Gilmar mandou encanar Moro!
23 de Março de 2016, 7:24![]() |
| Do navegante José, no C Af |
Brito sensacional: Gilmar mandou encanar Moro!Juizeco absolutista, acima da própria Justiça !
Esse Fernando Brito ... a Paula Marinho, também amiga do Azenha, esse Fernando Brito... a Paula Marinho já ouviu falar dele.
por PHA, no Conversa Afiada
Mendes, sobre Moro, em 2010: “irroga-se de autoridade ímpar, absolutista, acima da própria Justiça”
A dica me vem da ótima matéria da BBC, onde Gilmar Mendes explica como simples casualidade sua animada conversa de restaurante com José Serra e Armínio Fraga pouco antes de começar a bloquear a nomeação de Lula. E de um julgamento de um habeas corpus que relata as arbitrariedades do juiz Sérgio Moro quando ainda não era o “herói do golpe” e a turma acusada era do Paraná, alguns com ligações com o Dem de Jaime Lerner.
Não preciso acrescentar mais uma palavra uso as de Gilmar, que pediu vistas no processo relatado por Eros Grau, já avisando a razão:
É de afirmar, e o Tribunal tem-se manifestado várias vezes em relação a essa questão, que o juiz é órgão de controle no processo criminal. Tem uma função específica. Ele não é sócio do Ministério Público e, muito menos, membro da Polícia Federal, do órgão investigador, no desfecho da investigação. De modo que peço vista dos autos para melhor exame.
E, depois de examinar os autos, o julgamento que faz sobre as atitudes de Moro:
“questiona-se neste writ (habeas corpus) a atuação de SÉRGIO FERNANDO MORO, Juiz Federal titular da 2ª Vara Federal Criminal de Curitiba PR, na condução do processo n. 2004.70.00.012219-8, processo no qual é imputada ao paciente a prática de crimes contra o sistema financeiro nacional, crimes tipificados na Lei n. 7.492/86.”(…)
A questão, portanto, cinge-se a verificar se o conjunto de decisões revela atuação parcial do magistrado.
E, reafirmo, impressionou-me o contexto fático descrito na inicial do presente habeas corpus, pois, objetiva e didaticamente, logrou narrar e destacar excertos das decisões proferidas pelo magistrado excepto, desenhando um quadro deveras incomum.
Incomum porque não me parece razoável admitir que, em causas que versem sobre crimes não violentos, por mais graves e repugnantes que sejam, se justifiquem repetidos decretos de prisão, salvo, evidentemente, circunstâncias extraordinárias, pois reiteradamente esta Corte tem assentado o caráter excepcional da prisão antecipada:
“A prisão preventiva não pode – e não deve – ser utilizada, pelo Poder Público, como instrumento de punição antecipada daquele a quem se imputou a prática do delito, pois, no sistema jurídico brasileiro, fundado em bases democráticas, prevalece o princípio da liberdade, incompatível com punições em processo e inconciliável com condenações sem defesa prévia” (HC 93.883, rel. Min. Celso de Mello).
Atípico, também, pelo fato de os decretos de prisão, submetidos à reexame das instâncias superiores, terem sido, em sua maioria, não confirmados, autorizando, assim, o juízo crítico lançado pelos impetrantes.
Já tive a oportunidade de me manifestar acerca de situações em que se vislumbra resistência ou inconformismo do magistrado, quando contrariado por uma decisão de instância superior. Em atuação de inequívoco desserviço e desrespeito ao sistema jurisdicional e ao Estado de Direito, o juiz irroga-se de autoridade ímpar, absolutista, acima da própria Justiça, conduzindo o processo ao seu livre arbítrio, bradando sua independência funcional.
Ora, quando se cogita de independência, essa deve ser havida como:
“expressão da atitude do juiz em face de influências provenientes do sistema e do governo. Permite-lhe tomar não apenas decisões contrárias a interesses do governo – quando o exijam a Constituição e a lei – mas também impopulares, que a imprensa e a opinião pública não gostariam que fossem adotadas. A vinculação do juiz à ética da legalidade algumas vezes o coloca sob forte pressão dos que supõem que todos são culpados até prova em contrário”. (Ministro Eros Grau, HC 95.009).
Chega? Não, Gilmar Mendes diz mais de Moro:
Destaco, ainda, o seguinte excerto da lavra do Min. Eros Grau:
“(…) a independência do juiz criminal impõe sua cabal desvinculação da atividade investigatória e do combate ativo do crime, na teoria e na prática.
