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Aprile 3, 2011 21:00 , by Unknown - | No one following this article yet.
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Olimpíada movimenta 76 bilhões na economia

Agosto 4, 2016 14:18, by Blog do Arretadinho

Haverá 42 modalidades esportivas com 11.383 atletas de 208 países
Divulgação
Jogos olímpicos injetam R$ 76 bilhões na economia brasileira

Por: Marciele Brum 
No sítio PCdoB na Câmara

Expoentes do PCdoB, como o ex-ministro do Esporte, Orlando Silva, que tiveram protagonismo na viabilização do evento mundial no Brasil, apostam no aumento do padrão técnico olímpico e paraolímpico do país.

Antes mesmo de o mundo voltar a atenção para a coreografia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016, o Brasil já contabiliza ganhos com o evento que vão além da conquista de medalhas. A largada oficial nas competições nesta sexta-feira (5), no Maracanã, estimulará uma movimentação econômica de R$ 76 bilhões, no momento em que o país busca superar grave crise.

Conforme estimativas do jornal Valor Econômico, desse total, R$ 46 bilhões representam impactos diretos, em que estão incluídos investimentos e gastos referente a obras de infraestrutura e legado olímpico, organização dos jogos, instalações olímpicas, visitantes, segurança, importações e outros investimentos e gastos privados. Indiretamente, serão gerados R$ 30 bilhões com consumo de produtos e insumos de fornecedores distribuídos em todo o território nacional, impactando na criação de postos de trabalho e geração de renda.

Então ministro do Esporte quando houve a confirmação do Brasil como sede em 2009, o deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) relembra que surgiram muitos desafios no processo de preparação das Olimpíadas deste ano. Outros líderes do PCdoB, como os ex-ministros do Esporte dos governos Lula e Dilma (Aldo Rebelo e Agnelo Queiroz), também participaram de várias etapas, desde a concepção do projeto até a realização das obras e contratação dos serviços. Ricardo Leyser ocupou a secretaria executiva e a interinidade do Ministério até maio deste ano. A 85 dias dos jogos, foi exonerado e deixou a pasta em razão do golpe em curso no país que colocou ilegalmente o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), no poder.

Para os comunistas que tiveram papel importante na construção desse projeto, o Rio 2016 não é o ponto de chegada, mas de partida para um outro modelo de desenvolvimento esportivo do país. “O evento projetará o Brasil internacionalmente e estimulará a indústria do turismo. Já garantiu a modernização da infraestrutura de transporte do Rio e dotou o Brasil de capacidade instalada em equipamentos, tecnologia e qualificação de profissionais”, destaca Orlando Silva.

Na avaliação do deputado paulistano, o Brasil terá ainda a elevação do padrão técnico do esporte olímpico e paraolímpico. A expectativa é que se potencializem resultados positivos, garantindo que o Brasil fique entre os 10 no ranking de medalhas. Esta é a primeira edição realizada na América do Sul e será acompanhada por 1 bilhão de telespectadores no mundo inteiro. Serão 11.383 atletas de 208 países, sendo pelo menos 465 brasileiros. É a maior delegação da história brasileira. Haverá a disputa de 42 modalidades Olímpicas. Em 19 dias de competição, 306 provas valem medalhas: 136 femininas, 161 masculinas e nove mistas. 



Lula: "a vida da gente é motivada pelo que toca na alma"

Agosto 4, 2016 13:58, by Blog do Arretadinho

Foto Joaquim Dantas/Arquivo
Foto Joaquim Dantas/Arquivo
O ex-presidente Lula discursou nesta quarta-feira (3) no assentamento da reforma agrária na BA

Confira:

"Vejam a coincidência. O PT nasceu em 1980, a CUT em 1983, o MST em 1984. Eu fico me perguntando por que eu, um ex-presidente já aposentado, não estou sossegado em casa cuidando dos meus oito netos? E agora eu vou ser bisavô, porque a minha neta está grávida. 

Porque a vida da gente é motivada pelo que toca na alma da gente e vocês do MST, a quem eu devo agradecimento e solidariedade profundas, e que nos momentos mais difíceis da minha vida vocês sempre estavam lá.

Quando eu estava na presidência eu dizia, eu sei de onde eu vim e sei para onde vou voltar. E eu estou aqui com vocês.

Eu lembro das reivindicações de vocês, eu lembro as críticas que a imprensa me fez quando eu disse que o Movimento Sem Terra era um movimento sério e que merecia nosso respeito.

Vocês provaram com o resultado do que vocês fizeram que vocês estavam certos, quando vocês lutavam pelo que queriam.

Eu estava conversando com a Sandra (dona da casa onde ele almoçou) e ela me disse "Lula eu tô rica". Mas eu olhei na casa dela e não vi nada de rico. E eu pensei porque a Sandra falou isso. E eu conversei para perguntar porque fala que você está rica e eu não tô vendo riqueza? Ela largou tudo que ela fazia para virar acampada.

