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Aprile 3, 2011 21:00 , by Unknown - | No one following this article yet.
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Doença de classes - Ódio a Marisa Letícia

Febbraio 4, 2017 8:45, by Blog do Arretadinho

DOENÇA DE CLASSES
Ódio a Marisa Letícia expõe falhas e elitismo nas faculdades de Medicina
Professor de Medicina e dirigente do Cremesp, Bráulio Luna Filho defende mudanças no ingresso às escolas médicas e na formação. "Não basta ter condições financeiras. É preciso mais humanismo"

por Cida de Oliveira, da RBA

São Paulo – Professor de Cardiologia na Escola Paulista de Medicina, vinculada à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e dirigente do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), Bráulio Luna Filho entende que os desvios de conduta dos médicos envolvidos no episódio de vazamento de informações trocadas entre grupos do WhatsApp, um deles sugerindo procedimento para matar Marisa Letícia Lula da Silva, refletem falhas no acesso aos cursos de Medicina e do currículo. E não descarta que o elitismo do corpo discente das escolas médicas brasileiras expliquem, em parte, episódios como esse.

A médica reumatologista Gabriela Munhoz, de 31 anos, que espalhou pelo aplicativo que a ex-primeira-dama estava internada no Hospital Sírio-Libanês após um derrame hemorrágico e que seria levada para a UTI, foi demitida pelo hospital. E o neurocirurgião Richam Faissal El Hossain Ellakkis – que sugeriu o procedimento aos seus colegas de grupo no whatsapp – teve sua demissão decidida pela Unimed de São Roque. A Unimed teria divulgado nota alegando que o profissional não pertence a seu quadro, mas atua como terceirizado em um hospital ligado à operadora.

Investigados em sindicância instaurada pelo Cremesp, ambos podem sofrer processo administrativo ou mesmo perder o registro junto ao órgão, ficando assim impedidos de exercer a Medicina.

O Código de Ética Médica veda ao médico “permitir o manuseio e o conhecimento dos prontuários por pessoas não obrigadas ao sigilo profissional quando sob sua responsabilidade”. Não permite também “liberar cópias do prontuário sob sua guarda, salvo quando autorizado, por escrito, pelo paciente, para atender ordem judicial ou para a sua própria defesa”, esta última em situação de sindicância ou processo ético-profissional.

"Não é todo mundo que pode ser médico. Não basta ter condições de passar no processo seletivo de universidade pública ou de se manter num curso particular, que é caro. É preciso humanismo, entender a importância do papel de um médico, o que é mais importante do que o domínio de tecnologias", disse Luna Filho.

O integrante do conselho, que assinala falar em seu nome, e não do órgão, defende que as escolas médicas brasileiras façam modificações no sistema de ingresso – nos quais o poder econômico não seja o mais determinante, e sim a vocação – e também na estrutura curricular. Com isso, a formação ética seria estendida para o longo do curso, e não concentrada em disciplinas específicas, num determinado estágio da graduação.

Sem citar nomes dos envolvidos e tampouco fazendo prognósticos quanto ao desfecho das investigações no Cremesp, o conselheiro disse que a polarização acentuada em momentos políticos marcantes, como períodos eleitorais, não é diferente da observada nas faculdades de Medicina, onde estão os filhos da elite.

"E essa polarização talvez estimule as pessoas a serem ainda mais audaciosas, usando os recursos tecnológicos para se manifestar. Mas não podemos tolerar isso na Medicina", disse, mencionando os princípios médicos, que devem respeitar e preservar os aspectos físico, emocional e moral, transcendendo tabus, crenças e preconceitos, em nome da fidelidade ao compromisso de tratar e cuidar de todos, sem distinção com relação a raça, credo ou situação socioeconômica.



