Maranhão muda de ideia e revoga anulação do impeachment
10 de Maio de 2016, 11:32![]() |
| Deputado desiste de anulação do processo de impeachment horas depois de conceder coletiva J. Batista / Agência Câmara |
Por: Christiane Peres
Após pressão, presidente interino da Câmara decide revogar anulação das sessões no Plenário da Câmara que decidiram pela aprovação da abertura do impeachment de Dilma Rousseff.
O presidente em exercício da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), revogou, no fim da noite de segunda-feira (9), a decisão tomada anteriormente, que anulava a sessão da Câmara, que autorizou a abertura do processo de impeachment contra a presidenta da República, Dilma Rousseff.
Desde que anunciou a decisão, o parlamentar começou a sofrer pressão de todos os lados. Uma delas foi do próprio partido, que ameaçou expulsá-lo da legenda, caso levasse adiante a anulação.
Para a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), Dilma acertou ao pedir cautela na comemoração da decisão de Maranhão. A presidenta afirmou que era preciso entender o que estava por trás do anúncio.
“Dilma acertou: manhas e artimanhas! O interino perdeu uma grande oportunidade. Renan rendeu-se aos golpistas. Não têm firmeza política e se deixaram vencer pelas pressões”, afirma.
Chico Lopes (PCdoB-CE) acredita que a nova decisão do presidente interino reforça a tese do golpe em curso no país. “A nova decisão do deputado Waldir Maranhão demonstra mais ainda as pressões e as ilegalidades para aprovar o impeachment. Mostra a fragilidade e a pressão que sofrem aqueles que ousam questionar esse processo de golpe, inclusive sendo massacrados pela mídia. Quando impera a pressão e a chantagem, a verdade dos fatos e a argumentação jurídica são jogadas na lata do lixo e a Constituição é rasgada de vez", declara o parlamentar.
Temer quer privatizar a CEF
10 de Maio de 2016, 10:23Temer mira a Caixa; Abertura de capital será realizada em até 24 meses
A edição dessa terça-feira (10) do impresso Estado de S. Paulo (Estadão) estampa mais uma manchete que sinaliza para o desmatelamento de um projeto em construção. O pretenso presidente Michel Temer mira na Caixa Econômica Federal e sinaliza que abertura de capital do estatal é o caminho desenhado para os próximos dois anos.
De acordo com a equipe de Temer, o banco precisa sofrer uma espécie de saneamento operacional, com a privatização de três áreas: seguros, loterias e cartões. O já indicado por Temer para novo presidente, Gilberto Occhi, aponta em seus discursos que tais procedimentos serão fundamentais para que a instituição volte a se concentrar na atividade bancária.
Temer já sinalizou que haverá uma operação "pente fino” na Caixa, especialmente na questão dos subsídios. É bom lembrar que a Caixa é o principal financiador do Minha Casa, Minha Vida e do Bolsa Família.
A equipe de Temer indica que para a abertura de capital será preciso rever o preço que o banco estatal cobra pelos serviços prestados ao governo federal, como a administração de fundos (como o FGTS) e o pagamento de benefícios, incluindo o Bolsa Família. Feito isso, em seis e nove meses, já se desenharia um “novo banco”.
É interessante destacar que ao deixar de ser uma empresa estatal integral e passando a ter parte do capital entregue a investidores privados, o país sofrerá grande impacto político e econômico, sobretudo em programas estruturantes que estão em curso desde 2004.
Conselhão da privatização
Para a façanha de privatizar tudo que for possível, o loteador Michel Temer irá criar um conselhão às avessas. As Concessões, privatizações e parcerias público-privadas vão estar sob responsabilidade de um grupo técnico vinculado à Presidência da República, que deverá ser chefiado por Wellington Moreira Franco.
O grupo técnico será responsável por qualquer tipo de privatização ou até mesmo PPPs, mesmo que de outras áreas, como saúde e educação. E terá o objetivo de sinalizar ao mercado a intenção do governo de realizar tudo que for possível para garantir ganhos.