Ela disse, eu tô rica porque tenho 10 hectares, tenho 1000 galinhas e eu não vendo. Eu dou. Eu não quero ganhar dinheiro com as minhas galinhas.

E eu fiquei pensando...A riqueza não é a mesma para todas as pessoas, tem gente que tem milhões e acha que é rico. Mas ele não é porque ele não sabe o valor da vida.

Eu tô aqui porque eu quero morrer sendo testemunha de que valeu a pena a vida de vocês.

Nós aprendemos a mostrar que esse país pode ser governado com dignidade. As pessoas humildes não querem muito. 

Querem trabalhar, estudar, ter acesso a cultura. Ninguém quer nada de ninguém.
Queremos o direito à vida. Nós queremos que a filha de um sem-terra possa frequentar a universidade e ser o que ela quiser.

Acho Sandra que você não é rica por causa da terra. É rica por causa da sua dignidade, sua solidariedade, sua causa.

Esse país tem tudo que um país precisa. O que esse país não tinha era vergonha na cara de quem governava. E precisou chegar um cara que não é letrado, mas que conhece a alma de todos vocês.

E valeu a pena acreditar em vocês e vai valer a pena eu dizer ao resto desse país quando eu encontrar um pessimista, vou dizer vai conhecer o assentamento Lulão para você ver lá homens e mulheres que conseguiram sobreviver.

Deus permita nenhuma criança de vocês passar as privações que vocês passaram. Porque elas nasceram para ter uma vida digna.

Estamos vivendo um golpe neste país, centenas de parlamentares decidiram que a Dilma tinha que sair e deram um golpe. Não é a Dilma que está sendo cassada, é o voto de todos os baianos, de todos os brasileiros.

Estão querendo criminalizar o PT, o Lula, a Dilma o MST. A elite brasileira não tem mais que se preocupar comigo. Eu já tô com 70 anos. Eles tem que se preocupar com os filhos e netos de vocês. Essa molecada que desde muito cedo aprendeu que através de vocês podem ter dignidade. Essa molecada não vai aceitar ser subserviente como nossos pais foram nesse país.

E se for necessário eu volto e se eu voltar é para ganhar as eleições.

Nós renascemos nos nossos filhos e nos nossos netos. O povo quer liberdade, dignidade e respeito. E vocês dos sem-terra são um exemplo pra gente.

Santa Cruz Cabrália, Bahia, 3 de agosto de 2016"



A coragem da garota que denunciou Feliciano

Agosto 4, 2016 11:24, by Blog do Arretadinho

Foto Joaquim Dantas/Arquivo
Marco Feliciano PSC SP
Foto Joaquim Dantas/Arquivo
A garota que expôs o ‘pintinho’ inquieto de Feliciano é uma heroína. 

Por Paulo Nogueira no DCM

Boechat famosamente mandou Malafaia procurar uma rola.

A busca, caso efetivada, não vai dar em nada se Malafaia recorrer a Feliciano. Porque ali, segundo uma jovem que acusa com pesadas evidências Feliciano de atacá-la sexualmente, o que existe é um mero “pintinho”.

Esta a grande frase de um áudio em que a garota conversa com um aparente intermediário do pastor interessado em convencê-la a se calar. “Se vale um conselho, manda o Feliciano aquietar o pintinho dele.”

Clap, clap, clap. De pé.

Muita coisa ainda vai acontecer no escândalo sexual de Feliciano. Os poderosos farão um esforço incrível para transformar a vítima em culpada.

Mas uma coisa é certa: Feliciano jamais será o mesmo. As pessoas rirão dele. Escarnecerão dele. Terão vontade de gargalhar ou de vomitar a cada vez que ele fizer um pronunciamento moralista em defesa da família cristã.

Feliciano virou, seja qual for o desfecho do caso, um morto vivo na política, uma piada ambulante, um símbolo eterno de hipocrisia e de corrupção moral.

Homens como ele levaram a política nacional a um estado de degradação jamais visto. Feliciano só não é tão deletério quanto Eduardo Cunha porque tem menos poder.

A menina que ousou denunciá-lo é uma heroína. Mesmo que, intimidada, assustada, encurralada, aterrorizada, recue, ela já prestou um serviço inestimável à sociedade.

Expôs um câncer. Ou, para usar as palavras dela, um pintinho capaz de enormes, descomunais safadezas.

Sobre o Autor
O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo



Requião afirma que "interinidade de Temer é desastrosa"

Agosto 4, 2016 10:43, by Blog do Arretadinho

O senador Roberto Requião PMDB-PR, fez um pronunciamento no senado onde afirmou que é “desastrosa a interinidade” de Michel Temer (PMDB) na Presidência da República.

