Go to the content

Blog do Arretadinho

Full screen Suggest an article

Postagens

Aprile 3, 2011 21:00 , by Unknown - | No one following this article yet.
Licensed under CC (by-nc-sa)

"Foi planejado", diz pároco de Pacaraima sobre ataques a venezuelanos

Agosto 28, 2018 18:12, by Blog do Arretadinho

Bobadilla atua na região há nove anos
por Radio France Internationale

Jesús López de Bobadilla aponta a ação de “forças políticas tenebrosas” em Roraima que exacerbam o discurso do ódio

"Forças políticas tenebrosas exacerbam com discursos de ódio as tensões migratórias no Brasil, antes das complicadas eleições de 2018", afirma Jesús López de Bobadilla, pároco da localidade fronteiriça de Pacaraima, onde no sábado 18 ocorreram violentos ataques de brasileiros contra refugiados venezuelanos.

"O Brasil está em uma situação política, econômica e social muito delicada, às vésperas de eleições, e tudo é aproveitado", analisou o religioso espanhol, de 77 anos, há nove em Pacaraima.

Mais de mil venezuelanos que acampavam nesta pequena cidade do estado de Roraima foram expulsos no sábado por grupos de moradores que atearam fogo em suas barracas e roupas, além de persegui-los com paus e facas aos gritos de "Fora!", de acordo com relatos de várias testemunhas.

"O episódio desses dias foi planejado, não foi uma ação espontânea. Não tenho a menor dúvida. Existem forças políticas tenebrosas que se empenham em passar por cima das dificuldades do povo e aproveitar a xenofobia, que a cada dia é mais forte, como elemento válido para as eleições", disse, sem querer dar nomes. Bobadilla oferece de segunda a sexta-feira café da manhã a centenas de migrantes na modesta paróquia local.

"Precisam pedir aos políticos responsáveis que, por favor, parem. Tudo isso está muito manipulado. São muito irresponsáveis com seus discursos inflamados de ódio", advertiu. O Brasil celebrará em outubro eleições gerais.

A governadora de Roraima, Suely Campos, que tenta a reeleição, pediu em várias ocasiões o fechamento provisório da fronteira à entrada de venezuelanos, alegando que o estado não conta com recursos suficientes para atender tamanho fluxo de migrantes. Campos, do Partido Progressista, repudiou os incidentes e ordenou reforçar os efetivos de segurança, informou a sua assessoria.

Medo de represálias
   
"É vergonhoso que Pacaraima tenha escrito essa página terrível em sua história", lamenta Bobadilla, ao se referir aos incidentes de sábado. O religioso não tem muita esperança de que a situação melhore, mas acredita que para que alguma coisa mude é preciso um controle mais criterioso na fronteira, a fim de evitar a entrada de venezuelanos com perfil criminoso.

Também recomenda aumentar a presença policial e atender os brasileiros em situação de pobreza, para que os habitantes não se sintam em "desvantagem" frente os imigrantes.

"Somos de paz", afirmou um venezuelano que foi tomar café da manhã e diz viver em Pacaraima há um ano. Não quer se identificar por medo de represálias. Depois dos ataques, não se sente seguro e cruza diariamente a fronteira para dormir em um abrigo improvisado do lado venezuelano. Assegurou que seus compatriotas enfrentam uma "perseguição" por parte de alguns integrantes da comunidade, inclusive de certos policiais brasileiros.

Contrariando suas expectativas, o salão da paróquia recebeu nesta terça-feira cerca de mil migrantes em busca de uma porção de pão e uma xícara de café com leite. Normalmente a paróquia atendia entre 1,5 mil a 2 mil por dia. Depois das expulsões, o número caiu pela metade, mas a assistência parece estar em fase de recuperação.

"A fome venceu o medo", declarou Bobadilla com certo alívio.



Eleição sem Lula é fraude, Lula tem que estar nas urnas

Agosto 28, 2018 15:38, by Blog do Arretadinho

Foto Joaquim Dantas/Blog do Arretadinho
Foto Joaquim Dantas/Blog do Arretadinho
Há uma tendência crescente em sobrepor a candidatura de Fernando Haddad (vice na chapa de Lula) à do próprio ex-presidente. Tal manobra, que guarda uma certa semelhança com o golpe que derrubou Dilma Rousseff e levou ao poder seu vice, Michel Temer, seria um erro fatal do Partido dos Trabalhadores. Não por acaso, a imprensa golpista faz pressão todos os dias para que o nome de Lula seja abandonado e o plano B oficializado.

