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апреля 3, 2011 21:00 , by Unknown - | No one following this article yet.
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Panelaços eram contra os trabalhadores.

августа 13, 2016 15:04, by Blog do Arretadinho

Panelaços eram contra os trabalhadores. Não contra a corrupção
O deputado federal João Daniel (PT/SE) questionou nesta quarta (10) por que, depois das denúncias desta semana contra o presidente interino, Michel Temer, o ex-ministro Romero Jucá e o ministro José Serra, não se viu o mesmo "bater de panelas" que foi visto no processo de impeachment contra a presidente eleita Dilma Rousseff; para ele, "é lamentável que não se veja, em lugar algum, manifestação deste mesmo grupo que ia às ruas bater panela, fazer denúncia contra a corrupção, quando todas as denúncias fartas são feitas contra esse governo interino que está governando, neste momento, o Brasil"

do 247

O deputado federal João Daniel (PT/SE) fez na quarta (10), durante sessão na Câmara, uma análise do momento político em que o país vive. O deputado questionou porque depois das denúncias desta semana, feitas contra o presidente interino, Michel Temer, o ex-ministro Romero Jucá e o ministro José Serra, não se viu o mesmo "bater de panelas" que foi visto no processo de impeachment contra a presidente eleita Dilma Rousseff.

Para João Daniel, a presidente Dilma, que foi eleita legitimamente tem passado por um processo de destituição, por meio de um golpe, em que o argumento é o combate a corrupção. “Nós acompanhamos, durante o período em que a presidenta Dilma enfrentava as falsas denúncias — porque não há uma prova, mas estão inventando crimes contra a presidenta Dilma e contra o presidente Lula —, as panelas que batiam nos bairros ricos e nobres. E agora elas se esconderam, foram para o fundo do armário”, disse.

O deputado destacou que mesmo com a divulgação na imprensa do recebimento de R$ 23 milhões de “caixa 2” pelo ministro José Serra, que também é senador, e também do recebimento por Michel Temer e o ex-ministro Jucá de R$ 10 milhões em espécie, não se ouvem panelas batendo pedindo a punição dos envolvidos em corrupção.

Na opinião do deputado, está claro que as batidas dos panelaços eram contra a inclusão dos pobres, contra a inclusão dos trabalhadores, da juventude negra da periferia, eram contra os índios, os quilombolas, os posseiros e os pobres deste país que tiveram vez e voz e que, durante os 12 anos dos governos Dilma e Lula, foram respeitados como gente. “Esta classe média conservadora, elitista, mostra, neste momento, no Brasil, que ela não tem compromisso nenhum com o nosso país, muito menos contra a corrupção. Acoberta todo o tipo de malandragem, se essa malandragem, se esse esquema for feito pela direita, pela elite branca”, afirmou.

Na avaliação do deputado João Daniel, "é lamentável que não se veja, em lugar algum, manifestação deste mesmo grupo que ia às ruas bater panela, fazer denúncia contra a corrupção, quando todas as denúncias fartas são feitas contra esse governo interino que está governando, neste momento, o Brasil", declarou.



Messi anuncia volta à seleção argentina

августа 13, 2016 10:23, by Blog do Arretadinho

Craque decide reverter decisão de deixar o clube divulgada após a derrota para o Chile na final da Copa América, em junho. 
"Amo demais meu país e essa camisa", disse.

O atacante Lionel Messi anunciou nesta sexta-feira (12/08) que voltará a jogar pela seleção argentina, revertendo a decisão de deixar o Albiceleste depois da derrota para o Chile na final da Copa América, no final de junho.

"Vejo que há muitos problemas no futebol argentino e não quero criar nenhum mais. É preciso acertar muitas coisas no futebol argentino, mas prefiro fazê-lo de dentro, e não criticando de fora", afirmou o craque em comunicado.

Horas depois do anúncio, o camisa 10 foi convocado pelo técnico Edgardo Bauza para os duelos contra Uruguai e Venezuela pelas Eliminatórias Sul-americanas para a Copa do Mundo de 2018, que começam em setembro.

"Me passaram muitas coisas pela cabeça no dia da última final e pensei seriamente em deixá-la, mas amo demais meu país e esta camisa", declarou Messi.