Funte Portal CTB - Joanne Mota, com informações do jornal Estado de S. Paulo
Protestos contra impeachment fecham rodovias em 9 estados e em Brasília
10 de Maio de 2016, 10:18![]() |
| Ato em SP contra o impeachment/Foto Ravena Rosa-Agência Brasil |
Com pneus queimados, faixas e cartazes contrários ao processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, manifestantes bloquearam nesta terça-feira (10) rodovias em pelo menos cinco estados e no Distrito Federal e também em vias importantes das duas maiores cidades do país – Rio de Janeiro e São Paulo.
No Rio, usando faixas em que se lia “não vai ter golpe” os manifestantes bloquearam a rodovia Rio-Santos, na altura de Itaguaí. Mais cedo, a via Dutra, que liga o Rio a São Paulo, também chegou a ser interditada, mas foi liberada, de acordo com informações do Centro de Operações da prefeitura carioca.
Em São Paulo, os manifestantes interditaram logo cedo duas das principais vias expressa da região metropolitana.
Golpe
Um outro grupo com faixas chamando o processo de impedimento da presidenta de “golpe” interdita neste momento a rua Evandro Carlos de Andrade, no sentido centro, em frente à sede paulista da Rede Globo. Os participantes do protesto acusam a emissora de parcialidade na cobertura do impeachment.
Em Brasília, foram bloqueadas com pneus queimados as rodovias BR-070 (Brasília-Mato Grosso), na altura do km 18, perto de Águas Lindas, e a BR-020 (Brasília-Salvador), na altura do km 17. Ambos os protestos foram encabeçados pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Eles reivindicam também a reforma agrária, além da suspensão do processo de impeachment de Dilma.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), manifestantes - ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) e ao MST - bloquearam também a BR-101, na altura do km 83, em Pernambuco. No Amazonas, foi interditada a BR-174, na altura da cidade de Presidente Figueiredo. Na Paraíba, foi fechada BR-230, em Bayeux, enquanto que na Bahia os manifestantes da CUT interditaram a BR-324, em Feira de Santana.
Os manifestantes contrários ao afastamento de Dilma fecharam também a BR-262, em Viana, no Espírito Santo. No Rio Grande do Sul, o acesso a Porto Alegre ficou interditado devido a um protesto na BR-290.
Ontem, a CUT divulgou nota em que anunciava um dia nacional de mobilizações e paralisações para hoje. Segundo o texto, seriam realizados atos em todos os estados, incluindo o fechamento de rodovias, passeatas e ocupações de escolas e universidades.
da Agência Brasil
De gravata borboleta, ambulante ganha a vida vendendo água no semáforo
10 de Maio de 2016, 10:06![]() |
| FELIPE MENEZES/METRÓPOLES |
Pedro Henrique Santiago vai às ruas elegante e aposta na simpatia para conquistar clientes perto da Rodoviária do Plano Piloto.
Estratégia tem dado resultado, e ele já sonha em abrir um negócio
“Boa tarde, senhora; boa tarde, senhor. Aceita uma água bem gelada por apenas R$ 2?” Quem passa no semáforo do Eixo Monumental perto da Rodoviária, no sentido Esplanada, é recebido dessa maneira por Pedro Henrique Santiago, de 27 anos.
A história poderia ser a de mais um ambulante tentando ganhar a vida no centro de Brasília. Mas o vendedor, nesse caso, veste camisa social e gravata borboleta, com um chapéu estilo fedora na cabeça. Entretanto, o acessório imprescindível é a simpatia, principal estratégia para conquistar os clientes.
