Richa retira direito dos professores
31 de Janeiro de 2017, 20:21Richa retira direito dos professores e promove retrocesso no PR
Governador descumpre lei do piso salarial dos professores e coloca em risco a qualidade da educação. APP-Sindicato vai à Justiça contra medidas
Em mais um ataque à educação, o governador do Paraná Beto Richa (PSDB) publicou resolução que descumpre a Lei do piso salarial dos professores e coloca em risco a qualidade da educação pública.
A Resolução 113/2017, divulgada pela Secretaria de Educação do Paraná no dia 20 de janeiro, altera os critérios para distribuição das aulas extraordinárias e define nova tabela de hora-atividade, com redução do número de aulas.
No Paraná, assim como em outros estados do Brasil, a hora-atividade é calculada a partir do tempo de duração de aula, de 50 minutos. Desta forma, para cada 20 horas aula semanais, sete correspondem como hora-atividade, ou seja, destinados para atividades fora da sala de aula, como preparação de aula, estudo, correção de provas, avaliação e reunião internas.
A resolução de Beto Richa diminui a hora-atividade de sete para cinco horas aula semanais, descumprindo a Lei Complementar 174/2014, que estabeleceu a forma de aplicação da hora-atividade no estado.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP Sindicato), o tempo dedicado para a hora-atividade é essencial para que os professores elaborem os conteúdos a serem transmitidos aos estudantes e a redução desse tempo pode afetar a qualidade do ensino.
“A redução no tempo reservado ao professor para cumprimento de seu trabalho extra classe na escola implica num retrocesso pedagógico e numa demonstração de que a qualidade das aulas ministradas não é prioridade para esta Secretaria”, afirma o sindicato.
Já as aulas extraordinárias são aquelas que o professor concursado escolhe a mais, para além das 20 horas aula semanais que deve cumprir.
O professor e secretário de assuntos jurídicos e de atendimento aos sindicalizados da APP Sindicato, Mario Sérgio Ferreira de Souza, explica que, para a distribuição dessas horas extraordinárias, sempre foi respeitado o critério de antiguidade e de maior habilitação.
Com a resolução do tucano Richa, tornam-se proibidas a atribuição das aulas extraordinárias aos professores que em 2016 se afastaram do trabalho por motivos de doença e outros, por 30 dias ou mais, consecutivos ou não.
“Com os novos critérios, o professor que tiver afastamentos ou faltas, mesmo nos casos de licenças legais, médicas, com atestado, cai na classificação, passa a ser praticamente o último a escolher, ou fica até de fora”, denuncia.
Para o sindicato, é inaceitável que se penalize, puna e desclassifique um docente por ter usufruído de licença especial, licença para mestrado ou doutorado ou até licença para tratamento de saúde.
“Em nenhum momento a Secretaria de Estado de Educação informou o professor que ao usufruir dos seus direitos geraria penalidades”, repudia a APP Sindicato.
Os novos critérios de distribuição das aulas extraordinárias punem mais duramente, na visão do professor Mario Sérgio, aqueles docentes não efetivos, contratados nos processos seletivos simplificados (PSS).
“O pessoal do PSS que teve licença médica, por exemplo, já está automaticamente fora”, lamenta. Para ele, é como se os professores não pudessem mais ficar doentes.
“Em uma categoria fundamentalmente feminina, é penalizar ainda mais as mulheres, aquelas que têm o ‘papel social’, imposto na sociedade, de cuidar dos filhos, dos mais velhos”, completa.
O sindicato prevê que, apenas com essa medida, cerca de sete mil magistrados contratados pelo PSS ficarão sem emprego.
Como se não bastasse, Beto Richa não estipulou na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017 o reajuste de 1% aos magistrados, acordado entre o governo e a categoria após a greve dos professores de 2015.
“Ele fez isso com alegação que os estados estão todos quebrando. Mas aqui no Paraná a situação é bem mais tranquila quanto à folha do que o governador afirma. A questão é que ele faz um enfrentamento aos professores e aproveita para retirar todos os direitos e conquistas obtidos nos últimos”, diz o deputado estadual Tadeu Veneri (PT-PR).
