se limitava a prestar consultoria” ao grupo. A imprensa golpista, agora engalfinhada em torno da permanência ou não de Temer, engoliu a história e o cargo fictício criado para Meirelles, que seria presidente de um tal Conselho Consultivo, que não existe, com o claro objetivo de reduzir a responsabilidade do ministro –leia aqui uma reportagem sobre a nota do Ministério e a invenção do “Conselho Consultivo”.
Meirelles nunca foi presidente deste “Conselho Consultivo” inexistente, e sim presidente do Conselho de Administração do grupo JBS entre 2012 e até sua entrada no governo Temer em 2016. Tinha poderes amplos no grupo. A reportagem da revista Exame que anunciou a contratação de Meirelles, em 2012, quase um press release do grupo, tinha um título significativo: “O preço de Meirelles para o JBS” –ao redor de R$ 40 milhões por ano! Na reportagem, Joesley Batista afirmou taxativamente: “O Meirelles não vai ser apenas um consultor. Vai cobrar resultados dos executivos e traçar estratégias para a expansão do negócio; agora é com ele.” Muito longe da versão do Ministério da Fazenda em 2016. Logo abaixo do título da reportagem, uma frase explicitava o poder e o preço de Meirelles: “Joesley Batista deu carta branca e uma montanha de dinheiro ao ex-presidente do Banco Central”. Mas há mais. Leia mais estre trecho da reportagem/press release: “‘Além de ter excelentes conexões empresariais, ele transita muito bem no governo.’ (Meirelles interrompeu a entrevista no dia 9 de março para receber o ministro Fernando Bezerra Coelho, da Integração Nacional, na sede da J&F, no Alto de Pinheiros, zona oeste de São Paulo.)” – se quiser, leia toda a reportagem aqui.
Os Conselhos de Administração das empresas de capital aberto deixaram de ser há mais de 20 anos os órgãos decorativos que foram no século XX. Eles orientam, controlam e, por meio de comitês, exercem funções executivas nas grandes empresas. Não é diferente na JBS, ao contrário do que Meirelles quis fazer crer meses atrás. Veja no site do grupo para investidores que sequer existe o tal “Conselho Consultivo” soprado pela equipe do Ministério aos jornalistas da imprensa conservadora, que engoliram sem sequer um clique no site: clique você aqui; em seguida, clique na aba Informação Corporativa e você verá que o que existe mesmo é um Conselho de Administração. Se você for até a área do Conselho no site, lerá: “O Conselho de Administração da Companhia é o órgão responsável por, em outras questões, determinar as suas políticas e diretrizes dos seus negócios. O Conselho de Administração também supervisiona a Diretoria (…)”.
Dá pra acreditar que como presidente do grupo ele não soube de nada? Não viu? Não leu? Sumiram R$ 500 milhões dos cofres do grupo e Meirelles não soube? Se ele soube, deve entrar nos processos em curso. Se ele não sabia de nada mesmo, deve ser interditado, porque deixar um néscio assim como ministro da Fazenda do Brasil é um risco sem medida.
Malafaia é citado em delação da JBS
Maggio 20, 2017 16:57Pastor Silas Malafaia é citado em delação por advogado da JBS
"Manda este ladrão, vagabundo, bandido provar o que fala". Foi assim que o Pastor Silas Malafaia respondeu a reportagem da Folha de São Paulo quando questionado sobre a delação premiada do advogado da JBS, Francisco de Assis e Silva.
Segundo o líder evangélico, o advogado da JBS o acusou por "querer salvar a própria pele" ao citar "uma pessoa muito conhecida". De acordo com Silva, outro advogado da JBS, Willer Tomaz, teria afirmado que o pastor pediu um encontro com um juiz de Brasília. O objetivo seria estreitar relações com o magistrado após ter sido alvo de condução coercitiva, em dezembro, na Operação Timóteo, que investigava suposto esquema de corrupção em cobranças de royalties da exploração mineral.
Silas Malafaia assumiu conhecer Willer, preso nesta quinta-feira, 18, pela PF, sob suspeita de tentar interferir em investigações da Operação Greenfield. Em depoimento, Joesley Batista disse que contratou Willer
por Catraca Livre
Cerveja Maria Prestes é lançada no Rio de Janeiro
Maggio 20, 2017 15:14![]() |
| De férias em Saquarema, Maria Prestes e a neta Andreia, uma das idealizadoras da Cervejaria Feminista (Foto: Dulce Tüpy) |
A Cervejaria Feminista acaba de lançar sua primeira produção de cervejas artesanais. Idealizada por 4 mulheres, Andreia Prestes, Maria Antônia Goulart, Maura Santiago e Clarissa Cogo, a proposta é lançar rótulos que homenageiem mulheres com uma trajetória de luta pela liberdade e igualdade das mulheres. A primeira é Maria Prestes, viúva do senador e líder comunista Luiz Carlos Prestes. O badalado lançamento, noticiado até na coluna do Ancelmo Góis (O Globo), foi no bar Manisfesto, no Leme.
Militante do Partido Comunista desde jovem, Maria viveu parte da vida na clandestinidade no Brasil e no exílio na Rússia, onde criou seus 9 filhos, durante a ditadura militar brasileira. Companheira de Luís Carlos Prestes por 40 anos, encontrou em Saquarema um local para descanso, onde passa grandes períodos em sua casa na Manitiba, entre os bairros de Barra Nova e Jaconé. A receita da cerveja Maria Prestes foi inspirada na que Maria saboreava em visita à Checoslováquia, durante o exílio. Em breve, a cerveja Maria Prestes será lançada em Saquarema.
POR: O SAQUÁ




