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3 de Abril de 2011, 21:00 , por Desconhecido - | No one following this article yet.
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Temer significa exclusão e servidão

13 de Junho de 2016, 11:37, por Blog do Arretadinho

Japa da Federal é a farsa golpista e Temer significa exclusão e servidão

Por Davis Sena Filho - Palavra Livre
Quando ouvia os monstrinhos (jornalistas) criados em redações da imprensa de mercado e alienígena a elogiar e  a se orgulhar do Japonês da Federal, assim como os coxinhas paneleiros de barrigas cheias de classe média, que saíam às ruas com bonecos de tal policial como se estivessem em uma micareta, bem como pediam, por meio de faixas e cartazes a volta de suas domésticas ao quartinho de empregada de suas casas, o que vem a ser a herança cultural de uma micro senzala dos tempos da escravidão, ficava a pensar: "Como essa gente é leviana, irresponsável e ignorante. 
Estão a pedir um golpe de estado travestido de legítimo e legal, sem se importar com as consequências, que sempre redundam em retrocesso, atraso, subserviência e violência, como sempre ocorreu em todos os Brasis (Colônia, Império e República).

A República controlada pelas velhas oligarquias anteriormente aliadas à monarquia e exemplificadas na união entre os militares e os fazendeiros latifundiários, ex-proprietários de escravos, que enfrentaram questões complexas com a mudança do regime de escravidão, que explorava o trabalho de milhões de pessoas, que teriam de ser substituídas em parte por meio da vinda de imigrantes europeus e pobres de inúmeros países, que, em busca de oportunidades, vieram para o Brasil para trabalhar nas roças e fazendas, assim como muitos deles receberam terras do governo brasileiro.

Essa mesma oligarquia de tradição e memória escravagistas, cujos interesses tem o apoio da pequena burguesia contemporânea e que foi às ruas pedir até por intervenção militar, ou seja, golpe armado como o de 1964, demonstra não ter o mínimo compromisso com o desenvolvimento do Brasil e a emancipação do povo brasileiro. Pelo contrário, as medidas econômicas e políticas do golpista e usurpador michel temer (só para lembrar: o nome dessa "peçonha" é sempre escrito em letras minúsculas por se tratar de um pigmeu moral, político e citadino) tem por finalidade desconstruir, destruir e acabar com o legado de bem-estar social, mesmo que tímido, propiciado pelos governos trabalhistas dos presidentes petistas, que efetivaram dezenas de programas de inclusão e proteção social, bem como investiram, muito mais do que qualquer governo do passado, em saúde, educação e obras de infraestrutura em praticamente todos os segmentos de atividade humana.

Agora o Japonês da Federal, que virou boneco gigante do carnaval de Olinda é preso por contrabando, juntamente com outros policiais da PF partidarizada. Tal agente público ovacionado por coxinhas amarelados, paneleiros e completamente despolitizados e colonizados pela cultura e valores norte-americanos, vai, certamente, deixar de ser adulado por intermédio do oba-oba carnavalesco da mídia dos magnatas bilionários.

Os coronéis midiáticos já tiraram o corpo fora, pois, irremediavelmente, irresponsáveis. Acontece sempre quando um de seus inúmeros sequazes descartáveis se dão mal, como ocorreu, a exemplo dos golpistas do PMDB cujas conversas conspiratórias foram jogadas no ventilador com a aquiescência do procurador-geral-contra a República, Rodrigo Não Devo Nada a Ninguém Janot, um dos artífices do golpe contra Dilma Rousseff, que nunca cometeu crime de responsabilidade -- ressalta-se.    

Contudo, o que realmente chama a atenção é que os golpistas patifes e que derrubaram uma presidente para não serem presos e, obviamente, impor um projeto econômico fundamentalista e de caráter neoliberal derrotado nas urnas quatro vezes consecutivas, têm uma postura fria e calculada, no sentido de darem a impressão que o golpe foi um processo normal e justo, o que não bate com a verdade, porque ficou evidente, muito antes dos vazamentos da cúpula golpista do PMDB, que o processo de impeachment infligido a Dilma e ao Brasil tem como motivos blindar os políticos do PMDB, PP, PSDB, DEM e PPS.

Além de tentar intervir na Lava Jato para evitar as prisões de políticos poderosos, o golpe perpetrado por delinquentes engravatados e donos da casa grande tem também a finalidade de destruir o legado dos governos petistas, privatizar ao máximo e a toque de caixa as empresas públicas, terceirizar ainda mais o serviço público, impedir a eleição de Lula, submeter o Brasil aos interesses dos Estados Unidos, privilegiar os banqueiros, os rentistas, os especuladores do mercado financeiro e, por sua vez, manter o povo ignorante e impedido de crescer para que a casa grande tenha sempre à sua disposição mão de obra barata eternamente.