Para o parlamentar, esta é uma prática comum dos governos tucanos em relação à educação.
“É uma política orquestrada pelo PSDB. É uma prática que o PSDB tem muito claro, que é um processo de se desconstruir o estado e se desconstruir a educação. Para mim isso está evidente que é esse o objetivo”, declara.
Na mesma linha, o professor Mário Sérgio afirma que o governador do Paraná cria essas dificuldades, sem qualquer diálogo com a categoria, “para fazer economia em cima da educação”.
“O objetivo maior deles é esse: desvalorizar ainda mais os professores e a educação pública para privatizar a escola pública”, ressalta Mário Sérgio.
Resistência
Em resposta e resistência a mais um ataque do governo Beto Richa à educação pública, cerca de 300 educadores de várias regiões do Paraná ocuparam pacificamente a sede da Secretaria de Estado da Educação, na última quinta-feira (26). No mesmo dia, houve uma ação de reintegração de posse.
Além disso, a APP-Sindicato decidiu entrar na Justiça, com uma ação declaratória com pedido de tutela antecipada (liminar) para suspender as medidas anunciadas.
“Estamos entrando com a ação declaratória para suspender esses ataques do governo tanto à hora-atividade, quanto aos outros direitos garantidos por lei e que estão sendo desrespeitados. Se necessário, vamos levar esta questão até o Supremo Tribunal Federal”, garante o secretário de assuntos jurídicos.
A medida judicial tem amparo, pois a resolução 113/2017, fere várias leis estaduais, como o Estatuto do Servidor Público do Paraná e a Lei Complementar 174/2014, além da lei federal do piso salarial.
O Conselho Estadual da APP também deliberou um calendário de mobilizações e no dia 11 de fevereiro será realizada uma assembleia da categoria na cidade de Maringá (PR), para deliberar os próximos passos da luta.
Por Luana Spinillo, da Agência PT de Notícias
Agora é a vez da Eletrobras
30 de Janeiro de 2017, 20:34Agora é a vez da Eletrobras: Governo Temer-PSDB desligará 6 mil funcionários da empresa via PDV30 de janeiro de 2017
Governo Temer segue aplicando a única fórmula que conhece: vender patrimônio público, desempregar pra depois privatizar.
Depois de anunciados os Planos de Demissão Voluntária no Banco do Brasil, na Caixa, nos Correios, agora chegou a vez da Eletrobras, a maior companhia do setor de energia elétrica da América Latina e líder de 12 subsidiárias que atuam nas áreas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, além de deter metade do capital de Itaipu Binacional.
A empresa vai por em prática, nos próximos meses, um Plano de Demissão Voluntária (PDV) e o incentivo à aposentadoria de seus funcionários reduzindo a força de trabalho em 5 mil funcionários. Junto com a previsão de desligamento de 6 mil funcionários relativos às distribuidoras que deverão ser vendidas este ano, a Eletrobras reduzirá o total de seu contingente de 23 mil para 12 mil pessoas.
Segundo o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Jr, os detalhes dos planos e de tanto desemprego estão sendo negociados com o Ministério do Planejamento do desgoverno Temer, que controla a companhia. As reduções também incluem os espaços de trabalho e os custos com gratificações.
É isso pessoal, Temer está sendo eficiente numa questão: na volta ao passado. Palavras e siglas como PDV, que há muito tempo não se ouviam mais, agora estão todos os dias na TV e nos jornais. O pior é que com elas e com tanto sucateamento no setor público, em breve virão outras expressões como “apagão”, “crise de energia elétrica”, “ineficiência do setor elétrico”, “falta de planejamento em geração de energia”, “conta de luz mais cara”.
