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Aprile 3, 2011 21:00 , by Unknown - | No one following this article yet.
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O ACORDO IMPUBLICÁVEL

Agosto 2, 2018 17:33, by Blog do Arretadinho

por Ricardo Cappelli

O que verdadeiramente motivou o acordo PT-PSB que levou os socialistas à neutralidade? Acertos políticos são como ilhas no oceano. O que aparece na superfície é uma ínfima parte do que fica escondido debaixo d'água.

O pragmatismo é plenamente justificável, e até recomendável, quando utilizado para o alcance de objetivos estratégicos superiores. Se o acordo anunciado tivesse como resultado o apoio do PSB ao PT na disputa pela presidência seria facilmente compreendido. 

Os partidos envolvidos estariam fazendo sacrifícios para forjar a tão sonhada unidade da esquerda. Foi isso o que ocorreu?

A petista Marília Arraes viu sua candidatura ao governo de Pernambuco ser retirada e o PT nacionalmente continuar isolado. Sua cabeça foi servida em nome da unidade? Não. 

O socialista Márcio Lacerda, pré-candidato ao governo de Minas Gerais, foi pego de surpresa ao ver sua cabeça fazendo companhia a de Marília na bandeja. Reagiu com indignação, revolta e “desprezo”.

Se as decapitações não aconteceram em nome da unidade da esquerda, o que justificou tamanha agressividade?

No dia anterior, consultado sobre a hipótese de neutralidade, Carlos Siqueira, presidente nacional do PSB, declarou: “não existe esta hipótese, o PSB não nasceu para ser satélite de ninguém”. No dia seguinte, tudo mudou. 

Sabendo que o PSB caminhava para Ciro, o PT aumentou a pressão. Marília Arraes representava uma ameaça à reeleição do governador pernambucano Paulo Câmara. De onde é o presidente nacional do PSB? Pernambuco, claro. Uma eventual derrota do PSB no estado poderia colocar em risco o controle do diretório local sobre a legenda nacionalmente.

O PT, tendo consciência que o PSB não o apoiaria, levou às últimas consequências sua estratégia de manter a hegemonia na esquerda a qualquer custo. Fechou o acordo apenas pela neutralidade, com o único objetivo de isolar Ciro Gomes, alçado ao posto de “grande inimigo”.

Como se pode constatar, tudo costurado em nome dos mais elevados interesses nacionais.

Os desdobramentos são imprevisíveis. Alckmin, de longe, festeja. Viu um partido de esquerda ser anulado e parte dele ser autorizado formalmente a declarar apoio a sua candidatura. E o melhor, não precisou fazer nenhum esforço para isso.

Paulo Câmara também ganhou ao ser consagrado o único candidato de Lula em seu estado. Como se comportará Marília? A petista se construiu na oposição ao Palácio do Campo das Princesas. Seu eleitorado acompanhará o cavalo de pau?

O caso de Minas é mais complexo. Lacerda é um político tarimbado, não tem seu futuro atrelado ao PSB. Foi o candidato de consenso entre PT e PSDB à prefeitura de BH. 

Com as digitais de Pimentel, governador petista de Minas, nas lâminas que cortaram seu pescoço, como reagirá o ex-prefeito de BH? Ficará apenas na indignação do primeiro momento? O tucano Anastasia lidera a corrida ao Palácio da Liberdade.

Na política nem sempre dois mais dois é igual a quatro. Pode dar dois mesmo, ou até menos.  

Lula e o PT também alcançaram uma vitória dentro do objetivo que traçaram para esta eleição: manter a hegemonia na esquerda. O PDT ousou questionar? Isolado. O PSB ousou questionar? Anulado. É preciso reconhecer a eficiência petista.

Ciro, “o cabra marcado pra morrer”, sai derrotado na tentativa de construir alianças. Lula, Temer e Alckmin, de forma tácita, atuaram juntos para isolá-lo. O establishment político luta pela manutenção do “mais do mesmo”, uma disputa entre PT e PSDB. Se o povo está participando destes acordos e vai endossá-los é outro papo.

Nem o mais pessimista poderia imaginar este cenário. A esquerda brasileira colocando interesses regionais, a manutenção de poder em estruturas partidárias e a busca desesperada pela manutenção da hegemonia da derrota acima do Brasil.

Só os militantes apaixonados e desavisados ainda sonham com 2018. Nos partidos a derrota na eleição nacional é dada como certa e o salve-se quem puder está a todo vapor.

