Ir para o conteúdo

Blog do Arretadinho

Tela cheia Sugerir um artigo

Postagens

3 de Abril de 2011, 21:00 , por Desconhecido - | No one following this article yet.
Licenciado sob CC (by-nc-sa)

E se a gente voltasse a discutir a Revolução Russa?

20 de Dezembro de 2017, 20:15, por Blog do Arretadinho

E se a gente voltasse a discutir a Revolução Russa?

por Marino Boeira no pravda.com

Nós, os de esquerda, estamos sempre fuçando no passado em busca de exemplos para nos orientar no presente.

Já na Revolução Russa, os comunistas divididos em bolcheviques, mencheviques e socialistas revolucionários a morriam de medo da repetição do "thermidor" da Revolução Francesa.

Nós hoje nos perguntamos, onde foi que eles erraram e entregaram setenta anos de lutas e sacrifícios para o capitalismo predador?

De todas as análises que se faz Revolução Russa, nada mais é repetitivo que o discurso de uma esquerda que se diz democrática. É uma postura descomprometida com a realidade e que se apóia na ideia utópica de que seja possível fazer uma revolução dentro dos parâmetros de uma democracia liberal.

Como Marx e Engels se transformaram quase em santos a serem preservados, são seus seguidores como Lenin, Stalin e Trotski, que foram à luta para tornar realidade o comunismo proposto por ele, que são vistos, principalmente Stalin, como os agentes que deformaram os mais puros  conceitos marxistas e no final puseram tudo a perder.

Dizem que Lenin não entendeu que a Rússia não era o lugar previsto por Marx e Engels  para fazer uma revolução socialista  e atropelou a marcha da História.

Que Trotski também não assimilou os ensinamentos do marxismo de que antes de se formar um estado socialista, seria preciso passar pelo estágio da democracia burguesa, como queriam os mencheviques e ajudou Lenin a fazer a revolução.

Stalin foi outro que não entendeu o que diziam Marx e Engels sobre o conteúdo internacionalista da revolução e comandou um estado socialista que arrancou a Rússia da condição de um país quase feudal para  transformá-la numa grande potência mundial.
A pretexto de um retorno ao "marxismo puro", se condena quase tudo que foi feito na URSS.

 Na contramão desse pensamento, dominante nos meios acadêmicos e na intelectualidade de esquerda, se coloca o professor italiano Domenico Losurdo, autor de uma provocadora biografia de Stalin e que agora nos oferece para discussão o livro "Marx e o balanço histórico do século 20".

O ponto central da argumentação dos que pretendem se apoiar em Marx e Engels para criticar o que chamam de "socialismo real", em oposição ao desejado "socialismo democrático" seria a centralização do poder no sistema soviético e o domínio de um partido de profissionais sobre as organizações operárias.

Losurdo lembra que somente um sistema fortemente centralizado seria capaz de enfrentar a situação em que viveu a União Soviética depois da revolução, com a guerra civil, a intervenção de exércitos estrangeiros, o bloqueio econômico que durou por anos e depois a invasão nazista.

Para justificar esse tipo de totalitarismo existente na Rússia, Losurdo se socorre de uma afirmação, não de algum comunista, mas de John Stuart Mill, o grande filósofo e economista inglês do século XIX,quando ele diz que é plenamente legítimo "que se assuma um poder absoluto sob a forma de uma ditadura temporária em caso de necessidade extrema ou mesmo de uma enfermidade do corpo político que não possa ser curada com métodos menos violentos".

Quanto à hegemonia do partido sobre as organizações operárias (sindicatos, sovietes),  Losurdo lembra que o próprio Marx foi bastante claro ao lembrar que uma classe operária oprimida pelo poder da burguesia, não tem o distanciamento crítico suficiente para propor a saída revolucionária necessária. Essa será uma tarefa dos intelectuais comprometidos com os trabalhadores.

Diz Losurdo "Marx já tornou explicita a distinção entre classe em si e classe para si, pensamento mais tarde amplamente elaborado por Lenin".