Ataque aos bancos públicos serve para justificar volta das privatizações
30 de Janeiro de 2017, 20:00![]() |
| A alta concentração bancária e os juros altos sempre vão afetar a parcela mais pobre da população MÍDIA NINJA |
Para economista, era pós-golpe expõe a discussão da época de FHC. "Com crise dos estados, vão aproveitar para vender o que ainda é público. Estão ressuscitando até a ideia de fundir a Caixa ao BB"
por Helena Borges, Intercept Brasil
A era das privatizações está de volta. Basta olhar o pacote de recuperação fiscal que está sendo negociado entre o governo federal e o governo do Rio Grande do Sul para confirmar: estão na mira a Companhia Estadual de Energia Elétrica, a Companhia Riograndense de Mineração, a Sulgás e o Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul).
O banco estadual é considerado “a joia da coroa” gaúcha, nas palavras do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. Já o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, admitiu que sua venda “vai fazer parte das discussões” sobre “o que será necessário” para a recuperação do estado.
A venda do Banrisul como tábua de salvação para a economia faz parte de uma série de ataques feitos aos bancos públicos brasileiros nos últimos anos. Representa também o retorno à política de Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente que deu fôlego às privatizações. Entre outras empresas públicas, vendeu principalmente bancos estaduais. Hoje, restam abertos cinco bancos estaduais.
“O valor de um Banrisul privatizado seria de pelo menos duas vezes o valor atual”
Meirelles confirmou os interesses na privatização do banco gaúcho na quinta-feira passada, 26 de janeiro. Pouco mais de 24 horas depois, as ações do Banrisul registraram um aumento acumulado de 22,5% entre quinta e sexta-feira. A alta foi tão repentina que, no dia seguinte ao anúncio, o banco precisou emitir um comunicado ao mercado a pedido da Bovespa para “justificar a movimentação atípica de ações”. O texto, no entanto, não menciona o ministro, mas aponta como motivo da corrida por ações uma publicação jornalística:
“A movimentação atípica se deu a partir da matéria publicada pelo jornal Valor Econômico que, em seu artigo de capa e em versão eletrônica, colocou a privatização do Banrisul como condição para ajuda do Governo Federal ao Estado do Rio Grande do Sul.”
O anúncio da análise sobre a possibilidade de venda do banco foi o suficiente para deixar o mercado financeiro ouriçado. O banco BTG Pactual, segundo o site InfoMoney, já prevê que “o valor de um Banrisul privatizado seria de pelo menos duas vezes o valor atual”. Já o presidente do banco Santander, Sergio Rial, disse se considerar “obrigado” a avaliar a oportunidade, segundo o jornal Zero Hora.
O professor de economia Fabricio Jose Missio, da Universidade Federal de Goiás, afirma que, pelo posicionamento do governador gaúcho — de redução do tamanho do Estado e da venda de estatais — e dada a crise econômica do estado, “é provável que essa discussão siga em frente e que aconteça, de fato, a privatização”.
Tamanho interesse pelo banco gaúcho pode estar no fato de que a instituição renovou, em maio de 2016, o contrato exclusivo de dez anos para fazer o pagamento dos servidores do estado. O banco pagou R$ 1,27 bilhão para se manter o único operador dos salários do funcionalismo. No final de setembro de 2016, seus 45 mil consorciados lhe rendiam um saldo de ativos totais de R$67,8 bilhões. O banco tem 536 agências distribuídas pelo país e no exterior, com 11.255 funcionários.
Ironicamente, o Rio Grande do Sul está entre os estados listados com maiores problemas financeiros, com salários atrasados. “Existe uma expectativa, por parte da iniciativa privada, de gerenciar essa carteira que gera muito dinheiro”, explica Missio.
Há uma lógica perniciosa que motiva este interesse da iniciativa privada pelo Banrisul. Além de ser uma folha de pagamento robusta, já que todos os servidores do estado passam a ser obrigados a ter conta no banco, os débitos desses servidores também tendem a ser atrelados ao banco de sua conta salário. E, em tempo de crise econômica e salários atrasados ou parcelados, a tendência é de aumento do endividamento com empréstimos e cheque especial, que geram lucros para o banco a partir da cobrança de juros. A taxa de cheque especial em 2016, por exemplo, no Banrisul girou em torno de 12% enquanto no Santander ficou na faixa dos 15%.
