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апреля 3, 2011 21:00 , by Unknown - | No one following this article yet.
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Temer na TV foi o Temer no Governo: um desastre

декабря 25, 2016 12:40, by Blog do Arretadinho

Foto Joaquim Dantas/Arquivo
Foto Joaquim Dantas/Arquivo
Se o objetivo de Michel Temer  ao falar, numa hora totalmente imprópria e com não apenas baixa audiência como baixíssima atenção, em meio já aos encontros de família da noite de Natal, era recuperar um pouco de sua credibilidade, que perca as esperanças.

Temer foi o que sempre é, quando fala: frio, inconvincente, desdenhoso.

Aliás, o texto que lhe prepararam só o ajudou a ser como é.

Troca a oportunidade de pedir licença para  falar na noite de Natal, não se refere ao fato de as pessoas estarem reunidas em confraternização, não se coloca como parte neste encontro. Troca-o por dizer o óbvio  (“dirijo-me a você nesta noite de Natal para transmitir mensagem”) e o formal (“de renovada esperança”).  Melhor que isso só aquele “sirvo-me destas mal-traçadas linhas”.

Do ponto de vista objetivo, começa a fala dizendo que “a inflação caiu e voltou a ficar dentro da meta, o que vai colocar um freio na carestia que você sente no supermercado”. Errado, Temer, é no supermercado o único lugar onde as pessoas sentem uma certa “aliviada” da inflação, pela relativa estabilidade dos preços dos alimentos e bebidas. Mas é um momento péssimo para falar em queda da inflação, quando o cidadão de classe média se prepara para um janeiro de contas: IPTU, matrícula escolar, conta de  luz (pelo consumo aumentado) e por tudo o que muda de preço com a mudança de ano, que os economistas do meu tempo chamavam de “inflação gregoriana”, por causa do calendário.

Aliás, do meu tempo também a a tal “carestia” que Temer usa. Até eu, que sou do tempo do “ronca”,  estranhei.

Depois vem um enxurrada de “obras” que estão – algumas, para a sorte dele – distantes da vida das pessoas, ainda: o corte dos gastos, a reforma do ensino médio, a nova lei de estatais. E de coisas das quais  as pessoas percebem na realidade,  o inverso: o desemprego irá recuar e “os juros estão caindo e cairão ainda mais”.

E um otimismo de fé: “o próximo Natal será muito melhor que este”, único momento em que ele – implicitamente – reconhece que este é um desastre.

Mas televisão não é só texto, é imagem. E na imagem, Temer consegue a proeza de revelar-se nos gestos que acompanham a sua fala.

O primeiro, ainda que sem levantá-la, a mão com o dedo em riste. A segunda, as “espanadas” de mão, num gesto de desdém. Pode parecer bobagem, mas compõem o entendimento do que se diz com autoritarismo e desprezo, traindo o que  ele tem, mas tenta esconder.

Por último, como não poderia faltar, a abjeção da “carona” na morte de D. Paulo Evaristo Arns, com uma musiquinha triste ao fundo,  é a régua para medir a pequenez de um presidente que sequer teve o ato de lhe prestar uma homenagem póstuma, com medo de vaias.

Até mesmo na despedida, ao final da fala,  Temer não se aproxima das pessoas e do momento em que o ouvem. Diz “muito obrigado a todos” e um imbecil “boa noite, Brasil”.

Talvez uma sinceridade inesperada: um “feliz Natal”, nem pensar.

Sabem por que? Porque Temer falou não para o povo, mas para seu ego, para mostrar que é capaz de “aparecer em público”.

É. Quando ninguém está prestando atenção nele.

PS. Se o estômago e o fígado estiverem bem, o vídeo da fala está abaixo




POR FERNANDO BRITO
no Tijolaço



Por que comemos peru e panetone no Natal?

декабря 25, 2016 12:23, by Blog do Arretadinho

Por influência dos americanos e dos europeus
Nos EUA, é costume comer peru no Dia de Ação de Graças, celebrado desde 1621. Eles comemoram a boa colheita realizada pelos peregrinos e por nativos americanos na época. A ave era comum na região e, pela grande quantidade de carne, representava fartura.

Já o panetone surgiu em Milão, na Itália. Lá, ele era servido em ocasiões especiais, já que fazer o tal pão de frutas dava muito trabalho. “Boa parte das iguarias chegou ao Brasil junto com a onda de imigração do século 19”, diz Ricardo Barros Sayeg, professor de história do Colégio Paulista. O avanço da navegação e dos transportes aéreos também contribuiu, introduzindo uma nova cultura na culinária dos países.