Se existe pouco emprego e consumo como nos governos passados dos "doutores", comemora-se, porque é melhor para os ricos, que vivem de juros, aplicações financeiras, empréstimos a perder de vista, sendo que dessa forma oferecem o salário que quiser por ter mais gente desempregada do que vagas de empregos. temer é um predador dos interesses do Brasil e se mostra extremamente truculento e intolerante. Poder-se-ia dizer que é um homem perigoso, com viés fascista, além de fantoche das oligarquias nacionais aliadas da plutocracia internacional. Se você não entende, então apresse-se em desenhar, porque tal governo ilegítimo e sem credibilidade formado por golpistas e criminosos é uma verdadeira tragédia para a civilização brasileira.

O Japa da Federal resume a pantomima burlesca que foram esses últimos três anos de manifestações de coxinhas direitistas, analfabetos políticos, golpistas e eleitores de Aécio Neves e do PSDB ou de partidos correlatos, bem como retrata, fidedignamente, a fraude, a farsa maior, pois de covardia e traições incomensuráveis e inenarráveis perpetradas pelo PMDB, que desceu do muro, pulou a cerca, trocou de lado para dar um desditoso e bananeiro golpe de estado, que começa pelas mãos de um sujeito corrupto, ladrão do dinheiro público, com contas no exterior não declaradas e que até hoje está solto por causa da cumplicidade do sistema judiciário. É estarrecedor.

Inacreditavelmente livre, lépido e fagueiro, a debochar da sociedade, com a aquiescência da PGR e do STF, que se calaram e cruzaram os braços, porque também conspiradores do golpe contra a presidenta Dilma Rousseff, que se recusou a proteger o deputado Eduardo Cunha, assim como intervir na Operação Lava Jato do juiz de província Sérgio Moro, do PSDB do Paraná, e dos procuradores obsessivos pelo Lula, mas jamais pelos demotucanos, pois querem prendê-lo, porque sabem que o maior líder popular da história do Brasil lidera as pesquisas para presidente, e, se for eleito, retomará a agenda nacionalista, de diplomacia independente, do fortalecimento do mercado interno e de inclusão social efetivada a partir de 2003, quando Lula iniciou seu primeiro mandato.

O maior exemplo da perseguição desditosa, espúria, violenta e covarde contra Lula, sua família, seus amigos e funcionários, além de suas atividades profissionais, a exemplo das palestras contratadas por empresas, universidades etc., que incomodaram e causaram inveja e ódio à casa grande, evidenciou-se com a não permissão por parte do STF (leia-se Gilmar Mendes, do PSDB do Mato Grosso) de o Lula assumir a chefia da Casa Civil e, com efeito, tentar restabelecer o mínimo de governabilidade ao Governo Dilma.

Vou mais além. O juiz de primeira instância Sérgio Moro, que age de forma antirrepublicana e inadvertidamente como justiceiro, é o responsável pela inaceitável comoção e ódio de uma malta vestida de amarelo, que cercou o Palácio do Planalto e tentou invadir sua garagem após o magistrado, irresponsavelmente, autorizar, criminosamente, a divulgação de diálogo entre o presidente Lula e a mandatária do País eleita democraticamente com 54,5 milhões de votos. Com este ato, Moro interveio na política e favoreceu um clima belicoso contra o Governo.

E esta ação tem nomes: conspiração e golpe. Tanto é verdade que ele reconheceu o erro em público e depois pediu desculpas oficialmente ao STF. Um juiz de primeira instância divulgar conversa de presidente, que tem foro de prerrogativa de função é crime de responsabilidade e de segurança nacional. Porém, nada aconteceu com ele. Em um país civilizado cujas elites não são bananeiras e provincianas como as daqui, um magistrado com as ações e atitudes de Moro seria investigado e duramente punido, além de afastado sumariamente de suas funções para o bem do público e da sociedade. Por que nada aconteceu? Porque, sem generalizar, o STF é copartícipe do golpe. Esta é dura e lamentável realidade...

Dezenas de milhões de votos foram simplesmente invalidados para que michel temer, um golpista de caráter indefinido usurpasse o poder e assumisse a cadeira da Presidência da República de forma ilegítima, sem ter um único voto, sendo que ele deveria ser expulso do Palácio do Planalto a pontapés e safanões, de maneira que tal sujeito déspota, bananeiro de terceiro mundo, truculento, traidor e covarde rolasse por sua rampa e se esborrachasse na calçada, com cara de parvo, os olhos estatelados e a se indagar sobre como ele conseguiu ter tamanha cara de pau em se considerar um indivíduo que tem moral e legitimidade para assumir o País.

temer enfiou um bando de gente processada e despreparada para ajudar-lhe a governar e que responde a processos e a crimes em várias esferas da Justiça. Uma verdadeira cambada de criminosos que derrubou a presidente que não cometeu crimes de responsabilidade, porque não há dolo. Ponto. Sem dolo, não existe crime, e, se  crimes não aconteceram, o STF e seus juízes divorciados dos interesses do Brasil e das necessidades e reivindicações de seu povo, jamais deveriam permitir que Sérgio Moro sequestrasse a democracia e o Estado de Direito e que o PGR Rodrigo Janot até então só denunciasse, seletivamente, apenas membros do governo petista, de forma que favorecesse a admissibilidade do golpe contra Dilma pela Câmara dos Deputados.

