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Aprile 3, 2011 21:00 , by Unknown - | No one following this article yet.
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Pai mata seu próprio filho por discordar de seus ideais

Novembre 16, 2016 20:39, by Blog do Arretadinho

Guilherme foi vítima de intolerância de seu próprio pai
Foto reprodução/Facebook
Intolerância: Pai mata seu próprio filho por discordar de seus ideais
A intolerância extrema vitimou um jovem estudante de matemática da Universidade Federal de Goiás (UFG) de apenas 20 anos, Guilherme Silva Neto. O assassino, o seu próprio pai, o engenheiro civil Alexandre José da Silva Neto, de 60 anos que após cometer o crime, suicidou com um tiro na boca e morreu logo depois no hospital. A tragédia ocorreu nesta terça-feira (15), em Goiânia-GO.

Segundo relatos da mãe, a delegada aposentada Rosária de Moura Sousa e Silva, pai e filho viviam em conflito. O pai não aceitava o ideal revolucionário do filho que simpatizava com o modo alternativo de vida e às lutas sociais que participava. 

Para o delegado do caso o crime foi premeditado. Segundo a ocorrência, os dois discutiram pela manhã e o pai havia proibido o filho de se encontrar com colegas que participavam da “ocupação” na universidade. À tarde, Alexandre saiu de casa e ficou à espreita do filho, Guilherme, que logo também saiu de casa e foi perseguido pelo engenheiro civil com uma arma na mão. O pai efetuou vários disparos contra o jovem até matá-lo e depois atirou contra sua própria vida.

Caráter político
Segundo o professor de História da UFG, Rafael Saddi, que conhecia o jovem e compartilhava dos mesmos ideais do estudante, o crime não deve ser tratado somente como uma violência familiar, teve um caráter político e deve ser analisado. 

“O mais baixo uso político de uma tragédia é aquele que tenta impedir a explicitação do caráter político desta tragédia, disfarçando-se de humanismo”. Para Rafael, “é evidente que nem todo mundo que é contra as ocupações é capaz de matar por isso. Precisa de um traço profundamente violento e sabe-se lá mais o quê para cometer tal barbaridade. Mas, sim, a motivação política existe, está aí, para todos verem”, postou inconformado. 

“O Guilherme está morto. Um jovem que tinha o melhor da juventude: sua indignação, sua coragem e seu idealismo. Para quem conheceu o Guilherme, não era possível separar sua vida de suas ideias. Tampouco, poderão separar sua morte. Enxuguem o choro, que ele não nos engana. Não Passarão!”, afirmou o professor.

Movimento estudantil e as ocupações
Guilherme Irish (irlandês), era o nome que o estudante usava nas redes sociais. Em várias de suas postagens ele mencionava o movimento estudantil e a luta que participava, sejam nos atos, manifestações e mais recentemente nas ocupações nas escolas e universidades. 

O movimento estudantil criou grande impacto na luta social ao ocupar nos últimos meses mais de mil escolas, cerca de 200 universidades e institutos de educação no país contra o retrocesso marcado pelas medidas de austeridades do governo de Michel Temer que propõe reformas como a PEC 55 (em tramitação no Senado) que reduz drasticamente o financiamento público para a Educação e Saúde pelos próximos 20 anos.

Para as entidades estudantis, a ocupação é a forma encontrada de lutar pelos investimentos na educação pública brasileira.

Muitos professores, técnicos administrativos e pais de alunos apoiam a luta dos estudantes nestas ocupações, em muitas universidades o calendário escolar deste ano está marcado por greves e paralisações na jornada de luta dos estudantes e trabalhadores do ensino contra o retrocesso na Educação. Uma das apoiadoras deste movimento é a professora e Conselheira Estadual da Educação de Goiás, Ailma Maria de Oliveira, que também conhecia o jovem assassinado. 

Sentida com a crueldade do caso, Ailma Maria que também é sindicalista, presidenta estadual da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) disse que viu o garoto em diversos atos em defesa da educação. 