Abaixo, assista ao vídeo:



Alinhamento com EUA traz instabilidade à América do Sul

Agosto 4, 2016 10:23, by Blog do Arretadinho

Foto Joaquim Dantas/Arquivo
Foto Joaquim Dantas/Arquivo
Serra se alinha aos Estados Unidos e promove instabilidade na América do Sul
“Ideia atrasada e míope é a de retomar as posições dos países alinhados aos EUA, uma ideia dos anos 1990, ultraliberal, de um bloco dos pobres que vão receber ajuda dos ricos", diz professora da UFRGS

por Eduardo Maretti, da RBA

São Paulo – No momento em que o Brasil, principal força econômica regional, assume a postura de negar legitimidade à Venezuela para assumir a presidência do Mercosul, a interpretação possível é que o governo interino brasileiro aposta na instabilidade da América do Sul. “Só podemos pensar que, em vez de contribuir para a estabilidade, a atual política contribui justamente para a instabilidade da região”, diz a professora de Relações Internacionais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Analúcia Danilevicz Pereira.

“A ideia é retomar as posições dos países mais alinhados aos Estados Unidos, ideia dos anos 1990, ultraliberal. É a ideia de um bloco dos pobres que vão receber a ajuda dos ricos. Essa visão é extremamente atrasada e míope em relação às mudanças internacionais dos últimos anos”, acrescenta. “É um retorno ao que foi o ultraliberalismo dos anos 90.”

Depois do silêncio em que se manteve nas últimas semanas, sobre o impasse na transferência da presidência do Mercosul, do Uruguai para a Venezuela, o ministro interino das Relações Exteriores do Brasil, José Serra, se manifestou na segunda-feira (1°), após Caracas comunicar que estava assumindo o comando do bloco. Serra informou que o país considera “vaga a presidência pro tempore do Mercosul”, o que consolida a postura de boicote de Brasil e Paraguai, principalmente, e da Argentina de Mauricio Macri, mais discretamente. O boicote vale tanto em relação ao governo de Nicolás Maduro quanto ao bloco regional.

Para Analúcia, é “curiosa” a postura do atual chanceler, de abandonar a política externa dos governos petistas, que priorizava o multilateralismo e “se definia pelo pragmatismo”, segundo ela. Outra característica desenvolvida pelo Itamaraty no período anterior, em sua opinião, era desenvolvida “no sentido de garantir a cooperação em detrimento do conflito”.

Com essa política de cooperação e procura de superação de conflitos nos últimos 13 anos, o Brasil desempenhou papel fundamental, por exemplo, no acordo entre Irã e Turquia sobre combustível nuclear, em 2010.

A situação de crise interna pela qual passa a Venezuela é um cenário que se adequaria à política de cooperação, o inverso da prática de Serra. “A Venezuela precisaria justamente de um apoio mais substantivo dos demais países para superar essa crise”, diz a professora. “Com Lula e Dilma, o Brasil foi acusado de ideologizar a política externa. É curioso isso. Agora vem um ministro que age com uma conduta extremamente ideológica, condenando, reprimindo, criticando e tentando excluir o país do conjunto regional, dos processos integrativos, principalmente o Mercosul.”

Em entrevista, ontem (2), à TVT, o jornalista Igor Fuser, professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC (UFABC), manifesta opinião semelhante sobre a guinada e a contradição do Itamaraty sob o comando do chanceler interino. “Os mesmos que pouco tempo atrás diziam que a política externa (do governo Dilma) era ideológica, que não era regida por interesses de Estado, hoje jogam no lixo o interesse de Estado do Brasil, em função de uma questão partidária.” Para ele, a postura do governo interino brasileiro tem também o objetivo de “ajudar os partidos venezuelanos que são iguais” aos que participam do golpe parlamentar no Brasil.

Fuser diz que, por trás da posição brasileira, existe a “tentativa de interferir na política interna da Venezuela: eles querem prejudicar um governo de esquerda, criar uma situação vexatória para favorecer a direita dentro da Venezuela”.

Regra é clara
Paraguai e Brasil argumentam que a Venezuela não incorporou cláusulas e protocolos econômicos e relativos aos direitos humanos e, portanto, não é membro pleno do bloco. Para Igor Fuser, tal posição é um “pretexto”. “A regra é muito clara: o mandato de cada país dura seis meses e ao final desses seis meses entra o próximo país na ordem alfabética. A mudança é automática. Não depende de uma decisão dos países membros. A regra é cumprida há 25 anos.”

Diante do impasse que se manteve durante todo o mês de julho, o Uruguai declarou encerrada sua gestão na sexta-feira (29) e, imediatamente, a Venezuela anunciou que assumia a presidência do bloco.

Em artigo na revista Carta Capital, o ex-ministro das Relações Exteriores do governo Lula, Celso Amorim, afirma que “o Mercosul passa pela maior crise desde a sua criação, em 1991”.

Nele, Amorim diz que “privar a Venezuela da presidência do Mercosul em nada contribuiria para melhorar a situação no país vizinho”. Segundo ele, “a psicologia do ‘cerco’ nunca produziu bons resultados”. “A menos que o objetivo seja outro: o de contribuir para uma desestabilização maior da Venezuela, sem atentar para as terríveis consequências que isso acarretaria.”

Confira reportagem da TVT



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