"É golpe!" -- brada e denuncia os órgãos de comunicação mais poderosos e tradicionais dos países desenvolvidos, dentre eles os europeus e os estadunidenses. "É golpe!" -- alardeiam as principais organizações, entidades, instituições da sociedade civil brasileira, além de intelectuais e trabalhadores. Não há como tergiversar, escamotear e esconder o golpe criminoso e covarde de uma direita que historicamente sempre apostou no retrocesso, além de atrasadíssima moralmente, filosoficamente, civicamente e politicamente. E tudo para ganhar mais dinheiro do que já tem e destruir o legado de quem deixou legado, a exemplo de Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, João Goulart, Luiz Inácio e Dilma Roussef.

michel temer tem a cara do Japa da Federal. Um é o focinho do outro, no que diz respeito à metáfora. Este governo espúrio e ilegítimo tem como essência o fascismo, pois misógino, racista, homofóbico, insuflador do preconceito de classe social, mesquinho e sectário com os pobres, além de mitigador das violências que já comete, em poucas semanas no poder, contra os direitos civis e as conquistas sociais que beneficiaram o povo e que foram efetivadas nos governos fundamentalmente democráticos e trabalhistas de Lula e Dilma. temer é a própria fraude e farsa, porque assumiu o que não lhe é de direito. Usurpa a Presidência como o Japa da Federal usurpa a honestidade. temer e Japa se encontram e se abraçam na iniquidade e no udenismo golpista e elitista. michel temer significa exclusão e servidão. É isso aí.  



Nós dizemos NÃO à intolerância

13 de Junho de 2016, 11:34, por Blog do Arretadinho

O Blog do Arretadinho se solidariza com os parentes e amigos das 49 pessoas assassinadas em uma boate, em Orlando nos EUA, neste domingo (12).

Repudiamos todo e qualquer tipo de intolerância porque acreditamos que o verdadeiro crescimento intelectual e espiritual, só ocorre na diversidade de opiniões.

Ataques covardes como este demonstram, infelizmente, que muitas pessoas ainda alimentam o ódio às liberdades individuais.




Sob governo de Temer, o país é para poucos

13 de Junho de 2016, 11:26, por Blog do Arretadinho

Sem retrocesso. Manifestante prepara cartaz para protesto em frente
à Faculdade de Saúde Pública da USP, em São Paulo
Foto ROBERTO PARIZOTTI/CUT
Cortes do governo interino no orçamento e golpes na Constituição limitam alcance do SUS, do Bolsa Família, do Minha Casa, Minha Vida e da educação pública
por Cida de Oliveira
na RBA

Segundo a visão de país expressa no documento Uma Ponte para o Futuro, do PMDB, apenas 10 milhões de brasileiros – os 5% mais pobres – devem ser alcançados pelo sistema de proteção social. Menos de duas semanas depois de “empossado”, o governo do presidente interino, Michel Temer, com seu pacote de ajuste fiscal aprovado a toque de caixa pelo Congresso, golpeou de uma só canetada a saúde e a educação pública historicamente subfinanciadas e políticas recentes de distribuição de renda. Nas palavras da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), uma catástrofe para a sociedade, “menos para a elite rentista, preguiçosa e escravagista que ainda há no Brasil”.

Em seus primeiros dias à frente do ­Ministério da Saúde, o deputado federal licenciado Ricardo Barros (PP-PR) defendia o redimensionamento do Sistema Único de Saúde (SUS) ao tamanho de seu orçamento. Nas entrelinhas, aventava mudanças, ou o fim, de programas como o Mais Médicos, o principal para o setor criado ainda na primeira gestão da presidenta afastada Dilma Rousseff. ­Único sistema público de acesso universal à saúde existente em país com mais de 100 milhões de habitantes e invejado por governantes de vários países, o SUS nunca esteve tão exposto ao perigo de extinção.

O Conselho Nacional de Saúde (CNS) estima perdas entre R$ 44 bilhões e R$ 65 bilhões para o SUS já em 2017. Serão afetadas ações na atenção básica – como vacinas, medicamentos, controle de doenças, Samu – e de média e alta complexidade – como procedimentos, exames, cirurgias, transplantes e UTI, inclusive nas Santas Casas que recebem repasses do SUS. O colegiado chama atenção para outra ameaça: a aprovação, em primeiro turno no Senado, do substitutivo à proposta de emenda à Constituição (PEC) que prorroga a Desvinculação das Receitas da União (DRU).

O mecanismo deixa o governo livre para usar como quiser parte dos impostos vinculados por lei a determinadas áreas, já instituídos ou que vierem a ser criados nos próximos quatro anos. Existe desde 1994 (com diversos nomes, mas com mesmo objetivo), sempre permitindo o manejo de 20% dos orçamentos. Pela proposta, porém, sobe para 30% o percentual de manobra pela União – estados, municípios e o Distrito Federal também terão essa prerrogativa.

O Conselho Nacional de Saúde protestou, já que havia defendido a ampliação dos recursos ao SUS por meio da Lei de Iniciativa Popular nº 321/2013, que cobra 10% das receitas correntes brutas da União, ou seu equivalente, para ações e serviços públicos de saúde. Pelas contas do CNS, a combinação de emendas à Constituição e projetos de lei em andamento, União, estados, Distrito Federal e municípios poderão tirar da saúde até R$ 80 bilhões nos próximos sete anos.

