Peixe robótico foi criado para salvar os oceanos
30 de Março de 2018, 8:50SoFi, é um peixe robótico flexível criado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts com o intuito de vasculhar os oceanos do mundo. Devido ao seu tamanho e aparência ele consegue acessar lugares pequenos em corais e consegue se misturar aos demais peixes. Por esse motivo consegue belas imagens que uma pessoa não conseguiria.
Sua velocidade de locomoção é bastante alta, sua tecnologia é bastante promissora e tem grandes possibilidades de melhorar no futuro. Seus criadores estão esperançosos de que ele seja capaz de acompanhar peixes em particular para que seus hábitos sejam estudados. O peixinho robô ainda pode dar uma ajuda sobre a poluição no mar.
Problemas enfrentados pelo projeto
Infelizmente os estudiosos enfrentam três grandes problemas no desenvolvimento do projeto. O primeiro é a comunicação. Veículos que se movem embaixo da água tipicamente acabam presos a um barco porque as ondas de rádio não viajam bem na água.
O problema número dois tem a ver com a parte elétrica do equipamento, chamados de atuadores. Os pesquisadores precisavam de um equipamento para que o movimento do peixe seja mais suave, para não assustador os animais em volta. Por esse motivo, no rabo possui duas câmaras vazias em que uma bomba injeta água.
O problema número três, é a energia usada pelo robô. Nada é relativamente caro energeticamente. Os peixes precisam se "agarrar" a uma determinada profundidade, e usam a bexiga natatória para controlar a habilidade de boiar ou não. Então, o SoFi usa um tipo de bexiga natatória, um cilindro que comprime e descomprime ar com a ajuda de um pistão.
O robozinho carrega um grande fardos nas costas. Já que com ele no futuro será possível estudar comportamento de cardumes ou monitorar a saúde de populações marinhas. "Ele poderia nos ajudar com a fuga e atração de peixes que estão associadas com outras formas de monitoração como robôs e mergulhadores", diz Hanumant Singh, pesquisador envolvido na pesquisa que desenvolve veículos aquáticos.
E aí, o que acharam da matéria? Acreditam no avanço desse projeto? Comenta aí e não se esqueça de compartilhar com os amigos, lembrando que seu feedback é sempre muito importante.
Font Fatos Desconhecidos
13 milhões de desempregados reforçam fracasso de Temer
29 de Março de 2018, 18:41Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada nesta quinta-feira (29) mostrou que o desemprego aumentou em fevereiro no Brasil. Se até janeiro os desempregados eram 12,7 milhões, os números atuais mostram que essa taxa subiu para 13,1 milhões no mês seguinte. A estatística desmascara a “estabilidade” que chegou a ser comemorada pelo governo de Michel Temer.
Por Railídia Carvalho
“O governo não deu saída para a crise que o Brasil atravessa. E não é só econômica. É de confiança, é ética, moral e a economia não reagiu por mais que o governo venha discursando que o país está reagindo usando até a reforma trabalhista para enganar a população que ia melhorar o desemprego, vimos que não é verdade. Caiu a máscara do governo”, declarou ao Portal Vermelho Miguel Torres, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos.
Na opinião de Clemente Ganz (foto), diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o aumento do desemprego é uma tendência neste período do ano mas ele chama a atenção para a deterioração do mercado de trabalho, que vem se consolidando no país. “Em relação aos que vivemos em 2015 e 2016 parou de cair mas estamos longe de ter uma dinâmica econômica para recuperar a qualidade do mercado de trabalho de 2014”, explicou.
Miguel Torres acrescentou ainda que a reforma trabalhista, além de incentivar a perda da qualidade nos postos de trabalho, também impede o fortalecimento do mercado interno. “O efeito é o mesmo entre o desempregado que não tem renda e o empregado com renda baixa. Nenhum dos dois consome, portanto, a economia não aquece, não haverá geração de emprego”, argumentou Miguel.
De acordo com Clemente, o Brasil experimenta um cenário vivido por países europeus que implementaram reforma trabalhista como a Espanha, por exemplo. “O desemprego caiu às custas de empregos precários, a massa salarial caiu e a dinâmica econômica está fraca. Não sabem o que fazer”, acrescentou Clemente.