Convenhamos, 2022 é logo “ali”.



Vanessa: Alckmin é candidato das reformas trabalhista e previdenciária

Agosto 2, 2018 17:12, by Blog do Arretadinho

“A candidatura de Geraldo Alckmin é a candidatura do continuísmo, do golpe, da reforma trabalhista e da reforma previdenciária. E os comunistas de todo o Brasil estarão nas ruas com a bandeira erguida mostrando isso para a nação brasileira”, afirmou a senadora do PCdoB Vanessa Grazziotin (AM) durante a Convenção Nacional do partido, realizada nesta quarta-feira (1º), em Brasília.

Por Dayane Santos
Foto: Marcos Oliveira / Agência Senado
A senadora foi uma das primeiras a discursar e manifestar sua satisfação com a decisão da legenda de oficializar a candidatura de Manuela D’Ávila à Presidência.

“Ela representa todo o nosso partido, mas também toda a população brasileira. Representa pelo que defende, pelo que faz e, principalmente, pela forma que como faz. Manuela tem orgulhado muito o nosso partido. O partido mais antigo do país tem a candidata mais jovem e mulher”, elogiou a parlamentar.

Assim como diversas lideranças do partido, Vanessa apontou que a candidatura de Manuela fortalecia o PCdoB, mas que a unidade do campo progressista ainda deve ser a prioridade. “Para trazer o Brasil de volta ao brasileiro é preciso lutar pela unidade”, defendeu.

“Continuaremos lutando pela unidade das forças progressistas porque a direita, e não o centrão – pois esse chamado centrão não existe, apenas se autodenominam, mas são os partidos de direita – defende o neocolonialismo. Aqueles que colocam os interesses das elites e do capital especulativo acima dos interesses internacionais”, argumentou.

Segundo ela, as eleições não serão um passeio como pensa a direita. “Aqueles que há dois anos fizeram um golpe que envolveu todas as forças poderosas do Judiciário, da grande imprensa e das grandes empresas nacionais e estrangeiras, imaginavam que era só ir para o abraço. E vejam, dois anos depois estamos reunidos na convenção eleitoral do PCdoB sabendo que temos a possibilidade real e concreta de derrotar os golpistas e de vencer as próximas eleições”, avaliou.

“Se por um lado é verdade que eles conseguiram efetivar algumas mudanças como a aprovação da reforma trabalhista que arranca um por um todos os direitos conquistados nas últimas décadas, exigindo que mulheres gestantes ou amamentando trabalhem em lugar insalubre, que acaba com a carteira de trabalho assinada, o direito a férias e até mesmo ao salário mínimo (...) Se é verdade que eles conseguiram aprovar e promover esses retrocessos, por outro, eles seguem derrotados porque esse é o presidente mais repudiado da história do país: Michel Temer”, acrescentou ela, afirmando que a candidatura de Alckmin vai fazer de tudo para “esconder essa figura”.

Do Portal Vermelho



Privatizações: O povo é contra, mas o que dizem os candidatos?

Agosto 2, 2018 17:03, by Blog do Arretadinho

Há 20 anos, em 29 de julho de 1998, a Bolsa de Valores do Rio de Janeiro consumou a maior privatização já realizada no Brasil, arrecadando pouco mais de R$ 22 bilhões com a venda de 12 empresas da Telebras.

Por Leonardo Fernandes, no Brasil de Fato

Embora um dos principais argumentos para a venda tenha sido a necessidade de expansão da telefonia no Brasil e a melhoria do serviço, duas décadas depois, as empresas de telefonia são as recordistas de reclamações de consumidores junto ao Serviço de Proteção ao Consumidor (Procon). Segundo o site do Procon, no estado de São Paulo, as três empresas com maior número de reclamações dos consumidores são do ramo da telefonia. 

Desde a privatização, o número de celulares teve um aumento substancial no país, chegando a mais de 280 milhões de aparelhos em 2015, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Apesar disso, as tarifas do serviço ficaram imensamente mais caras. Em apenas cinco anos da privatização do setor, os preços haviam subido 512%, segundo dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), tendo sido a segunda maior alta de preços registrada no período, atrás somente dos aluguéis. 

Para Luiz Gonzaga Belluzzo, economista e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), além do baixo preço a que foram vendidas, a privatização das telecomunicações comprometeu outros setores da economia, como a ciência e tecnologia, que vinham sendo priorizadas pela gestão pública. 

