Banqueiros pedem união para apoiar Bolsonaro e suas reformas contra os trabalhadores
8 de Novembro de 2018, 15:08Banqueiros pedem união para apoiar Bolsonaro e suas reformas contra os trabalhadores
Os banqueiros Roberto Setúbal e Pedro Moreira Salles, donos do maior banco privado do Brasil, o Itaú-Unibanco, afirmam que "é preciso união para o Brasil virar a página", ou seja apoiar o governo eleito de Bolsonaro para aplicar as reformas e os ajustes para recompor a economia e fazer com que a classe trabalhadora pague pela crise
Redação Esquerda Diário
O Banco Itaú que fez campanha para o Bolsonaro, mandando relatório com os pontos positivos do programa de governo dele, destacando melhorias para econômica, com dicas de investimento e aplicações. Mas não cita seu verdadeiro interesse por trás de uma carta de apoio velado.
O Banco alega que não se trata de campanha ou defesa política a qualquer candidato, alegando a falácia de que o relatório não é de apoio e sim uma análise econômica da situação brasileira. É sabido por todo mundo que os bancos são ligados ao estado que por sua vez fornece benefício, isenções e melhores condições aos banqueiros, os bancos financiam as campanhas eleitorais e assim aumentam seus lucros em base a negociatas com os novos governos.
O entusiasmo do banco Itaú com a eleição do Bolsonaro é visto desde a campanha para angariar novos investidores, o Co-presidente do conselho de administração do Itaú, Roberto Setubal declarou que: “Passada a eleição, é virar essa página. Unir o país. Precisamos de um país que ande para a frente, com crescimento”.
Sem nenhuma critica ao plano de governo de Bolsonaro que busca recompor a economia fazendo a classe trabalhadora pagar pela crise, com a aprovação da reforma da previdência e outros ataques, o Itaú, aplaude de pé Bolsonaro, pois as medidas de ajustes, tornam os investimentos mais “seguros” e para Roberto Setubal, com o programa de Bolsonaro, “a Bolsa sobe e o dólar cai”, e assim os investidores tem mais segurança para aplicar seu dinheiro no país.
Tudo isso as custas da classe trabalhadora, pois os bancos assim como os empresários querem sinalizar ao mercado de que a crise econômica não será paga pelos capitalistas, que para eles não existe crise, basta investir, unificar o país e acreditar. Pois o novo governo deu a eles a segurança que vai retirar da classe trabalhadora para cobrir o rombo econômico criado por eles.
Para conseguir barrar os ataques, é preciso que o PT rompa seu imobilismo e convoque um verdadeiro e ofensivo plano de lutas contra Bolsonaro, o golpismo e as reformas. A estratégia eleitoral proposta pelo PT já se mostrou impotente para combater a extrema direita. Com a direção das maiores centrais sindicais e entidades estudantis da América Latina, o partido prefere apostar no parlamento ao invés de chamar assembleias, debates, atos, paralisações e greves. Por isso, é urgente que sejam organizados pela base comitês em cada local de estudo e trabalho, exigindo que a CUT, CTB e UNE acabem com sua paralisia, para que se levante uma grande força de trabalhadores e estudantes nas ruas, única forma de impor que sejam os capitalistas que paguem pela crise.
Polícia invade Quilombo Lemos em Porto Alegre e ameaça moradores
8 de Novembro de 2018, 12:00Segundo denúncias, na manhã desta quarta-feira (07) policiais da Brigada Militar fortemente armados invadiram o território do Quilombo Lemos em Porto Alegre e ameaçam os moradores do local neste momento. O quilombo é localizado na Avenida Padre Cacique número 1250 e é ocupado desde os anos 60.
A pedido do Asilo Padre Cacique o território foi invadido pela Brigada Militar para retirar moradores do local. Policiais mascarados estão no terreno ameaçando as pessoas, segundo denúncias.
Os moradores convocam sindicatos e movimentos sociais a se somar na luta pela garantia do território. Acompanhe ao vivo a transmissão realizada pela página do Quilombo:
fonte Esquerda Diário
"Escolha triste", diz editorial do New York Times sobre Bolsonaro
8 de Novembro de 2018, 10:51![]() |
| Ele sente saudade de generais e torturadores", afirma o jornal Carl de Souza/AF |
por Redação da Carta Capital
'A escolha é dos brasileiros, mas é triste para a democracia quando a desordem e a decepção abrem as portas para populistas cruéis e ofensivos'
O jornal norte-americano The New York Times, um dos periódicos mais respeitados do mundo, publicou nesta segunda-feira 22 um duro editorial classificando a opção por Jair Bolsonaro para a Presidência como "a escolha triste do Brasil". Ele, afirma o texto, é um brasileiro de direita que tem visões repulsivas.