Ele explicou que a massa salarial, que é a soma de todas as remunerações, é o que dá poder de consumo às famílias, o que pode alavancar o crescimento econômico. “Vivemos no Brasil o rebaixamento dessa massa salarial, os novos empregos pagam salário menores e o desemprego é muito alto. Se antes duas pessoas trabalhavam na família e ganhavam R$ 2 mil, hoje são três, quatro trabalhando para ganhar R$ 1.800,00. Essa queda compromete o consumo e a dinâmica da economia.”
Miguel (foto) exemplificou o drama vivido pelos trabalhadores com o desemprego e o rebaixamento de salários. “Há seis anos começamos a fazer no final do ano campanha de arrecadação de alimentos para moradores de rua. Naquela época o morador de rua era dependente químico, de álcool, drogas, era nômade ou sofria de algum distúrbio. Eram pouquíssimas as famílias. Atualmente, 80% da população de rua são formados por famílias que perderam a renda ou o emprego e não conseguem pagar o aluguel. Isso é o efeito dos desmandos que têm acontecido no Brasil”, enfatizou o sindicalista.
Integrante do Movimento Brasil Metalúrgico, que reúne entidades vinculadas a todas as centrais sindicais do país, Miguel afirmou que a retomada do crescimento passa pela reindustrialização do Brasil. “Hoje o peso da indústria dentro do Produto Interno Bruto (PIB) não passa de 6%, quando já chegou a 17%. Não existe um país forte sem uma política de desenvolviento nacional que tenha a indústria como alicerce para gerar emprego de qualidade e renda. O atual governo ainda facilita o fechamento de empresas nacionais e promove as importações, o que tem quebrado nossas indústrias em favor de empresas multinacionais”, criticou o metalúrgico.
Do Portal Vermelho
Jessé Souza: A Rede Globo e a cultura do ódio e da mentira
29 de Março de 2018, 16:27O conluio Globo e Lava Jato, antes dominante, perde credibilidade a cada dia e a escalada de violência explícita tem a marca do desespero.
Por Jessé Souza*
Hoje em dia não resta nenhuma dúvida ao leitor atento que o Brasil está sendo vítima, desde 2013, de um ataque dirigido pelo capitalismo financeiro internacional na sua ânsia de saquear as riquezas nacionais e se apropriar do trabalho coletivo. Mas este ataque não tem as mesmas consequências em todos os lugares. Daí ser fundamental inquirir pela forma especificamente nacional que este ataque assume.
No Brasil a instituição que incorpora à perfeição o espírito do capital financeiro é a Rede Globo. A mentira tem que ser dita não só como se verdade fosse, mas tem de dar a impressão de ser luta moral e emancipadora. Essa é a sofisticação demoníaca do capital financeiro que a Globo materializa e interpreta tão bem. O ponto essencial é a criminalização da política e das demandas populares com o propósito de legitimar a rapina da população.
A criminalização da política como forma de possibilitar o governo diretamente pelo “mercado” e sua rapina, teve entre nós eficácia inaudita. Nossa elite já havia produzido, com base na construção de uma imprensa venal e na cooptação da inteligência nacional, como denuncio no meu livro A Elite do Atraso, toda uma interpretação preconceituosa do pais como uma raça de vira latas inconfiáveis e corruptos.
O lugar institucional da roubalheira do vira-lata brasileiro seria, no entanto, apenas o Estado patrimonial tornado o mercado, raiz e fonte real de todo roubo, o lugar paradisíaco do trabalho honesto e do empreendedorismo. Todo o ataque da rede globo e da lava jato para criminalizar a política foi grandemente facilitado por este trabalho prévio de distorção da realidade, que literalmente invisibiliza os interesses dos donos do mercado aqui e lá fora.
O outro ponto fundamental nesta estratégia é a suposta superação das demandas por igualdade pelas demandas por diversidade que o capital financeiro internacional defende desde os anos 90. Desse modo se cria não apenas uma divisão artificial nas demandas populares como confere um verniz emancipador ao capitalismo financeiro que, na realidade, passa a poder explorar indistintamente mulheres e homens, negros e brancos, gays e heterossexuais como se defendesse seus interesses. A apropriação da rede globo do assassinato de Marielle Franco mostra as consequências praticas desse engodo.