Para ela, as ocupações “fazem a luta da resistência contra o golpe, contra o fascismo, contra o autoritarismo, contra os que se apropriam da liberdade da juventude de lutar, de resistir, de sonhar e, de reinventar um outro modelo de sociedade”.

“O pai do Guilherme deveria ter ido as ocupações. Deveria conhecer os amigos, as intenções, deveria ter vivido e, deveria principalmente tê-lo deixado viver”, disse, chocada com a violência.

Preconceito, intolerância e violência
Essa tragédia familiar conjectura sob um cenário de intolerância e ódio extremos, numa sociedade cada dia mais doente, que não consegue aceitar e conviver com as diferenças. Infelizmente, o jovem rapaz morto não foi o único que teve sua vida covardemente ceifada no meio desse quadro de intolerâncias. 

Várias pessoas são vítimas de preconceito, ódio e intolerância no Brasil e no mundo. E estes traços estão diretamente ligados à uma cultura da não aceitação do outro. Contidas em mensagens racistas, homofóbicas, machistas, misóginas e que ocasionam em inúmeras vítimas.

O respeito às escolhas de cada um de nós sobre seu modo de vida, sua religião ou posição política, seja sua opção sexual e até mesmo o time de futebol de coração é determinante para tirar da sociedade essa “tradição” intolerante. 

A diversidade deve ser respeitada, devemos considerar a opinião de cada cidadão. A cultura da paz deve ser cultivada por toda a sociedade, ela deve estar inserida na vida escolar, na família, na igreja, no trabalho, nas ruas. Esse quadro de intolerância deve ser quebrado com o debate, com a abertura, com o entendimento que só o respeito ao outro nos trará a paz. O respeito, sobretudo, pela vida humana, poderá salvar a vida dos nossos filhos e não tirá-las.


Do Portal Vermelho, Eliz Brandão



Depois de três horas, manifestantes são retirados da Câmara

Novembre 16, 2016 20:25, by Blog do Arretadinho

MICHAEL MELO/METRÓPOLES
“Um atentado contra a Câmara é um atentado contra a democracia, a constituição e as instituições”, disse o deputado Rubens Jr (PCdoB-MA). 
De acordo com ele, o episódio é fruto do clima de intolerância que tem permeado o debate político, mas não encontra eco na maioria da população. “Isso mostra também que esse ódio é algo muito residual na sociedade. Eram poucas pessoas, que não tiveram nenhum apoio de nenhum parlamentar”, defendeu.

Já a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) classificou a invasão como uma tentativa de intercepção da democracia e questionou a facilidade com que o grupo teve acesso ao Plenário. Segundo ela, movimentos sociais não têm tido o mesmo tratamento na Casa.

“Desde a votação do processo do impeachment fraudulento da presidenta Dilma, a Câmara está fechada para estudantes, professores, movimentos sociais, servidores, que só entram com senha. Hoje esses manifestantes entraram com a anuência de quem?”, questionou.
Foto WhatsApp
Para ela, a invasão decorre do “clima do golpe” que existe no país. “A tentativa de intercepção da democracia no país se dá de maneira física com a anuência de forças parlamentares e da própria força de segurança do Parlamento. Se fossem estudantes, seriam espancados. Se fossem servidores públicos, estariam demitidos. Se fossem mulheres, seriam rechaçadas. Se fossem movimentos sociais, seriam presos e banidos”, disse Alice. 

A presidenta da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), Tamara Naiz, relatou que teve dificuldades para entrar na Câmara na manhã desta quarta para acompanhar uma audiência na Comissão de Ciência e Tecnologia. 

“O movimento social hoje é barrado na Casa do Povo. Como esses grupos fascistas têm facilidade de entrar aqui? Inicialmente, chegou a informação que os manifestantes eram pós-graduandos, mas a nossa bandeira é por mais direitos, contra a PEC 241 e não por intervenção militar”, disse Tamara que contou com o apoio da deputada Alice para entrar na Câmara. 

Já o deputado Chico Alencar (PSol), avaliou que o episódio desta quarta foi “coisa de fascistas”. “Uma armação da ultradireita que ficou animada depois da vitória do Donald Trump nos Estados Unidos e achou que poderia invadir esta Casa”, disse.

