Brasil está construindo a maior usina de energia solar da AL
августа 15, 2016 1:24Brasil está construindo a maior usina de energia solar da América Latina
O projeto Ituverava, cujas obras começaram em dezembro de 2015, será instalado no Estado da Bahia e terá capacidade de 254 MW, com produção anual de energia estimada em 500 GWh. A previsão é que o parque solar entre em funcionamento em meados de 2017.
Esta será a maior usina de energia solar da América Latina, e ajudará a suprir à demanda constante de energia elétrica no país – que de acordo com estimativas vai aumentar a uma taxa média de 4% ao ano até 2020.
A Enel Green Power (EGP), empresa responsável por conduzir a construção da planta, serão investidos aproximadamente 400 milhões de dólares na construção de Ituverava, seguindo as metas de crescimento da empresa.
– Globalmente, a EGP tem cerca de 1.650 MW de projetos de energia solar em execução ou contratados, que demonstram compromisso crescente para o desenvolvimento desta tecnologia nos próximos anos – declarou Francesco Venturini, CEO da EGP em comunicado oficial da empresa.
– Acreditamos que o Brasil representa uma grande oportunidade por ser um mercado com perspectivas de crescimento muito significativas a médio e longo prazo – declarou Michael Scandellari, CEO da Enerray, empresa parceira na obra, à agência Investimento Notícias.
fonte conexaolusofona.org
Guaiamum une post-rock, folk e baião no disco de estreia
августа 14, 2016 11:34Guaiamum, projeto do músico Daniel Ribeiro, lança seu primeiro disco. Nascido em Brasília e criado em São Paulo, ele aposta no rock delicado de nomes como Elliott Smith, Jeff Buckley e Nick Drake.
Até então guitarrista de bandas como Hoping To Collide With, Labirinto, Pax e Monteventura, Ribeiro deu vazão ao violão e criou a Guaiamum a partir de 2006 após retornar de um período na Irlanda.
O álbum homônimo de estreia abarca influências de post-rock e baião nordestino dentro do folk. Seguido por “Future Archaeology” e seus arranjos vocais, o álbum homônimo de Guaiamum traz “Convenience”, primeiro single de trabalho lançado no início de junho. Gravado nos estúdios YB, Desterro e Abacateiro, todos em São Paulo, o disco foi produzido em parceira por Daniel e Vitor Moraes, responsável por algumas faixas de Pangea I Palace II, de Lemoskine, e Outros Sonhos, documentário sobre a banda curitibana ruído/mm. Além de violões e guitarras, Ribeiro gravou lap steel, baixo fretless, banjo, sanfona e teclado e, ainda, contou com bateria de Matheus Barsotti, contrabaixo de Davi Martin, violoncello de Guilherme Faria, violino de Daniela Rizzi e programação de percussão de Thiago Veiga.
Pré-lançado em março de 2016 em evento com participação especial de Flavio Tris, o álbum também foi divulgado em uma pequena turnê pela Irlanda e teve seu lançamento oficial no Teatro da Rotina em 23 de julho. O álbum se encontra disponível nas plataformas Deezer, iTunes, Spotify e demais serviços de streaming. Ouça:
fonte revistaogrito.ne10.uol.com.br
Tom Zé diz que vivemos em uma "ditadura mascarada"
августа 14, 2016 11:16![]() |
| Foto Divulgação |
"Hitler está vivo no Brasil. São os que estão no poder", afirma Tom ZéDe Brasília
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho
Em entrevista no mês de julho deste ano, o músico baiano Tom Zé afirmou que "a gente vive uma ditadura mascarada" e o que está em curso no país é realmente um golpe. Ele afirmou ainda que "o Brasil está entupido de Hitlers, de fascistas" Confira a íntegra da entrevista:
no Diário de Notícias
Entrevista ao músico brasileiro Tom Zé, que atuou no primeiro dia do festival Mimo, em Amarante.
A Lu Araújo, diretora do Mimo, diz que foi uma guerra para o trazer aqui. Porquê?
Eu estou fazendo um disco, dos meus 80 anos, e estou muito atrasado. Por isso a gente não queria se afastar de São Paulo de jeito nenhum.
Que disco é esse?