Quase brasileiro: Carlo Bauducco popularizou o panetone por aqui, vendendo sua receita em São Paulo. Hoje, o Brasil é o segundo maior produtor do mundo, só perdendo para a Itália

   
A origem de outros pratos típicos de fim de ano

Chester
Foi criado nos anos 80, pela Perdigão, para ser uma alternativa mais barata ao peru. O chester não é nome de um animal, mas de uma marca criada pela própria empresa. Ele é fruto de um cruzamento de linhagens especiais de aves e tem bastante carne: 70% são peito e coxa

Lentilha
Dizem que comer lentilha na virada do ano traz sorte. Esse costume chegou ao Brasil com os imigrantes italianos que acreditam no seguinte ditado: “Lenticchie a capod’anno franchi tutto l’anno”, ou seja, “Lentilha no Ano-Novo, dinheiro o ano todo”

Rabanada
É uma tradição europeia. Em Portugal, o doce é conhecido como “fatia de mulher parida”, pois ele era dado às mulheres depois que davam à luz para aumentar a produção de leite. Esse prato teria surgido como alternativa para aproveitar os restos de pão duro, que eram jogados fora

Pernil
Também de origem europeia, o pernil é mais comum no interior de São Paulo. Nessa região, dizem que, como o porco é um bicho que “fuça” a comida, comê-lo na passagem de ano faz a vida ser empurrada para a frente. Diferente das aves, que ciscam para trás e fazem a pessoa regredir

Comida agridoce
Misturar frutas com comida é uma tradição brasileira, influenciada por costumes indígenas e africanos. O abacaxi com tênder, por exemplo, é uma criação do Brasil, já que o abacaxi é uma fruta local. Já as cristalizadas e uvas-passas tiveram origem nos países mediterrâneos

fonte Mundo Estranho



STF quer explicação de Temer sobre reforma

декабря 24, 2016 20:42, by Blog do Arretadinho

Foto Joaquim Dantas/Arquivo
Foto Joaquim Dantas/Arquivo
Previdência: STF quer explicação de Temer e Congresso sobre reforma
O presidente Michel Temer e os presidentes do Senado e da Camara dos Deputados deverão prestar esclarecimentos à ministra do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, sobre a reforma da Previdência Social encaminhada por Temer ao Congresso Nacional. O despacho é uma resposta à Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 438 protocolada por entidades sindicais na segunda-feira (19) pedindo a paralisação do trâmite da reforma alegando que ela altera o modelo de proteção social do país.

A advogada previdenciarista e consultora de direito previdenciário da Força Sindical, Tonia Galleti, afirmou que a Ação também é uma forma de denunciar a reforma trabalhista, que tem sido repudiada pelo movimento de trabalhadores e aposentados e tramita na Câmara através da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287, que é questionada pelas entidades. O objetivo da Ação é obter medida cautelar para suspender a tramitação da reforma que está na Câmara.

A ADPF foi protocolada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria Química, a Federação dos Empregados de Agentes Autônomos do Comércio do Estado de São Paulo e o Sindicato Nacional dos Aposentados Pensionistas e Idosos da Força Sindical

“As ações judiciais dessa envergadura sempre são duas coisas: 1. O grito desesperado, o que nos resta; 2. Uma forma de atuação política importante e agressiva”, avaliou a advogada previdenciarista e consultora de direito previdenciário da Força Sindical, Tonia Galleti.

As entidades questionam o estabelecimento de idade mínima de 65 anos para a aposentadoria para todos os trabalhadores ignorando as diferenças laborais entre homens, mulheres, trabalhadores do campo e da cidade. Também é questionada pela ADPF a exigência de 49 anos de contribuição para obtenção de aposentadoria integral. Essas alterações estão previstas na PEC 287/2016.

“Entendemos que a PEC pretende modificar o modelo de Estado brasileiro, que hoje é um modelo de estado social de direito, para algum outro modelo liberal ou qualquer outro que não seja o atual. E não podemos admitir que o modelo de Estado brasileiro seja alterado por meio de Emenda Constitucional”, declarou Tonia ao Portal Vermelho dois dias depois que a Ação foi protocolada. Para as entidades, o tema deveria ser motivo de amplo debate com a sociedade brasileira. 

Do Portal Vermelho, com informações do STF



“Coxinhas” ficam sem o peru de Natal

декабря 24, 2016 19:37, by Blog do Arretadinho

Foto Joaquim Dantas/Arquivo
Foto Joaquim Dantas/Arquivo
Manipulados pela imprensa falsamente moralista, muitos “midiotas” bateram panelas e foram as ruas para exigir o “Fora Dilma”. 
Os tapados acreditaram piamente na conversa fiada de que bastaria tirar a presidenta para a economia voltar a crescer e o Brasil virar um paraíso. 

Por Altamiro Borges

Nos primeiros dias do “golpe dos corruptos”, a imprensa mercenária, alimentada com mais verbas de publicidade, até estimulou essa miragem. Ex-urubólogos se fantasiaram de otimistas para difundir a mentira da “volta da confiança” do deus-mercado. Agora, porém, nem eles mais divulgam esta baita falácia, temendo pela queda ainda mais abrupta da sua já pouca credibilidade.

