Desembargador chama reforma trabalhista de "monstrengo"
мая 4, 2017 19:19Desembargador do Rio de Janeiro faz pesadas críticas a reforma trabalhista e chama o projeto de "monstrengo"
De Brasília
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho
O desembargador José Nascimento Araújo - Corregedor do Tribunal Regional do Trabalho no Rio de Janeiro, publicou uma nota onde alerta a sociedade sobre os perigos que o projeto da reforma trabalhista trará para a classe trabalhadora e para o Direito do Trabalho.
Confira:
"Finalizando a leitura do projeto de reforma da CLT, confesso minha perplexidade.
A partir da figura tosca do relator Rogerio Marinho e seu ar de analfabeto funcional, esperava algo igualmente canhestro.
Engano total. As canetas de aluguel dos assessores jurídicos da CNI, CNC, FIESP e demais entidades patronais trabalharam com precisão cirúrgica ao ferir de morte o Direito do Trabalho, atingindo-o em seus pontos vitais.
Assim, os propósitos declarados de fomentar a criação de novos postos de trabalho e diminuir a litigiosidade no mundo do trabalho se tornam claros desde a modificação do art. 2o da CLT.
O monstrengo proposto é todo ele no sentido da precarização absoluta do trabalho, com a redução brutal do custo da mão de obra.
Mais do que uma racionalidade liberal, o projeto propõe um retorno à barbárie e implica em um retrocesso social aquém de qualquer patamar civilizatório mínimo.
A reforma enfatiza os contratos a tempo parcial , cria um inacreditável " contrato intermitente",em que o trabalhador não tem, no início do mês, a mais vaga noção de quantos e quais os dias de labuta, reforça em tempos de crise a prevalencia do negociado sobre o legislado , e, já no artigo 2o da CLT, ao se referir a " empregadores da mesma cadeia produtiva", não só legitima a famosa terceirização como escancara as portas para o trabalho em condições análogas às de escravo ( lembrem-se da espanhola Zara e de outras marcas da indústria têxtil , que empregam, no vigésimo elo de sua cadeia produtiva, jovens costureiras boilivianas ou haitianas que tem seu passaporte retido e trabalham de graça).
Enfim, não vou me alongar demais, já que o projeto atinge mais de 100 artigos da CLT.
Em sua essencia , é , simultaneamente, de uma engenhosidade e perversidade impressionantes.
Não gerará postos de trabalho e, se o fizer, serão de uma qualidade comparável aos de Camboja, Myanmar ou do Vietnã. Ao contrário do que propõe, causará uma explosão de litigiosidade.
A classe trabalhadora tem que ser ,mais do que nunca, autora de sua história e agente de mudanças . Só sua ida ás ruas, juntamente com outras entidades da sociedade civil organizada, poderá impedir o desastre. Este não deve ser o outono de nossa desesperança.
Trabalhadores celebram o seu Dia no Gama
мая 3, 2017 23:40| Foto Joaquim Dantas/Blog do Arretadinho |
Trabalhadores festejam o seu dia no IV Sarau do Trabalhador no Gama
Do Gama
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho
Trabalhadores e trabalhadoras comemoraram o seu dia na última segunda-feira (1º de maio), quando foi realizada a quarta edição do Sarau do Trabalhador, uma iniciativa do Blog do Arretadinho desde 2014.
A edição do Sarau de 2017 foi uma realização do Blog do Arretadinho e da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do DF e Entorno, CTB/DF. O evento recebeu o apoio do Sindicato dos Professores no Distrito Federal, Sinpro/DF; do Sindicato dos Urbanitários do DF, Stiu/DF; do Sindicato dos Bancários no DF e do Blog do Arretadinho.
Prestigiaram as comemorações com representantes o Sindicato dos Agentes de Vigilância Ambiental em Saúde e Agentes Comunitários de Saúde no Distrito Federal, Sindivacs/DF; o Partido Democrático Trabalhista no Gama, PDT, o Partido da Causa Operária no Gama, PCO; o Partido Comunista do Brasil no DF, PCdoB/DF, a Juventude Revolução do Gama, JR; A União de Negros e Negras do Brasil do DF, Unegro/DF; a União Nacional dos Estudantes no DF, UNE/DF; a União Brasileira de Mulheres no DF, UBM/DF e a União dos Estudantes Secundaristas no DF, UBES/DF.