“No caso da privatização das teles, a questão mais grave foi que interrompemos um programa de pesquisa na área de telecomunicações que avançava muito celeremente dentro da área de pesquisas da Telebras. Esse foi um dos danos mais sensíveis. E é um dano importante porque nós não temos mais uma empresa que produza os equipamentos de telecomunicações. Nós tínhamos. Então esse era um foco de desenvolvimento que podia se estender para outras áreas”. 

Leda Paulani, economista e professora da Universidade de São Paulo (USP), pondera que a decisão de privatizar ou não um setor da economia passa principalmente pela existência de um projeto de país que o justifique. 

“Se você tem um projeto para o país, é óbvio que vai haver setores que o país tem que ter um grau de liberdade para atuar sobre o mercado, como é o caso do petróleo. Mas se você está num sistema capitalista, claro que o mercado vai poder produzir. Agora, se você não tem um projeto para o país, então pode tudo”. 

O mais novo setor a entrar mira da assanha privatista do governo golpista de Michel Temer é o elétrico. Segundo Belluzzo, uma proposta que carece de argumentos economicamente plausíveis.

“Isso [privatizar a Eletrobras] é uma falta de noção completa de como funciona uma economia contemporânea. Por duas razões: primeiro porque as empresas privadas dão um horizonte de investimento para as estatais, elas puxam o investimento privado. Assim foi a história da industrialização brasileira. Em segundo lugar, porque ela oferece um insumo que é universal, e que faz parte da formação de custo das empresas privadas”. 

Além da perda de soberania sobre os setores, Paulani destaca que os processos de privatização no Brasil revelaram os verdadeiros interesses dos seus defensores.

“E tem as denúncias de sempre, das negociatas, de que as empresas serão vendidas a preço de banana. O que significa que, se está por trás desse tipo de proposta a ideia de você aliviar as contas públicas ou reduzir a dívida, isso fica completamente questionável. Se era pra isso mesmo, teria que ser vendido pelo preço que vale, e não a preço de banana como se faz. No Brasil, as privatizações todas, inclusive a das teles, a da Vale, o pré-sal, tudo o que foi vendido foi a preços muito inferiores ao que deveria ser”. 

O povo é contra

Uma pesquisa do Instituto Datafolha realizada em novembro de 2017 mostrou que 70% dos brasileiros são contrários às privatizações. O estudo considera ainda o cenário eleitoral, tendo Lula, Jair Bolsonaro, Marina Silva, Geraldo Alckmin e Ciro Gomes, como principais candidatos. Segundo os resultados, os eleitores que ‘optam por Lula são os mais contrários a privatizações (80%, e 10% são a favor). Na sequência aparecem os que preferem Ciro (76% contra, 19% afavor), Marina (70% contra, 17% a favor), Bolsonaro (58% contra, 35% a favor) e Alckmin (54% contra, 36% a favor)’. 

Em relação ao caso específico da Petrobras, a tendência é mantida: 70% são contra, 21% a favor e 9% são indiferentes ou não opinaram. Sobre a participação de capital estrangeiro na petroleira, 78% declararam ser contrários, 15% são favoráveis, e os demais são indiferentes (1%) ou não se posicionaram (6%). 

Como pensam os candidatos

No campo democrático popular, os candidatos são uníssonos em oposição às privatizações. O candidato à presidente da República pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), Ciro Gomes, defende a realização de um projeto nacional de desenvolvimento e a consulta popular como mecanismo para a tomada de decisões em relação aos projetos de privatização. Ele é contra a privatização de setores estratégicos, como a Petrobras, a Eletrobras ou os bancos públicos. 

Já Manuela D’Ávila, pré-candidata pelo Partido Comunista do Brasil (PDdoB) afirma que ‘as privatizações são saídas falsas que refletem a ausência de um projeto de desenvolvimento para o Brasil’. A candidata é contra a privatização de empresas de setores estratégicos, como a Eletrobras. 

Guilherme Boulos, candidato pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) é contra as privatizações e defende a reestatização de setores estratégicos, como a Petrobras. 

O ex-presidente e pré-candidato pelo Partido dos Trabalhadores (PT) Luiz Inácio Lula da Silva é contra a privatização de setores estratégicos da economia. Ele defende a realização de um referendo para revogar a venda de ativos da Petrobras, a negociação entre a Embraer e a Boeing e a privatização da Eletrobras. 