Para o conselho editorial do jornal, que assina o texto, o ex-militar e deputado é o mais recente nome de uma longa lista de populistas que, diante de uma onda de descontentamento, frustração e desespero, pode alcançar o mais alto cargo em cada um de seus países. "Não surpreendentemente, ele é frequentemente descrito como um Donald Trump brasileiro", compara o texto.
O editorial afirma ainda que "é um dia triste para a democracia quando a desordem e a decepção levam eleitores à distração e abrem a porta para populistas ofensivos, rudes e agressivos". Para o jornal, Bolsonaro é um político de direita que tem "pontos de vista repulsivos".
Para comprovar sua visão, o jornal lembra declarações do candidato, como no episódio em que disse que preferia que seu filho morresse a ser homossexual; que a deputada Maria do Rosário, sua colega na Câmara, não merecia ser estuprada porque seria "muito feia"; que quilombolas pesavam "sete arrobas" e não faziam nada; que o aquecimento global equivale a “fábulas de estufa”. "Ele sente saudades dos generais e torturadores que governaram o Brasil por 20 anos. No próximo domingo, no segundo turno da eleição, provavelmente será eleito presidente do Brasil."
Por trás dessa perspectiva assustadora, há uma história que se tornou assustadoramente comum entre as democracias do mundo, contextualiza o editorial. "O Brasil está emergindo de uma de suas piores recessões de todos os tempos; a Operação Lava Jato revelou um grande esquema de corrupção; um ex-presidente popular, Luiz Inácio Lula da Silva, está preso por corrupção; sua sucessora, Dilma Rousseff, sofreu impeachment; seu sucessor, Michel Temer, está sob investigação; e a violência está crescimento. "Os brasileiros estão desesperados por mudanças", diagnostica o editorial.
Neste contexto, "as opiniões grosseiras de Bolsonaro são interpretadas como franqueza, sua carreira obscura como congressista como a promessa de um forasteiro que limpará os estábulos e sua promessa de um punho de ferro como esperança para conter uma média recorde de 175 homicídios", resume. "Cristão evangélico, ele prega uma mistura de conservadorismo social e liberalismo econômico, embora confesse apenas uma compreensão superficial da economia."
Para o NYT, se ele chegar ao Palácio do Planalto, um dos perdedores será o meio ambiente e, especificamente, a Amazônia, já que Bolsonaro prometeu desfazer muitas das proteções atuais para expandir áreas ao agronegócio brasileiro. "Ele levantou a perspectiva de se retirar do acordo climático de Paris, de desmantelar o Ministério do Meio Ambiente e impedir a criação de reservas indígenas - tudo isso em um país até recentemente elogiado por sua liderança na proteção do meio ambiente", afirma o texto.
O texto lembra, porém, que não foi somente a ideia de "boi, bíblia e bala" que trouxe Bolsonaro à tona. Lula continuou sendo um forte candidato apesar de estar preso desde abril, mas foi impedido, em agosto, de concorrer nas eleições, substituído por seu ex-ministro da Educação, Fernando Haddad. "Embora Haddad tenha sobrevivido ao primeiro turno, ele não conseguiu superar a associação do seu partido com a corrupção e a má administração, que alimentou a ideia de 'qualquer um menos o PT'".
Sobre Caixa 2 de Onyx, Moro disse: “Ele já admitiu e pediu desculpas”
7 de Novembro de 2018, 16:15Deputado do Rio Grande do Sul e nome confirmado para o primeiro escalão do governo de Jair Bolsonaro é réu confesso no uso de Caixa 2, o que parece não incomodar Sérgio Moro
Por Redação da Revista Fórum
O futuro ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, durante coletiva em Curitiba, demonstrou adotar de flexibilidade em seus critérios sobre a gravidade do uso de caixa 2, dependendo de quem é o protagonista da ação. Questionado por um jornalista sobre como ele se posiciona diante do fato de que Onyx Lorenzoni, escolhido para ser ministro da Casa Civil, é réu confesso dessa atividade ilícita, Moro respondeu: “Ele já admitiu e pediu desculpas”.