Quantas coisas já foram ditas para justificar o fim da União Soviética - falta de liberdades civis, ditadura de uma "nomenklatura" corrupta, enfim, a ausência de uma democracia aos moldes ocidentais (possivelmente a norte-americana) - menos, talvez a que Losurdo apresenta, ao lembrar que "ao abrir as portas da educação também às grandes massas populares antes excluídas, ao satisfazer em certa medida as necessidades básicas mais imediatas, o regime totalitário foi corroído pelos seus fundamentos. Não tinha como sobreviver a seu período heróico, nem o socialismo de guerra, nem a experiência de construção de um Estado de orientação não capitalista desenvolvido em condições dramáticas e excepcionais, porque, chamado a ajustar as contas com a democracia e suas garantias e suas regras, de modo a se elevar ao nível da sociedade civil avançada que ele próprio ajudara a criar, foi incapaz uma resposta adequada Trata-se uma oportunidade histórica miseravelmente perdida'.     

E o que tem a ver Marx e Engels com isso? Para Losurdo, eles não são solução do problema da história real, mas são, eles próprios, parte constitutiva de tal história, a ser entendida, obviamente, não como um processo uniforme e linear, mas como um processo onde existem saltos, rupturas,avanços e regressões, algumas pavorosas".

Marino Boeira é jornalista, formado em História pela UFRGS



Quando tudo pode piorar, piora 15.12.2017

20 de Dezembro de 2017, 19:45, por Blog do Arretadinho

Dona Janete olhou pela janela e viu que o Serviço de Meteorologia estava para acertar das raras vezes que acertava, mas não ligou muito pois todo mundo sabe que raio não cai duas vezes no mesmo lugar, pois na chuva passada um raio queimou toda a fiação da casa, tanto que se virou para a filhada e filha de criação Marlene e disse:

por Jolivaldo Freitas no pravda.ru

- Fia, traga a cesta e tire a roupa do varal que vai cair chuva grossa.

Bastou a menina demorar um pouco para obedecer ao pedido e caiu uma chuva com pingos tão grossos que parecia ia quebrar as telhas de amianto da velha casa de Lobato e em pouco tempo tudo que estava na corda ou quarando virou uma massa mole e mesmo as roupas engomadas ali estavam apenas para tomar um solzinho tiveram de ser colocada de novo sobre a mesa da cozinha. Trabalho perdido. Dona Janete olhou feio para Marinalva e explodiu:

- Vá ser inútil assim na casa da minha comadre! Olha menina, ainda vou te devolver pra sua casa, viu?

E a menina retrucou com jeito que era para não levar um solavanco que dona Janete não era for que se cheire:

- Madrinha, demorei porque tinha de pegar a tulha. Mas não se preocupe que eu enxugo tudo no ferro de passar.

Dona Janete olhou para o teto resignada e disse:

- Não falta acontecer mais nada. E bastou falar que caiu um raio tão forte que veio até junto com o trovão e ela sentiu o corpo sair do chão e viu quando a TV Semp Toshiba começou a esfumaçar e aquele cheiro de fio queimado e ela revoltada gritou:
- Falta acontecer mais o quê Senhor?

Marinalva de dentro de um dos cômodos retrucou: - Às vezes vem coisa pior.

E dona Janete ia abrir a boca para falar e veio mais um estrondo como se algo tivesse rompido e quando se deu conta ficou amarela, as pernas bambas, os olhos esbugalhados e só teve a iniciativa de gritar quase em pânico:

- Marinalva, minha filha, pelo amor de Deus onde você está?
E Marinalva apareceu de dentro do quarto com o ferro de passar roupa na mão:

- Tô aqui madrinha! O ferro queimou!

E a dona Janete a abraçou com força: - Obrigado, Senhor!
A encosta havia desabado com o temporal intenso e o barro, lixo, bananeira, pedaço de muro e o tronco de uma jaqueira pararam certinho onde as roupas estavam quarando, quase batendo na porta do quintal e alçando a cozinha. E Marinalva abriu a boca na hora errada:

- Só falta cair o resto em cima de nós Madrinha!