O resultado dessa perversa vinculação não tarda a mostrar-se, a partir dela, a pretexto de implantar-se a ordem, instalando-se pura anarquia. Dada a suposta violação da lei, nenhuma outra lei poderia ser invocada para regrar o comportamento do Estado na repressão dessa violação. Contra ‘bandidos’ o Estado e seus agentes atuam como se bandidos fossem, à margem da lei, fazendo mossa da Constituição. E tudo com a participação do juiz, ante a crença generalizada de que qualquer violência é legítima se praticada em decorrência de uma ordem judicial. Juízes que se pretendem versados na teoria e na prática do combate ao crime, juízes que arrogam a si a responsabilidade por operações policiais transformam a Constituição em um punhado de palavras bonitas rabiscadas em um pedaço de papel sem utilidade prática, como diz Ferrajoli. Ou em papel pintado com tinta; uma coisa que está indistinta a distinção entre nada e coisa nenhuma, qual nos versos de Fernando Pessoa”.
Penso que não pode ser diferente o papel desta Corte e de nós juízes, pois é inaceitável, sob qualquer fundamento ou crença, tergiversar com o Estado de Direito, com a liberdade do cidadão e com os postulados do devido processo legal.
Como já se disse: “decidir com isenção, não dar abrigo ao ódio, não decidir com facciosidade, não ser tendencioso, superar as próprias paixões, julgar com humildade, ponderação e sabedoria, são virtudes essenciais ao magistrado” (Júlio Fabbrini Mirabete, Processo Penal, Atlas, 2000, p. 326).
E, embora não defenda o afastamento de Moro do processo, é claro ao sugerir sua punição disciplinar pelo Conselho Nacional de Justiça:
Conquanto censuráveis os excessos cometidos pelo magistrado, não vislumbro, propriamente, causa de impedimento ou suspeição; não se mostram denotativos de interesse pessoal do magistrado ou de inimizade com a parte. Ao meu sentir, os excessos cometidos, eventualmente, podem caracterizar infração disciplinar, com reflexos administrativos no âmbito do controle da Corregedoria Regional e/ou do Conselho Nacional de Justiça, não o afastamento do magistrado do processo.
E, adiante, o reitera:
Eu estou pedindo que se encaminhe à Corregedoria Regional da Justiça Federal da 4ª Região e à Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça.
Esses são fatos gravíssimos. Por exemplo, monitoramento de advogados.
Ou seja, Gilmar Mendes pede punição a Moro por monitorar advogados, o que aliás fez com o advogado de Lula. O que dirá, então, monitorar a Presidenta da República?
Se Gilmar Mendes não mudasse de discurso conforme a qualidade do freguês eu não teria dúvidas de recomendá-lo como advogado a Lula.
Nunca antes, na história deste país, alguém traçou tão bem um perfil de Sérgio Moro.
Pena que não tenha um jornaleco destes que se acham imenso para escrever sobre isso e perguntar ao Dr. Mendes se alguém mudou, ou ele ou Sérgio Moro.
PS. Quem, como eu, está tão de boca aberta que acha que não pode ser verdade, o acórdão do HC 95518 / PR está todinho aqui para você conferir.
Flavio Dino em defesa da democracia
22 de Março de 2016, 17:04Íntegra do discurso do governador Flávio Dino (PCdoB) durante o Encontro com Juristas pela Legalidade e em Defesa da Democracia, no Palácio do Planalto.
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Íntegra do discurso do governador Flávio Dino (PCdoB) durante o Encontro com Juristas pela Legalidade e em Defesa da Democracia, no Palácio do Planalto.#EquipeFD
Publicado por Flávio Dino em Terça, 22 de março de 2016
Sara Winter e a carência disfarçada de ideologia
22 de Março de 2016, 5:00por Natali Macedo, no Diário do Centro do Mundo
Nos últimos tempos, Sara Winter tem conseguido uma porcentagem ínfima da atenção que sempre buscou.
Após declarar-se abertamente ex-feminista, tem ganhado alguns confetes por parte da mídia direitista e outras poucas problematizações em fóruns e blogs feministas. Talvez o sonho dela tenha passado a se desenhar diante de seus olhos, mas ainda assim ela é digna de piedade.
Ao que tudo indica, Sara foi nazista. Sarah Winter, a socialite inglesa que inspirou o nome artístico da “ex-feminista” brasileira, era membro da União Britânica de Fascistas.