Procurador pede morte de Marisa no Facebook e depois apaga o perfil

Febbraio 4, 2017 8:08, by Blog do Arretadinho

Procurador Rômulo Paiva deletou primeiro as publicações
com conteúdo de ódio. A repercussão negativa
foi tão grande que depois ele apagou todo o perfil do Facebook

  • "Morre logo, peste! Morra em agonia, desgraçada. Quero abrir o champagne". Procurador de Justiça que pediu a morte de Marisa Letícia no Facebook deletou a conta após a repercussão negativa da publicação. Corregedoria-Geral do Ministério Público anuncia abertura de investigação contra Rômulo Paiva Filho

Não foram apenas representantes da classe médica e comentaristas de grandes portais que chocaram o Brasil por protagonizarem ações inescrupulosas em relação ao estado de saúde e a morte de Marisa Letícia.

Uma mensagem publicada pelo procurador de Justiça de Minas Gerais, Rômulo Paiva Filho, foi tão despudorada que nem mesmo os seus amigos foram capazes de apoiá-lo ou de tentar apresentar alguma justificativa.

Ao saber que a ex-primeira-dama encontrava-se em estado irreversível, Rômulo Paiva, Membro do Ministério Público de Minas, reproduziu uma matéria da Globo/G1 em seu perfil pessoal acompanhada da seguinte legenda: “Morre logo, peste! Quero abrir logo o meu champagne!”
Dias antes, no último 31 de janeiro, o procurador também fez uma publicação desprezível, compartilhando outra notícia sobre a saúde de Marisa Letícia. “Não foi ela quem mandou os coxinhas enfiarem a panela no c*? Morra em agonia, desgraçada!”

A conta de Rômulo no Facebook, onde os textos foram publicados, foi deletada às 18h desta sexta-feira (3).

A Corregedoria-Geral do Ministério Público de Minas Gerais anunciou abertura de investigação sobre a conduta do procurador de Justiça do estado. O órgão informou ainda que tomará as providências cabíveis.

Dilma Rousseff
Em agosto de 2016, na abertura dos jogos olímpicos, Rômulo faz outra publicação que incita o ódio.
“Quem vai acender a pira olímpica? Eu sugiro dar um banho de gasolina na Dilma, tacar fogo com a tocha e mandar ela correr em direção à pira. Que tal?”.
Nas eleições de 2014, em seu perfil no Facebook, o procurador fez campanha para o então candidato, Aécio Neves.

Marisa Letícia
Dona Marisa Letícia foi internada no Hospital Sírio-Libanês em São Paulo após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico. Ela teve morte cerebral decretada nesta quinta-feira (2). Após mais uma bateria de exames, sua morte oficial foi anunciada nesta sexta-feira (3).

por Pragmatismo Político



Focos de esperança e resistência

Febbraio 4, 2017 7:52, by Blog do Arretadinho

Nas disputas pautadas para 2017, as forças progressistas precisam dialogar com novas visões de mundo e demandas de uma população que passou por muitas transformações
Este texto faz parte do especial 2017 x 24 – visões, previsões, medos e esperanças da edição número 113 da Revista Brasileiros, onde articulistas e colaboradores foram convidados a pensarem sobre o que e o quanto podemos esperar – se é que podemos – para nosso País no próximo ano. 

O exercício de escrever sobre o futuro é tarefa mais para místicos do que para intelectuais. Sendo assim, por prudência, um esforço de predição sobre o próximo ano poderia partir de um sinal do zodíaco. 

Para o horóscopo, a passagem para 2017 simboliza o início de um ciclo regido por Saturno, que é também o símbolo da melancolia, portanto, da convivência entre a nostalgia da perda e a ansiedade da recusa, pés ainda fincados no passado, mas olhos mirando o futuro. Assim tende a ser o próximo ano.

Ao que tudo indica, 2017 deve ser marcado por desconfianças, com a permanência das instabilidades econômicas, das incertezas políticas e das insatisfações sociais.

