Professora é ameaçada na rua: “Fica na sua, se não vai saber o que é um estupro coletivo”
Ottobre 18, 2018 11:15![]() |
| Foto: Arquivo Pessoal |
Vanessa Gravino foi abordada por um homem em uma moto no dia 9 de outubro
Por Giorgia Cavicchioli na Revista Fórum
A professora Vanessa Gravino, presidente do Psol Cotia, diretora da Apeoesp e da Central Intersindical, afirma ter sido ameaçada por um homem na rua no dia 9 de outubro. Segundo Vanessa, ela estava andando quando foi abordada por um sujeito em uma moto que disse: “Não fica assustada que não é um assalto. É só pra você ficar na sua nesse segundo turno. Se não, você vai saber o que é um estupro coletivo”.
De acordo com a professora, não foi possível identificar o homem e nem saber de onde veio essa iniciativa. Porém, ela afirma que já tomou todos os cuidados extras para se proteger da ameaça. Mesmo assim, Vanessa acredita que é preciso falar sobre o que aconteceu.
“Eu acho que tem uma questão de ambiguidade no sentimento. A gente quer buscar uma proteção e esses cuidados que já busquei. Mas também acho que não está num momento de ficar calado. Se a gente cala, essas coisas não terão visibilidade. As pessoas acham que é fake news ou que é exagero nosso, mas é um ‘cala a boca’. É importante ter esses cuidados, mas, ao mesmo tempo, colocar essa questão”, afirma a professora.
Segundo ela, não é possível dizer que essa ameaça tenha vindo de um partido ou candidatura específica, mas que existe um ódio muito grande ganhando força no Brasil e que esse ódio tem direção: principalmente mulheres e a comunidade LGBTI.
“Não é contra um qualquer. É um qualquer que tem um perfil”, afirma. De acordo com a vítima, “não tem como saber de onde veio” a ameaça. “Pode ser um maluco que, nesse segundo turno, está usando esse discurso de ódio”, completa.
SINPRO/DF faz ato no Dia do Professor
Ottobre 16, 2018 14:58![]() |
| Jairo Mendonça interpretou canções da MPB Joaquim Dantas Fotografia® @joaquimdantasdf |
SINPRO/DF faz ato no Dia do Professor
De Taguatinga
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho
O Ato político e Cultural aconteceu na tarde desta segunda-feira (15) na Praça do Relógio em Taguatinga e teve como objetivo homenagear professoras e professores pela passagem do seu Dia e manifestar apoio a candidatura de Fernando Haddad à Presidência da República.
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| Joaquim Dantas Fotografia® @joaquimdantasdf |
O evento contou com a presença da Deputada Distrital eleita Arlete Sampaio e de diversos diretores do Sindicato dos Professores no DF, como Júlio Barros, Jairo Mendonça, Manoel Filho entre outros.
Durante as falas e apresentações musicais um grupo de taxistas, que estava próximo ao local, fazia gestos com as mãos em direção ao carro de som simulando armas.
Joaquim Dantas Fotografia® @joaquimdantasdf
Mourão volta a criticar 13º e diz que com ele 'todos são prejudicados'
Ottobre 15, 2018 10:50![]() |
| © Exército Brasileiro/Divulgação Mourão volta a criticar 13º e diz que com ele 'todos são prejudicados' |
O general Hamilton Mourão (PRTB), vice na chapa do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), voltou a criticar o 13º salário nesta terça-feira (2).
"O 13º eu simplesmente disse que tem que ter planejamento, entendimento de que é um custo. Na realidade, se você for olhar, seu empregador te paga 1/12 a menos [por mês]. No final do ano, ele te devolve esse salário. E o governo, o que faz? Aumenta o imposto para pagar o meu. No final das contas, todos saímos prejudicados", disse o general no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Ele ficará na cidade até quinta-feira (4), gravando propagandas eleitorais com candidatos do PRTB.
Em palestra no Rio Grande do Sul na semana passada, ele chamou o 13º de "jabuticaba brasileira", uma "mochila nas costas dos empresários" e "uma visão social com o chapéu dos outros".
Após sua primeira crítica ao 13º, Mourão foi duramente repreendido por Bolsonaro, que pediu que ele ficasse "quieto" porque estava "atrapalhando". O presidenciável escreveu em suas redes sociais que quem fala em mexer no salário comete "ofensa ao trabalhador" e "confessa desconhecer a Constituição".
