Fachin autoriza inquérito sobre acordão do PMDB para obstruir Lava Jato
Febbraio 10, 2017 19:13Investigação a pedido de Janot atinge os senadores Renan Calheiros, Romero Jucá,o ex-presidente José Sarney e ex-diretor da Transpetro
por Jornal GGN
GGN – Em uma das suas primeiras medidas como relator da Operação Lava Jato, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, autorizou o inquérito para investigar os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR), o ex-senador José Sarney (PMDB-AL) e o ex-diretor da Transpetro Sérgio Machado.
A investigação é a que trata de obstrução da Operação Lava Jato, e da qual o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a caracterizou como "solução Michel", uma vez que os integrantes do partido planejavam a queda da presidente Dilma Rousseff e a entrada de Michel Temer.
Passaram-se oito meses desde que o grampo de Machado, liberado em maio do último ano, revelou o esquema planejado entre os caciques do PMDB e da cúpula do governo Temer para construir um "grande acordo nacional" com Temer e impedir o avanço da Operação Lava Jato.
Integravam o grupo cinco nomes também do PSDB: Aécio Neves (MG), José Serra, Tasso Jereissati, Aloysio Nunes (SP), Cássio Cunha Lima (PB) e Ricardo Ferraço (ES). Ainda foram mencionados nas tratativas de se aliar ao esquema planejado pelo PMDB Agripino (DEM-RN) e Fernando Bezerra (PSB-PE).
Apesar de arrolar como miras apenas os três peemedebistas que tiveram suas conversas gravadas pelo ex-presidente da Transpetro e entregues à Procuradoria-Geral da República, o caso deverá comprovar as tratativas do PMDB e PSDB para a derrubada da ex-presidente Dilma Rousseff, como a saída encontrada pela então oposição para se proteger da Lava Jato.
Os conteúdos dos áudios mostram com clareza a intenção. Além dos vazamentos já de conhecimento público do ano passado, outros disponibilizados somente agora com o pedido de inquérito de Janot ao Supremo revelam a extensão do esquema, diretamente com os políticos tucanos Aécio, Serra, Jereissati, Aloysio, Cássio Cunha e Ferraço.
Fachin recebeu a solicitação de abertura de inquérito de Janot nesta terça-feira (7). Nesta quinta (9), liberou a Procuradoria e a equipe de investigadores a darem sequência às apurações. Foi o primeiro inquérito autorizado pelo novo relator da Lava Jato no Supremo.
A partir de agora, o senador Renan Calheiros soma um total de 12 inquéritos e uma ação penal na Suprema Corte, sendo destes 9 apenas da Operação Lava Jato. Jucá acumula oito inquéritos no STF, com 3 da Lava Jato. E Sérgio Machado é investigado em dois da Operação. É a primeira apuração contra Sarney no Supremo pela Lava Jato
Alckmin reduz verba do Metrô
Febbraio 10, 2017 19:05![]() |
| estão Alckmin precariza a manutenção das composições e põe em risco a população e os trabalhadores |
Alckmin reduz verba do Metrô e MP investiga fraudes de R$ 47 milhões na companhia
Enquanto o governo tucano reduz em 57% o montante para operação e manutenção do sistema, MP investiga fraude com possível participação de servidores
por Redação RBA
São Paulo – Na mesma semana em que um trem da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) descarrilou entre as estações Artur Alvim e Itaquera, da Linha 3-Vermelha, dados da estatal informam que o governo de Geraldo Alckmin (PSDB) reduziu em 57% os gastos com operação e manutenção do sistema. Em meio a essa contradição, o Ministério Público paulista divulgou hoje (10) uma investigação de fraudes na construção da Linha 4-Amarela, em que o governo pagou cerca de R$ 47,8 milhões por serviços não realizados.
Segundo o MP, o Metrô repassou o montante ao consórcio espanhol Corsan Corviam apesar de as obras da Linha 4 estarem paradas por meses, entre os anos de 2014 e 2015. Em setembro de 2015, o governo Alckmin rompeu com o consórcio, alegando quebra contratual. A estatal garante que os pagamentos "foram liberados somente mediante confirmação dos serviços realizados".
Os promotores Cassio Conserino e Fernando Henrique de Moraes Araújo, no entanto, obtiveram documentos que comprovariam a fraude, como comprovantes de pagamentos por serviços não prestados, comprovantes de saques em dinheiro e e-mails trocados entre os gerentes da estatal e do consórcio que relatam as fraudes nas medições da evolução física da obra, método utilizado para avaliar o andamento do trabalho.
Os promotores apontaram 30 irregularidades e 50 funcionários da companhia e do consórcio Corsan Corviam. Dentre os crimes a serem investigados estão: fraude em licitação, falsificação de documentos, associação criminosa, corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. De acordo com a investigação, entre novembro de 2013 e o rompimento do contrato, a Corsan Corviam realizou 3% da obra, mas o governo Alckmin repassou R$ 55,3 milhões, equivalente a 14% do custo total do contrato.