Quem também marcou presença no Ato Político e Cultural, representando a Força Sindical e a Administração do Gama, foi a administradora da cidade professora Maria Antônia, que parabenizou os trabalhadores pelo seu Dia.
No Ato Político o representante da CTB/DF, Paulo Vinícius (PV), enfatizou a necessidade da união da classe trabalhadora contra a retirada de direitos configurada na Reforma Trabalhista proposta pelo governo ilegítimo de Michel Temer. que tem como apoiadores o capital financeiro internacional. Para o sindicalista “O momento é de unidade. Precisamos unir todos e todas que consensuam em torno da defesa dos direitos que estão sendo saqueados, para barrar essa ofensiva contra o povo brasileiro”, sentenciou PV.
Cerca de 400 pessoas circularam durante a realização da festa no Espaço Semente, onde o Sarau foi realizado, desde o seu início às 12h até às 19h, quando o evento foi encerrado.
Os organizadores não esqueceram dos filhos dos trabalhadores e trabalhadoras, providenciaram a instalação de uma cama elástica para a criançada se divertir à vontade.
Já os comes e bebes ficaram por conta do Barraco da Wládia com suas panelinhas e batatas recheadas e do Churrasquinho da Cládia com acompanhamento.
Os Blogs Coletivisando e Gama Livre também divulgaram o evento
Participaram do Ato Cultural os músicos Jairo Mendonça, Cleison Batah, Zemiguel Rodrigues, Jenis Bragança, como convidados especias o poeta Chico do Gama e o poeta matuto Cumpadi Ancelmo e o Trio Munguzah, que encerou a festa em grande estilo, botando todo mundo para dançar o autêntico forró Pé-De-Serra.
| O espaço Semente virou uma "Sala de Reboco" com todo mundo forrozando Foto Joaquim Dantas/Blog do Arretadinho |
Assista aos vídeos:
Com informações de Sônia Corrêa – Portal CTB
Trabalhadores voltam às ruas no 1º de maio
мая 1, 2017 9:58![]() |
| Foto Joaquim Dantas/Blog do Arretadinho |
RESISTÊNCIANeste 1º de Maio, trabalhadores voltam às ruas contra a reforma trabalhista e da Previdência
Dois dias após a greve geral, centrais sindicais e movimentos populares farão atos políticos em todo o país contra a política de retirada de direitos do governo Temer
por Redação RBA
São Paulo – Passados dois dias da greve geral que contou com a adesão de mais de 35 milhões de trabalhadores, as centrais sindicais, sindicatos e movimentos populares, do campo e da cidade, voltam a se unir para ocupar as ruas nesse 1º de Maio contra as reformas trabalhistas e da Previdência que conduzidas pelo governo de Michel Temer.
De acordo com as entidades, em todos os atos que serão realizados ao longo do dia, com a participação de lideranças e artistas, as palavras de ordem são "nenhum direito a menos".
São Paulo
Depois de uma disputa na Justiça, em que derrubou uma liminar concedida ao prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), a CUT, garantiu o direito de fazer o ato político na Avenida Paulista. Com a central estarão ainda a CTB, Intersindical, a Frente Brasil Popular e a Frente Povo sem Medo. Após o ato político de resistência, que começa às 12h, os manifestantes seguirão em passeata até a Praça da República, no centro da cidade, onde haverá programação artística, com shows de Leci Brandão, Ilú Obá de Min, MC Guimê, As Baianas e a Cozinha Mineira, Bixiga 70, Mistura Popular, Marquinhos Jaca e Sinhá Flor.
Além da capital, outras regiões do interior paulista também farão atos do 1º de Maio. Em Campinas, a atividade unificada será na Avenida Francisco Glicério, s/n, em frente à Catedral de Campinas, com início às 10h. Já em Araraquara, a militância irá se encontrar a partir das 14h, na Praça Deputado Scalamandré Sobrinho, s/n, na Vila Ferroviária.