Fiel ao personagem que criara, a Sara Winter brasileira criticava a Marcha das Vadias e dizia que mulheres não deveriam sair de casa com roupas de puta e que as feministas brasileiras só queriam notoriedade.
Um ano depois, sem êxito nas suas tentativas sucessivas de tornar-se referência no que quer que fosse, Sarah tentou outra vez: criou o Femen Brasil, uma cópia mal feita do Femen Ucrânia — que é um grupo que sequer se assume como feminista e que, segundo o que se descobriu depois, foi criado por um homem — e passou a fazer protestos nas ruas.
Sobre o Femen Brasil convém que façamos um parêntese necessário: trata-se de um grupo que jamais foi aceito pelas feministas (nem as brasileiras, nem as ucranianas, nem as de nenhum outro canto do mundo) por não contemplar ideias libertários, por procurar exaustivamente chamar a atenção da grande mídia e principalmente por compactuar com uma ideologia fascista e sexista. Por isso, e também pela história do Femen Ucrânia, já conhecida pelas feministas brasileiras, nem o Femen Brasil e nem a sua criadora foram aceitos no país.
O grupo continuou a fazer protestos em nome do feminismo, mas, curiosamente, sem o apoio das feministas. Suas bandeiras não nos contemplavam.
Sara viu-se perdida no limbo terrível entre sua decisão de abandonar o nazismo e a não-aceitação da sua pseudo-ideologia pelos grupos feministas brasileiros. Toda a sua imensa vontade de ser vista como defensora de algum ideal, qualquer que fosse, estava condenada à frustração.
E quanto a esta não-aceitação de Sara Winter — ex-nazista e agora ex-feminista — nos grupos feministas, convém que façamos outro parêntese: o feminismo não rechaça mulheres. Sara Winter não foi limada, foi a sua pseudo-ideologia do espetáculo, que não contempla o verdadeiro feminismo.
Sara precisava de um pouco de atenção, mas jamais a conseguiu nos grupos nos quais tentou se infiltrar. O fato é que Sara Winter nunca teve uma causa: nem a nazista, nem a feminista. O que sempre a moveu foi o desejo de liderar algo, de propagar algo, de preencher-se com qualquer coisa que a tornasse admirável ou, no mínimo, notável. Com o nazismo não deu. Com o feminismo também não. Como disse Lola, do Escreva, Lola, escreva, feministas não ganham confetes, ganham ameaças.
Sara percebeu isso, e sua grande ideia para chamar a atenção do país inteiro de uma vez por todas foi tornar-se uma “ex-feminista”. Acontece que não se pode sair de um movimento no qual não se tenha entrado, e Sara, assim como o grupo Femen, jamais foi contemplada pelo feminismo brasileiro. Ela jamais nos conheceu porque não era esse o seu interesse: ela estava mais interessada em criar um grupo pseudofeminista com ideias fascistas e chamar a atenção da grande mídia, deturpando o movimento feminista pacífico que se tem construído no Brasil.
Hoje, endossada por ídolos da direita como Bolsonaro, Olavo de Carvalho e Marisa Lobo — psicóloga cristã que pregou a “cura gay” –, ela profere absurdos sobre o movimento do qual jamais fez parte.
Sara Winter é a prova irrefutável de que a carência disfarçada de ideologia não é só patética: ela pode ser também nociva e doentia.
Gilmar se autonomeia Presidente do Supremo e “decreta feriado” até prenderem Lula
22 de Março de 2016, 4:30Moro faz o “serviço”. Gilmar Mendes o abençoa. E, In hoc signo vinces , Eduardo Cunha leva avante o impeachment da “moralidade”.
POR FERNANDO BRITO, no Tijolaço
Agora há pouco. informa o Estadão, Mendes afirmou em entrevista à Rádio Jovem Pan, que “sua decisão de suspender a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a Casa Civil do governo Dilma Rousseff, devolvendo dessa forma as investigações contra o petista para o juiz de 1ª instância Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, não deverá ser apreciada pela corte antes da Semana Santa, em razão do feriado da Páscoa”.
“Depois da Semana Santa é que essa questão será tratada pelo Supremo”, disse o ministro, numa referência ao habeas corpus impetrado ontem, 20, pelos advogados de Lula, para derrubar a decisão de Mendes.