Tira e põe
Enquanto há indício de que houva pagamentos demais numa ponta, na outra os recursos escassearam. O governo Alckmin reduziu o gasto com operação e manutenção das linhas de R$ 110 milhões, em 2014, para R$ 47 milhões em 2016. Já os investimentos em modernização caíram de R$ 409 milhões, em 2014, para R$ 206 milhões em 2015, e R$ 168 milhões em 2016.
A redução com manutenção e operação foi mais severa na Linha 5-Lilás (Capão Redondo-Adolfo Pinheiro), de 87%. Na linha 2-Verde (Vila Madalena-Vila Prudente), o gasto diminuiu 78%. Na linha 3-Vermelha (Corinthians/Itaquera-Palmeiras/Barra Funda), a redução foi de 71%. E na Linha 1-Azul (Jabaquara-Tucuruvi), de 31%.
No ano passado, a RBA noticiou que os trabalhadores da manutenção estavam “canibalizando” trens para conseguir peças para manutenção de outras composições.
Para o Sindicato dos Metroviários, a situação está diretamente relacionada ao aumento dos problemas nas linhas nos últimos anos. Em 2015, foram registradas 92 panes graves, com paralisação do serviço. Até outubro do ano passado, foram 84.
Mercado Sul é exemplo de resistência cultural
Febbraio 8, 2017 21:14| Foto Joaquim Dantas/Blog do Arretadinho |
Mercado Sul, em Taguatinga, se torna exemplo de resistência cultural
Na QSB 12/13, tem ateliê de costura, oficina de construção de instrumentos e móveis, teatro, eventos e área é modelo de uso da arte como forma de subsistência
O ambiente conturbado da Avenida Samdu Sul e adjacências, em Taguatinga, saturado por comércios e poluição visual, ganha tons diferentes na altura da QSB 12/13. Naquela área, duas vielas chamam a atenção pelo colorido das fachadas dos prédios e das casas. Conhecido como Espaço Cultural Mercado Sul ou Beco da Cultura, o trecho urbano é hoje um ponto de convergência de artistas que ali fixaram residência e trabalham. Uma espécie de comunidade onde o cotidiano é regido pela criatividade.
Por trás das fachadas grafitadas, encontram-se ateliê de costura, oficina de construção de instrumentos musicais e móveis e teatro. Há também abrigo para talentos vindos de vários cantos do Brasil. A economia solidária prevalece nesses dois becos de cultura. Os artistas que ali vivem oferecem à comunidade uma gama de atividades, entre cursos, oficinas, mostras de artes, feiras e exposições.
Costumo dizer que aqui é uma universidade, apesar de eu ser avesso à escola. Mas aqui é uma escola de primeira instância. Eu não trocaria uma mansão no Lago Sul pela minha loja aqui no Beco"
Virgílio Mota, mestre artesão
O Mercado Sul de Taguatinga foi construído na década de 1950. Na época, a área era ocupada por armarinhos, açougues, mercadinhos e feirantes. Com o tempo e a modernização da cidade, o lugar perdeu força e muitos lojistas fecharam as portas, deixando a paisagem marcada pelo abandono.
Conheci aqui quando era realmente uma feira, tipo uma feira livre, gente tropeçando em gente, entre os anos 1965 e 1968"
Seu Heleno, tapeceiro
Na década de 1990, o espaço começou a passar por um processo de revitalização. Foi quando chegaram o luthier Seu Dico, fabricante de violas artesanais, e o bonequeiro Chico Simões, que montou ali o seu Teatro de Mamulengo Invenção Brasileira. Simões ganharia fama por influenciar muitos artistas do Distrito Federal, principalmente em relação ao teatro de bonecos. Logo, outros produtores de arte começaram a chegar e a fixar ali suas bases.
Economia solidária
Hoje, os blocos de prédios de dois andares enfileirados abrigam dezenas de pessoas e famílias inteiras, que sobrevivem por meio da economia solidária. Cada um ajuda o outro no seu fazer artístico e no sustento da casa. Preocupados com a cultura tradicional brasileira, com o bem-estar social e com o meio-ambiente, as atividades são autossustentáveis e visam melhorar um pouco o mundo onde eles vivem.
Um bom exemplo é a oficina Tempo Ecoarte, que utiliza papelão, utensílios reciclados e água reaproveitada das máquinas de lavar para fabricar móveis e instrumentos musicais. O ateliê pode ser frequentado por qualquer pessoa interessada e o conhecimento é compartilhado. A mesma lógica é observada no ateliê de costura e no Bicicentro, um local de empréstimo de bicicletas.