“O neoliberalismo regressou, voltou também a discussão sobre a privatização”
O ataque aos bancos públicos começa em 2009. O motivo central das críticas feitas por analistas da imprensa tradicional era o aumento nos repasses feitos do Tesouro Nacional para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A ideia, então, era estimular a economia com mais financiamentos direcionados em investimentos que se convertessem em emprego e produção para combater a crise econômica. Entre 2009 e 2014, o Tesouro transferiu cerca de R$ 411 bilhões ao BNDES. Essas medidas foram então elogiadas até mesmo pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).
A pesquisadora da Unicamp Maria Cristina Penido de Freitas, doutora em economia pela Universidade de Paris, explica que, após o impeachment, o cenário mudou:
“Agora que mudou o governo, que o neoliberalismo regressou, voltou também a discussão sobre a privatização, que era uma discussão da época do FHC. Com a crise dos estados, vão aproveitar para vender o que ainda é público. Estão ressuscitando até a ideia de fundir a Caixa ao Banco do Brasil.”
“O argumento de que um banco público não é eficiente é absolutamente ideológico”
Mais do que a venda, entre os bancos federais tem se destacado a mudança de gestão voltada para os interesses do mercado. Eles estão agindo sob a mentalidade de bancos privados, que focam no lucro, e, com isso, o país perde. Mudanças recentes no Banco do Brasil, por exemplo, demonstraram um interesse maior em aumentar a rentabilidade e “melhorar a eficiência operacional”. Em outubro, BB e Caixa chegaram a manter juros mais altos do que os de bancos privados.
“Se é para se comportar como banco privado, então privatiza”, critica a professora de economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Denise Gentil. Ela explica a diferença entre os posicionamentos e a importância de bancos públicos:
“O resultado que um banco público quer colher é o progresso. Eles podem correr o risco de fazer empréstimos de longo prazo que os bancos privados não fazem, porque têm um objetivo de retorno a curto prazo como lucro elevado. Por isso, numa crise, os bancos privados se protegem. Então eles correm para outros ativos que não são de interesse coletivo, eles se preservam da crise. Eles param de emprestar, como vimos em sua forma mais dura no Rio de Janeiro, onde alguns serviços foram vetados.”
O Brasil já tem um número restrito de bancos. Dos quatro maiores (Banco do Brasil, Itaú, Caixa e Bradesco), dois são federais. Juntos, os quatro detêm 72,4% do mercado. Isso faz aumentar a importância dos dois principais bancos públicos, porque não existe competição forte que faça, por exemplo, as instituições disputarem na oferta de empréstimos. Ou seja, a alta concentração bancária diminui a oferta de crédito.
“A questão é que as taxas de lucro dos bancos no Brasil são absurdamente altas”, explica Freitas. Entre julho e setembro de 2016, o Banco do Brasil teve um lucro líquido de R$2,337 bilhões de reais. Para ela, não é necessário que bancos públicos tenham taxas de juros tão elevadas quanto as privadas e não se pode avaliar um banco público com os critérios de bancos privados, porque seus objetivos são diferentes: “O argumento de que um banco público não é eficiente é absolutamente ideológico”.
Quem acaba sofrendo mais com essas mudanças de posicionamento dos bancos federais é a população mais pobre, que é cliente de empréstimos menores. Os serviços dos quais ela depende não interessam aos bancos privados, que focam em empréstimos de altas quantias a curto prazo, porque dão mais lucro.
Da mesma forma as agências fechadas em regiões para fora do ciclo Rio-São Paulo, onde está o maior peso da economia, também não interessam por não gerarem tanta lucratividade. É o que explica Missio:
“Quando o Banco do Brasil fecha agências, por exemplo, você pode ter certeza que quem vai sofrer mais vai ser a população rural familiar. Porque não estamos falando de um país como a Inglaterra, que tem uma agência bancária em cada esquina. A alta concentração bancária e os juros altos sempre vão afetar a parcela mais pobre da população.”