Mas a Globo não parou por aí. Criminalizou a própria demanda por igualdade que é a maior causa da cultura do ódio que grassa impune no país. A narrativa da Rede Globo, logo depois assumida pela própria Lava Jato, de tratar o PT como “organização criminosa” e de apenas “fulanizar” a corrupção dos outros partidos, significou rebaixar a demanda por igualdade, que o PT representava, de seu caráter de fim para mero meio de assalto ao Estado.
Sem a possibilidade de conferir racionalidade política à raiva justa que se sente pela injustiça social, parte do povo cai nas mãos da raiva e da violência em estado puro representada por Bolsonaro e pela onda de assassinatos políticos que grassa no país. Não ver a relação íntima entre a guerra cultural comandada pela rede globo e o clima de ódio e assassinato de lideranças que se alastra no país é cegueira.
O conluio com a Lava Jato, levando ao Estado de exceção e da suspensão das garantias legais, reforça a sensação de impunidade para a violência e ódio generalizado. O resultado é uma histeria punitivista com moralidade de fachada que promete impunidade para o ódio aberto e assassino. Os ataques com conivência policial à caravana de Lula, o assassinato de líderes do MST no hospital ou a chacina de jovens da periferia são todos consequência da lógica cultural de um capitalismo do saque e da rapina do qual a globo é a expressão máxima entre nós. A série de José Padilha na Netflix, com padrão global de qualidade, é mais um capítulo dessa distorção monumental da realidade.
O diretor, um boçal com virtuosidade técnica, imagina que compreende o mundo ao chamar de “mecanismo” aquilo que não conhece e nem consegue explicar. Como descaradamente refaz a história com intuito de falseá-la seu oportunismo é leviano e irresponsável.
Como o conluio Globo e Lava Jato, antes tão dominante, perde credibilidade a cada dia e é percebido crescentemente como braço do neo-colonialismo americano, a escalada de violência explícita tem a marca do desespero e é ai que reside o perigo para toda a sociedade. A batalha no STF adquire importância a partir disso.
A Globo, como o ministro Gilmar Mendes denunciou, tem também, não só a Lava Jato nas mãos, mas a sua própria bancada no STF, punitivista e moralista de fachada como ela. Ainda que os interesses em jogo nesse embate não sejam de todo transparentes, vale a fórmula fundamental de Brizola: na dúvida sobre qualquer tema, escolha o lado contrário da rede globo.
*Jessé Souza é sociólogo e escritor, autor do livro A Elite do Atraso.
Fonte: CartaCapital
A democracia vencerá
29 de Março de 2018, 13:23A caravana Lula pelo Sul chegou ao seu último dia depois de muita luta, resistência e, claro, sem faltar carinho. O encerramento em Curitiba foi marcado pela união da esquerda no combate à escalada de ódio e em defesa do retorno da democracia no país.
O FASCISMO PERDEU A VERGONHA
29 de Março de 2018, 10:34A escalada do ódio e da intolerância atingiu níveis alarmantes. A tampa do bueiro foi aberta e agora o esgoto jorra a céu aberto.
por senador Lindbergh Farias
Amparados pelo completo descontrole do judiciário e pela conivência da mídia empresarial, os fascistas sentem-se livres para acelerar a marcha rumo à barbárie. A execução da vereadora Marielle e de Anderson, no Rio; as ameaças de morte e de estupro à vereadora Natalia, de Natal; a perseguição criminosa empenhada por uma dezena de milicianos pagos contra Lula, no Rio Grande do Sul, onde uma caminhonete foi detida com explosivos e uma barreira montada na estrada impediu o acesso da Caravana à cidade de Passo Fundo, frustrando milhares de pessoas que aguardavam sua chegada; a possibilidade da prisão ilegal de Lula, momentaneamente suspensa, são fios de uma teia assustadora.
Repito: o silêncio da mídia empresarial é cúmplice da barbárie! Falam da Venezuela, criminalizam a esquerda, mas fecham os olhos para a intolerância galopante. É uma irresponsabilidade com o país!
É preciso pôr um freio com urgência nos fascistas. Lutar pela liberdade de Lula e o seu direito de disputar as eleições é fundamental para frustrar o avanço do ódio. Lula simboliza tudo o que eles odeiam: a democracia, o diálogo, a inclusão social, a tolerância. Vamos derrotá-los nas ruas e nas urnas!
(Na foto, o cerco criminoso no trevo de Passo Fundo. Pneus queimados, carros contratados... tudo para impedir o direito de ir e vir de Lula!)