A saída da estrela do Barcelona da seleção argentina gerou comoção nacional e internacional e uma onda de apoio ao jogador. Fãs foram às ruas da capital Buenos Aires para pedir a volta do camisa 10. Nas redes sociais, artistas, comentaristas esportivos e políticos fizeram o mesmo apelo.

Messi vestiu a camisa da Albiceleste por 11 anos, período em que ganhou o título do Mundial Sub-20 na Holanda, em 2005, e a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008. Apesar do sucesso com o Barcelona, Messi contabiliza uma final de Copa do Mundo perdida – contra a Alemanha, em 2014 – e três derrotas em finais da Copa América.

KG/efe/rtr



BNDES quer privatizar o Brasil

августа 13, 2016 10:08, by Blog do Arretadinho

Lessa: no Brasil, a taxa de inflação não é o horror, o horror é a taxa de desemprego
Foto VITOR VOGEL/RBA
BNDES quer privatizar o Brasil. A sociedade quer isso?
Para Carlos Lessa, um projeto nacional tem de promover o trabalho e o emprego. Ex-presidente do BNDES, ele teme que o banco hoje atue para “vender barato o patrimônio que custou caro aos brasileiros”

por Maurício Thuswohl, para a Revista do Brasil

O economista e professor Carlos Lessa é figura sem par no pensamento político e econômico brasileiro. Conhecido por seu perfil nacionalista, ele faz sobre o atual momento do país uma análise que ultrapassa os limites do embate ideológico, ao se posicionar de forma crítica em relação à política econômica do governo interino de Michel Temer e ao que classifica como “falta de rumo” do Brasil nos últimos anos, incluindo a era Lula e Dilma, quando o país não teria sabido definir o caminho para garantir seu crescimento econômico.

Lessa lamenta que, no governo interino, o BNDES, uma das principais ferramentas de promoção do setor produtivo e do desenvolvimento, tenha voltado à “era tucana” e se tornado um “instrumento de corretagem para facilitar a venda dos ativos brasileiros”. Presidente da instituição em 2003, ele diz se orgulhar de ter sido demitido por ter “brigado” com o então presidente do Banco Central do governo Lula, Henrique Meirelles, hoje ministro da Fazenda. “Eu sou inimigo do Meirelles.”

A receita econômica de Michel Temer e Henrique Meirelles, que inclui aumento de impostos e venda de ativos, é o melhor caminho para que se estabilize a economia brasileira?

Há uma discussão – do meu ponto de vista quase que histérica – sobre o corta ou o não corta, sobre põe imposto ou não põe imposto. No Brasil, a taxa de inflação não é o horror, o horror é a taxa de desemprego.

Quais medidas seriam necessárias para a retomada?
A grande discussão a ser feita é: crescer em que direção? Eu, por exemplo, acho que deve crescer pela construção da casa própria. Eu acho o programa Minha Casa, Minha Vida uma ideia absolutamente correta. Para construir uma casa você usa um terreno, usa materiais locais, como areia e pedra, usa a mão de obra local e ao mesmo tempo usa cimento e ferro de construção, que são produtos nacionais. Então, você tem a cadeia produtiva virada para dentro da economia. Se você constrói casa, todos esses fornecimentos são ativados.

Como o senhor avalia a proposta do governo de estabelecer um teto para os gastos públicos pelos próximos 20 anos?
Isso é uma bobagem, é uma besteira. Não existe essa coisa de teto. Quer dizer: você está com sua perna arrebentada, mas não pode consertá-la porque há teto de gastos? A questão é saber se o gasto público é relevante e se está sendo produzido de uma maneira correta. O problema não é o que você gasta, mas como você gasta.


O sistema de exploração do pré-sal a partir do regime de partilha e com participação mínima de 30% da Petrobras em cada campo está em vias de ser desmontado pelo Congresso e pelo governo interino. O que o senhor acha dessa mudança?
Eu acho que a questão do petróleo está sendo mal discutida no Brasil por uma razão muito simples. Na verdade, tem muita gente que diz que o Brasil tem de retirar o petróleo com a maior rapidez possível. Isso significa converter o Brasil em um exportador de petróleo. Ser mero exportador de petróleo no mundo é uma maldição. Eu só conheço um país onde a exportação de petróleo gerou uma vida social sofisticada, organizada e correta, que é a Noruega. O resto dos grandes países exportadores são Arábia Saudita, Irã, Indonésia... A Indonésia é impressionante: foi fundadora da Opep e hoje importa petróleo.