Os atos foram criticados não apenas pela oposição, mas também pelos parlamentares ligados ao governo. “É um absurdo. A volta à era dos extremos”, reclamou Betinho Gomes (PSDB-PE), que se preparava para discursar quando os manifestantes entraram.

Prisões e investigação
Rodrigo Maia afirmou que todos os invasores responderão por crime de depredação de patrimônio público e entrada no parlamento de forma desrespeitosa. Segundo ele, os manifestantes seriam levados à Polícia Federal. 

"Não vamos aceitar este tipo de abuso, de agressão ao parlamento brasileiro. Não haverá negociação. Negociação a gente faz antes de baderneiros quebrarem o plenário da Câmara dos Deputados. A partir deste momento, não há o que negociar. Há que cumprir a lei, e a lei vai ser cumprida. A Polícia da Câmara vai prender todos e vai levar todos para Polícia Federa", disse.

A secretaria geral da mesa da Câmara dos Deputados está investigando se o ato – que teve como objetivo pedir intervenção militar no país – consistiu em ação programada por alguma organização de extrema-direita ou se foi iniciativa espontânea, combinada por meio de redes sociais, versão dada pelos manifestantes.
Foto WhatsApp
Outra preocupação dos deputados está sendo em relação à segurança do Congresso Nacional como um todo, à atuação da política legislativa e à forma como os manifestantes conseguiram entrar, já que informações não confirmadas apontavam que alguns estavam armados – e para entrar no Congresso é preciso passar por vistoria e equipamentos de raio X.

Os integrantes do grupo dizem ter chegado a Brasília ontem, provenientes de vários estados, após iniciativa organizada por meio do WhatsApp e do Facebook.


 Do Portal Vermelho, com Rede Brasil Atual



Mateus Massoli, o Brasil precisa conhecer

Novembre 15, 2016 18:09, by Blog do Arretadinho

Músico do Tocantins é um jovem talentoso que o Brasil precisa conhecer
De Brasília
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho

O jovem cantor e compositor do Tocantins, Mateus Massoli, é um artista que já deveria ter despontado no cenário da música nacional.

Com uma voz em um tom quieto, ele interpreta canções de sua autoria e de compositores de peso e  de qualidade como Zeca Baleiro e Chico Cesar, de maneira impecável.

Diferente do que a grande mídia costuma empurrar goela abaixo do público, a música de Mateus é suave, consistente e com conteúdo poético.

Mateus Massoli concorreu em 2015, com a canção Se Tiver, no 28º Festival de Música Popular do Gama, FMPG, onde ficou em primeiro lugar na etapa de votação pela internet.

A canção é uma bossa nova romântica e segundo o autor ela "mostra uma pessoa que sabe onde e como quer chegar”.

Apesar da pouca idade, 19 anos, Massoli tem dado provas de que terá um futuro promissor em sua carreira.

O cantor é filho do também músico Orley Massoli.


Confira abaixo a música vencedora no 28º FMPG, na etapa votação pela internet:



FHC chama professores de incompetentes e recebe resposta em carta

Novembre 15, 2016 15:57, by Blog do Arretadinho

O tucano chefe e ex-presidente da república, FHC, chama professores de incompetentes e recebe resposta por carta
De Brasília
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho

O cacique dos tucanos e ex-presidente que quebrou o Brasil três vezes, Fernando Henrique Cardoso, mais conhecido como FHC, disse recentemente que "quando uma pessoa não consegue produzir, coitada, vai ser professor" e que "quando não consegue ser pesquisador, vai dar aula a vida inteira".

Inconformada com a afirmação, a professora de Ouro Preto, MG, Bárbara Carneiro Filgueiras, respondeu ao ex-presidente por carta, confira:

"Senhor doutor Fernando Henrique Cardoso, boa noite.

Gostaria de expor para o senhor um importante ponto: eu OPTEI por ser professora (isso mesmo, foi uma opção). Não sou uma profissional frustrada, visto que eu gosto de lecionar. Claro que as condições mineiras não são boas para isso, mas não há como se calar o que é uma paixão - sim, paixão. 

