Перейти к контенту

Blog do Arretadinho

Full screen Suggest an article

Postagens

апреля 3, 2011 21:00 , by Unknown - | No one following this article yet.
Licensed under CC (by-nc-sa)

Bacharel mora em uma Kombi desde 2003

марта 5, 2017 11:56, by Blog do Arretadinho

Bacharel em Direito vive em Kombi nas ruas após deixar mulher e duas filhas desde 2003
Eusman da Silva Ramalho, 54 anos, conhecido como Osmar, se aventura por diversos ramos: é torneiro mecânico, vigilante, manobrista e conhecimentos em direito. Com tantas possibilidades profissionais para nortear seu futuro, um problema no casamento com graves consequências o levou a morar na rua, há anos. Deixou de lado a mulher e duas filhas já adultas em São Bernardo do Campo, no ABC paulista e hoje vive em uma Kombi.

"Foi a separação, falta de emprego, do pãozinho de cada dia. Por isso resolvi tocar a vida sozinho, tinha responsabilidade com a família, de cuidar dela. Quando começou a faltar, é melhor eles ficarem sem sofrer com a gente do que sofrer todo mundo junto. Tenho duas filhas, são adultas, casadas. Elas têm 25 e 27 anos", disse.

Osmar foi preso em julho de 2003, dias depois de cometer um crime passional. Ele tentou matar a ex-mulher com pedradas e golpes de paralelepípedo. Segundo o inquérito policial, ele foi flagrado por um PM quando caminhava no local do crime com uma faca na cintura, perto da casa da família. Ainda de acordo com o inquérito, ele estaria se preparando para atacar as duas filhas. A motivação do crime seria a separação familiar. Ele não quis entrar em detalhes sobre o caso.

“Teve essa história do 121 tentado [artigo que se refere ao crime de homicídio no Código Penal Brasileiro], mas é passado. Tive essa condenação, mas já paguei tudo. Tem o arrependimento.”

Segundo a polícia, ele foi condenado a 8 anos de prisão em regime fechado. Osmar cumpriu pena em regime fechado até 2005. A partir daí, ele passou a cumprir a condenação em regime semi-aberto até 2008, quando entrou em liberdade. A pena foi extinta por completo em 2010. A reportagem não conseguiu os contatos da ex-mulher e filhas de Osmar.

Osmar não se considera sem-teto, mas sim um nômade. Sua residência, desde 2010, é uma Kombi branca e enferrujada comprada após reunir algumas economias com trabalho de torneiro mecânico. É uma "residência" no sentido de Osmar ter um teto, um abrigo para dormir, mas que também lhe permite "fugir" em quatro rodas de vizinhos em prédios na região central de São Paulo que algumas vezes se incomodam com sua presença e os latidos brincalhões do cão "Thunder".

"[Trabalhar de torneiro] Foi o que me deu sustento. Eu dormia debaixo de marquises. Durante anos foi assim", lembrou. Osmar nunca tentou fazer o exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para poder exercer a profissão de advogado. "O meu orgulho é isso aqui. Quando a gente usa, muita gente olha no dedo e fala: 'Opa, esse aí é doutor'. É o meu anel de bacharel de direito. Ele significa o direito, o justo, que a gente passou por uma entidade e está apto a defender o direito."

Ele diz que se formou em direito na UniABC. O G1 não obteve a confirmação da faculdade, mas na ficha criminal relativa ao caso de 2003, Eusman da Silva Ramalho consta como "superior completo".

Conta que preferiu morar na rua a enfrentar as dificuldades da vida com a família e expor ainda mais as filhas. A difícil sobrevivência parece ter feito Eusman criar o "personagem" Osmar, como prefere ser chamado. Refere-se a si mesmo muitas vezes na terceira pessoa.

Sobre a família, Osmar afirma que recebe certo apoio das filhas. "Não recebo visita delas, mas quando vêm elas querem que eu volte com a mãe delas, mas a separação foi judicial e não tem mais jeito. Acabou e não volta mais", afirmou.

Há uma semana ele conta que está trabalhando como vigilante, bico que conseguiu por indicação de um policial civil que se comoveu com sua situação. "Eu e o Thunder cuidamos de um galpão abandonado."

Osmar disse que sua opção por morar em uma Kombi algumas vezes provoca reações indesejadas. "Tem gente que ajuda, mas tem gente que arruma alguns problemas, brigas. A gente tem um cachorro e ele às vezes chega sem pedir licença. Mas a relação é ótima. A gente não para na frente de residência ou fábrica. Assim a gente vai levando."

le não conseguiu montar um banheiro para fazer sua higiene pessoal e usa o banheiro de mercados da área para o banho. Pouco da água que ele consome, Osmar busca em bicas artesianas na região e a armazena em garrafões. "Para beber busco em São Caetano do Sul. É a melhor água tratada da região". Para isso ele conta que usava uma motocicleta, que evita dirigir por estar com a documentação atrasada.