Eu morava em Florianópolis e vim para cá há menos de um ano. Arrumei uns bicos de ajudante de mecânico, servente de pedreiro e de garçom, até que tudo acabou e eu fui vender água no semáforo. No primeiro dia, só vendi 24 garrafas e lucrei pouco. Então, fui dar uma volta no shopping e pedi uma água, mas custava R$ 4,90, e dispensei. Sentei no banco perto da lanchonete e fiquei observando. O garçom vinha com uma bandeja, todo elegante, tratava o povo bem e tinha um monte de gente comprando, mesmo a água sendo tão cara. Aí, pensei: ‘Se eu fizer isso, será que consigo vender mais?’. No primeiro dia com a roupa social, vendi o dobro: 48 garrafas"Pedro Henrique, vendedor
O sucesso do “empresário das ruas” também está no cardápio variado. “Além da água normal, eu tenho água com gás, refrigerante e suco. Tenho umas balinhas também e umas gomas de mascar que as crianças sempre gostam”, conta. Atualmente, Pedro Henrique vende cerca de 60 garrafas de água por dia, sem contar as outras bebidas, que fazem com que o número de itens ultrapasse os 100. “Eu já fiz teatro e fui garçom. Aposto na apresentação, na educação e na boa postura. A bandeja tem gelo, guardanapo. Tudo para agradar o cliente.”
“Depois que eu vim aqui para esse ponto, há três meses, apareceram alguns concorrentes e eles estão vendendo água por R$ 1. Mas eu não vou abaixar o meu preço, né? Já tenho os meus clientes, que passam aqui só para me ver e que compram só porque eu estou vestido assim. O povo no carro com ar condicionado gosta disso. Tenho água com gás só por causa de uns três clientes que gostam”, declarou o ambulante. Mas o trabalho não é fácil. A roupa quente sob o sol forte se somam às buzinadas quando ele está na frente de um carro quando o sinal abre. A resposta aos apressadinhos é um sorriso e um pedido de desculpas.
“Para sair daqui, só se for um emprego bom demais. Aqui eu faço meu horário, uso minha criatividade, tenho a liberdade de inovar e fazer o que quero. Já trabalhei em lugares em que toda vez que eu ia sugerir algo para o meu chefe, ele não deixava. Quero isso mais não”, desabafa. E, para o futuro, ele já tem grandes planos. “Assisti a umas palestras na internet sobre administração e gostei. Acho que estou no caminho certo. Por isso, comecei um cursinho pré-vestibular para ver se consigo entrar numa faculdade.”
Ainda na informalidade, o ambulante também sonha em, um dia, abrir um bar. Para isso, junta o dinheiro que ganha nas ruas e tenta se manter bem informado por meio da internet. Entre um sinal verde e um amarelo nesta terça-feira (9), quer ler sobre a própria história publicada no Metrópoles. “Você pode mandar o link da matéria para o meu e-mail ou pleo WhatsApp?”, questionou. Claro, Pedro Henrique. O link já está no seu smartphone.
do Portal Metrópoles
Comissão examina mudanças no adicional de insalubridade pago ao trabalhador
10 de Maio de 2016, 9:55![]() |
| Senador Vicentinho Alves é o relator do projeto na CAS Roque de Sá/Agência Senado |
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) deve votar nesta quarta-feira (11), o projeto (PLS 294/2008) do senador Paulo Paim (PT-RS), modificado pelo relatório do senador Vicentinho Alves (PR-TO), que altera as regras do adicional de insalubridade, definidas pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
O projeto em análise prevê que esse adicional incida sobre um valor base de R$ 950, atualizado todo ano pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
O adicional de insalubridade é um direito concedido a trabalhadores que são expostos a agentes nocivos à saúde. Há três graus: mínimo, que dá adicional de 10%, médio (20%) e máximo (40%). Não há entendimento jurídico, no entanto, sobre a base de cálculo a ser usada para o adicional: se sobre o salário mínimo, sobre o salário-base, sobre o piso da categoria ou sobre a remuneração total.
O senador Paim vê a necessidade de uma norma para essa questão.
— Se, de um lado, o adicional de insalubridade não pode mais ter seu valor indexado ao salário mínimo, de outro, não temos mais, em nosso ordenamento jurídico, regra que estabeleça a base de cálculo para viabilizar o seu pagamento — reforçou o senador.
Este projeto será analisado de forma terminativa pela CAS, e se, aprovado sem emendas, poderá ser encaminhado diretamente à Câmara dos Deputados.
da Agência Senado