Rio de Janeiro
Após a forte repressão aos atos no dia da greve geral, as centrais sindicais e as frentes Brasil Popular, Povo Sem Medo e Esquerda Socialista farão ato contra as reformas e também para denunciar a ação policial contra o direito de manifestação.
O evento, que contará com ato ecumênico, está sendo convocado para início às 11 horas, na Praça da Cinelândia, onde os manifestantes que vinham da Assembleia Legislativa foram atacados pela polícia com bombas de gás lacrimogêneo ainda na saída do ato. A PM chegou a atirar contra o deputado estadual Flávio Serafini (PSol) enquanto discursava, transformando a região central do Rio em uma praça de guerra.
Distrito Federal
A CUT Brasília e as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo realizam o 1º de Maio da Classe Trabalhadora a partir das 9 horas, na Torre de TV. Segundo a direção da central, além de uma celebração, o evento será "de resistência na defesa dos direitos duramente ameaçados pelas medidas que tramitam no Congresso Nacional e ferem, de morte, a Constituição Federal, a legislação trabalhista e a CLT".
O ato de conscientização, mobilização e repúdio aos ataques aos direitos e à democracia será também de revigorar a unidade e pressão na defesa das nossas conquistas. Além de debates políticos, haverá shows com as bandas Bossa Greve e Samba de Tapera, além de tendas do Coletivo de Mulheres e a das Frentes, além de brincadeiras dirigidas para as crianças.
Nota do Blog do Arretadinho:
PROGRAMAÇÃO
IV- SARAU DO TRABALHADOR
1º de MAIO 2017 -ESPAÇO SEMENTE
AO LADO DA RODOVIÁRIA DO GAMA/DF
12h às 13h - DJ Altervir e seus Comparsas
13h às 14h - Jairo Mendonça/Mônica Costa
14h às 15h - Manoel Pretto
15h às 16h - Cleyson Batha
16h às 16:30 - Ato Político
16:30 às 17h - Jenis Bragança
17h às 18h - Zemiguel Rodrigues
18h às 19h - Banda Mungunzah
Rio Grande do Sul
CUT, CTB, UGT, Nova Central, CGTB, Intersindical, CSP-Conlutas, Força Sindical e Pública, partidos progressistas e movimentos sociais vão se reunir a partir das 10 horas, em ato de resistência junto ao Monumento do Expedicionário, no Parque da Redenção, em Porto Alegre. A direção da CUT gaúcha destaca que, se no início do século passado a classe trabalhadora lutava por direitos sociais, trabalhistas e previdenciários, hoje a luta continua pela manutenção dos direitos conquistados.
Como a destruição dos direitos adquiridos afetam também a saúde e o meio ambiente, a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural, com apoio com a Associação Nacional de Catadores de Recicláveis, Rede Nacional de Advogados e Advogados Populares, Clube de Cultura, Radio na Rua e A Cidade que Queremos, entre outros coletivos, também estarão no Parque da Redenção para o ato em defesa do trabalho, da natureza e da saúde.
Pará
O ato político e cultural está previsto para início às 9 horas, na Praça da República, em Belém. CUT, CTB, Intersindical, Nova Central e Força Sindical e diversos movimentos sociais farão do encontro um ato político e cultural contra as reformas do presidente Michel Temer. Conforme a direção da CUT paraense, jovens sairão em passeata a rumo ao local do ato às 8h30.
Goiás
O 1º de Maio será celebrado pela CUT Goiás com a realização de um ato festivo-político e cultural, que contará com a presença de lideranças religiosas e políticas progressistas e muitos artistas com shows ao vivo. O palco será a Praça do Trabalhador, em Goiânia. E o objetivo, segundo a organização, será a união, o fortalecimento e a consciência da classe trabalhadora acerca de seus direitos fundamentais, como acesso à terra, moradia, trabalho, educação, saúde, cultura e aposentadoria.
Com o lema "100 Anos Depois, a Luta Continua - Nem Um Direito a Menos!", o ato começa às 16 horas, com shows de artistas locais. Haverá sorteio de brindes.