Na Kombi, ele usa um dos bancos como cama, instalada no comprimento do veículo. "Estou sem tempo para ler, mas recebi dois livros emprestados. Tenho o 'Marley & eu', que a moça que me trouxe disse que até chorou quando leu. Também tenho 'O último patriota' [livro sobre espionagem] emprestado. Mas gosto de ler a Constituição e o Código Penal".

O próximo desafio dele é conseguir um fonte de energia elétrica. "Tenho uma televisão e um computador. Agora quero arrumar energia elétrica para ligar os equipamentos aqui. Pensei em energia eólica, mas não dá. Acho que o jeito vai ser usar energia solar", disse Osmar.

"Me imagino nessa Kombi pelo menor tempo. Conheci algumas pessoas que talvez nos traga uma possibilidade melhor. Espero voltar a morar em uma casa com uma nova família. Estou devendo isso para duas pessoas que apostam muito em mim. Elas foram muito importantes na vida. Por enquanto, não vou trazer uma pessoa para sofrer comigo. Saindo dessa situação, a gente se vê mais na frente", diz.

*Matéria do dia 17/04/2015, servindo aqui apenas como curiosidade

Fonte: G1



Aluno será indenizado por ter caderno queimado

марта 5, 2017 11:39, by Blog do Arretadinho

Estado deve indenizar aluno que teve caderno queimado pela diretora da escola
O Estado de Minas Gerais deve indenizar em R$4.025, por danos morais e materiais, um jovem que teve seu caderno queimado na sala de aula pela diretora da escola em que estudava, por ter esquecido o material na instituição. A decisão da 5ª Câmara Cível do TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) manteve sentença da 1ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Criminais de Mantena.

O incidente aconteceu em 3 de junho de 2011, na Escola Estadual Cândido Ilhéu, no povoado de Barra do Ariranha, em Mantena, região do Rio Doce. De acordo com o aluno, com 16 anos na época, a diretora lhe perguntou onde estava seu material escolar, quando ele chegou atrasado. Ao responder que os livros estavam na sala de aula, a mulher, rispidamente, advertiu-o de que “qualquer dia iria queimar os objetos daqueles alunos que deixavam seu material na escola”. O adolescente afirmou ter sido surpreendido pela servidora pública, na sala de aula, que tomou seu caderno e ateou fogo nele, na presença de alunos, professores e servidores.

Na ação judicial contra o Estado de Minas Gerais e a diretora, ele pleiteou indenização por danos morais e materiais, em função do constrangimento causado pelo episódio.

O juiz Vinícius da Silva Pereira excluiu a diretora do processo com base na responsabilidade civil do ente público perante os atos de seus agentes, bastando estarem configuradas a ocorrência do dano e a relação entre o dano e a ação que o gerou para que a entidade responda pelo ato. Para o juiz, o fato foi comprovado pelo depoimento de testemunhas, pelo boletim de ocorrência e por uma anotação feita pela própria diretora, cujo objetivo era “punir e disciplinar o aluno em razão de suas atitudes desrespeitosas”. Por isso, ele arbitrou os danos morais em R$4 mil, além de fixar o ressarcimento de R$25 pelo caderno destruído.

Inconformadas, as partes recorreram da decisão. O Estado de Minas Gerais requereu sua exclusão do processo, pois o dano ocorreu por culpa exclusiva da “conduta imprudente e negligente” da diretora. Por sua vez, o aluno pediu o aumento da indenização, considerando a condição econômica do réu e a culpa comprovada.

Segundo a relatora do recurso, juíza convocada Lílian Maciel Santos, o abuso no exercício das funções por parte de um agente público não exclui a responsabilidade objetiva da Administração, pelo contrário, “a agrava, porque tal conduta evidencia a má escolha do agente para a missão que lhe fora atribuída”, explicou.

Para a magistrada, a conduta da diretora foi contrária ao esperado de agentes públicos, principalmente educadores, cuja expectativa é uma postura mais “serena, respeitosa e educativa”. A relatora manteve o valor da indenização estipulado em primeira instância, por ter sido proporcional ao dano. Além disso, o autor era aluno da rede estadual, adolescente e ainda em fase de desenvolvimento, o que lhe fez sofrer “considerável depreciação moral após o fato”.

Os desembargadores Áurea Brasil e Moacyr Lobato votaram de acordo com a relatora.

