Temer quer acabar com aposentadoria dos brasileiros
1 de Março de 2017, 11:04![]() |
| Foto Joaquim Dantas/Blog do Arretadinho |
"Empresas devem bilhões para a Previdência"
Padre João* no Brasil de Fato
O governo golpista de Michel Temer afunda o país em uma crise sem fim. Economia se deteriorando, o desemprego batendo à porta de mais e mais brasileiros e a violência crescendo em espiral. O caos social ainda pode piorar com a destruição da Previdência Social e das leis trabalhistas. A reforma da Previdência é cruel, desumana, injusta e autoritária. O governo deixa claro que não quer que ninguém se aposente quando eleva a idade mínima para 65 anos e exige 49 anos de contribuição. Passou a régua e igualou todo mundo: homem, mulher, professor, professora e trabalhadores rurais. A reforma tal como está proposta vai aprofundar a crise, afetar a vida das famílias e a economia dos municípios. Além de ser um direito, o benefício previdenciário faz girar a economia e, consequentemente, diminui o desemprego.
Outra maldade é a desvinculação do benefício do salário mínimo. Os beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC), por exemplo, que somam atualmente 4,2 milhões de pessoas, poderão receber metade do salário mínimo ou menos.
O trabalhador rural e as mulheres são os mais prejudicados. Dificilmente alguém vai atingir o benefício integral ao se exigir 49 anos de contribuição ininterrupta. Para o trabalhador rural, o agricultor familiar, isso é impossível. Além de a renda ser pequena, depende da safra, do clima e da rotatividade no mercado de trabalho.
O argumento usado é de que a Previdência Social está quebrada, gerando até uma comoção social. Mas é mentira! As grandes empresas devem para a Previdência cerca de R$ 500 bilhões. Por que o governo não cobra a dívida dessas grandes corporações para equilibrar o caixa? Temer tira dinheiro da Previdência para pagar juros da dívida. Quer privatizar o sistema. Esse (des)governo está rifando nosso patrimônio. É o maior ataque ao povo brasileiro.
*Padre João é deputado federal pelo PT-MG.
‘Futuro goleiro da seleção’, ex-Santos só jogou uma vez nos últimos 2 anos
1 de Março de 2017, 10:45“Maior revelação da meta brasileira em muitos anos”, “próximo goleiro titular da seleção”, “futuro dono do gol de um grande clube europeu”. Rafael Cabral se acostumou a ouvir frases como essas durante os três anos e meio em que vestiu a camisa 1 do Santos.
Mas nenhuma dessas frases mostra realmente o que aconteceu com sua carreira desde que trocou a Vila Belmiro pela Itália, em julho de 2013.
Campeão da Libertadores-2011 e companheiro de Neymar e Ganso no Santos que tanto sucesso fez no início desta década, Rafael não está na seleção, não é titular de nenhum grande clube do Velho Continente e nem se concretizou como a salvação do gol brasileiro.
Aos 26 anos e cumprindo a quarta das cinco temporadas do contrato firmado com o Napoli, o goleiro mal sabe o que é jogar.
Nos últimos 48 meses, ou seja, durante um período de dois anos, o brasileiro disputou apenas uma partida oficial: a vitória por 3 a 1 sobre o Spezia, pelas oitavas de final da Copa Itália, em janeiro deste ano.
E antes de atuar contra a equipe da segunda divisão italiana, ele estava sem ir a campo em um confronto de competição desde 26 de fevereiro de 2015.
O longo período de inatividade não está relacionado a nenhuma contusão ou grave problema físico com o qual Rafael tenha convivido recentemente –teve sua última lesão grave em 2014. Ele não jogou simplesmente porque é reserva.
Mas nem sempre foi assim. O ex-santista foi titular do Napoli durante boa parte das suas duas primeiras temporadas na Europa. Mas, no início de 2015, perdeu a posição e nunca mais conseguiu retomá-la.
A situação ficou ainda pior no início da temporada seguinte. As contratações de Pepe Reina, goleiro campeão mundial pela seleção espanhola, e do brasileiro Gabriel fizeram com que ele se tornasse a terceira opção para a meta napolitana.
Apesar da dificuldade para jogar na Itália, Rafael não retornou ao Brasil quando o São Paulo o procurou no fim de 2015 para substituir Rogério Ceni no ano seguinte.
Na atual temporada, o status do brasileiro dentro do Napoli subiu um pouco. A saída de Gabriel o devolveu o posto de primeiro reserva e permitiu que ele voltasse a jogar… pelo menos uma vez.
Mas, “maior revelação da meta brasileira em muitos anos”, “próximo goleiro titular da seleção” e “futuro dono do gol de um grande clube europeu” não são mais frases que fazem parte da rotina de Rafael Cabral.
do Blog do Rafael Reis
Qual a porcentagem de crimes solucionados pela polícia no Brasil?