“Estão ameaçando as políticas públicas da Saúde, as leis trabalhistas, os direitos dos aposentados. Com o silêncio da mídia, estão armando um ataque ao pouco da política pública que o Brasil construiu. Dizem que o povo brasileiro não cabe no orçamento do Estado, não cabe no aeroporto, não cabe na praia. Temos de resistir”, diz o presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Gastão Wagner de Sousa Campos, professor titular da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Na última semana de maio, profissionais, professores e estudantes ocuparam a sede do Ministério da Saúde em Salvador. E na primeira semana de junho, dedicada a atividades em defesa do SUS, Ricardo Barros foi escrachado em Fortaleza por integrantes da Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares. O jeito foi sair de fininho, sem fazer o pronunciamento de praxe na abertura do congresso do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

Educação
A exemplo dos postos de saúde e dos hospitais, as escolas públicas tendem a, na melhor das hipóteses, manter a tendência de sucateamento: fechamento de salas de aula, superlotação de turmas, piora na merenda e na conservação dos prédios e achatamento salarial dos trabalhadores – apesar de o ensino básico ser atribuição direta de estados e municípios, a União participa do financiamento por meio de repasses e convênios.

O coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, ­Daniel Cara, adverte: “Para sanar essas dificuldades é preciso ampliar os investimentos no setor. Por isso, o Plano Nacional de Educação aponta para o aumento dos investimentos federais no setor até chegar a 10% do PIB. Em vez disso, o governo sinaliza reduzir. Está em risco a educação e seus 40 milhões de alunos, 2 milhões de professores e 5 milhões de outros profissionais em todo o país”. Segundo ele, “a maior política social do Brasil e uma das maiores do mundo está ameaçada pela insuficiência dos recursos para as necessidades educacionais atuais”.

A situação pode piorar porque, embora a pressão social tenha poupado a educação dos efeitos da DRU no primeiro turno da votação, prefeitos e governadores pressionam fortemente pela inclusão nas próximas etapas da tramitação. Programas mantidos pelo governo federal, como ProUni, Pronatec e Ciência sem Fronteiras estão ameaçados, bem como a expansão do ensino superior. Abrem-se perspectivas de privatização em todos os níveis de ensino, com a volta do debate sobre a cobrança de mensalidades até nas universidades públicas.

Há sinais de retrocesso também no aspecto pedagógico diante da influência de setores conservadores com a equipe de governo interino. Exemplo emblemático foi a recente participação do ex-ator em atividade Alexandre Frota com o ministro da Educação, Mendonça Filho. Frota, que trocou o espaço perdido na TV pelo sempre promissor mercado de pornografia, deve ter muito a discutir com uma autoridade em educação. E com o crescente debate em torno de leis e propostas em várias cidades do país conduzidas por pessoas interessadas em coibir o exercício do pensamento crítico em escolas e universidades.

Coordenador do Fórum Nacional de Educação e secretário de Assuntos Educacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação ­(CNTE), Heleno Araújo aponta ainda ameaças ao caráter público, laico, inclusivo e democrático do processo educativo. “Preocupa o espaço dado pelo MEC a movimentos que tentam cercear atuação do professor, como o Escola Sem Partido e o Escola Livre. Trata-se de iniciativas intimidatórias, que censuram o livre pensamento e promovem a criminalização e a insegurança aos professores”, afirma.

Para completar o início avassalador de “gestão em exercício”, Mendonça Filho exonerou no início de junho 31 assessores técnicos, sendo 23 ligados à Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) e oito, à Secretaria-Executiva da pasta. As demissões afetam as atividades do Fórum Nacional de Educação (FNE), instância criada com objetivo de mediar a interlocução e promover a participação social, seja no processo de concepção, aplicação e avaliação de políticas de ensino, além de acompanhar tramitação de projetos legislativos referentes ao setor e a implementação do Plano Nacional de Educação (PNE). “Ficamos sem equipe de trabalho”, lamenta Heleno Araújo.

Bolsa Família
Pelos cálculos de pesquisadores da Fundação Perseu Abramo (FPA), pelo menos 10 milhões de famílias que necessitam do Bolsa Família deverão deixar de ser atendidas a partir de 2017. A premiada política de transferência de renda – que além de dar um mínimo de segurança a milhares de famílias, estimular economias locais em milhares de municípios e inspirar diversos governos também por incentivar famílias pobres a manter seus filhos na escola e em dia com a vacinação e outras ações de promoção da saúde – deverá estar voltada para os 5% mais pobres entre todos os pobres do país.

Além da redução do número de bolsistas, os cortes apontam para congelamento dos benefícios concedidos. As projeções da FPA mostram o estrago inclusive em estados ricos, que concentram bolsões de pobreza em suas regiões metropolitanas. Pelo documento do PMDB que marcou o rompimento do partido com o governo no ano passado, as populações carentes estariam concentradas apenas em comunidades isoladas e esparsas.