O que eu quero dizer é que ter petróleo é uma vantagem colossal para um país, mas ser exportador de periferia é sempre uma situação muito vulnerável. Eu não quero ser uma Arábia Saudita, um Qatar, não me inspiro em Abu Dhabi. Para o Brasil, eu quero que cada família viva direito, tendo a energia necessária para viver direito.

Com o anúncio de iniciativas para incentivar concessões e privatizações, o perfil do BNDES no governo Temer é diferente daquilo que o banco vinha representando nos últimos anos. Para o senhor, qual o papel ideal do BNDES na economia?
A descaracterização do BNDES é mortal para o Brasil. Essa moça que está lá (Maria Silvia Bastos Marques) voltou a fazer o discurso da era tucana, a pior de todas. Agora, vamos entender bem. Eu não quero fazer esse tipo de julgamento, mas, infelizmente, sou obrigado a fazer. O BNDES veio se aproximando muito dessa atual orientação tucana porque, ao priorizar o mercado de capitais, se desviou de sua função que é dar prioridade ao sonho brasileiro de crescimento. O Brasil está crescendo em que direção? Para onde? Para ser celeiro do mundo ou para ser uma pátria sem fome? O Brasil está dando prioridade para quê? Para que cada família tenha um poder de compra mínimo para sua dignidade? Isso significa gerar empregos para os brasileiros. Eu não sei qual é a prioridade do crescimento brasileiro pelo simples fato de que ele não está explicitado, o que leva o BNDES a uma situação muito difícil.

Hoje, o projeto que o BNDES tem para o país é privatizar o Brasil. O BNDES é um instrumento de corretagem para facilitar a venda dos ativos brasileiros. Como os ativos brasileiros estão muito baratos, nós vamos cometer um crime contra a brasilidade. Vender barato o que custou o sangue e o suor dos brasileiros. Para quê? Para virar celeiro do mundo e manter a fome no Brasil? É esse o projeto nacional brasileiro? Eu faria essa pergunta à presidente interditada, Dilma Rousseff, e ao presidente em exercício, Michel Temer. Nenhum dos dois vai responder. Tente fazer essa pergunta ao ministro Henrique ­Meirelles e aos ex-ministros Guido Mantega e Antonio Palocci. Singelamente. Na verdade, eu acho que essa pergunta cada brasileiro deve fazer para si mesmo. Você quer deixar seu vizinho desempregado? O morador do seu bairro passando fome?

Por que o senhor saiu do BNDES?
Eu sou suspeito porque fui presidente do BNDES e fui demitido pelo presidente Lula. Isso é uma coisa da qual eu me orgulho porque naquela ocasião eu briguei com o Henrique Meirelles. Eu sou inimigo do Meirelles, que na época já era uma figura promovida pelo PT, infelizmente. Eu acho que o BNDES tem que ser o antigo BNDES, ligado à industrialização brasileira, para empurrar para frente a economia brasileira, para gerar emprego para os brasileiros. É esse o BNDES que eu acho importante. Esse BNDES, por exemplo, não deveria fazer campanha publicitária nos grandes jornais, porque todo mundo conhece a instituição. Tem que gastar dinheiro nos pequenos jornais do interior, aí sim a propaganda poderá atingir pessoas que não saibam o que é o BNDES.

O BNDES é a grande invenção que a Comissão Mista Brasil-Estados Unidos deu para o Brasil. É uma história muito curiosa, porque o Brasil, mesmo tendo participado da Segunda Guerra Mundial, não recebeu nenhum apoio do Plano Marshall. Mas criou-se a Comissão Mista Brasil-Estados Unidos porque os americanos diziam que queriam nos ajudar. Eles não ajudaram, mas propuseram a criação de um banco de fomento. Esse banco de fomento chama-se BNDES, que foi a melhor sugestão que os americanos fizeram para o Brasil até hoje.