Os militantes da esquerda que escolhem essa via substitutiva por achá-la mais viável cometem um erro bastante ordinário: colocam as manobras eleitorais acima da conjuntura política. É preciso que se entenda que, mais do que nunca, as eleições agendadas para Outubro não são uma corrida em que vence o melhor e mais preparado candidato. Não se trata de plano de governo, de bons discursos e da viabilidade jurídica de cada um dos concorrentes. É, em verdade, uma luta do povo contra o golpe de estado. É a última oportunidade “institucional” de fazer recuar a intentona da nuvem de gafanhotos que vem se apoderando do país. Para esta função, a única candidatura viável é a de Lula.

É instintivo ao ser humano a urgência em afastar incertezas, restituindo a solidez dos próximos passos. Neste caso, todavia, apostar em Haddad por este estar livre e ter chances de vencer através da transferência de votos traria uma ilusória sensação de tranquilidade. Afinal, Lula é um bem intangível na luta progressista justamente por estar sendo descaradamente caçado, por ser um condenado e pela condição de preso político internacionalmente conhecida. Sua defesa como presidente seria o caminho correto ainda que seu apoio popular não fosse tão avassalador, pois sua vitória implicaria na derrota dos cachorros loucos do judiciário, do monopólio da grande imprensa, dos imperialistas e de todas as forças reacionárias atuantes na América Latina.

Ademais, as condições nunca estiveram tão favoráveis. As manifestações espontâneas de apoio ao ex-presidente se espalham por todos os cantos do país, os veículos de informação oficiais do golpismo fazem malabarismos diários em seus editoriais para tentar reverter a situação, a manifestação favorável da ONU veio como um filtro, acentuou ainda mais os contrastes dos setores burgueses. Não há nenhuma razão para mudar a estratégia e se desfazer da principal linha de ação da esquerda. Se o imbróglio jurídico parece uma emaranhado irresolvível, é importante que a esquerda tenha claro: o problema não é nosso. Com pressão suficiente do povo, uma decisão virá da cartola de algum magistrado.

Deste modo, é crucial que a candidatura de Lula seja sustentada e que seu nome apareça na urna no dia da votação. Mais do que a aglutinação ao entorno do principal candidato do país, esta estratégia transcende o jogo eleitoral, posto que estica ao máximo o tecido roto das instituições nacionais. Lula nas urnas, haja o que houver, é uma política revolucionária, que, por si só, constituiria uma enorme vitória. As incertezas não se pacificarão e outras dúvidas ainda mais angustiantes tomarão as ruas. Lula sairá da cadeia? Será empossado no cargo? Como se sustentará o seu próximo governo? Tudo isso pertence ao futuro e, com muita luta, cada resposta virá ao seu tempo.

fonte Diário da Causa Operária



Você quer ter uma arma?

Agosto 27, 2018 19:11, by Blog do Arretadinho




'Encarcerado há cinco meses, é Lula quem mobiliza o país', diz Haddad

Agosto 27, 2018 18:27, by Blog do Arretadinho

"Cabe ao TSE decidir, em uma semana ou duas, se acata
a decisão da ONU ou não", afirma vice de Lula, ao lado de Manuela
'Encarcerado há cinco meses, é Lula quem mobiliza o país', diz Haddad

Em discurso em Aracaju, ex-prefeito de São Paulo e vice na chapa do PT afirma que a luta só acaba no dia 1° de janeiro, com Lula subindo a rampa do Palácio do Planalto como presidente da República

por Redação RBA 

São Paulo – “Temos que lembrar que Lula disse a todo o pais que, se até dia 15, apresentassem uma única prova contra ele, ele não apresentaria candidatura no dia 15 de agosto. E sabemos o que é prova. Tem político candidato que tem conta na Suíça, tem candidato que tem mala de dinheiro, obra de arte e joia dentro de casa.” A fala é do candidato a vice-presidente na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva pelo PT, Fernando Haddad, em discurso no início da noite de hoje (22) em Aracaju. “Nosso candidato está quase ganhando no primeiro turno.”