Eu poderia ter feito outras graduações, assim como os meus colegas professores e, mesmo assim, optamos por fazer licenciatura.

Se para o senhor o professor é um coitado, que não consegue produzir e apenas reproduz, fica aqui o meu maior repúdio. O maior que eu poderia demonstrar no momento. E digo que, por pessoas como o senhor, a cada vez menos pessoas ingressam em licenciaturas. Por pessoas como o senhor, e como o seu companheiro de partido, que governou o meu estado e deixou diversas cicatrizes nos âmbitos de trabalho estadual aqui, o incentivo é quase inexistente. 

O desânimo é algo que também pode ultrapassar uma paixão, sabia?

Peço muito que os "coitados" não sejam extintos, pois um país sem professores não seria o melhor dos países.

Atenciosamente,
Bárbara Carneiro Filgueiras.

Licenciada em Letras pela Universidade Federal de Ouro Preto e 
Professora de Língua Portuguesa."



Temer e o Roda Viva assassinam o jornalismo

Novembre 15, 2016 15:38, by Blog do Arretadinho

Temer escapa da roda viva: uma propaganda em troca da morte do jornalismo
Por Igor Silva, sociólogo e cientista político no Jornalistas Livres

Muito interessante o “Brasil do Temer” que foi apresentado no Roda Viva, na TV Cultura, desta segunda-feira (14). Lembrando que são seis meses e um dia a frente do executivo – o ministério foi nomeado dia 13 de maio de 2016, há 6 meses.

Há seis meses, o dólar estava 3,52, hoje está 3,40.

Há seis meses, o desemprego estava batendo 11%, hoje está em 12%. A bolsa pouco mudou também.

São seis meses e nenhum indicador mudou de forma considerável. A única coisa que de fato mudou é que não se lê mais a palavra “crise” nas capas da mídia tradicional. A famosa crise deixou de aparecer, ficou tímida e não faz mais atuação, nem mesmo uma pontinha.

A grande mídia e os jornalões resolveram ouvir o conselho de Temer: não fale em crise, trabalhe.

No Roda Viva desta segunda, por exemplo, não foi citada a palavra “crise” nenhuma vez.

No primeiro bloco, Michel Temer respondeu à jornalista Catanhêde dizendo que ele se preocupa, sim, com a saúde e com a educação. Que votou em tempo recorde diversos projetos de lei, como há muito não se votava.

No segundo, teve orgulho de dizer que não se fala mais em CPMF. Que agora, em seu governo, está gastando só o que arrecada e que não é preciso criar mais nenhum tributo.

Ainda no segundo bloco, disse que “admite, mas lamenta” as ocupações nas escolas. E que no seu tempo não era assim. Aproveitou para dizer que fazer a reforma do ensino médio via MP foi uma boa ideia, pois “incendiou o país” e “acendeu o debate“. Belo motivo para editar uma MP de um assunto tão importante!

O programa permaneceu assim durante os blocos seguintes, mas nada, absolutamente nada, superou a última pergunta de Noblat, nos últimos minutos de programa:

“Temer, como você conheceu a Marcela?”

Um jornalista que, em tese, se diz sério, em momento delicado de nossa democracia, pergunta como o presidente conheceu a sua atual esposa.

Poderia ser feita pelo Leão Lobo ou pela Ana Maria Braga, mas foi feita por Ricardo Noblat.

O cenário reflete o serviço que o programa da TV Cultura parece ter cumprido ao presidente: marketing. Isso porque poucos momentos após a entrevista, Temer agradeceu ao jornalista Wilian Corrêa, também diretor de jornalismo do canal, pelo espaço de “propaganda” cedido.

Pronto, entendemos tudo. O circo estava armado e cercado de aliados que de longe ousariam colocar o entrevistado em uma roda viva. A morte do jornalismo ao vivo e a cores.

Então, por mais palavras que existam, nada vai resumir melhor a entrevista de Temer no Roda Viva do que a pergunta de Noblat: como você conheceu a Marcela?

Temos que ter fé, mas infelizmente está cada vez mais difícil.



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