Estará pronto em setembro, porque o meu aniversário é em outubro. Chama-se Canções Eróticas para Ninar, e em baixo: Urgência Didática. Quando eu nasci não tinha educação sexual. "Vade retro Satanás!" Quando chega aos 13 anos desce um bicho na cabeça chamado libido, você fica doido. A nudez era um crime e a educação sexual não existia. Então, as pessoas da cozinha, do quintal e do jardim passavam o dia todo falando coisas com a gente que tinham um segundo sentido. Figuras de estilo altamente sofisticadas. Por exemplo: "Debaixo de saia tem fogão." E aí davam risada. É muito difícil para uma criança entender. Um belo dia você entendia.
O disco fala da falta do que essa educação lhe fez?
Tinha uma falta, mas eles [pessoal da cozinha, quintal e jardim] tentavam corrigir antes de chegar a libido. Quando entra na criatura é um golpe, a mulher passa a ser o centro da atenção. E você não sabe nada. Eu tinha 16 anos quando soube que meu pai e minha mãe trepavam.
O Tom Zé pensava que vinha de onde?
Não acreditava na cegonha. Achava que a força universal, quando o casal estava junto, engravidava.
Acha que houve um golpe no Brasil, como diz a própria Dilma Rousseff referindo-se à sua saída forçada do poder?
Minha filha, realmente é um golpe, todo o mundo sabe. A gente vive uma ditadura mascarada. [É] Um governo fazendo tudo o que uma democracia não faz e que não quer ser chamado de ditadura. Todo o dia mudam a acusação [contra Dilma], agora no Senado disseram que ela não tem nada com pedaladas fiscais [a deliberação veio do Ministério Público Federal, em relação ao caso Safra, onde foi decidido não existir crime do governo de Dilma]. Se muda a acusação têm de tirar todo o processo de impeachment.
Para alguém que fez e viveu o movimento Tropicália e a sua luta contra a ditadura, como vê aquilo a que chama de golpe e a subida de Michel Temer ao poder?
Quando ia começar a [II] Guerra, todo o mundo que era contra Hitler foi para o Brasil, para pular. Depois da guerra, os fascistas que não foram mortos foram para América do Sul, que era a mesma coisa que ir para fora do mundo. O Brasil está entupido de Hitlers, de fascistas. Lá, essa penada que você ouve é Hitler falando no Brasil, Hitler está vivo no Brasil. São os que estão no poder.
Como acha que vão correr os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro?
Tem todas as dificuldades. Tem os que querem sabotar como quiseram sabotar todas as copas e todos os jogos; tem os que estão realmente a fim de destruir aquilo para provar que o governo tem de ser mais ditatorial, tem coisa de todo o jeito, e a gente com medo.
De quê?
Uma ditadura não é mole. Já conheci uma, fui preso duas ou três vezes. Vi coisa que o cão não sabe o que é.
Já falou com Caetano Veloso e Gilberto Gil sobre o que está a acontecer no vosso país?
O que eles pensam eu não sei. Tivemos uma reunião no outro dia para o disco que eles fizeram [da digressão Dois Amigos, Um Século de Música]. O Globo queria que eu fosse o entrevistador deles. Só havia uma coisa em que a gente estava de acordo: o Brasil não é um país sem uma assistência imunológica. E um dos responsáveis por essa assistência imunológica é a obra dos cantores, esse lastro deixado por eles, por Chico Buarque e tal. Tem uma coisa que é uma espécie de anticorpo fascista.
E há uma nova geração capaz de continuar isso?
Aí é onde está, no meu disco [Vira Lata na Via Láctea, 2014], Geração Y. ["Vem depressa, porque / Meu bem, meu bem (...) / daqui a alguns anos vamos ter de governar", diz a canção] Eles fazem questão de fazer tudo com ética. Ética: é uma novidade que eu não oiço falar desde meu tempo de infância. Os fazendeiros [em Irará, Bahia, onde nasceu] - o meu avô era fazendeiro - só falava de ética. E agora essa juventude. Eu fiz um show com eles [em 2013, convidou Mallu Maga-lhães, Emicida e Pélico para se juntarem a ele no palco]. Eles defendem que o homem tem que ter palavra, que os ricos têm de ter respeito pelos pobres. É um povo completamente diferente. Como é que eles vão governar com ética? Ética aqui não fala, principalmente no Brasil. Tem um cara que rouba e que todo o dia acha quem defende ele e que está aí sem ser preso até hoje. O tal do [Eduardo] Cunha [ex-presidente da Câmara dos Deputados]. Deus que defenda a humanidade, que aquele é o maior bandido que eu já ouvi falar até hoje.