“Dia 15 de agosto chegou e, mesmo tendo revirado a vida do Lula e da família dele, não apresentaram nada”, disse o ex-prefeito e ex-ministro. Ele lembrou que, agora, cabe ao Tribunal Superior Eleitoral “decidir, em uma semana ou duas, se acata a decisão da ONU ou não”. 

Segundo Haddad, a luta só acaba no dia 1° de janeiro, com Lula subindo a rampa do Palácio do Planalto. “Fomos a Brasília dia 15, saímos do TSE com o protocolo na candidatura. Um dia depois a ONU, o órgão mais importante do mundo, mandou um recado ao Brasil, de que nenhuma autoridade brasileira pode impedir Lula de ser candidato sem ameaçar a soberania popular.”

No discurso, ele reafirmou que “é o povo que tem que escolher o mandatário e os outros candidatos não inspiram confiança, mas é esse homem encarcerado injustamente há cinco meses quem mobiliza o país”. O vice de Lula lembrou frase do ex-presidente: “Não vão prender os milhões de Lulas que estão nas ruas defendendo o Brasil para impedir Michel Temer de vender as riquezas nacionais”. 

Haddad comentou sobre uma “notícia triste”, segundo ele: o fato de a Petrobras diminuir os investimentos no estado, “estar saindo de Sergipe”. “Com Lula isso vai mudar, ele quer gerar emprego e oportunidade a partir de 1° de janeiro.”

Ex-ministro da Educação, ele lembrou também dos cortes nos cursos de pós-graduação do país. “A pior noticia que pode ter é falta de esperança no futuro.”



Nem patriota, nem honesto, nem cristão: desmitificando Jair Bolsonaro

Agosto 27, 2018 17:33, by Blog do Arretadinho

Deputado Federal Jair Bolsonaro. Foto: Apu Gomes/AFP.
Texto publicado originalmente no Medium.
O mito nada mais é que uma concepção imaginária, fabulosa, que criamos ao longo da história para sustentarmos nossa vida. Jair Messias Bolsonaro é por muitas e muitos considerado um “mito” por que se enxergam nele, o colocam num patamar de divindade pois acreditam fortemente que ele é tudo aquilo que no fundo sonham ser . Ocorre, no entanto, que esse “mito” tem perna curta.

Em um vídeo recente, no meio de sua mudança para o PEN — Partido Ecológico Nacional [que terá sua sigla alterada para PATRIOTAS], Jair Bolsonaro afirmou que pretende ser um presidente honesto, cristão e patriota. E não, este discurso não é novidade. Suas quase 3 décadas dentro da política como deputado federal têm sido sustentadas por estes pilares. Ou indo mais longe, a própria ditadura militar de 1964 usou destes “bordões” como base.

No fim das contas, Bolsonaro e a ditadura militar são lados da mesma moeda. Representantes da ignorância, do fascismo e da violência, que tentam se mascarar usando esses apelos populares como a corrupção, a religião e o amor ao país. E, pra variar, nos dois casos vemos que essas mascaras não encaixam dentro da realidade.

Como pode um suposto “patriota” votar favorável para que petroleiras estrangeiras explorem nosso pré-sal? 

Há mais de século que o petróleo ganhou importância estratégica para as nações — a exploração do mesmo é um instrumento de interesse nacional que garante não só o desenvolvimento econômico do país mas também o social, principalmente pelos royaltiesvindos de sua exploração (aplicados atualmente no Brasil[no caso do pré-sal] em saúde e educação). Bolsonaro foi a favor de entregar esta nossa riqueza para o estrangeiro.

Não só o petróleo, o deputado também é a favor que empresas de fora explorem a floresta Amazônica. Numa visita recente em Manaus, o presidenciável criticou o uso da Amazônia pelos indígenas, povos originários da mesma, ao mesmo tempo que afirmava ser preciso buscar “parcerias” com países como os EUA para exploração das riquezas minerais da floresta. Onde está o patriotismo de Bolsonaro?

E quando vamos ver o manto de honestidade cujo tenta se esconder, é notável que não serve no mesmo. Bolsonaro já foi do PTB, do PP, agora é do PSC e tá de namorico com o PR, todos partidos cobertos até a cabeça por casos corrupção, e que repassam dinheiro do financiamento eleitoral de grandes empresas para ele durante as campanhas; por exemplo, os 200 mil reais da JBS S/A, investigada na operação “Carne Fraca”, em 2014  – em entrevista na Jovem Pan ele explica que devolveu o dinheiro para o partido (que o mandou a mesma quantia logo depois).