Recebeu um safanão tão forte que nem teve tempo de sentir dor. "Menina com a boca do Cão", se queixou dona Janete. E a saíram a tempo de ver o resto do paredão de barro, lama e capim escorrer.
Hoje, Marinalva trabalha na residência de um casal de psicólogos em Itapuã e é ela quem cuida de dona Janete que mora na mesma casa em Lobato, mas onde o perigo de correr terra não tem mais pois há tempos já existe um muro de contenção.

Ano passado a dona da casa onde trabalha, sua patroa, estava se queixando da chegada de uns moradores para a casa vizinha, que não tinham hora para dormir, nem acordar, bagunçavam a rua com lixo, deixavam mato crescer no quintal que atraia ratos e baratas; e tanto pediram ajuda a todos os santos que a família vendeu a casa e se mudou para o interior. Foi um sossego comemorado, até que apareceu um outro comprador. Marinalva disse para a patroa:

- Dona Codes, né possível que esta família seja pior que a outra, né?

E quando a família se instalou o inferno ficou maior. A nova moradora trouxe na bagagem exatos trinta gatos de todas as raças e tamanhos e os gatos miavam noite e dia, além de subir um insuportável cheiro de amônia por causa do mijo dos animais.
- Né possível, né patroa? Às vezes vem coisa pior- Disse Marinalva.

O tempo passou e quando a família já estava pensando em se mudar, vender a casa, se livrar do problema veio a boa notícia. A vizinha colecionadora de felinos anunciou que ia embora para uma casa maior e que já tinha comprador. Esta semana a família viu que começaram as obras de reforma da morada vizinha e levou um susto. Um pastou comprou o imóvel e vai fazer uma igreja evangélica.

Marinalva olhando os pedreiros revolvendo o cimento falou quase com vergonha:

- Quando tudo pode piorar, piora, né patroa?+

- Menina com a boca do Cão! - Desabafou a patroa. Marinalva ficou com a sensação de já ter ouvido a frase

.Jolivaldo Freitas
Escritor, jornalista e radialista: Jolivaldo.freitas@yahoo.com.br



Ministério Público denuncia 11 pessoas por compra de Pasadena (e Dilma não é uma delas)

19 de Dezembro de 2017, 20:39, por Blog do Arretadinho

Foto Joaquim Dantas/Blog do Arretadinho
Em outubro, TCU bloqueou bens da petista até que termine de apurar de quanto foi o prejuízo aos cofres públicos, mas ela não foi acusada de crime pelos procuradores nesta segunda (18).


O Ministério Público Federal (MPF) apresentou nesta segunda (18) denúncia contra 11 pessoas, incluindo o ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS), por corrupção e lavagem de dinheiro na compra pela Petrobras da refinaria de Pasadena.

A Petrobras pagou à empresa Astra Oil, sócia no negócio, cerca de US$ 1,3 bilhão por metade da refinaria, em fevereiro de 2007.

A Astra Oil havia comprado Pasadena dois anos antes, por uma fração do que a Petrobras pagou: apenas US$ 42 milhões. Incluindo melhorias, a empresa havia gasto US$ 126 milhões — menos de 10% do valor que viria a ser pago pela Petrobras — com Pasadena até aquele momento.

Segundo o MPF, o contrato gerou US$ 17 milhões em propina a ex-funcionários da Petrobras — como o ex-gerente e delator Pedro Barusco, que devolveu US$ 98 milhões ganhos ilegalmente — e a Delcídio.

Além dos réus acusados de receber propina, também foram denunciados operadores que ajudaram nas transações, como os doleiros Alberto Youssef e Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano.

Em outubro, o Tribunal de Contas da União bloqueou os bens da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) por causa da transação, que ocorreu em fevereiro de 2007, quando ela presidia o conselho de administração da Petrobras. Mas ela não foi acusada formalmente de crime nem foi citada na denúncia pela Procuradoria nesta segunda (18).

Em nota, a ex-presidente negou qualquer ilegalidade: "Não há prova alguma de qualquer ilícito praticado pelo conselho administrativo da Petrobras", disse a petista em nota divulgada à imprensa.