Vasta programação cultural
A programação cultural do Beco da Cultura é vasta. Vai de oficinas para fabricação de pães artesanais, passa por shows de danças e músicas da cultura tradicional — como reizado, bumba-meu-boi e maracatu — e cursos de comunicação comunitária. O moradores da área também promovem debates sobre questões políticas, sociais ou relacionadas ao patrimônio histórico e cultural do Brasil.
Mensalmente, nos sábados de lua cheia, acontece a EcoFeira, um espaço de exposição, troca e venda de produtos e serviços que seguem princípios ecológicos. Mais do que um mero evento mercadológico, a feira visa debater os princípios de sustentabilidade e reutilização de resíduos sólidos ou materiais orgânicos. Começa sempre às 14h, e além de banquinhas, conta com programação que inclui lançamentos de livros e apresentações de teatro e música. Todos os eventos são postados na página do movimento no Facebook.
No site do projeto, um parágrafo resume o que é o Espaço Cultural Mercado Sul: “No Beco tem costureira, borracharia, oficina, prato-feito, café-bar, ateliê, luthieria, espaço cultural, produtora, estúdio de comunicação, rádio, manicure, cabeleireiro, alfaiate, igreja, brechó… Tudo junto, misturado, interagindo com respeito às diferenças. No Beco, as crianças brincam na rua, constroem seus brinquedos. Conversamos nas calçadas, plantamos no pneu, criamos e fazemos projetos. Vivemos!”
Ocupação Cultural Mercado Sul Vive.
Espaço Cultural Mercado Sul (QSB 12/13, Bloco A, Taguatinga). www.mercadosul.org
do Portal Metrópoles
Reforma justa da Previdência exige diálogo, afirma diretor da OIT
Febbraio 8, 2017 20:36![]() |
| Poschen (esq) e Durán (no telão), da OIT: metade dos países que privatizaram sistema voltou atrás. Reforma requer decisão da sociedade ROBERTO PARIZOTTI/CUT |
Representante da entidade no Brasil vê necessidade de mudanças, mas observa que PEC 287 tem mais 'lógica fiscal'. Organização aponta tendência mundial de previdência pública
por Vitor Nuzzi, da RBA
São Paulo – O debate sobre a Previdência precisa ser aprofundado para que disso resulte uma reforma "justa e equilibrada", avalia o diretor da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Peter Poschen. Durante debate em São Paulo promovido pelo Dieese e por nove centrais sindicais, ele ponderou que o tema é "tecnicamente complexo", por envolver justiça social para a geração atual e as futuras, e que há necessidade de adaptação às mudanças demográficas, entre outras, mas observou que a discussão deve ser feita com o maior número possível de informações. "Nossa percepção é que, nesse sentido, ainda falta muito."
São necessárias informações consistentes, acrescentou o alemão Poschen, que assumiu recentemente a função, para um diagnóstico que permite uma "base sólida" para reformas. Sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, ele vê uma "lógica fiscal, no sentido de conter gastos", mas disse que é preciso considerar outros aspectos, inclusive em termos de manutenção da formalidade, para que isso não represente perdas – inclusive fiscais – no futuro. "Isso requer uma decisão da sociedade", observou o diretor da OIT. "A Convenção 102, ratificada pelo Brasil, é uma boa âncora para o debate."
Essa convenção trata de critérios básicos para regimes de seguridade social, em relação a contribuições, pagamentos e governança. Entre os princípios básicos da OIT, está a cobertura universal do sistema, com base na solidariedade social. Outros princípios incluem suficiência e previsibilidade de recursos, transparência de gestão, responsabilidade do Estado na administração e no financiamento, sustentabilidade (fiscal, econômica e financeira) e participação dos interlocutores sociais.
Poschen observa ainda que é preciso equilibrar sistema de financiamento, custo e o princípio da justiça social – e o que a sociedade está disposta a pagar para garantir benefícios. "O envelhecimento vai trazer muitas outras consequências que precisam ser tratadas", disse o diretor, citando questões como serviços de saúde, atendimento a idosos e transporte público. É preciso, acrescenta, melhorar o sistema atual, que apresenta deficiências.
Maioria é pública
A organização admite a existência de sistemas baseados na poupança, mas afirma que essas modalidades "não devem enfraquecer regimes de solidariedade". O especialista em proteção social da OIT Fabio Durán – que participou do seminário via skype, de Genebra, sede da entidade – apresentou um painel mostrando a existência de uma tendência mundial de expansão do sistema, predominante em 60% dos casos, ante 33% com medidas de contração e 7% considerados neutros. Ainda assim, aproximadamente metade da população idosa não recebe cobertura.