Tom Zé diz que vivemos em uma ditadura
августа 14, 2016 11:15![]() |
| Foto Divulgação |
"Hitler está vivo no Brasil. São os que estão no poder", afirma Tom ZéDe Brasília
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho
Em entrevista no mês de julho deste ano, o músico baiano Tom Zé afirmou que "a gente vive uma ditadura mascarada" e o que está em curso no país é realmente um golpe. Ele afirmou ainda que "o Brasil está entupido de Hitlers, de fascistas" Confira a íntegra da entrevista:
no Diário de Notícias
Entrevista ao músico brasileiro Tom Zé, que atuou no primeiro dia do festival Mimo, em Amarante.
A Lu Araújo, diretora do Mimo, diz que foi uma guerra para o trazer aqui. Porquê?
Eu estou fazendo um disco, dos meus 80 anos, e estou muito atrasado. Por isso a gente não queria se afastar de São Paulo de jeito nenhum.
Que disco é esse?
Estará pronto em setembro, porque o meu aniversário é em outubro. Chama-se Canções Eróticas para Ninar, e em baixo: Urgência Didática. Quando eu nasci não tinha educação sexual. "Vade retro Satanás!" Quando chega aos 13 anos desce um bicho na cabeça chamado libido, você fica doido. A nudez era um crime e a educação sexual não existia. Então, as pessoas da cozinha, do quintal e do jardim passavam o dia todo falando coisas com a gente que tinham um segundo sentido. Figuras de estilo altamente sofisticadas. Por exemplo: "Debaixo de saia tem fogão." E aí davam risada. É muito difícil para uma criança entender. Um belo dia você entendia.
O disco fala da falta do que essa educação lhe fez?
Tinha uma falta, mas eles [pessoal da cozinha, quintal e jardim] tentavam corrigir antes de chegar a libido. Quando entra na criatura é um golpe, a mulher passa a ser o centro da atenção. E você não sabe nada. Eu tinha 16 anos quando soube que meu pai e minha mãe trepavam.
O Tom Zé pensava que vinha de onde?
Não acreditava na cegonha. Achava que a força universal, quando o casal estava junto, engravidava.
Acha que houve um golpe no Brasil, como diz a própria Dilma Rousseff referindo-se à sua saída forçada do poder?
Minha filha, realmente é um golpe, todo o mundo sabe. A gente vive uma ditadura mascarada. [É] Um governo fazendo tudo o que uma democracia não faz e que não quer ser chamado de ditadura. Todo o dia mudam a acusação [contra Dilma], agora no Senado disseram que ela não tem nada com pedaladas fiscais [a deliberação veio do Ministério Público Federal, em relação ao caso Safra, onde foi decidido não existir crime do governo de Dilma]. Se muda a acusação têm de tirar todo o processo de impeachment.
Para alguém que fez e viveu o movimento Tropicália e a sua luta contra a ditadura, como vê aquilo a que chama de golpe e a subida de Michel Temer ao poder?
Quando ia começar a [II] Guerra, todo o mundo que era contra Hitler foi para o Brasil, para pular. Depois da guerra, os fascistas que não foram mortos foram para América do Sul, que era a mesma coisa que ir para fora do mundo. O Brasil está entupido de Hitlers, de fascistas. Lá, essa penada que você ouve é Hitler falando no Brasil, Hitler está vivo no Brasil. São os que estão no poder.
Como acha que vão correr os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro?
Tem todas as dificuldades. Tem os que querem sabotar como quiseram sabotar todas as copas e todos os jogos; tem os que estão realmente a fim de destruir aquilo para provar que o governo tem de ser mais ditatorial, tem coisa de todo o jeito, e a gente com medo.
De quê?
Uma ditadura não é mole. Já conheci uma, fui preso duas ou três vezes. Vi coisa que o cão não sabe o que é.
Já falou com Caetano Veloso e Gilberto Gil sobre o que está a acontecer no vosso país?
O que eles pensam eu não sei. Tivemos uma reunião no outro dia para o disco que eles fizeram [da digressão Dois Amigos, Um Século de Música]. O Globo queria que eu fosse o entrevistador deles. Só havia uma coisa em que a gente estava de acordo: o Brasil não é um país sem uma assistência imunológica. E um dos responsáveis por essa assistência imunológica é a obra dos cantores, esse lastro deixado por eles, por Chico Buarque e tal. Tem uma coisa que é uma espécie de anticorpo fascista.
E há uma nova geração capaz de continuar isso?