Dilma não foi citada na denúncia apresentada pelo MPF nesta segunda (18).

Pasadena foi um dos temas mais discutidos durante a campanha eleitoral de 2014, quando a petista se reelegeu.

Em março daquele ano, seis meses antes do pleito, o jornal O Estado de S. Paulo revelou que o valor gasto pela Petrobras com Pasadena havia sido maior do que o divulgado até então.

Em resposta à reportagem, Dilma afirmou que o conselho de administração decidiu a favor da compra com base em "informações incompletas", de um parecer "técnica e juridicamente falho".



O Projeto Eleitoral 2018 do PCdoB ligado à luta de resistência

19 de Dezembro de 2017, 20:18, por Blog do Arretadinho

A menos de dez meses das eleições de 2018, acirra-se a luta política e social no país. O governo ilegítimo de Michel Temer, as forças conservadoras, setores reacionários das corporações do Estado, o monopólio midiático e grandes grupos econômicos e financeiros, sem terem segurança de que vencerão as eleições, tramam contra a realização do pleito e seguem pisoteando o Estado Democrático de Direito. Embora enfrentem dissensos quanto a candidaturas, estão coesos na agenda contra a classe trabalhadora e a Nação, como é caso da tentativa de, a qualquer preço, eliminar os direitos do povo com a contrarreforma da Previdência Social.

É nesse ambiente de lutas que se avizinham as eleições marcadas para 2018, um confronto político e social de grande envergadura cujo resultado será decisivo para definir qual caminho o país seguirá em face da encruzilhada com a qual se depara. Ou o Brasil seguirá na rota – imposta pelo governo golpista de Michel Temer – de implantar um regime entreguista, ultraliberal e autoritário; ou retomará o caminho da democracia, da soberania nacional, do desenvolvimento e do progresso social.

Diante de tal cenário, impõe-se ao PCdoB e demais forças populares e progressistas uma conduta de urgência para reforçar a resistência democrática, popular e patriótica. A pré-campanha eleitoral já em curso deve combinar as mobilizações de rua, o debate de ideias em todos espaços possíveis de comunicação, nas redes sociais, no parlamento, nas entidades dos trabalhadores e dos empresários, nos movimentos sociais.

Fato novo e mobilizador: a pré-candidatura de Manuela D’ Ávila

Todo esse trabalho deve desembocar no debate programático de saídas para o país, para direcionar todas as energias para que a Nação e o povo vençam essas eleições. Neste sentido é que o PCdoB lançou a pré-candidatura de Manuela D’Ávila à Presidência da República.

Manuela realiza diversificada agenda no país. Por onde anda e nas redes sociais e entrevistas que tem concedido, vai se revelando um fato novo e mobilizador, pela credibilidade de sua história, pelo seu perfil de uma mulher jovem, com experiência e capacidade de realização, e pelas ideias que dissemina centradas na necessidade de o país empreender um novo projeto nacional de desenvolvimento. Sua pré-campanha, embora recente, já dá sinais que pode ir ocupando espaços crescentes na disputa.

Manuela tem expressado a sua convicção e a de seu Partido, o PCdoB, de que, apesar das adversidades, o povo poderá dar um basta a essa situação de crise e de retrocessos à qual o país foi empurrado pelo golpe de Estado de agosto de 2016. Embora haja uma crise de confiança na sociedade quanto às saídas e alternativas, criando um certo vazio político, é grande a vontade de amplas forças da Nação e da classe trabalhadora para retirar o país da crise e encaminhá-lo a um novo ciclo de prosperidade econômica e progresso social. Ademais, o governo ilegítimo de Temer é rechaçado pela ampla maioria da sociedade, a prometida e alardeada retomada da economia se revela fraca, é grande o desemprego, e as forças conservadoras e reacionárias enfrentam divisões e não encontraram ainda uma candidatura competitiva.