Finalmente, os juros dos bancos federais ficarem mais altos do que o dos particulares é, segundo o professor, “um ajuste no tamanho do Estado” e “uma estratégia para fortalecer os bancos privados que, junto da Fiesp, são os principais apoiadores do processo de impeachment”.
Ou seja, a conta chegou.
Policiais do DF retomam controle de blocos do PCC em Alcaçuz
30 de Janeiro de 2017, 19:45![]() |
| ARQUIVO PESSOAL |
Força-tarefa integrada por agentes do DF controlou a rebelião nos blocos dominados pelo PCC. Próximo passo será contra o Sindicato do Crime
Um grupo de elite da Polícia Civil do Distrito Federal especializado em intervenção prisional foi enviado ao Rio Grande do Norte (RN) para conter a rebelião no presídio de Alcaçuz. Os blocos 4 e 5, dominados pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), foram completamente retomados nesta segunda-feira (30/1). Na ação, iniciada na semana passada, houve a apreensão de centenas de armas de fogo, facas e telefones celulares. Ao todo, 460 presos ligados ao PCC precisaram ser isolados.
O Metrópoles teve acesso exclusivo às imagens feitas dentro da prisão, e as fotos são impressionantes. Os presidiários do PCC tinham à disposição um verdadeiro arsenal, utilizado na guerra contra a facção rival, o Sindicato do Crime do Rio Grande do Norte. No conflito, ao menos 26 detentos morreram entre os dias 14 e 15 de janeiro. Desde então, 56 internos fugiram e a unidade estava dominada pelo criminosos.
Com a retomada dos blocos 4 e 5, falta assumir o controle dos pavilhões 1, 2 e 3, onde o Sindicato do Crime continua circulando livremente. A ação deve ser o próximo passo da força-tarefa designada para atuar em Alcaçuz. Hoje, contêineres dividem o presídio em dois, isolando as facções rivais.
Na última quarta-feira (25/1), 15 homens do Distrito Federal foram enviados ao estado nordestino, depois que o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e a Secretaria de Segurança Pública potiguar pediram o apoio da Força Tarefa de Intervenção Prisional (FTIP). Um total de 78 agentes da FTIP, de todo o país, se deslocou para Alcaçuz.
A equipe se prepara desde 2005 para lidar com crises no sistema penitenciário brasileiro. O grupo ficará em Alcaçuz por 30 dias, até que a situação seja totalmente normalizada.
Prisão destruída
Quando fizeram a intervenção nos dois pavilhões, os policiais encontraram as celas e as áreas comuns em ruínas. Não havia a possibilidade de abrigar os presos em muitas das carceragens, que tiveram as grades arrancadas pelos presos.
Em um primeiro momento, controlamos os internos e colocamos todos nas celas que estavam em melhores condições. Em seguida, fizemos uma varredura minuciosa para apreender as armas"Maiquel Mendes, agente policial de custódia do DF que integra a força-tarefa em Alcaçuz
Para evitar que as celas fossem usadas novamente, os presos fizeram buracos nas paredes e no teto, além de arrancar as grades. Com o planejamento de retomada da cadeia, uma empresa de engenharia foi contratada para fazer uma reforma às pressas nos dois pavilhões. “Fizemos a operação e, logo em seguida, as obras começaram. Nesta segunda-feira (30), todos os presos já estavam encarcerados”, explicou Mendes ao Metrópoles.
Blocos dominados
Apesar de os policiais do DF terem retomado o controle dos blocos 4 e 5, os pavilhões 1, 2 e 3 de Alcaçuz continuam dominados pela facção Sindicato do Crime de RN. Os presos permanecem fora das celas e circulando pelos pavilhões.
Os agentes do DF estão prontos para retomar os três blocos que ainda estão fora de controle. “No entanto, a decisão depende de uma ordem do governo estadual”, explicou o policial Maiquel Mendes.
Alcaçuz fica em Nísia Floresta, cidade da Grande Natal. Com capacidade para 620 presos, a unidade possui atualmente 1.150 detentos.
do Portal Metrópoles