Aí é onde está, no meu disco [Vira Lata na Via Láctea, 2014], Geração Y. ["Vem depressa, porque / Meu bem, meu bem (...) / daqui a alguns anos vamos ter de governar", diz a canção] Eles fazem questão de fazer tudo com ética. Ética: é uma novidade que eu não oiço falar desde meu tempo de infância. Os fazendeiros [em Irará, Bahia, onde nasceu] - o meu avô era fazendeiro - só falava de ética. E agora essa juventude. Eu fiz um show com eles [em 2013, convidou Mallu Maga-lhães, Emicida e Pélico para se juntarem a ele no palco]. Eles defendem que o homem tem que ter palavra, que os ricos têm de ter respeito pelos pobres. É um povo completamente diferente. Como é que eles vão governar com ética? Ética aqui não fala, principalmente no Brasil. Tem um cara que rouba e que todo o dia acha quem defende ele e que está aí sem ser preso até hoje. O tal do [Eduardo] Cunha [ex-presidente da Câmara dos Deputados]. Deus que defenda a humanidade, que aquele é o maior bandido que eu já ouvi falar até hoje.
Sol de Brasília desafia goleira sueca com vitiligo
августа 13, 2016 17:45![]() |
| Goleira sueca Hedvig Lindahl disse que mesmo com filtro solar fator 50 sofreu queimaduras no rosto após partida em Brasília Reuters/Ueslei Marcelino/Direitos Reservados |
A goleira dos Estados Unidos, Hope Solo, disse à revista americana Sports Illustrated que seu time havia perdido para “um bando de covardes”, depois de as norte-americanas terem sido eliminadas pela Suécia por 4 a 3 nas quartas de final do futebol feminino da Rio 2016.
Do outro lado do campo, a goleira sueca, Hedvig Lindahl, enfrentava uma batalha mais dura do que Hope Solo podia imaginar: o sol forte de Brasília sobre sua pele com vitiligo.
“Hoje usei um protetor fator 50”, disse a defensora escandinava após o jogo. “Apliquei antes e depois do aquecimento e também no intervalo. Mesmo assim, estou com algumas queimaduras no rosto agora. Estava sentindo que o sol e o calor se tornaram meu inimigo.”
Durante o primeiro tempo, Hedvig jogou no gol que ficava sob o sol no Estádio Mané Garrincha. Na segunda etapa, trocou de lado e teve um alívio. “No segundo tempo eu joguei na sombra, então, não foi tão ruim. Se eu jogo 20 minutos no sol, é claro que isso vai afetar a minha pele.”
Hedvig disse que a doença começou a se manifestar quando tinha 5 anos, e, até os 18, sua pele foi perdendo pigmentação. Para quem sofre do mesmo problema, ela deixa uma mensagem: “Quero dizer às pessoas com a mesma condição que elas podem fazer as coisas”, incentivou. A goleira conta que já recebeu e-mails de pessoas que diziam que ela queria se matar, por causa da exposição ao sol no esporte.
“É algo realmente difícil psicologicamente, porque você é diferente e deve ter grandes manchas no seu corpo. Mas eu tento pensar que somos únicos.”
Na terça-feira (16), Hedvig terá mais um desafio pela frente: o jogo contra o Brasil está marcado para as 13h, hora de sol forte, no Maracanã. A previsão do tempo, porém, pode animá-la. Segundo o Centro de Operações da Prefeitura do Rio de Janeiro, pode haver chuva fraca a moderada e tempo nublado durante a partida.
O vitiligo
A diminuição da exposição solar é uma das orientações da Sociedade Brasileira de Dermatologia para pacientes com diagnóstico de vitiligo, como a goleira sueca. A entidade também recomenda o combate a outros fatores que possam precipitar o aparecimento de novas lesões ou acentuar as já existentes – como evitar o uso de vestuário apertado, que provoque atrito ou pressão sobre a pele, e controlar o estresse.
De acordo com a sociedade médica, o vitiligo é uma doença caracterizada pela perda da coloração da pele. As lesões se formam devido à diminuição ou ausência de melanócitos – células responsáveis pela formação da melanina, pigmento que dá cor à pele.
As causas ainda não estão claramente estabelecidas, mas fenômenos autoimunes parecem estar associados ao vitiligo. Além disso, alterações ou traumas emocionais podem estar entre os fatores que desencadeiam ou agravam a condição.
Ainda segundo a entidade, não existem formas de prevenção do vitiligo. Como em cerca de 30% dos casos há histórico familiar, os parentes de pessoas afetadas pelo quadro devem fazer vigilância periódica da pele e recorrer ao dermatologista caso surjam lesões.
da Agência Brasil*
*Colaborou Paula Laboissière, de Brasília