Receoso de ser derrotado, o campo político conservador continua tramando contra as eleições de 2018. Abertamente, engatilha fórmulas casuísticas, como o parlamentarismo e o “semipresidencialismo”. Prossegue, também, determinado a excluir arbitrariamente o ex-presidente Lula da disputa presidencial. Agora mesmo, a toque de caixa, numa velocidade muito desproporcional à de outros processos, foi marcado para 24 de janeiro próximo o julgamento em segunda instância do ex-presidente Lula.

O PCdoB reitera a necessidade de as forças populares e democráticas defenderem as eleições de 2018, com o pleno respeito à soberania do voto popular. Rechaça tanto o parlamentarismo quanto o “semipresidencialismo”. De igual modo, uma vez mais, o Partido manifesta sua solidariedade ao ex-presidente Lula; acusa que os processos movidos contra ele desrespeitaram o Estado Democrático de Direito; e resolutamente defende o direito de o ex-presidente se candidatar.

O PCdoB e sua pré-candidata Manuela D’Ávila fazem um chamamento às forças democráticas, populares e patrióticas, ao conjunto da esquerda brasileira, no sentido de que – mesmo com mais de uma candidatura presidencial no primeiro turno das eleições – deve prevalecer a orientação política de se construir um movimento de Frente Ampla em torno de um novo projeto nacional de desenvolvimento, que reúna vastos setores políticos, sociais, econômicos e culturais, com força capaz de constituir uma nova maioria política e social que vença as eleições e encaminhe o país a um novo ciclo político.

PCdoB: Superar a cláusula de desempenho

É parte dessa grande luta, quando emerge um novo ciclo político no país, garantir o fortalecimento político-eleitoral da esquerda brasileira. E não há esquerda forte sem um PCdoB igualmente forte. Desse modo, o Projeto Eleitoral do PCdoB 2018 entra na ordem do dia em caráter de prioridade política para ultimar as definições de objetivos e metas, táticas eleitorais, alianças e candidaturas, com a pré-campanha e o planejamento das bases da campanha desde já.

Em face das mudanças da Reforma Política, o objetivo essencial dos comunistas é superar a antidemocrática cláusula de desempenho na votação à Câmara dos Deputados, assegurando sua permanência, enquanto partido, nas duas Casas do Congresso Nacional e demais Casas Legislativas. A cláusula de desempenho fixada para 2018 estabelece a exigência de 1,5% dos votos válidos nacionalmente para a Câmara dos Deputados, distribuídos em pelo menos 9 unidades da Federação, com um mínimo de 1% em cada uma delas. Outro modo, para superá-la é a eleição de 9 deputados (as) federais em nove Estados.

Objetivos centrais do projeto eleitoral dos comunistas

Em consequência, os resultados do Projeto Eleitoral 2018 têm caráter estratégico para o PCdoB, nos marcos da disputa política instalada no país, mas se projetam também como início de nova jornada de acumulação eleitoral do PCdoB com vistas às futuras táticas que se farão necessárias para 2020 e 2022, face ao fim das coligações e a entrada em vigor da cláusula de desempenho de 2% em 2022.

Os objetivos prioritários do Projeto Eleitoral do PCdoB que interagem e se impulsionam mutuamente são: fortalecer crescentemente a pré-candidatura de Manuela à Presidência da República; reeleger Flávio Dino ao governo do Maranhão; eleger deputados(as) federais no máximo de Estados, com a reeleição dos atuais detentores (as) de mandatos e de novos (as) parlamentares e ultrapassar 1,5% dos votos válidos nacionalmente; reeleger os (as) atuais 28 deputados estaduais e ampliar essa bancada, disputando sempre que possível eleger em chapa própria.

Além do Maranhão, nas demais eleições majoritárias – (governador (a), vice-governador(a) e senador(a))—, o PCdoB apresentará candidaturas desde que esse movimento não comprometa ou disperse energia dos seus objetivos centrais. O lançamento de candidaturas a estes postos deverá ser arbitrado em conjunto com a direção nacional.

Ampliam-se as opções da tática eleitoral

O Partido deve se apoiar na sua rica experiência neste terreno de disputa. Deverá ter alianças majoritárias variadas e flexíveis à eleição de governadores (as) e senadores (as), no âmbito ou não da coligação nacional a Presidente (a) da República, tendo por norte garantir o êxito de seu projeto eleitoral.