"Se você recebesse seu salário condignamente, você economizaria e teria mais no final do ano. Essa é minha visão. Não pode acabar [o 13º]. O que eu mostrei é que tem que haver planejamento. Você vê empresa que fecha porque não tem como pagar. O governo tem que aumentar imposto, e agora já chegou no limite e não pode aumentar mais nem emitir títulos. Uma situação complicada", continuou Mourão nesta terça (2), destacando que o 13º é um dos "custos" que o Brasil precisa diminuir para ter competitividade internacionalmente.
O general falou que a única possibilidade de mexer no 13º salário seria um "amplo acordo nacional para aumentar os salários".
"Tem governos estaduais que pagam atrasado. Não pode mudar [o 13º salário], está enraizado. Só se houvesse um amplo acordo nacional para aumentar os salários. Os salários são muito baixos, né? Você olha a nossa faixa salarial e ela é muito ruim", concluiu, sobre o tema.
Sobre a chamada de atenção ríspida que recebeu de Bolsonaro, o general atribuiu à "maneira dele de se expressar" e recorreu a uma expressão em inglês para dizer que não vê problemas: "I can live with that" ["posso viver com isso"].
O general ainda comemorou os números do Ibope divulgados na segunda-feira (1º), que mostraram crescimento de quatro pontos de Bolsonaro, que chegou a 31%, e estagnação de Fernando Haddad (PT), que se manteve nos 21%. Além disso, a pesquisa também mostrou crescimento de 11 pontos na rejeição do petista.
"Pessoal está se dando conta que não podemos aceitar a volta de todos os erros cometidos pelo PT. Estão caindo na real. A esquerda teve o seu momento e agora tem que deixar o outro lado chegar e tocar o país. É a necessidade de mudar o país, abraçarmos o liberalismo, termos abertura comercial e austeridade e moralidade, que não foi o que o outro lado mostrou", disse Mourão. Com informações da Folhapress.
As lâminas do nazismo já estão cortando a carne de brasileiros.
Ottobre 12, 2018 15:49Sua truculência e autoritarismo já estão fazendo vitimas por todo o país, mas, uma boa parte de nós, achamos que tudo está normal e que agressões, perseguições e mortes por patrulhamento ideológico são desconexas das palavras e posturas que têm incitado esse clima de de ódio,
Estamos brincando com algo que não conhecemos, sobretudo os mais novos que mal conhecem a ditadura pelos livros, quanto mais por sentirem as dores de seus efeitos completamente nocivos.
Sei que chegamos num ponto em que a capacidade crítica coletiva foi devorada, quase que por completo, pelo senso comum, e este é resultado de um processo de construção que já dura alguns anos.
O senso comum que menciono é tão preocupante que faz com os trabalhadores ouçam do principal candidato a presidência e seu vice que o seus direitos são jabuticabas (que só existem no Brasil) e que devem ser exterminados para que se tenha emprego.
Servidores públicos ouvem declarações de que são o grande problema do Brasil, atacam sua estabilidade, seu salário e até a sua necessidade.
Mulheres comemoram as barbaridades que ele prega contra o feminismo.
Professores não dão bola quando ouvem a família do presidenciável dizer que não deve haver educação pública, mas que o governo deve dar um bolsinha escola para que o cidadão entregue nas mãos de um empresário da área de educação.
Esse é o nosso senso comum que aceita uma pessoa dizer que a ditadura deveria ter matado pelo menos uns 30 mil e que ele vai começar limpado tudo o que ela não conseguiu fazer.
Diante da gravidade do que vem acontecendo e diante desse senso comum, controlado por sei lá quem, há que se tentar, mesmo sem chances de sucesso, alertar toda a sociedade.
Não se trata mais de um processo eleitoral comum, onde alguns segmentos podem se preocupar com o resultado eleitoral do ponto de vista de alterações econômicas, mas se trata de um risco real de afundarem nossas cabeças na escuridão das águas totalitárias.
Todos nós reconhecemos a importância da internet, mas é preciso que retomemos a consciência de que ela nos insere numa grande bolha onde nossa tela é o nosso mundo, é a nossa verdade... dessa perspectiva, temos milhões de verdades paralelas convivendo entre si, dificultando a nossa compreensão do que é fato ou do que é fake.
Não estou fazendo proselitismo político, estou apenas desabafando o quanto estou assustado com tudo e chamando os colegas à reflexão.
por José Luiz Castro