"A maioria (dos países) tem sistema de previdência pública", disse Durán. De acordo com a apresentação da OIT, de 1981 a 2003, 23 países privatizaram seus sistemas, mas cerca de metade reverteu essas reformas, com reestatização parcial ou total – o que demonstra, segundo o especialista, que o caminho da previdência privada não resolve os problemas. "Bolívia e Argentina abandonaram o sistema privado. No Chile há uma grande discussão sobre o que fazer com o sistema privado, que se tornou impopular."
Segundo a OIT, a "tendência chave" é de aumento da cobertura. Nesse sentido, a entidade destaca positivamente o ocorrido no Brasil antes da crise, com aumento da formalização da mão de obra. A organização identifica o que chama de "reforma paramétrica" no mundo, com alguns países aumentando e outros diminuindo a idade para ter acesso a benefícios. Ainda sobre o caso brasileiro, a entidade admite a necessidade de adaptação a mudanças demográficas e econômicas, mas sem prejuízo de direitos, com gradualidade na implementação de reformas e diálogo social, baseado no tripartismo – envolvendo governo, trabalhadores e empresários. Um elemento fundamental, diz Durán, "que está no coração dessa instituição".
Brasil vira país da intolerância e ruma ao fascismo
Febbraio 6, 2017 21:35![]() |
| Para Frei Betto, humanidade vive momento de perda de valores, niilismo e falta de horizonte Reproução |
Com 80% de cristãos, Brasil vira país da intolerância e ruma ao fascismo
Para coordenadora da Pastoral da Juventude, ódio a Marisa Letícia visa "figura simbólica que Lula representa na luta de classes". Segundo Frei Betto, ataques à ex-primeira-dama mostram fenômeno mundial
por Eduardo Maretti, da RBA
São Paulo – Os ataques e manifestações contra a ex-primeira-dama Marisa Letícia, morta na sexta-feira (3), vítima de um AVC, provocam espanto não apenas devido à virulência e despropósito, ódio de classe e intolerância. Mas também ao se pensar que, no Brasil, a população é de maioria esmagadoramente cristã, religião que em sua essência prega a tolerância, a paz e a caridade. Incontáveis manifestações nas redes sociais “torcendo” contra Marisa, enquanto ela estava internada, citavam Deus ou “princípios” cristãos para justificar os ataques. O Brasil tem hoje estimados 160 milhões de cristãos, ou 80% da população, incluindo católicos, evangélicos e espíritas.
“Essas manifestações mostram um momento que estamos vivendo na humanidade, que é a perda de valores, o niilismo, a falta de horizonte e perspectivas, o que leva as pessoas a reações não racionais, mas emocionais”, diz o escritor Frei Betto, de quem Marisa Letícia foi aluna num curso de política quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva militava como líder sindical.
Para Aline Ogliari, secretária nacional e coordenadora da Pastoral da Juventude, o país assiste a uma "perda da sensibilidade, da capacidade de convivência com o diferente, o que, no caso, é um ataque a Lula, uma figura simbólica e a tudo o que representa a figura do Lula". "Por isso a mídia hegemônica bate em cima do jeito que bate e a classe média e a falsa burguesia também batem. O ataque é à figura simbólica que o Lula representa na luta de classes.”
Segundo ela, o episódio de Marisa Letícia na história recente é emblemático. “Perder a capacidade da compaixão, da sensibilidade, da convivência com o diferente, numa perspectiva política, mostra que a gente chega a um estágio de fascismo político, mostra que para ‘minha ideia’ aparecer eu tenho que aniquilar o que é diferente.”
A militante católica destaca que as críticas que os movimentos sociais fizeram aos governos do PT são normais e são parte da convivência democrática. O que não é “natural” é o caminho que o país está seguindo. “As críticas que se fazem aos governos do PT são naturais, porque, por exemplo, numa análise mais à esquerda, a gente acreditava num certo projeto de país, com reformas mais estruturais. Mas essa já é uma outra questão. Isso (os ataques a Marisa Letícia) é uma coisa que não deveria acontecer num país que se declara majoritariamente cristão", diz Aline.
Para Frei Betto, as pessoas que se manifestaram das mais variadas maneiras contra Marisa Letícia “se esquecem que o ódio é um veneno que você toma esperando que o outro morra, ou seja, quem odeia faz mal a si mesmo, jamais a quem é odiado". "Tudo isso mostra como as pessoas são movidas por ressentimentos, por ódios. Vivemos um momento de incivilidade muito profundo", diz Frei Betto.
Para ele, os fatos em torno de Marisa não são um fenômeno apenas brasileiro. “Esse tipo de agressão não acontece só aqui, acontece em todos os países, nos Estados Unidos ou na França, que são países também predominantemente cristãos. Zygmunt Bauman, que acabou de falecer, nas suas obras traduz muito bem esse estado de espírito nocivo que estamos vivendo hoje.”