1 de Março de 2017, 9:32Compare as estatísticas brasileiras com a de outros países, como EUA e Reino Unido
Por incrível que pareça, não há um banco de dados centralizado que possa fornecer esse número. Além disso, ele não representaria a realidade, porque muitas vítimas não registram boletim de ocorrência.
Mas, considerando apenas os assassinatos (em que os inquéritos de investigação são abertos compulsoriamente), as estatísticas são muito mais favoráveis aos bandidos do que à Justiça. Conforme dados oficiais da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública, somente 6% dos homicídios dolosos (com intenção de matar) são solucionados no país.
Ficou deprê? Pois pode ser pior: o pesquisador sobre violência Julio Jacobo reuniu informações individuais de cada estado e aponta uma média entre 4% e 5%.
FICOU FEIO…
Compare o percentual de soluções de homicídios dolosos em alguns países
Reino Unido 90%
França 80%
EUA 65%
Brasil 6%
FONTES Relatório do Mapa da Violência, Sistema Integrado de Informações Penitenciárias e Ministério da Justiça
CONSULTORIA Julio Jacobo Waiselfisz, pesquisador da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais e coordenador de estudos sobre a violência
Fonte Mundo Estranho
Vaticano vive intrigas ao estilo "House of Cards"
1 de Março de 2017, 9:12![]() |
| Foto: FILIPPO MONTEFORTE / AF |
Com ajuda de nove cardeais, Francisco responde a cartazes e panfletos anônimos publicados por religiosos descontentes com intenção papal de abrir igreja para os divorciados que voltaram a se casar no civil
No último episódio do duelo entre o Papa e os conservadores, Francisco responde, com a ajuda de nove cardeais, a cartazes anônimos e a um panfleto satírico, intrigas próprias da série House of Cards.
O Papa argentino quer abrir a igreja aos fiéis "em situação irregular", como os divorciados que voltaram a se casar no civil.
O chefe da igreja católica deixa a critério dos bispos que os divorciados casados pela segunda vez possam receber a comunhão em alguns casos. Essa recomendação papal enfurece os guardiões intransigentes de um dogma milenar. Para eles, o casamento é indissolúvel e as relações com um novo cônjuge constituem um pecado mortal de adultério.
Quatro cardeais conservadores enviaram há alguns meses ao Papa uma carta na qual o acusam de semear confusão e pedem uma resposta as suas "dúvidas" sobre as recomendações relacionadas à família publicadas em abril. Entre eles figura o cardeal americano Raymond Burke, considerado o conspirador chefe, que pede inclusive que o Papa seja sancionado por "seus erros".
Não é a primeira vez que Burke ataca. Agiu desta forma há dois anos, o que lhe valeu o afastamento de um posto de responsabilidade no Vaticano, sendo relegado a chefe da Ordem de Malta.
Suspeita-se que tenha atiçado uma revolta nesta ordem católica, o que levou o Papa a exigir no fim de janeiro a partida do Grão-Mestre. Francisco nomeou no dia 4 de fevereiro o número três do Vaticano para encarrilar novamente os Cavaleiros de Malta no bom caminho espiritual, relegando ao monsenhor Burke o papel de figurante.
Neste mesmo dia, os romanos encontraram mais de 200 cartazes anônimos espalhados pela cidade. A frase "Mas onde está a misericórdia?" aparecia em um cartaz sob o retrato do pontífice argentino com semblante mal-humorado; em outros cartazes era acusado de ter "ignorado os cardeais" e "decapitado a Ordem de Malta". Há uma investigação em andamento.
Na semana seguinte, o Papa foi alvo da divulgação de um falso "Observatore Romano", o jornal oficial do Vaticano, que o ridicularizava colocando em sua boca respostas ambíguas às perguntas dos cardeais descontentes.
Cardeais ao resgate
O "C9", um grupo de nove cardeais que aconselham o Papa sobre reformas internas, não ficou de braços cruzados.
"Em relação aos acontecimentos recentes, o Conselho dos Cardeais manifesta o seu total apoio à ação papal", escreveram na segunda-feira.
No universo da Santa Sé, onde o respeito pelo Papa é considerado garantido, este apoio não passou despercebido. Ele permite que Francisco pareça menos isolado nos corredores do Vaticano. Também pode ser interpretado como um sinal de fraqueza de seus opositores.
Um dos cardeais do C9, o alemão Reinhard Marx, explicou na quarta-feira que o grupo não queria dramatizar, mas era o momento de reiterar a "lealdade ao Papa".
"Está claro que temos discussões e tensões na Igreja, mas sempre será assim", acrescentou.
Outro cardeal, responsável pela interpretação dos textos legislativos, publicou um livro confirmando a possível comunhão dos divorciados que voltam a se casar, ou seja, em sintonia com Francisco. Nos últimos meses, o pontífice, que goza de grande popularidade no mundo, se defendeu, afirmando que dormia "como uma pedra", ignorando os que veem tudo "em branco e preto".
Fonte Zero Hora