Igualmente, até hoje Jair Bolsonaro, acusado de receber 50 mil reais em propinas no esquema de caixa-dois em Furnas, não conseguiu explicar seu nome envolvido nessa maracutaia. Apesar de negarem, a “Lista de Furnas” teve autenticidade comprovada pela Polícia Federal, que concluiu “que a lista não foi montada e que é autêntica a assinatura que aparece no documento, de Dimas Toledo, ex-diretor de engenharia de Furnas”.

Bem como, recentemente, o renomado fotógrafo Lula Marques conseguiu registrar uma misteriosa conversa do deputado com seu filho, também parlamentar, Eduardo Bolsonaro, no Whatsapp, onde na prosa Jair diz para o filho comprar ”merdas por ai”, mas que não iria o “visitar na Papuda” [prisão do Distrito Federal], e depois fala que se a imprensa descobrir o que ele estava fazendo iriam “comer o fígado” dos dois. Depois deste escândalo, o mesmo tentou justificar dizendo que o filho estava comprando armas na Austrália - historinha muito mal contada e até engraçada por sinal: repentinamente o maior defensor do armamentismo na Câmara dos Deputados iria dizer “compre merdas por ai” por conta de seu filho, que é policial, estar comprando armas? E por que a imprensa “comeria o fígado” de um ex-militar e um policial (agora parlamentares) por qualquer ligação com porte de armas? [Insira aqui aquele meme da Mônica no computador e no monitor escrito: ATA.]

Falando em armas, Jair Bolsonaro é autor de um decreto legislativo para proibir o uso de armas por fiscais ambientais - afinal, bandido bom é bandido morto, menos seus amigos latifundiários (muitos da bancada do boi) que exploram madeira e criam gado em áreas de proteção ambiental, caçadores, exportadores ilegais de animais silvestres ou multinacionais farmacêuticas praticantes de biopirataria. Criminoso mesmo é quem quer proteger o meio ambiente. Lembrando que o mesmo já foi pego praticando pesca ilegal em Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro, inclusive enfrentou processo no STF por conta disso (mas infelizmente não deu em nada pelo fato de ser um parlamentar).

Também, mais recentemente, descobriu-se que ele e seus filhos empregaram diversos familiares em cargos de gabinete na Câmara dos Deputados —- o que pode ser lido pela justiça como nepotismo. Inclusive, a defesa da família é um dos jargões do mesmo quando se trata de sua suposta moral cristã. Mas como pode uma pessoa seguir os ensinamentos de Jesus Cristo e agir como o deputado age?

Recentemente, o padre Julio Lancellotti falou em uma de suas pregações que não podemos aceitar Bolsonaro, pois “propõe a violência, o assassinato e o extermínio dos gays [..] de que o homem é melhor do que a mulher e que a mulher tem que ser submissa ao homem, isso é inaceitável no tempo em que nós vivemos“

E realmente, Jesus Cristo de Nazaré sempre pregou a palavra do amor, do perdão e da empatia. Qualquer pessoa que siga seu evangelho sabe muito bem disso, o famoso evangelho de João 8 que nos conta o caso da adúltera que estava sendo apedrejada é uma amostra explícita sobre como posições que Bolsonaro e tantos outros conservadores defendem vão totalmente contra as pregações de Jesus.

Mas nada disso importa. Está tudo bem dizer que se visse dois homens se beijando na rua ela iria agredir, que as minorias têm que se curvar às maiorias ou então desaparecerem, que o erro da ditadura militar foi ter matado pouco, ou falar pra uma colega parlamentar duas vezes que só não a estupraria pois ela não merece -  é só se esconder atrás de uma falsa moral cristã, um discurso de patriotismo e parecer cumprir nada mais nada menos que a obrigação de não ser corrupta.

Já deu para ver o antro de contradições que circunda Bolsonaro, mas, infelizmente, sabemos que a maioria de seus apoios vem de muito mais fundo dentro dessa cova e o combate contra a corrupção e a religião são usados apenas de pretextos, mas enquanto tivermos voz seguiremos denunciando: o mito será desmitificado.

Otávio Pereira é graduando em Pedagogia pela Universidade Federal de Minas Gerais.

do Justificando



tags