Do ponto de vista econômico, na melhor das hipóteses, devemos transitar de uma recessão profunda para uma estagnação prolongada. O atual governo não conseguiu apresentar um projeto eficiente de recuperação econômica, apenas regride ao liberal-conservadorismo e ao austericídio, reafirma o Estado mínimo para as políticas públicas e o Estado máximo para a manutenção de privilégios e violências. Em 2017, as empresas não devem aumentar os investimentos, pois vão se haver ainda com a capacidade ociosa instalada; as famílias não devem ampliar o consumo, pois ainda estarão ocupadas gerindo a inadimplência doméstica; o governo, por questões econômicas e ideológicas, pouco deve fazer para recuperar o investimento público em infraestrutura; além disso, a apresentação das reformas previdenciária e trabalhista só deve aprofundar esse quadro. Portanto, o País continuará enfrentando a falta de crescimento, o desemprego e o endividamento.

Do ponto de vista político, se tudo seguir como está, o governo Temer continuará enfrentando a impopularidade, a ingovernabilidade e a ilegitimidade. No primeiro caso porque a população não está vendo com bons olhos a combinação entre a recessão na economia e a perpetuação da corrupção entre os políticos; no segundo caso porque o próximo ano deve explicitar ainda mais as fissuras no bloco de poder: PMDB e PSDB seguem disputando a direção do golpe e a babel da barbárie institucional deve continuar com disputas entre o Judiciário e o Legislativo, e entre esse último e a grande imprensa hegemônica; no terceiro caso porque os efeitos colaterais das delações de Cunha, da Odebrecht e outras que virão podem colocar sobre a mesa de um modo cada vez mais claro uma saída pela via da eleição indireta ou do parlamentarismo.

A propósito, o centro das disputas continuará sofrendo influência da Operação Lava Jato. De um lado, no Congresso e no Executivo, bombeiros corruptos seguirão correndo e fazendo manobras, não para apagar o incêndio do País, mas para salvar a própria pele. De outro lado, na mídia e no Ministério Público, piromaníacos descompensados seguirão jogando combustível na fogueira da crise, não porque queiram encontrar uma saída para o País, mas porque já perceberam que o fortalecimento do seu poder relativo depende da continuidade dessa operação.

Do ponto de vista social, a esquerda organizada permanecerá se havendo com a ressaca de suas derrotas recentes, entrando em um ano de recomposição e ajustes combinados a tensões e cisões. O clima de polarização na política institucional deve seguir nutrindo o desencantamento, a apatia e a indignação da maioria da população. Há um perigo iminente de que o afastamento entre as instituições políticas e o tecido social crie um clima cada vez mais adequado para que o ódio se converta em experiências fascistoides, nas redes sociais e nas ruas. Esse processo será tanto mais acelerado quanto mais lenta for a capacidade das forças progressistas para dialogar com desejos e demandas de uma população que passou por profundas transformações nos últimos anos. A sociabilidade pelo consumo, o empreendedorismo popular, o neopentecostalismo, as culturas periféricas como o hip-hop e o funk expressam novas visões de mundo e traduzem novas gramáticas que precisam ser apreendidas pela esquerda a fim de que se possam refazer as pontes de contato entre o campo democrático-popular e a maioria dos cidadãos e cidadãs do País.

Em meio a essa aridez, felizmente, florescem novidades e a esperança vem dos focos de resistência: partidos de esquerda buscam se reunir em frentes amplas, movimentos sociais seguem nas ruas, estudantes secundaristas resistem ocupando escolas, o movimento dos trabalhadores sem teto persiste lutando por direitos, intelectuais progressistas se reúnem para debater o maior envolvimento da sociedade civil na política, artistas e produtores se engajam nas denúncias contra o governo, as juventudes se mobilizam na luta pelos direitos civis e pelas questões identitárias, contra o machismo, o racismo e outras formas de intolerância.

