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апреля 3, 2011 21:00 , by Unknown - | No one following this article yet.
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Desagravo à criminalização da atividade cultural no Mercado Sul

марта 19, 2017 15:00, by Blog do Arretadinho

Beco da Cultura no Mercado Sul
Foto Joaquim Dantas/Blog do Arretadinho
Brasília, 18 de março de 2017

Ao Governador do Distrito Federal, Sr. Rodrigo Rollemberg
Ao Secretário de Estado de Cultura do Distrito Federal, Sr. Guilherme Reis

À Deputada Federal, Sra. Érika Kokay

Ao Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Sr. Joe Valle

Ao Presidente da Comissão de Educação, Saúde e Cultura da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Sr. Wasny de Roure

À Coordenadora de Difusão Cultural da Funarte Brasília, Sra. Débora Aquino

Ao Administrador Regional de Taguatinga, Sr. Ricardo Lustosa Jacobina

Ao Presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Taguatinga, Sr. José Paulo Santos

Aos Lojistas, Trabalhadores, Moradores e Amigos do Mercado Sul
Ao Fórum de Cultura do Distrito Federal, Fórum de Culturas Populares do DF e Entorno e ao Movimento Cultural do Distrito Federal e do Brasil

À toda população do Distrito Federal

O Instituto Invenção Brasileira, no âmbito das comemorações dos seus 30 anos de atividade ininterrupta, foi vítima, na noite de ontem, 17 de março de 2017, às 20h30, de interdição de um evento cultural que estava prestes a iniciar em sua sede, localizada na Área Especial para Mercado, Setor B Sul, Taguatinga, Brasília/DF, por parte de agentes da Administração Regional, da Agência de Fiscalização do Distrito Federal (AGEFIS) e da Polícia Militar.

Essa é a terceira intervenção desta natureza no Mercado, este ano. Nos episódios anteriores, ocorridos no Beco Pub, a violência foi maior, com uso indiscriminado de spray de pimenta e prisão ilegal de quem registrava em vídeo a atuação policial. Só foram liberados aqueles que apagaram os registros, em total desrespeito aos procedimentos normais, dentre outras irregularidades.

Acionado por nós, o Conselho de Segurança de Taguatinga, através da 1ª Secretária, Sra. Marta Cléria Lima, com o relato dos abusos policiais, fomos taxados, mais uma vez, de invasores e acusados de acobertar o tráfico de drogas. É preciso esclarecer que o Invenção Brasileira é proprietário de duas lojas no Mercado (lojas 5 e 24) e locatário de uma terceira (loja 4), e que não participa formalmente do processo de ocupação, que se restringe a 8 das mais de 50 lojas existente na região. Além do Invenção e da Ocupação Mercado Sul Vive, há dezenas de iniciativas culturais acontecendo no Mercado, como a Tempo EcoArte, a Olly Toys, a Aden Violões, a Platinelas, a Gunga – Comunicação e Cultura, o NPDD, a Sônia Comedoria, o Ateliê de Costura da Nem, o Brechó, a EcoLoja, dentre outras. Somente no Invenção, mais de 20 coletivos se reúnem para empreender suas atividades, dentre eles, o Mamulengo Presepada, As Batuqueiras, O Clube do Violeiro Caipira, A Associação Candanga de Teatro de Bonecos, a Pareia – Comunicação e Cultura, o Coletivo BPM, a D4 Produções, Tawá Produções, Grupo de Capoeira Angola do Mestre Formiguinha, Baladeira Filmes, Cultura da Rabeca, Famaliá Produções, Cineclube Invenção Brasileira, dentre outras, que demonstram a pujança e a vitalidade desta área da cidade para a cultura de Brasília e do Brasil, em plena crise vivida pelo setor cultural nos últimos anos.

Afirmo que, ontem, não houve sequer a oportunidade de causarmos qualquer tipo de transtorno com nossa atividade, que conta com a colaboração de diversos moradores e trabalhadores da cultura da região, além de ampla anuência do público. A atitude dos agentes, de um modo geral, exceção feita a um dos funcionários da AGEFIS e ao policial militar que acompanhava a operação, não tinha nenhum intuito real de fiscalização ou orientação, e sim, de ameaça e de perseguição ao tipo de empreendimento que realizamos. Alegou-se, sem a devida comprovação documental, que nos eventos que promovemos há tráfico de drogas, perturbação da ordem, impactos no trânsito, além de outros problemas. Que nossas iniciativas “culturais”, ditas dessa forma, sinalizando com os dedos as aspas depreciativas, estavam sendo denunciadas por abaixo-assinado com mais de 500 adesões de moradores e que fazíamos parte das mais de 30 “invasões” (as aspas depreciativas, agora, são minhas) que acontecem aqui.