Para o presidente da FPA, Marcio ­Pochmann, o impacto social será significativo, com agravamento da exclusão social. “Haverá aumento da pobreza, subnutrição, violência, com maior impacto sobre o sistema de saúde. E evasão escolar, já que a frequência à escola é condição para recebimento da bolsa. Poucos estados mantiveram seus programas próprios de transferência de renda. A maioria os desarticulou, reunindo-se em torno do programa federal. Há cidades em que mais da metade da população está na pobreza”, diz o economista.

Minha Casa
Temer chegou a anunciar em meados de maio o fim de subsídios do Tesouro Nacional para o Minha Casa, Minha Vida. Com a medida, a renda de famílias que ganham até R$ 1.800 ficaria comprometida com a prestação da casa. Em ­bate-bapo com internautas, a presidenta Dilma Rousseff lembrou que 80% do déficit habitacional está justamente nesta faixa de renda. “Além de acabar com o subsídio, o governo provisório vai reduzir o número de moradias que serão contratadas”, afirmou. Questionada sobre a possibilidade de o governo interino elevar as parcelas dos imóveis, mesmo daqueles comprados com sistema de parcelas fixas, a presidenta disse: “Não sabemos até que ponto eles irão no desmonte do Minha Casa, Minha Vida. Fique de olho. Nós estaremos”.

Em 1º de junho, liderados pela Frente­ Povo Sem Medo, manifestantes ocuparam o prédio onde fica o escritório em São Paulo da Presidência da República, na Avenida Paulista. Exigiam a manutenção do compromisso de construção de 11.250 unidades habitacionais. Portaria determinando a contratação das obras havia sido assinada por Dilma, e revogada pelo interino. A medida afetaria uma modalidade do programa administrada por entidades da sociedade civil de forma associativa, que torna, segundo experiências já executadas, as construções melhores e mais baratas.

Sem admitir o temor de desgaste pela força da mobilização popular – a mesma que fez com que Temer recriasse o Ministério da Cultura dias após sua extinção –, o ministro das Cidades, Bruno Araújo, recuou e anunciou a publicação de nova portaria para a contratação de 13.900 moradias. Os manifestantes desocuparam o prédio.

Criado em 2009, o programa abriu 5 milhões de empregos em toda cadeia produtiva da construção civil. Até o final de abril, foram contratadas mais de 4 milhões de moradias que beneficiam mais de 6 milhões de pessoas. O programa pode custear até 90% do valor do imóvel e o restante é dividido em até dez anos, com parcela mínima de R$ 80 e máxima de R$ 270. Como lembrou ­Dilma em conversa com internautas, o governo interino já demonstrou ser contra qualquer subsídio para os mais pobres. “Acreditamos que eles, do jeito que vão, são capazes de tudo.”

A Cultura preterida
A fusão do Ministério da Cultura (MinC) com o da Educação pelo governo interino, a pretexto de economia, durou uma semana. Temer anunciou a recriação da pasta em 21 de maio, quando a pressão de artistas era grande em atos, na imprensa e nas redes sociais, e havia órgãos ligados ao MinC ocupados em 18 estados, incluindo a sede da Fundação Nacional de Artes (Funarte), no Rio de Janeiro.

Em mais uma sucessão de tropeços, Temer chegou a mandar a senadora Marta Suplicy (PMDB-SP) convidar a jornalista Marília Gabriela – que afirmou publicamente não compor governo golpista. A atriz Bruna Lombardi, a antropóloga Claudia Leitão e a professora Elaine Costa, coordenadora de cursos de pós-graduação na Fundação Getúlio Vargas, também recusaram. O posto acabou ocupado pelo secretário municipal de Cultura do Rio de Janeiro, Marcelo Calero, que tomou posse em 24 de maio.



As estranhas relações de Temer com um Coronel

13 de Junho de 2016, 10:36, por Blog do Arretadinho

Foto Joaquim Dantas / Arquivo
A longa viagem de um inquérito que apurou supostas propinas de R$ 2,7 milhões recebidas por Michel Temer no porto de Santos. Apesar da riqueza de detalhes…
Blindagem no Litoral - do VIOMUNDO
Da Redação, com Garganta Profunda*

Em novembro de 2000, o processo de separação de uma estudante de psicologia e do então presidente da Companhia Docas de Santos (Codesp), Marcelo de Azeredo, provocou um terremoto na 3ª Vara de Família e Sucessões de Santos.

Junto com o pedido de reconhecimento e dissolução de união estável, Érika Santos juntou um dossiê com planilhas e documentos que, segundo ela, comprovariam o milionário esquema de arrecadação de propinas no porto de Santos.

Além do ex-marido, Érika acusou de fazerem parte do esquema o então deputado federal Michel Temer e uma pessoa identificada como “Lima” – provavelmente o empresário João Baptista Lima Filho, amigo e homem de confiança de Temer, dono da fazenda Esmeralda e de outras terras na região de Duartina, no interior de São Paulo.