Mas, para além de seu acervo de experiências, o Partido é chamado a usufruir de quatro fatores novos e singulares, abaixo destacados, que ampliam os componentes e as opções de sua tática eleitoral. 

Primeiro. A pré-candidatura de Manuela D’Ávila, que dá protagonismo ao Partido na grande disputa à Presidência da República, projeta a legenda, dá visibilidade às propostas e reforça a identidade do Partido, servirá de apoio às campanhas que compõem o projeto eleitoral dos comunistas como um todo. A pré-campanha de Manuela, por sua vez, também se reforça, se capilariza, ganhará crescente competividade, ao ser abraçada com entusiasmo pelo conjunto das candidaturas comunistas.

Segundo. O fim da regra do quociente eleitoral para uma legenda participar da disputa das sobras eleitorais possibilita ao Partido mais audácia na construção de chapas próprias à Câmara dos Deputados e às Assembleias Legislativas.

Terceiro. O prazo de filiação estendido até 6 de abril permite ao Partido prosseguir e intensificar o trabalho de trazer novas lideranças para serem candidatos e candidatas, até mesmo em caráter democrático, para ajudar o PCdoB a superar a cláusula de desempenho. É imperativo ao Partido disputar ativamente essas novas filiações até o prazo estipulado, tarefa que deve ser assumida exemplarmente por todos, especialmente por suas principais lideranças, inclusive candidatos e candidatas.

Quarto. Serão as primeiras eleições com Fundo Especial de Financiamento de Campanha, vedada a contribuição financeira empresarial. Essa é uma vitória das forças progressistas para a qual o PCdoB se empenhou muito. Entretanto, tais recursos serão insuficientes para os objetivos propostos. Será um grande desafio político angariar recursos financeiros por ações do coletivo militante, apoiadores e eleitores desde já – quando a doações ao PCdoB – e a partir de 15 de maio diretamente para o fundo eleitoral de campanha.

Diretrizes para a dura disputa à Câmara dos Deputados

Por definir a cota do Fundo Partidário e se constituir no mais importante espaço de atuação institucional legislativa do país, todos os partidos políticos, classes sociais e o poder econômico-financeiro concentram grande parte de suas energias na eleição de mandatos à Câmara dos Deputados. Como já ressaltado, eleger deputados e deputadas federais é o foco prioritário do projeto eleitoral do PCdoB.

O Partido deverá apresentar nomes à disputa em todos os estados e no Distrito Federal visando a ampliar a bancada atual e fazer o máximo de votos. A tática será, como sempre, versátil e flexível, levando em conta do exame detalhado do quadro em cada unidade da Federação.

Conforme a situação, deverá ser examinada a tática de chapa própria ou ampla de candidatos (as) a deputado (a) federal, em apoio ao objetivo de conquistar cadeiras e de superar a cláusula de desempenho; ou estabelecer coligações proporcionais competitivas, aferindo o nível da disputa para definir se haverá concentração de candidaturas ou número maior de candidatos visando a ampliar a porcentagem de votação sem comprometer a vaga perseguida.

Quanto às candidaturas aos parlamentos estaduais, tendo por meta a conquista efetiva de cadeiras, deve-se buscar alcançar o quociente eleitoral com chapas próprias sempre que possível; ou chapas amplas que nos permitam elevar a votação e lançar lideranças para 2020; ou, ainda, concentração de candidaturas com apoio de chapa própria ou ampla a deputados (as) federais.

A distribuição dos recursos do Fundo Eleitoral destinados ao PCdoB será deliberada pela Comissão Política Nacional e em seguida pela Comitê Central, a partir de proposta formulada pelo Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE). Irão balizar tal distribuição critérios derivados dos objetivos prioritários do Projeto Eleitoral do Partido.

A direção nacional promoverá, já no início de 2018, encaminhamentos e formulações para os programas de campanha; a legislação de publicidade e comunicação; para arrecadação, utilização e prestação de contas de recursos financeiros na pré-campanha e campanha eleitoral. E, como prioridade mais imediata, as novas potencialidades das redes sociais nas campanhas, em ligação com a pré-candidatura presidencial de Manuela D´Ávila.

