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3 de Abril de 2011, 21:00 , por Desconhecido - | No one following this article yet.
Licenciado sob CC (by-nc-sa)

Todo apoio à luta dos professores (as) aposentados (as) do DF

4 de Março de 2018, 9:40, por Blog do Arretadinho

Foto Joaquim Dantas
Ontem (1/3) realizei visita na ocupação dos professores aposentados e diretores do SINPRO/DF na sede da Secretaria de Educação do Distrito Federal (Edifício Phenícia - Asa Norte). 

Aonde professores (as)  aposentados (as), em sua maioria mulheres, resistem de forma corajosa em resposta ao não pagamento das pecúnias da licença-prêmio de todos(os) os(as) professores(as) e orientadores(as) que se aposentaram após o dia 8 de março de 2016. 

Encontrei durante a visita uma professora do meu antigo ensino fundamental ainda na luta, me impactou ver a querida professora depois de anos de dedicação em sala de aula precisar passar mais de 30 horas em um acampamento, em condições precárias para receber um direito legítimo.

Enquanto realizava a visitava olhava para aquela senhora, que carrega o mesmo olhar de esperança e assisti mais uma vez a minha mestra ministrar uma aula silenciosamente, só com os seus gestos e atitudes diante do governo. 

Apelo à sensibilidade do governador Rollemberg que receba o sindicato e estabeleça negociação imediata, para que os nossos professores possam gozar de suas aposentadorias tão merecidas após anos de dedicação em sala de aula. 

Michel Platini - Presidente do Conselho de Direitos Humanos do DF



Música - E agora, Rodrigo?

3 de Março de 2018, 19:38, por Blog do Arretadinho



Recado de "Pedinho" pra Lula

3 de Março de 2018, 11:03, por Blog do Arretadinho

Foto Joaquim Dantas
Lula responde ao zap de Pedro, de Pernambuco, que se ofereceu para cumprir metade da sentença de Lula por um apartamento no Guarujá que não é do ex-presidente.

Vídeo: Ricardo Stuckert




JT/RJ declara inconstitucional fim da contribuição sindical obrigatória

26 de Fevereiro de 2018, 23:41, por Blog do Arretadinho

Magistrada considerou vicio constitucional formal na alteração da reforma trabalhista.

A juíza do Trabalho Aurea Regina de Souza Sampaio, do Rio de Janeiro, deferiu tutela de urgência requerida por sindicato para declarar incidentalmente a inconstitucionalidade de artigos da reforma trabalhista que tratam da contribuição sindical (artigos 545, 578, 579, 582, 583, 587 e 602 da CLT).

Vício constitucional formal
A magistrada fundamenta a decisão reproduzindo argumentos da lavra da juíza Patricia Pereira de Santanna, proferidos nos autos de outra ACP (0001183-34.2017.5.12.0007), “por concordar integralmente com o seu teor”.

Nessa decisão, Patricia afirma que é “inegável” a natureza jurídica de tributo da contribuição sindical e que assim “qualquer alteração que fosse feita no instituto da contribuição sindical deveria ter sido feita por Lei Complementar e não pela Lei nº 13.467/2017, que é Lei Ordinária”.

A magistrada determinou que a reclamada proceda o desconto de um dia de trabalho de cada substituído, independentemente de autorização prévia e expressa, bem como efetue o recolhimento em Guia de Recolhimento de Contribuição Sindical.

Carlos Henrique de Carvalho, advogado do sindicato que moveu a ação civil pública, afirma que a decisão é a primeira no Estado do Rio de Janeiro que vai de encontro à reforma trabalhista, que prevê a extinção do imposto sindical. “É uma vitória. A juíza considerou a Lei nº 13.467/2017, que promoveu a alteração da contribuição sindical, inconstitucional e ilegal”, afirmou o causídico.