Esses dados e acusações, relatados sem a menor preocupação com a verdade, à medida que eram educadamente refutados e contrapostos com outras informações, foram gerando maior tensão nos oficiais. A situação chegou ao ápice quando apresentei a eles a necessidade, prevista em decreto assinado pelo Governador no início de fevereiro, de se compor uma câmara regional de conciliação, a fim de se construir uma saída consertada para realidades como essas que estamos vivendo. Neste momento, a fala do Sr. Wesley, responsável pelo setor de eventos da Administração Regional, foi a de que eu colocasse a lei impressa no banheiro, onde ela teria melhor uso.

Refutado com mais veemência e com um pedido para que repetisse a afirmação para gravação, este “representante da lei” me ameaçou de prisão por desacato e a intervenção foi encerrada com a autuação da entidade que, agora, terá que percorrer uma longuíssima série de órgãos públicos a fim de atender as draconianas exigências legais para o reestabelecimento de suas atividades.

Desta forma, considerando o artigo 215 da Constituição da República, que diz que “O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais. § 1º - O Estado protegerá as manifestações das culturas populares, indígenas e afrobrasileiras, e das de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional”;
Considerando, ainda, o artigo 3º, item IX da Lei Orgânica do Distrito Federal, que diz que: “São objetivos prioritários do Distrito Federal valorizar e desenvolver a cultura local, de modo a contribuir para a cultura brasileira”:

1. Convocamos todas as autoridades listadas na epígrafe para uma reunião pública, a ser realizada na próxima quinta-feira, 23 de março, às 20h30, na sede do Invenção Brasileira, a fim de encaminharmos devidamente uma solução para os problemas enfrentados pelos agentes culturais do Invenção Brasileira e do Mercado Sul;

2. Exigimos, por parte do Governador, a reafirmação do apoio ao trabalho cultural realizado no Mercado Sul, manifestado no processo que corre na justiça a respeito da reintegração de posse das lojas ocupadas e uma retratação em relação aos episódios policiais anteriores e que se punam os policiais que agiram com excesso;

3. Exigimos a imediata instauração de um processo disciplinar contra o Sr. Wesley, da Administração Regional, pela sugestão, no mínimo, descabida, feita em relação ao decreto assinado pelo governador. Exigimos, também, que este apresente cópia do abaixo-assinado que elenca as 500 pessoas que são contra as atividades culturais realizadas aqui na região e que aponte nominalmente quem são os mais de 30 invasores para que possamos lutar pela regularização da situação dos mesmos;

4. Exigimos ainda a suspensão imediata das ações de repressão contra a atividade cultural no Mercado Sul e a imediata instauração da câmara regional de conciliação prevista em lei;

5. Exigimos a retratação público do Conselho de Segurança de Taguatinga em relação às ameaças da Sra. Marta Cléria e a comprovação de que acobertamos traficantes;

6. Exigimos, por parte da Câmara dos Deputados, a aceleração do processo de regulamentação da Lei das Vilas Culturais, a fim de contemplar esta que é uma das mais dinâmicas experiencias culturais do Brasil nos dias de hoje.

Abaixo assinados,

1. Marcelo Simon Manzatti, RG 16.425.063-3, presidente do Instituto Invenção Brasileira, presidente da Associação Cultural Camaleão, tesoureiro da Associação Imaginário Cultural, Secretário da Associação dos Foliões de Reis do Distrito Federal e sócio proprietário da Famaliá Produções LTDA.

2. Angel Luis Gonçalves Rodrguez, Rg 22493793-5, midiativista, Rede Mocambos, agitador da Rádio Mercado Sul Vive!

3. Francisco (Chico) Simões de Oliveira Neto Rg 380717 SSPDF Ator mamulengueiro

4. Blog do Arretadinho

5. Joaquim Dantas RG 1610983 SSP/PE

6. Conselho Comunitário de Segurança Urbano do Gama

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Axé, Mãe Orminda do samba curitibano!

марта 19, 2017 14:18, by Blog do Arretadinho

Mãe Orminda teve seu ganha-pão como escrivã de polícia, mas procurou conciliar a vida do trabalho com a arte musical / Reginaldo Reginato
Mãe Orminda foi a primeira mulher a cantar um samba-enredo na avenida

por Ricardo Prestes Pazello no Brasil de Fato 

Oitenta mil pessoas. Assim estava a Marechal Deodoro em 1978. O locutor, que apresentava o carnaval de Curitiba, grita no microfone: “minha nossa senhora, uma mulher!” O desfile da escola de samba D. Pedro II começa e, da avenida, ressoa uma voz feminina. O feito inédito coloca Mãe Orminda na história do samba brasileiro.