Trabalhadores fazem passeata no Gama
апреля 29, 2017 17:23| Lideranças sindicais dialogaram com a sociedade Foto Joaquim Dantas/Blog do Arretadinho |
Em dia de Greve Geral trabalhadores fazem passeata no Gama
Do Gama
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho
Trabalhadores fazem passeata no Gama
No Distrito Federal os rodoviários, metroviários, professores, funcionários dos Correios entre outras categorias, aderiram ao movimento grevista.
Na cidade do Gama dezenas de trabalhadores protestaram nas ruas contra as reformas trabalhista, da Previdência e contra a terceirização, em uma grande passeata
Durante o percurso inúmeras lideranças sindicais revesaram-se ao microfone para dialogar com os trabalhadores que não aderiram a greve e com a sociedade de um modo gera.
A manifestação foi encerrada em frente ao Restaurante Comunitário da cidade por volta das 12h.
Polícia reprime manifestação de indígenas
апреля 25, 2017 20:33![]() |
| Indígenas em Brasília pedem demarcação de terras / Jornalistas Livres |
ACAMPAMENTO TERRA LIVREPolícia reprime manifestação de indígenas por demarcação de terras
Cerca de três mil indígenas que faziam um ato pacífico em frente ao Congresso Nacional; 4 pessoas chegaram a ser detidas
por Redação Brasil de Fato
Esta terça-feira, 25 de abril, foi mais um dia marcado pela repressão policial aos atos populares em Brasília, na capital federal. Cerca de três mil indígenas que faziam um ato pacífico em frente ao Congresso Nacional foram duramente reprimidos por policias, que dispararam diversas bombas de efeito moral.
A repressão ocorreu no momento em que os manifestantes colocavam caixões fictícios perto da entrada do Congresso para simbolizar o genocídio dos povos indígenas no país.
O manifestante Uirapurã, que veio do interior de Pernambuco, conta o que presenciou: “Quando a gente encostou lá no lago pra colocar os caixões, os policias já chegaram atirando em nós, com bombas efeito moral, gás de pimenta. Era um ato pacífico. Índio não é de violência”.
A professora Marize Vieira, do povo guarani do Rio de Janeiro, se disse indignada com a atuação da polícia. "Muita revolta, muita indignação. Você viu, tem mulher, criança, idosos; ninguém tá com arma aqui. O povo indígena sempre foi considerado um povo pacífico. Nós vivemos cantando, em caminhada, pra levar esses caixões e mostrar que essa política que eles estão implementando com essa bancada do agronegócio e com a bancada evangélica, que se junta com eles pra retirar nossos direitos, está matando o povo indígena todos os dias”.
O protesto é parte das atividades do Acampamento Terra Livre, que ocorre esta semana na capital federal para discutir as pautas de luta dos povos.
A professora explicou também que o ato é contra as iniciativas do Parlamento que colocam em xeque direitos sociais e culturais dos indígenas. Entre elas, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 215, que transfere do Executivo para o Legislativo a responsabilidade sobre a demarcação de terras.
Para os opositores da medida, a PEC pode fazer com que os indígenas fiquem ainda mais vulneráveis ao jogo político. “Ela também coloca que você pode questionar as terras que já estão demarcadas. Isso é um retrocesso absurdo”, ressalta Marize Vieira.
O deputado federal João Daniel, do PT de Sergipe, que coordena o Núcleo Agrário do partido na Câmara, acompanhou o protesto e criticou a operação da polícia e o fato de o Congresso ter fechado as portas para os indígenas. “Era um acampamento e uma luta histórica dos povos indígenas, legítima, sem nenhuma necessidade de repressão. Ao contrário, era uma obrigação a Câmara, o Senado e o governo federal recebê-los. (…) É um momento de exceção, antidemocrático que esta Casa vive de proibição das pessoas entrarem pra fazerem qualquer manifestação. É vergonhoso”, ressalta.
Segundo lideranças indígenas, quatro pessoas chegaram a ser detidas e logo em seguida foram liberadas. As ocorrências não chegaram a ser registradas pelo Departamento de Polícia Legislativa e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, não se manifestou oficialmente sobre o assunto.
Já a Secretaria de Segurança Publica do Distrito Federal disse os policiais reagiram porque os indígenas não teriam cumprido o acordo de não ocupar o espelho d’água que fica na frente do Congresso.