*Com informações do TJMG

Fonte: otempo



O samba-enredo como forma de protesto

марта 3, 2017 20:02, by Blog do Arretadinho

Quarta alegoria da Portela representando o 
crime ambiental da Samarco na bacia do Rio Doce 
Foto Fernando Frazão | Agência Brasil
Carnaval de 2017 contou com pautas atuais de lutas de movimentos sociais do campo e da cidade

por Nadine Nascimento no Brasil de Fato

O Carnaval canta todos os anos – em maior ou menor escala – a realidade do povo brasileiro. A construção do samba-enredo é uma oportunidade que algumas escolas e blocos têm para expressar seus ideais. A maioria opta por colocar na avenida um tema romanceado, uma homenagem a alguma personalidade ou algum período da história nacional.

Mas alguns grupos saem com enredos que abordam as lutas dos trabalhadores, exaltando o próprio povo e sua história.

A grande vencedora do carnaval do Rio de Janeiro de 2017, Portela, trouxe em seu enredo a importância dos rios na vida humana, desde a formação das civilizações e o comércio, até a urbanização. O ponto mais alto do desfile foi o protesto político usando a palavra “crime” para lembrar da tragédia da barragem da Samarco, que dizimou peixes ao longo do Rio Doce e matou 19 pessoas, além de destruir o subdistrito de Bento Rodrigues, em Mariana, Minas Gerais.

Enquanto percorria a avenida, a Portela exibiu, em sua quarta alegoria, elementos manchados de lama para retratar a temática do Rio Doce. 

Já a Imperatriz Leopoldinense desfilou em homenagem ao Xingu. O samba-enredo clamava por justiça e criticava o abuso e o descaso com que os povos indígenas da região são tratados. O enredo criou polêmica e provocou os setores do agronegócio – que divulgaram nota de repúdio contra a escola carioca, devido a trechos do samba que citam o desmatamento e a exploração desenfreada dos recursos naturais da região.

Em São Paulo, foi o prefeito da cidade João Doria (PSDB) que recebeu uma alfinetada durante o desfile da escola Acadêmicos do Tucuruvi, que levou a arte na rua como tema ao Anhembi.

Com o enredo "Eu Sou a Arte: Meu Palco é a Rua", a escola da zona norte da capital paulista abordou grafite, trouxe mensagem sobre "limpeza" e nomeou a bateria de "Cinquenta Mil Tons de Cinza".

Doria virou alvo de duras críticas de artistas nas últimas semanas por ter endurecido sua política contra pichadores e por ter mandado apagar grafites dos muros da cidade, que foram pintados de cinza pela Prefeitura.



"Fora Temer" foi o hit do carnaval 2017

марта 1, 2017 19:12, by Blog do Arretadinho

O hit que tomou conta do carnaval no Brasil foi o "fora Temer"

De Brasília
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho

O vice-decorativo e golpista Michel Temer, foi alvo de protestos em todo país no carnaval deste ano.

Milhões de pessoas, de Norte à Sul, gritaram "fora Temer" nos milhares blocos carnavalescos que saíram às ruas nos quatro dias de Momo.

O programa O Seu Jornal, da TVT, registrou os protestos, confira á partir dos 11:56 do vídeo abaixo:



Café com as Mulheres - Especiais 8 de março

марта 1, 2017 12:49, by Blog do Arretadinho


Por Marcelo Pires

“O Dia  Internacional da Mulher, como data de forte significado para o movimento de mulheres que se desenvolvia na Europa no período de passagem do século 19 para o século 20 e, na atualidade, para as mulheres de todo o mundo, não surgiu do nada, assim como todo acontecimento histórico. Seu nascimento teve como base ideológica as teorias socialistas da segunda metade do século 19. E não podia ser de oura forma, já que foram os socialistas os que dedicaram mais espaço em seus escritos e mais tempo em suas atividades políticas à chamada “questão da mulher”. Conscientes da situação de inferioridade e opressão que as mulheres sofriam na sociedade e na família, e de que a posição delas havia piorado com seu acesso ao trabalho remunerado, os socialistas faziam coincidir as causas das mulheres com as do proletariado já que, segundo suas teorias, a solução de todos os problemas de ambos os grupos estava na futura sociedade socialista, na qual a propriedade privada dos meios de produção, raiz de todos os males da sociedade capitalista, seria eliminada. Portanto, para que as mulheres participassem na luta proletária e para que a revolução socialista fosse bem sucedida - promessa de um futuro portador de esperanças para mulheres e operários-, era necessário incluí-las nos programas dos partidos socialistas e desenvolver um intenso trabalho de agitação e educação política entre elas, educação a que as mulheres jamais tinham tido acesso.” 

(Ana Isabel Álvarez González, As origens e a comemoração do Dia Internacional das Mulheres)