Ao ocupar a propriedade, em maio último, o MST acusou Lima de ser “laranja” de Temer:

João Batista Lima Filho, o Coronel Lima, sócio da Argeplan e proprietário formal da fazenda Esmeralda, é coronel da reserva da Polícia Militar da Paraíba, mas curiosamente é proprietário de milhares de hectares de terras em São Paulo.

As informações contidas nos documentos juntados por Érika ao processo de separação expuseram o esquema que seria comandado por Azeredo.

A ex copiou arquivos que estavam no computador de Marcelo de Azeredo como forma de provar que ele era capaz de pagar a pensão de R$ 10 mil que ela pleiteava.

As planilhas revelavam a divisão da propina. Segundo os documentos, 25% eram de Azeredo, 25% de Lima e 50% de Temer.

Os arquivos tratavam de obras, serviços e valores repassados. A concessão dos terminais 34 e 35 para a empresa Libra Terminais teria rendido ao grupo R$ 1,28 milhão. Neste negócio, Temer teria embolsado R$ 640 mil.

Nas obras civis do terminal de grãos e do terminal ferroviário, a propina de Temer, identificado nos arquivos digitais como MT, teria sido de R$ 1,56 milhão.

Em negócio aparentemente relacionado ao lixo do porto, a parte do agora presidente interino teria sido de R$ 26.750,00.

Já em contrato com a empresa Rodrimar o então deputado Michel Temer teria levado R$ 300 mil, “+200.000 p/ camp”, anotação que segundo os advogados de Érika sugere que houve um extra pago à campanha eleitoral de Temer.

Contabilizadas as planilhas noticiadas pela imprensa, a parte de Temer só nos negócios revelados por Érika foi de R$ 2.726.750,00.

O esquema no Porto de Santos era muito parecido com os revelados posteriormente pela Operação Lava Jato.

Mas, o que aconteceu com as apurações?

Nos bastidores, conversamos com alguns investigadores que trabalharam no caso. Eles nos ajudaram a entender porque a história ficou escondida e esquecida por tanto tempo.

Batata-Quente
Depois que o dossiê de Érika foi anexado ao processo, a juíza encaminhou o material à Justiça Federal.

Citado, Temer ameaçou entrar com queixa-crime contra Érika.

Ela acabou se acertando amigavelmente com Azeredo, encerrou o processo na Vara de Família e deixou de colaborar com as investigações.

A papelada, no entanto, já havia se transformado em procedimento no Ministério Público Federal em Santos, com o número 1.03.000.000229/2001-76.

Como envolvia deputado federal com foro privilegiado, o material foi encaminhado ao procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro.

Brindeiro, que recebeu do jornalista Fernando Rodrigues o apelido de “engavetador-geral da República”, arquivou sumariamente as investigações contra Temer.

Mas, como havia inquérito em andamento em relação a outros dois acusados, o caso prosseguiu no Ministério Público Federal em Santos, sob os cuidados de uma procuradora sobrinha de um influente político do Nordeste.

O caso ficou praticamente parado por 5 anos!

Só quando outra procuradora assumiu o posto a papelada foi despachada para a Polícia Federal, que instaurou o inquérito 5-104/2006, em Santos.

Foram feitas diversas diligências para apurar o conteúdo do dossiê. A investigação se arrastou por outros cinco anos.

Em 2010, o delegado Cássio Nogueira tentou ouvir o depoimento de Michel Temer duas vezes. Não teve sucesso.

Ainda assim, o caso foi enviado outra vez ao STF. Em 28 de fevereiro de 2011, nasceu o inquérito 3105.

A essa altura, Temer já era vice-presidente da República.

Sem o empenho de Érika e com as investigações se arrastando por mais de uma década, não é de estranhar o que aconteceu em seguida.

No dia 8 de abril, o procurador Roberto Gurgel recomendou o arquivamento do caso.

No dia 30 do mesmo mês, o ministro Marco Aurélio arquivou a investigação contra Temer mas recomendou a continuidade dos trabalhos em relação a Marcelo de Azeredo na Justiça Federal.

O inquérito voltou à primeira instância e ganhou o número 2004.61.81.001582-7. Prosseguiu na 4ª Vara Criminal Federal, em São Paulo.

De acordo com a página do TRF3, consta como arquivado em Segredo de Justiça na secretaria da 6ª Vara Criminal Federal.

Por alguma razão, a página do STF não dá informações sobre o Inquérito 3105, que cogitou investigar Temer. A pesquisa pelo número retorna com um “inexistente”.

É impossível obter mais detalhes do que aqueles que a própria Érika ofereceu à Justiça e foram publicados à época pela revista Veja e outros órgãos de imprensa.

Isso não significa que os problemas de Michel Temer com a Justiça acabaram.

Segundo o TRE de São Paulo, o presidente interino está oficialmente inelegível por ter feito contribuições de campanha em 2014 acima do valor permitido (10% da renda no ano anterior).

O Viomundo retratou, na Galeria dos Hipócritas, um dos deputados que receberam ajuda de Temer oficialmente: o gaúcho Alceu “tem que chover na minha horta, neguinho” Moreira, apelidado de Tico Butico.