Processo: 0100111-08.2018.5.01.0034

do Portal Migalhas



Maior especialista em entorpecentes do Brasil é intimado a depor por apologia ao crime

26 de Fevereiro de 2018, 20:11, por Blog do Arretadinho

O psicofarmacologista Elisaldo Carlini prestou depoimento à polícia de São Paulo. É pesquisador da Unifesp e estuda os efeitos medicinais da maconha há 50 anos


Um dos maiores especialistas em entorpecentes do Brasil, o psicofarmacologista Elisaldo Carlini foi intimado a depor à polícia de São Paulo nesta quarta-feira (21), acusado de fazer apologia ao crime.

Dr. Carlini, hoje com 88 anos, é professor emérito da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e diretor do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid). Ele foi um dos pioneiros no Brasil na pesquisa sobre o efeito da maconha no organismo humano, tema ao qual se dedica há 50 anos.

Nas décadas de 1970 e 1980, liderou na Unifesp um grupo de pesquisa que, junto a outros estudos internacionais, possibilitou o desenvolvimento de medicamentos à base de Cannabis sativa, utilizados em vários países para tratamento de epilepsia e esclerose múltipla, por exemplo.

Pelo seu trabalho como pesquisador, foi condecorado duas vezes pela Presidência da República durante o governo Fernando Henrique Cardoso. Está no sétimo mandato como membro do Expert Advisory Panel on Drug Dependence and Alcohol Problems, da Organização Mundial da Saúde (OMS), e é ex-membro do Conselho Internacional de Controle de Narcóticos (INCB), eleito pelo Conselho Econômico Social das Nações Unidas.

Contrário ao uso recreativo da maconha, é defensor ferrenho da aplicação medicinal da planta.

“Bom, por tudo isso não parece que eu seja um criminoso, né? Mas ontem eu fui prestar declarações à polícia por apologia ao crime. (…) Fiz a declaração, não tenho medo nenhum, mas me dá pena, fico sentido que o Brasil esteja nessa situação. Não sou eu que não mereço, é a ciência brasileira que não merece, porque tem outros que estão em igualdade comigo. É um trabalho seríssimo”, disse Carlini em entrevista ao Nocaute. Assista ao trecho abaixo:

Imagens de André Neves Sampaio




Transcrição:

Eu fui citado mais de 12 mil vezes pelo mundo. Eu fui condecorado duas vezes pelo presidente da República. Nas duas vezes foi uma recepção de honra, no Palácio do Planalto, e FHC me entregou pessoalmente uma condecoração Grande Cavaleiro da Ordem do Rio Branco, especial do Itamaraty, a outra foi um medalhão científico. Duas universidades me deram título de doutor honoris causa, o ministério da Justiça me deu o título de pesquisador emérito e a Unifesp, de professor honorário.

Bom, isso tudo não me faz parecer um criminoso. Mas ontem prestei declarações na delegacia de polícia por apologia ao crime. Um juiz qualquer, não sei quem. A lei brasileira diz exatamente isso. É crime quem propagandeia, produz, fuma. Eu cometo então realmente um crime que não era seguido, né? Mas me pegaram e agora tenho que responder. Não culpo muito o juiz e o delegado que fizeram isso, não. Porque, na realidade, se eu fosse um juiz ou um delegado, 100% fiel às leis, e realmente não olhasse o legal e o legítimo, só o que vale é a lei, o legal, eles tinham que me pegar.

Ninguém faz isso mais. O mundo inteiro me chama. Fui chamado inúmeras vezes, dei conferência na faculdade de direito, 3 ou 4 conferências para os advogados da OAB, a convite deles. Então na verdade deve ser alguém que estava de muito mau humor que fez isso. Fiz a declaração, não tenho medo nenhum, mas me dá pena, fico sentido que o Brasil esteja nessa situação. Não sou eu que não mereço, é a ciência brasileira que não merece, porque tem outros que estão em igualdade comigo. É um trabalho seríssimo.