O Grupo de Trabalho Eleitoral permanente do Comitê Central articulará em comum com todos os Comitês Estaduais e o do Distrito Federal as metas e táticas eleitorais do PCdoB.

Campanha criativa, combativa e entusiástica

A campanha dos comunistas se realizará, tal e qual na pré-campanha, associada às mobilizações em defesa dos direitos do povo, como é caso agora das jornadas e ações contra a antirreforma da Previdência, contra a entrega criminosa do patrimônio nacional, pela restauração da democracia e defesa do Estado Democrático de Direito.

Uma campanha entusiástica, criativa, sustentada pelo bravo coletivo militante organizado nas bases, apoiada nas energias do eleitorado partidário e direcionada a buscar o apoio de personalidades, lideranças, de amplos setores políticos, sociais, econômicos e culturais.

O voto será fruto de uma campanha que associe debate e resistência, na mobilização popular, intenso e amplo diálogo com o eleitorado com a mensagem de que é possível retirar o país da crise e construir um futuro de prosperidade para o Brasil e de vida digna para o povo.

O PCdoB reafirma sua confiança nas tradições democráticas, na capacidade de luta e discernimento do povo brasileiro, e tendo a pré-candidatura de Manuela D’Ávila como um fato novo e empolgante da grande disputa presidencial que se aproxima, salienta, mais uma vez, que a vitória é possível, às forças democráticas, populares e patrióticas.

Finalmente, expressa a confiança no êxito do Projeto Eleitoral dos comunistas. Neste sentido, faz um convite público às lideranças progressistas a nos honrarem com a filiação tanto para serem candidatos e candidatas quanto para fortaleceram a histórica legenda dos comunistas.

São Paulo, 18 de dezembro de 2017
A Comissão Política Nacional do Partido Comunista do Brasil



GDF discrimina idosos

18 de Dezembro de 2017, 18:29, por Blog do Arretadinho

Foto Joaquim Dantas/Blog do Arretadinho
A prioridade de embarque na estação do BRT do Gama só é garantida à pessoas com mais de 65 anos

Do Gama
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho

Desde que o BRT foi implantado pessoas com mobilidade reduzida, Idosos, cadeirantes, grávidas, obesos, ets..., encontravam muita dificuldades para embarcar nos ônibus, em função do tumulto que as pessoas provocavam na hora do embarque, com o objetivo de conseguirem um assento livre.

Em meados de 2017 o GDF reservou uma área apenas para esse grupo de pessoas, com mobilidade reduzida, embarcar com mais tranquilidade e segurança, sem correr o risco de cair com o empurra-empurra provocado por pessoas com nenhuma civilidade. Fato comum e cotidiano até então.

Acontece que, com o tempo, pessoas que não se enquadram no grupo que tem preferência para embarcar, começaram usar esse ponto de embarque, fato que provocou muitas reclamações.

Na manhã dessa segunda-feira (18), o GDF colocou um funcionário para identificar as pessoas com mobilidade reduzida e só permitir o acesso delas ao embarque preferencial.

Esta atitude do governo seria elogiosa se não fosse por um "pequeno" detalhe: o funcionário não permite o acesso de pessoas que estão na faixa etária entre 60 e 64 anos, só os quem tem 65 anos ou mais recebe autorização para embarcar.

Será que o governo mudou a lei sem passar pelo Congresso Nacional?

Até onde eu sei a pessoa é considerada idosa se tiver 60 anos ou mais, Já a gratuidade no transporte público, só concedida às pessoas com 65 anos ou mais.

Pessoas que tem  entre 60 e 64 anos tem prioridade no atendimento até no caixa da padaria, porque são consideradas idosas por força de lei, entretanto, o GDF não permite que essas pessoas tenham prioridade no embarque na estação do BRT do Gama.

Será que o GDF pode explicar o motivo de tal discriminação e descumprimento da lei?

Com a paalavra o sr Pinóquio, ops,, o sr governador!