Temer também foi mencionado numa troca de mensagens entre Eduardo Cunha e José Aldemário Pinheiro, o Léo Pinheiro, da empreiteira OAS.

Na conversa digital, Cunha reclama que Pinheiro repassou R$ 5 milhões a Temer mas deixou outras pessoas da “turma” esperando.

Do grupo, segundo o procurador-geral Rodrigo Janot, fariam parte os hoje ministros Henrique Eduardo Alves e Geddel Vieira Lima.

A assessoria de Temer confirma que a OAS fez contribuição oficial de R$ 5,2 milhões ao PMDB em cinco parcelas. Porém, o PGR interpretou as mensagens como indicativas de um suborno pago em parcela única.

Além disso, contra Temer pesa uma possível delação premiada de José Antonio Sobrinho, dono da Engevix.

A procuradores, o empreiteiro disse que a indicação do presidente da Eletronuclear, almirante Othon Pinheiro, acusado de receber propinas em contratos da empresa, foi feita por Michel Temer.

Sobrinho revelou que esteve no escritório político de Temer em São Paulo na companhia de Lima e que pagou ao coronel aposentado R$ 1 milhão em suborno por contratos de sua empresa junto à Eletronuclear.

Com o escândalo em torno da Operação Lava Jato, Lima teria procurado Sobrinho para devolver o dinheiro.

A revista Época, em reportagem que tratou da possível delação do dono da Engevix  — comprometendo Michel Temer, Renan Calheiros, Erenice Guerra e a campanha de Dilma Rousseff –, descreveu assim o “amigo de Temer”:

O AMIGO DO TEMER
Em 2009, a pequena Argeplan, empresa paulistana de arquitetura e engenharia, ganhou um belo contrato. Por R$ 232 mil, iria reformar o forro da biblioteca do Tribunal de Justiça de São Paulo. A sede da empresa é uma casa de dois andares numa viela residencial da Vila Madalena, na capital, onde não há letreiro. A Argeplan é “especializada em obras públicas no Estado de São Paulo”, conforme revela seu próprio portfólio na internet. É comandada por dois sócios: o arquiteto Carlos Alberto da Costa e o coronel da Polícia Militar João Baptista Lima Filho, ambos septuagenários. João Baptista, que todos conhecem somente como Lima, obteve diploma de arquiteto depois de se aposentar da corporação.

Três anos depois, enquanto acabava a reforma na biblioteca do Tribunal de São Paulo, a Argeplan obteve um contrato melhor. Em maio de 2012, venceu, por R$ 162 milhões, uma licitação internacional da estatal Eletronuclear, para serviços altamente especializados de eletromecânica na usina nuclear de Angra 3. A empresa do coronel Lima não obteve sozinha o contrato. Entrou num consórcio com a finlandesa AF, que criou uma filial no Brasil para participar da licitação. Segundo documentos obtidos por ÉPOCA, Lima também é sócio dessa empresa.

Como a empresinha do coronel Lima conseguiu tamanho contrato? Em sua proposta de delação, Antunes afirma que a Argeplan é uma empresa ligada ao vice-presidente Michel Temer. Segundo Antunes, o coronel Lima “é a pessoa de total confiança de Michel Temer”. Aos 74 anos, Lima é do círculo próximo de Temer desde os tempos em que o vice assumiu cargos de alto escalão no governo de Franco Montoro, em São Paulo.

Lima também é próximo do almirante Othon Pinheiro, presidente da Eletronuclear nos governos Lula e Dilma, que foi preso na Lava Jato, acusado de corrupção nos contratos de Angra 3. Segundo dois chefes do PMDB e um lobista do partido, o almirante foi indicado por Temer e pelos senadores do PMDB – Temer nega ter feito a indicação.

Consta da proposta de delação de Antunes que “Lima foi diretamente responsável pela indicação de Othon junto a Michel Temer, e por sua manutenção no cargo de presidente da Eletronuclear”. O delator disse ainda ter ouvido de Lima que a manutenção de Othon na presidência da empresa estava diretamente associada a “resultados”.

Antunes disse que foi procurado pelo coronel Lima para entrar no contrato de Angra 3. A empresa de Lima, afinal, não tinha quaisquer condições de executar os serviços. Antunes topou e foi subcontratado pelo consórcio AF/Argeplan, criado, segundo ele e documentos comerciais, por Lima e pessoas ligadas ao almirante Othon.

Antunes afirma que “entre as condições para que Othon fosse mantido no cargo, estava a de ajudar Lima nesse contrato e em outros futuros, de modo que a Argeplan/AF e mesmo a Engevix se posicionassem bem nos futuros projetos nucleares”.

Fontes da Engevix ouvidas por ÉPOCA garantem, contudo, que, apesar de integrar o consórcio, a AF Consult do Brasil não realizou nenhuma obra em Angra 3, e que sua participação no contrato jamais foi explicada pela direção da empresa.

Antunes afirmou ainda, em sua proposta de delação, que esteve por duas vezes no escritório de Michel Temer em São Paulo, acompanhado de Lima, “tratando de assuntos, incluindo a Eletronuclear”. Diz que foi cobrado por Lima, que dizia agir em nome de Temer, a fazer um pagamento de R$ 1 milhão.