Já os “midiotas” começam a questionar, ainda timidamente, se não serviram de massa de manobra para as elites golpistas e seus planos de retirada de direitos sociais. Desde 31 de agosto passado, data fatídica do golpe do impeachment, eles só ouvem falar em aumento da idade para a aposentadoria, em parcelamento das férias, em aumento da jornada de trabalho para 12 horas semanais – entre outras maldades orquestradas pelo covil golpista e defendidas pela mídia chapa-branca. O Natal, que dizem ser um tempo de reflexão, talvez sirva para os “coxinhas” confirmarem a besteira que fizeram... mas sem o tradicional peru na ceia. 

Matéria publicada na Folha nesta quinta-feira (22) informa que “a crise fez o cardápio natalino tradicional perder espaço na mesa dos brasileiros, segundo estudo da consultoria especializada em varejo dunnhumby. A parcela dos consumidores que pretendem preparar uma ceia tradicional caiu de 75% em 2013 para 61% neste ano. Além disso, 10% terão à mesa pratos do dia a dia, conforme mostra levantamento com mil consumidores em São Paulo. Em 2013, só 4% optaram por um jantar comum. ‘O consumidor está atento a produtos alternativos que podem ser mais baratos. Por isso, os itens típicos de Natal vão sofrer mais’, disse o diretor da dunnhumby Sérgio Messias, lembrando que o frango aparece como forte substituto do peru na pesquisa deste ano.

Ainda segundo a reportagem, “entre os que farão ceia, 55% preferirão o frango para economizar no Natal de 2016, um crescimento de cinco pontos percentuais. A demanda por frutas secas também será impactada, segundo a pesquisa. Cerca de 56% dos entrevistados falam em tirá-las do cardápio, alta de três pontos percentuais em relação ao ano passado. Luiz Muniz, sócio da consultoria Telos Resultados, observa que apesar da crise, o panetone será beneficiado. ‘Neste Natal, o panetone deixou de ser um pão com frutas e virou um presente’, afirmou”.

Que o Natal sem peru e sem presentes sirva para despertar os tacanhos “midiotas”, são os meus mais sinceros desejos!

Fonte: Blog do Miro



Capitalismo mata. De verdade

декабря 24, 2016 17:42, by Blog do Arretadinho

Por (*) André Barreto
Para o Blog do Arretadinho

Quando falamos ou escrevemos sobre a violência do capital sobre o mundo do trabalho e sobre os trabalhadores, muitas vezes, a tendência é ficarmos no plano das ideias ou nos atermos a fatos ocorridos nos séculos passados.

Mas, e quando esse embate causa mortes e vira manchete de jornais mundo afora em 2016?

No final de novembro passado, os brasileiros - e boa parte do mundo - acompanharam estarrecidos as notícias sobre a queda do avião da LaMia - um Avro RJ85 -, que levava a delegação da Chapecoense para a primeira partida da decisão da Copa Sul-Americana de futebol, contra o Atlético Nacional, em Medellín, Colômbia. 

Sonhos foram ceifados; famílias destruídas; sangue inocente derramado. Esse foi o saldo da tragédia, chamada por muitos de "acidente".

As causas apontam um erro primário do piloto do voo CP-2933, Miguel Quiroga, que também morreu na tragédia. As investigações concluíram que o avião que transportava o elenco da Chapecoense e profissionais de imprensa do Brasil continha o mínimo de combustível necessário para realizar o trajeto, sem uma quantidade extra, como manda a legislação.

O piloto já havia realizado quatro outras viagens no limite do combustível, sendo que uma delas durou somente quatro minutos a menos do que o percurso encerrado em tragédia com o time de Santa Catarina.

Então, o problema da queda pode ser resumido: falta de combustível.

Porém, o que leva um trabalhador (piloto experiente) a negligenciar de tal forma o seu trabalho a ponto de se expor - e os passageiros - a risco de morte por conta de combustível?
A resposta também pode ser resumida: dinheiro.

Acontece que Quiroga, além de piloto, era um dos dois sócios da LaMia. 

Na hora da decisão - abastecer ou não; gastar dinheiro ou não - falou mais alto o lado "empresarial" do piloto, pois abastecer significava menos lucros e mais tempo para prestar um serviço.

O raciocínio do piloto estava completamente dividido entre ganhar mais dinheiro, arriscando o voo, ou colocar combustível, perdendo alguns trocados e aumentando o tempo de viagem - ou de serviço prestado, perdendo "eficiência" e “produtividade”.

Para reforçar a tese empresarial da tragédia, o piloto - em momento algum - relatou à torre de Medellín que estava com falta de combustível, pois isso significaria uma série de sanções e inviabilizaria, em parte, a empresa LaMia. Se relatasse a verdade - como qualquer trabalhador faria nesse caso -, o piloto teria alguma chance de aterrissar com certa segurança.

Quiroga fez a opção errada; deixou a faceta patronal ditar as ordens e a sequência dos acontecimentos. Mirou o lucro e colheu 71 mortes, inclusive a dele. 

A truculência do lado "empresário" sobre o lado "trabalhador" em uma mesma pessoa, dentro de uma mesma cabeça, foi gritante e fatal.

A queda do avião da LaMia passa agora a ser emblemática quando o assunto é a luta entre capital e trabalho. Desta vez levada a extremos.

(*)André Barreto é Jornalista em Brasília