Como o habeas corpus ainda não foi distribuído e o será a outro ministro que não Mendes – por razões óbvias, por é sua decisão que está sendo questionada – sua atitude é, de novo, invadir a competência do ministro ou ministra que for sorteado como relator do pedido.
Há um pedido de liminar que será ou não atendido dependendo do livre convencimento do ministro que o vier a relatar.
Se Gilmar Mendes, em menos de 48 horas, encontrou sustentação jurídica para atender ao pedido de suspensão da posse de Lula impetrado pela advogada que é diretora de sua empresa de ensino de Direito, porque outro ministro não poderia, em prazo igual, entender que há razões suficientes no pedido assinado por alguns dos maiores juristas brasileiros – para ficar em duas citações, apenas: Celso Bandeira de Mello e Fabio Konder Comparato ?
Ora, porque Gilmar Mendes não quer.
Quer dar tempo a que se escarafunchem papéis, que se conectem versões, que se arranjem argumentos e, afinal, Moro possa conduzir Lula à cadeia, ainda que seja por algumas horas, que lhe garantam a sagração no Jornal Nacional e mais um passo na destruição do homem que ele e Gilmar Mendes odeiam com todas as forças de sua pequenez moral.
Os ministros do Supremo foram reduzidos – para lembrar a frase do insuspeito Joaquim Barbosa – a “capangas lá do Mato Grosso”.
– Vocês fiquem quietos aí, não se metam, porque quem manda aqui sou eu. Até o Moro prender Lula é feriado. Vão para a praia e não me encham o saco.
Suas Excelências obedecerão e ficarão bem comportados diante de tanta prepotência?
Se ficarem, que o país siga no calvário, que as instituições lavem as mãos como Pilatos no Credo.
Lula precisa ser crucificado a qualquer preço.
Não reclamem do que vier depois, portanto.
Lutadora olímpica lamenta medalha furtada em SP
22 de Março de 2016, 4:00Lutadora olímpica lamenta medalha furtada em São Paulo: “era a mais importante”
A lutadora olímpica Laís Nunes, 23 anos, teve duas medalhas de competições internacionais furtadas na semana passada, no Terminal Rodoviário Tietê, em São Paulo, para onde tinha viajado para rever amigos e buscar documentos.
A atleta contou que deixou a bolsa em cima de uma mesa enquanto comprava um sanduíche, a menos de dois metros de distância. Quando voltou, não estava mais lá.
Na bolsa havia documentos, computador, celular, um HD externo com o acervo pessoal de fotos da atleta e as duas medalhas internacionais que marcaram sua classificação para a Olimpíada do Rio 2016, conquistadas um mês atrás, nos Estados Unidos.
“Fiquei desesperada, e minha amiga também. Começamos a procurar no lixo e, depois de quase uma hora e meia rondando, a gente viu que não tinha mais jeito. Quem pegou já tinha ido", contou a lutadora, que usou as redes sociais para avisar amigos e seguidores do ocorrido e registrou o furto em uma delegacia.
A Agência Brasil procurou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo para pedir informações sobre o prosseguimento das investigações, mas não teve reposta até o fechamento desta reportagem.
Laís ainda tem esperança de que, com a repercussão do caso, alguém devolva pelo menos as medalhas: uma do Pan-Americano da modalidade, em que conquistou o ouro; e uma de prata do torneio pré-olímpico.
“O não a gente sempre tem, né? Estou esperançosa de que, de repente, Deus vai tocar no coração dessa pessoa, e ela vai se tocar de que não tem valor pra ela, e vai deixar em algum lugar, ou alguém pode achar, porque essa pessoa pode já ter jogado fora", diz a atleta, que reforça que o material da medalha não tem valor.
“São duas medalhas de acrílico que não têm valor nenhum, porque é tipo um plástico. Tem valor pra mim, porque isso não vai voltar mais. Agora essa classificação ficou só na minha memória, na minha lembrança. De todas as medalhas que eu tenho, para mim aquela é a mais importante, porque foi quando eu consegui a classificação olímpica.”
Além do prejuízo material e emocional, Laís também se queixa do transtorno para conseguir tirar a segunda via dos documentos. Sua programação anterior era já retomar o treinamento hoje no Rio de Janeiro, mas o dia teve que ser dedicado a retirar a segunda via de documentos.
"É a maior dificuldade para tirar os documentos. É muito complicado. Isso prejudicou o treinamento. Estou tentando resolver o mais rápido possível para dar continuidade e voltar a treinar e focar na Olimpíada.”
da Agência Brasil