Esse dinheiro, segundo Antunes, iria para a campanha do peemedebista em 2014. Antunes disse aos procuradores que fez o pagamento por fora, por intermédio de uma fornecedora da Engevix. Segundo Antunes, a Lava Jato amedrontou Lima. Antunes diz que Lima o procurou no ano passado, para propor a devolução do dinheiro. Antunes diz que não topou.

Não é a primeira vez que Lima surge na Lava Jato. O nome do coronel é citado em uma troca de e-mails de Antunes sobre o contrato Eletromecânico 1 de Angra 3, justamente o que foi firmado pela Engevix, com participação da Argeplan. Lima e sua empresa também aparecem em interceptações telefônicas do almirante Othon Pinheiro.

Em 7 de julho de 2015, Lima perguntou se Othon teria previsão de ir a São Paulo para um encontro. Num diálogo que denotava subordinação de Othon a Lima, o almirante dizia que não tinha previsão, porém poderia rapidamente organizar a viagem para segunda-feira, menos de uma semana depois da ligação.

“Segunda-feira, se o senhor vier aqui, a gente precisava ter uma conversa. Tem de tomar uma providência aí que… eu acho que tá chegando no ponto que vai culminar naquele tema”, diz Lima na gravação.

Procurado, Temer disse conhecer Lima há mais de 30 anos. Também afirmou que recebeu Antunes e Lima em seu escritório em São Paulo, mas que o encontro foi para falar sobre o Porto de Rio Grande, obra tocada pela Engevix.

Temer não revelou em maiores detalhes o teor da conversa. Disse apenas que os pleitos do empreiteiro não foram atendidos. Afirmou que não ajudou a indicar o almirante Othon para o cargo, que não tinha qualquer influência na Eletronuclear e que não autorizou ninguém a buscar recursos ilícitos em nome dele.

O almirante Othon disse que só se pronunciaria em juízo. A Eletrobras, que tem se pronunciado sobre questões envolvendo a Eletronuclear, não retornou o pedido de informação até o fechamento da reportagem.
O caso que envolve o dono da Engevix e a Eletronuclear foi o único desmembrado até agora pelo STF. Ficou fora da Lava Jato e, portanto, das mãos do juiz Sérgio Moro.

A investigação corre no Rio de Janeiro, sede da Eletronuclear. A delação de José Antonio Sobrinho ainda não foi homologada.

Será que, por envolver o agora presidente interino, terá o mesmo destino do inquérito sobre as supostas propinas no porto de Santos?

*É repórter investigativo com 20 anos de experiência, contratado pelos leitores do Viomundo para produzir a Galeria dos Hipócritas.



Conheça os benefícios da mandioca para a saúde

13 de Junho de 2016, 10:20, por Blog do Arretadinho

A mandioca é uma ótima fonte de energia para antes do treino.
A Manihot esculenta (nome científico) apresenta uma grande concentração de fibras, vitaminas e outros nutrientes, responsáveis pelo fortalecimento e proteção do organismo contra doenças
Base para vários tipos de dietas e incontáveis pratos de comida, a mandioca é uma das fontes mais ricas de hidratos de carbono (reconhecidamente, a terceira maior do mundo).

Adaptada a climas tropicais e temperaturas mais quentes, tem seu cultivo concentrado na África, Ásia e América do Sul. Conhecida como uma excelente fonte de carboidratos, na mandioca – também conhecida como aipim e macaxeira – se concentra grande quantidade de vitaminas, cobre, magnésio e manganês.

Ao contrário do que muita gente pensa, a mandioca não é um legume ou verdura, mas sim um tubérculo (isto é, uma raiz de casca rugosa), assim como a batata, a beterraba e outros alimentos. Um dos principais benefícios do alimento, que o torna presente na mesa de almoço, é o fato de que a dieta de mandioca é uma das mais eficientes para pessoas que procuram por receitas de emagrecimento e é uma ótima fonte de energia para períodos pré-treinos.

Muito mais do que um simples ingrediente que compõe diversas receitas culinárias, este tubérculo é também responsável por gerar grandes consequências positivas a saúde. Para descobrir tudo aquilo que o seu corpo pode ganhar em sua alimentação, conheça abaixo alguns dos principais benefícios da mandioca para a saúde:

- Fortalecimento do sistema imunológico
- Redução da frequência de enxaqueca
- Auxílio o combate ao estresse
- Ajuda na manutenção da saúde da pele e dos cabelos
- Auxílio no tratamento de doenças cardiovasculares
- Proteção contra doenças cardíacas
- Retardamento do envelhecimento do organismo
- Proteção contra a osteoporose
- Regulamentação dos movimentos intestinais
- Redução dos riscos de diabetes Tipo 2 (mellitus não-insulino-dependente)
- Alívio da Hipertensão (Alta Pressão Sanguínea)
- Proteção contra o Alzheimer
- Alívio da Tensão Pré-Menstrual (TPM)
- Prevenção de crises de epilepsia
- Prevenção de Alopecia (calvície) não-genética

fonte pensamentoverde.com.br