Se Saturno traz consigo o sentimento de perda, também traz junto de si a recusa contra a realidade social existente. Portanto, se em 2017 devemos continuar enfrentando o avanço de um projeto de Brasil onde não cabem todos os brasileiros, devemos acreditar que, felizmente, o nosso povo é melhor do que a nossa elite e, ainda que não seja no curto prazo, saberá converter suas perdas de direitos em recusa contra a reação liberal-conservadora.

por William Nozaki na Revista Brasileiros
William Nozaki é economista, sociólogo e professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP)



Mais que gestos

Febbraio 4, 2017 7:41, by Blog do Arretadinho

Foto: Hélio Campos Mello
Precisamos de ações concretas em direção ao entendimento
Há quase nove anos, no dia 24 de junho de 2008, morreu Ruth Cardoso. Mulher de Fernando Henrique, dona Ruth tinha 77 anos e foi primeira-dama de janeiro de 1995 a janeiro de 2003. Sua morte foi assunto do número 12 da Brasileiros, em cuja capa publicamos a foto do abraço de Lula e Fernando Henrique no velório, na Sala São Paulo. Sobre a foto, no texto da capa, mais que defendíamos, augurávamos que aquele gesto entre dois adversários era tão forte quanto a dor da morte e que a perda de Ruth Cardoso reaproximava Lula e Fernando Henrique. Além disso, o abraço convidava a uma reflexão em meio àquele tiroteio político que assolava a Nação. Naquele momento, apesar de tudo, em meio aos vários ovos de serpentes espalhados, a Nação crescia.

Lula, então presidente da República, foi de Brasília ao velório, na Sala São Paulo, com dona Marisa e trouxe, também, Idalina, camareira do Palácio da Alvorada. Ela havia cuidado do casal Cardoso e queria despedir-se de Ruth. Dizíamos no fecho do editorial daquela edição: “Acreditamos que não se faz um país com mesquinhez. Acreditamos que um país se constrói com grandes gestos. Como o gesto da capa desta nossa edição de primeiro aniversário”.

No dia 2 de fevereiro de 2017, morreu Marisa Letícia Lula da Silva. Mulher de Lula, dona Marisa tinha 66 anos e foi primeira-dama de janeiro de 2003 a janeiro de 2011. Aqui na foto abaixo ela participa de uma passeata de mulheres em São Bernardo do Campo, em 1980, quando Lula estava preso pela ditadura militar que ele ajudaria a derrubar.

O tempo passou e, neste nosso número 114, perto do aniversário de 10 anos da Brasileiros, o tiroteio político é maior, o Brasil menor e a intolerância, bem, esta teve crescimento exponencial. O que mostra que os gestos são bem-vindos, mas não são suficientes. Além deles, necessitamos de ações. Ações concretas em direção ao entendimento. Para isso, de um lado o ódio tem de ser intensamente medicado e as serpentes – já não há mais só ovos – precisam ser domadas. Como aqueles médicos que se divertiram com a desgraça da paciente Marisa Letícia. No outro lado a nostalgia da perda e a ansiedade da recusa* têm de ser cuidadosamente trabalhadas. Antes que seja tarde.

por Hélio Campos Mello na Revista Brasileiros



Médicos confirmam a morte de D. Marisa

Febbraio 3, 2017 20:34, by Blog do Arretadinho

RICARDO STUCKERT / I. LULA
Marisa Letícia, mulher do ex-presidente Lula, morre em São Paulo
Ex-primeira dama já tivera morte cerebral declarada. Após procedimentos para doação de órgãos, autorizada pela família, corpo será levado para o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

por Redação RBA

São Paulo – A ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva, 66, teve morte confirmada pelos médicos que a acompanham desde a última terça (24), no Hospital Sírio Libanês. “O óbito da Sra. Marisa Letícia Lula da Silva foi constatado às 18h57 desta sexta-feira (03/02)”, informa o boletim do hospital. Antes, foram realizados exames exigidos pela regras do protocolo médico, para atestar sua morte cerebral e concretizar a doação dos órgãos, autorizada desde esta quinta-feira.

O velório será neste sábado (4), das 9h às 15 h, no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Marisa se conheceram. O Sindicato fica na Rua João Basso, 231, em São Bernardo do Campo. Em seguida haverá cerimônia de cremação no Cemitério Jardim da Colina, reservada à família



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