Orminda de Oliveira Rosa – conhecida como Mãe Orminda por ser a ialorixá do Ilê de Omulu, terreiro da Vila Izabel – foi a primeira mulher a cantar um samba-enredo na avenida. Tinha seus 35 anos mas já cantava desde os 12. O início foi na antiga Rádio Guairacá, em um tempo em que o rádio se impunha como o principal veículo de comunicação de massas. Escondida do pai, aos 15 anos já era nome conhecido entre os calouros da PRB-2, primeira rádio do Paraná.

O samba nunca foi profissão de ninguém, muito menos em Curitiba. É, isto sim, um modo de vida – em Curitiba, no Rio de Janeiro ou em qualquer lugar do Brasil. Mãe Orminda teve seu ganha-pão como escrivã de polícia, mas procurou conciliar a vida do trabalho com a arte musical. Assim é o mundo dos sambistas, até a indústria cultural alçar alguns deles ao estrelato, algo difícil na periferia brasileira.

No mês da mulher, nada mais necessário que lembrar a trajetória de uma sambista negra, de fé afrobrasileira, filha da classe trabalhadora, que dedicou seu talento ao cenário musical local

Apesar disso, a menina crescida em Curitiba mas nascida em Ipiranga, interior do Paraná, torna-se um dos mais importantes nomes do samba no estado. Dona de voz maviosa e potente, levou o samba curitibano para cantar nas quadras de escolas de samba do Rio e ao lado de Leci Brandão.

No mês da mulher, nada mais necessário que lembrar a trajetória de uma sambista negra, de fé afrobrasileira, filha da classe trabalhadora, que dedicou seu talento ao cenário musical local. Seja no Impacto 8 (1977) ou no Divina Luz (1992) – grupos musicais que integrou, sendo que no último ela se mantém na ativa, com mais de 70 anos de idade – vale lembrar o samba-enredo da Acadêmicos da Realeza, de 2000, e saudar: “Axé, Mãe Orminda”!

Para ficar por dentro
Artigo Velha guarda do samba no Paraná, de Rodrigo Juste Duarte (no livro A [des]construção da música na cultura paranaense, organizado por Manoel J. de Souza Neto)



A República do Paraná prepara-se para destruir outro setor econômico

марта 18, 2017 17:56, by Blog do Arretadinho

Corrupção em fiscalização sanitária é arma
engatilhada, pronta a ser sacada contra o setor
REPRODUÇÃO/EBC
O tamanho da Operação Carne Fraca dá um tiro no peito do setor. Mais uma vez é conduzida pela Justiça Federal do Paraná, com um estardalhaço injustificável

por Luis Nassif, do Jornal GGN

Algumas considerações sobre a operação contra a Friboi, BRF e outras:

A ofensiva multinacional brasileira, no período Lula, deu-se em cinco  setores principais: empreiteiras, frigoríficos, siderúrgicas, bancos e petróleo, graças ao pré-sal.

A Friboi não era, de fato, flor que se cheire. Mas entram outras, como a BRF, empresas que caminhavam para exercer hegemonia no poderosíssimo mercado de carnes e alimentos.​

Corrupção em fiscalização sanitária é segredo de polichinelo, como me lembra um colega jornalista. Era uma arma engatilhada, pronta a ser sacada a qualquer momento contra o setor.

Até agora, a Friboi havia conseguido ampla blindagem na mídia graças à parceria com veículos de comunicação e verbas polpudas de publicidade.

O tamanho e o estardalhaço da operação Carne Fraca dá um tiro no peito do setor. Mais uma vez é conduzida pela Justiça Federal do Paraná e pelo delegado Moscardo Grillo. E com um estardalhaço injustificável. Prisão ou condução coercitiva de 46 pessoas, centenas de policiais envolvidos, o nome das empresas exposto globalmente. E tudo isso para verificar, segundo o Globo, “excesso de água, inobservância da temperatura adequada das câmaras frigoríficas, assinaturas de certificados para exportação fora da sede da empresa e do Ministério da Agricultura, sem checagem in loco, venda de carne imprópria para o consumo humano”.

A Lava Jato vai conseguir destruir mais um setor da economia. O BTG Pactual caminha para o mesmo destino, agora alvo de ofensiva da Suíça. Na Petrobras, Pedro Parente prossegue no desmonte de vender ativos na bacia das almas, a pretexto de reduzir o endividamento, ao mesmo tempo em que liquida antecipadamente financiamentos já contratados.

É um desmonte amplo do país.



Mônica Costa - Oceano

марта 18, 2017 14:12, by Blog do Arretadinho

Um oceano de Charme, beleza e talento...



Mônica Costa - Chega de Saudade

марта 18, 2017 13:36, by Blog do Arretadinho