No campo da direita, as posições são divergentes, mas transitam na defesa dos processos privatistas. O candidato da extrema-direita, Jair Bolsonaro, do Partido Social Liberal (PSL), tem afirmado que é favorável às privatizações, mas defende a preservação de setores estratégicos da economia. Apesar disso, escolheu para seu assessor econômico o liberal Paulo Guedes, que afirmou à imprensa que defende ‘privatizar tudo o que for possível’. 

Geraldo Alckmin, pré-candidato do Partido da Social-Democracia Brasileira (PSDB) defende um amplo programa de privatizações, mas propõe preservar empresas estratégicas como a Petrobras e os bancos do Brasil e Caixa Econômica Federal.

Já o ex-ministro da Fazenda do governo de Michel Temer, Henrique Meirelles, pré-candidato do Movimento Democrático Brasileiro (MDB, ex-PMDB) defende a redução cada vez maior da participação do Estado na Petrobras e nos bancos do Brasil e Caixa Econômica Federal. 

Marina Silva, embora tenha se posicionado contra a privatização da Petrobras e dos bancos do Brasil e Caixa Econômica Federal, já declarou que não possuir nenhum tipo de ‘dogmas contra privatizações’.



A GLOBO É MANIPULADORA

Agosto 1, 2018 10:19, by Blog do Arretadinho



Ainda vamos festejar e muito, diz Lula a brasileiros

Luglio 31, 2018 10:15, by Blog do Arretadinho

Brasília, 29 jul (Prensa Latina) A mensagem de otimismo enviado pelo ex presidente Luiz Inácio Lula dá Silva aos artistas e aos mais de 60 mil assistentes ao Festival Lula Livre, em Rio de Janeiro, é destacado hoje aqui.

Ainda vamos festejar e muito. A alegria, a liberdade e a justiça de um povo que não tem medo e que não se entrega, escreveu o fundador e líder histórico do Partido dos Trabalhadores (PT) de Brasil, preso político faz 114 dias na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba.

A mensagem foi dada a conhecer ontem à noite ante uma multidão congregada nos históricos Arcos de Lapa, na capital fluminense, para participar de um festival que contou com a participação, entre outros, de figuras como Chico Buarque de Hollanda e Gilberto Gil.

As primeiras palavras de Lula foram para agradecer a solidariedade de todos presentes ao encontro e recordar quantas vezes, quando a sociedade calou ante as barbaridades, foram os músicos, escritores, cineastas, atores, dramaturgos, bailarinos, artistas plásticos, cantores e poetas quem recordaram que amanhã seria outro dia.

O ex presidente declarou também o fato que fossem eles os que cressem na esperança e em flores vencendo canhões, e se rebelassem contra a censura imposta gritando que era proibido proibir.

Lula destacou ademais que artistas e intelectuais brasileiros estiveram sempre onde está o povo e agora 'nesta que é outra página infeliz de nossa história se unem novamente ao povo brasileiro para soltar a voz em nome da liberdade'.

Onde querem silêncio, seguiremos cantando, sublinhou o maior líder popular da história do Brasil antes de assinalar que são muitas as vezes em que a música, os livros, a arte, lhe ajudaram a vencer essa prova (sua injusta prisão), que não é maior que a de tantos pais e mães de família que hoje não sabem como trarão comida para casa.

'É em nome deles que não podemos desanimar jamais', enfatizou.

Exigir e defender a liberdade imediata de Lula dá Silva, preso político desde o passado 7 de abril, e demandar a volta do país à normalidade democrática, foram os principais propósitos do festival, convocado pelo músico, dramaturgo e escritor Chico Buarque e pelo cantor e compositor Martinho dá Vila.

O caso de Lula -apontava a convocação- 'tem um simbolismo único na história recente de nosso país', pois todo o julgamento a que foi submetido foi 'um erro jurídico sem limites'.

Pontuava além disso que resulta inadmissível tanto não permitir que Lula possa participar como candidato nas eleições presidenciais de outubro próximo, como o manter preso, em um ato de flagrante desrespeito às regras mais elementares da Justiça.

'Opomo-nos rigorosamente à arbitrariedade a que Lula está submetido e que deve cessar de imediato. Queremos sua liberdade já', gritou o manifesto dos trabalhadores das artes e a cultura chamando a todos os setores democráticos da sociedade a participar do Festival Lula Livre.

mem/mpm/cc



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