A afirmação vai de encontro ao discurso do juiz, sempre se posicionando, pelo menos na retórica, radicalmente contra a corrupção. Em 2017, o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS) assumiu ter recebido recursos de caixa 2 da JBS. O parlamentar e futuro ministro de Jair Bolsonaro foi citado na delação dos irmãos Joesley e Wesley Batista, como beneficiário de R$ 100 mil repassados pelo grupo.
.
Vale recordar que Moro, em 2017, durante palestra realizada na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, enquanto ainda dava as cartas na Operação Lava Jato, o juiz afirmou, de forma contundente: “Temos que falar a verdade, a Caixa 2 nas eleições é trapaça, é um crime contra a democracia. Corrupção em financiamento de campanha é pior que desvio de recursos para o enriquecimento ilícito”. Parece que o juiz Sérgio Moro não é tão incisivo quando se trata de aliados políticos.
Propina da JBS
Em uma tentativa de atenuar sua punição e não ser cassado, Onyx Lorenzoni concedeu entrevista à Rádio Gaúcha e assumiu publicamente ter recebido propina da JBS. O parlamentar, que pediu um “basta na roubalheira” em seu discurso na votação do impeachment de Dilma Rousseff (PT), confessou que ganhou R$ 100 mil em dinheiro vivo para sua campanha de 2014.
“Final da campanha, reta final, a gente cheio de dívidas com fornecedores, pessoas, eu usei o dinheiro. E a legislação brasileira não permite fazer a internalização desse recurso”, disse Onyx.
O parlamentar confessou ainda que não declarou o dinheiro para não ter que usar um laranja na prestação de contas. “Como faço? Pego o dinheiro de Caixa 2 e coloco onde? Não posso botar na minha conta e transferir. Vou arrumar uma empresa para assumir isso e arrumar uma laranja? Aí não, aí estou lavando dinheiro”, disse, como se receber recursos não declarados fosse menos pior do que se declarasse através de um terceiro.
Paradoxalmente, Onyx ficou conhecido por ser o relator do projeto “10 medidas contra a corrupção”. Sobre isso, ele afirmou: “Quando fui relator do projeto das 10 medidas eu briguei para criminalizar quem dá e quem recebe, com alta gravidade. Talvez ali eu estivesse tentando espiar o meu erro”.
Em 2014, teve sua candidatura financiada pelas duas grandes empresas da indústria armamentista brasileira, a Taurus e a CBC. São empresas que estão vendo suas ações no mercado dispararem com a escalada de Bolsonaro.
Farmácia de Alto Custo da 102 Sul está sem 13 remédios
7 de Novembro de 2018, 9:56Medicamentos em falta chegam a custar R$ 3 mil
A Farmácia do Componente Especializado (antiga Farmácia de Alto Custo) está sem ao menos 13 medicamentos. A informação consta em lista obtida pela reportagem do SindSaúde. A maior parte dos produtos com estoque zerado é de responsabilidade Secretaria de Saúde do Distrito Federal.
Entre os remédios que deveriam ter sido entregues pela SES, estão a Octreotida Pó Para Suspensão Injetável e Rituximabe Solução Injetável que custam, cada um, aproximadamente R$ 3 mil. Eles são usados, respectivamente, para o tratamento hormonal e do sistema imunológico.
Apenas dois medicamentos - Bimatoprosta Solução Oftálmica e Latanoprosta Solução Oftálmica– são repassados pelo Ministério da Saúde à farmácia. Ambos os produtos são usados para o tratamento oftalmológico e custam, cada um, cerca de R$ 50.
No mesmo documento também estão inclusos medicamentos com “estoque baixo” na farmácia da 102 Sul. São eles: Alfaepoetina Solução Injetável 10.000 UI, Azitromicina Comprimido 500mg, Ciclosporina Cápsula 25 MG, Colistimetato Sódico Pó Para Solução Inalatória e Injetável 1.000.000 UI Frasco, Pilocarpina Solução Oftálmica 2% Frasco Conta-Gotas 10 Ml, todos entregues pela SES e Lamivudina Solução Oral 10 MG/Ml Frasco 240 Ml, com repasse do Ministério da Saúde.
O SindSaúde entrou em contato com a Secretaria de Saúde do DF e com o Ministério da Saúde, para saber o motivo da falta desses produtos e quando eles serão adquiridos, mas ambos os órgãos não responderam à reportagem
fonte SindSaúde