O Brasil tem saída no futuro imediato?
Antes de o Brasil ser celeiro do mundo não pode mais haver fome no país. Antes de o Brasil imaginar exportar energia tem que usar a energia para melhorar a vida dos brasileiros. Usar a energia com a tecnologia de utilização dessa energia. Uma das coisas que os vendedores de petróleo ficam falando é que se eles não venderem, a era do petróleo vai acabar. E daí? A era do carvão, na 1ª Revolução Industrial, acabou, mas quem ainda tem carvão tem uma vantagem espetacular. O Brasil tem muito petróleo potencial, tem muita energia elétrica potencial, mas estão privatizando a parte de energia elétrica e despedaçando a rede de energia brasileira. É isso o que quer a sociedade brasileira? Precisamos crescer e afastar a maldição das famílias desempregadas, precisamos dar comida para o povo brasileiro.

É possível um realinhamento das forças progressistas em torno de um projeto para o país?
O Brasil está sem um projeto nacional explícito e organizado há muito tempo. Não é de hoje. Eu não gosto muito da divisão esquerda-direita porque ela se refere a um cenário histórico mundial completamente diferente do cenário atual. Sobre isso, eu volto a perguntar, em bom português: qual é o projeto brasileiro. É o projeto de globalização? Então, qual é a nossa referência na globalização? É claro que nós precisamos estar ligados à economia mundial e devemos fazer uma política para fortalecer essas ligações. Porém, essa política é uma política nacional, não é adotar internamente diretivas enunciadas abstratamente pelo país líder. Não é adotar o Consenso de Washington.

Como o senhor se define politicamente?
Quando me perguntam o que eu sou, eu digo: sou nacionalista. E digo outra coisa: sou populista. O progresso social na América Latina se dá por figuras que são execradas como populistas porque avançam. Mas a tragédia do populismo é que nunca consegue fazer o sucessor. É sempre um processo complicado, porém as conquistas sociais que os populistas introduziram ficam. O peronismo existe até hoje porque Perón avançou socialmente a Argentina. O getulismo ainda existe no Brasil porque houve Getúlio Vargas. Eu acho que, dadas as condições latino-americanas e ibéricas, com uma organização partidária fraca, são figuras que empurram a sociedade, e isso é chamado pela ciência política de populismo. Mas eu prefiro as figuras que empurram a sociedade às figuras que desarticulam a sociedade e nos jogam em uma situação subordinada e periférica.

O nacionalismo está fora de moda?
Eu sou inteiramente favorável à ideia de um projeto nacional, à democracia como forma básica de organização da sociedade, a partidos que se alternem no poder com respeito a uma regra para não eliminar o outro. Essas regras são singelas, porém são tornadas obscuras para discussão. As pessoas agora têm vergonha de dizer que são nacionalistas porque se criou uma espécie de execração do nacionalismo. Mas, meu amigo, fora da nação não há solução. Eu até adoraria ver o mundo todo preocupado com os problemas do mundo, mas isso é um sonho da humanidade. Eu tenho, em primeiro lugar, que me preocupar com o meu país, me preocupar com os meus vizinhos. Isso significa melhorar a qualidade de vida dos povos sul-americanos, que é muito ruim. Ser nacionalista é dar prioridade ao desenvolvimento e à qualidade de vida do seu povo.



Relembre o caso da chacina de Osasco e Barueri

августа 13, 2016 9:42, by Blog do Arretadinho

Na noite dos ataques, no dia 13 de agosto de 2015, 18 pessoas foram assassinadas – 15 em Osasco e três em Barueri. 
Uma menina de 15 anos, que foi atingida, morreu em 27 de agosto, após ficar internada em estado grave no Hospital Regional de Osasco, com um ferimento abdominal. Mais seis pessoas ficaram feridas.

Entre as hipóteses para os crimes está a vingança pelas mortes do policial militar Ademilson Pereira de Oliveira, em 7 de agosto, em Osasco, e de um guarda-civil, no dia 12 de agosto, em Barueri.

Passados quatro dias da chacina, o então secretário estadual de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, afirmou que, pelo menos, dez pessoas teriam participado dos crimes. Segundo o secretário, as primeiras investigações identificaram três grupos responsáveis pelos ataques.

“São, no mínimo, 10 criminosos envolvidos. As imagens apontam que havia quatro pessoas no [carro] Peugeot e mais duas em uma motocicleta, em Osasco”, disse Moraes na ocasião, e que hoje comanda o Ministério da Justiça.

Um ano depois, apenas quatro pessoas estão presas e respondem a processo.

“É um crime de dificílima apuração atualmente. Primeiro, são praticados, em tese, por profissionais que lidam com o crime e conhecem os métodos de investigação. E, conhecendo os métodos de investigação, atuam de modo a não utilizar mecanismos que os incriminem”, disse o promotor Marcelo Oliveira.

Início das investigações
A Corregedoria da Polícia Militar e o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) abriram inquérito para apurar os crimes, que foram concluídos em dezembro do ano passado, e encaminhados ao Ministério Público do estado (MP-SP).

O inquérito identificou oito suspeitos – sete policias militares e um guarda-civil.  No entanto, o Ministério Público denunciou quatro deles devido à falta de indícios sobre a participação dos demais suspeitos. “Havia outros indiciados, outros suspeitos, mas os promotores que ofereceram a denúncia julgaram, na época, que havia elementos apenas contra esses quatro que estão sendo acusados atualmente”, disse o promotor do caso na Justiça, Marcelo Oliveira.

No ano passado, os sete policiais e o guarda-civil foram presos pela suspeita de envolvimento nos crimes. A Justiça Militar, porém, revogou a prisão de quatro policiais militares, em 12 de fevereiro deste ano. Eles continuam trabalhando na corporação até hoje, cumprindo expediente administrativo, segundo nota da Secretaria de Segurança Pública. 

A secretaria afirmou ainda, em nota, que os sete policiais respondem atualmente a processo de demissão na Polícia Militar.

da Agência Brasil



A face mais obscura do golpe

августа 12, 2016 18:53, by Blog do Arretadinho

Protagonista de investidas nefastas no Legislativo, o presidente interino Michel Temer (PMDB) promove uma ofensiva para desmontar o serviço público na União e nos Estados. 
Por: *Daniel Almeida 

À frente de um governo provisório que tomou o poder após golpe institucional, o peemedebista quer executar na marra um projeto político para as próximas décadas, já rejeitado nas eleições de 2014.

A proposta de renegociação da dívida dos Estados (PLP 257/16), aprovada pelo Plenário da Câmara nesta semana, representa a essência do golpe em andamento no país. Prejudica o Brasil como um todo. A exigência de que os gastos primários das unidades federadas não ultrapassem o ano anterior, acrescido da variação da inflação medida pelo IPCA, gerará congelamento de investimentos e de salários dos trabalhadores, dificultando o funcionamento normal das administrações.

Outra face do ajuste fiscal profundo em curso é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 241/16), que será analisada em comissão especial, instalada na surdina de forma golpista na quinta-feira à noite. O novo regime fiscal prevê imposição de limites de gastos primários para a União, com vigência de 20 anos, acabando com a vinculação de receitas para despesas com educação e saúde, conforme previsto na Constituição Federal. Em um país onde já faltam recursos para essas áreas estratégicas no desenvolvimento nacional, é um absurdo criar mecanismos de arrocho.

Os efeitos perversos das duas propostas recaem sobre os setores mais vulneráveis da sociedade, prejudicando trabalhadores e usuários dos serviços públicos essenciais.

Temer promove esse enxugamento para priorizar a destinação de dinheiro para o pagamento da dívida pública em vez de atender aos interesses mais básicos dos cidadãos. O objetivo é mudar a Constituição, retirando direitos e conquistas sociais, para favorecer a sustentabilidade do mercado financeiro que já assegura lucros enormes anualmente. É inaceitável que o governo seja o porta-voz dos rentistas. Temos de reforçar essa denúncia e lutar contra o maior golpe e injustiça de todos: aquele que assalta o trabalhador.

*Deputado federal pela Bahia e líder do PCdoB na Câmara.