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апреля 3, 2011 21:00 , by Unknown - | No one following this article yet.
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As ariranhas e a corrupção

июня 25, 2016 19:58, by Blog do Arretadinho


Opinião
Editorial do Blog do Arretadinho sobre a prisão do homem que, quando menino, foi salvo do ataque de ariranhas por um sargento do Corpo de Bombeiros no Zoológico de Brasília
Por Joaquim Dantas

Estourou na grande mídia, como morteiros em noite de São João, a prisão feita pela Polícia Federal de Adilson Florêncio da Costa, ex-diretor da Postalis, empresa que administra o fundo de pensão dos funcionários dos Correios. Adilson é acusado de integrar um esquema que desviou R$ 90 milhões da empresa.

A acusação em si, o desvio de dinheiro, nem teve tanto destaque assim na grande imprensa, a maior parte das matérias publicadas foi para relembrar que Adilson foi salvo do ataque de um grupo de ariranhas, pelo sargento do Corpo de Bombeiros Sílvio Delmar Holenbach, que faleceu em seguida por não resistir aos ferimentos provocados pelos animais, no zoológico de Brasília em 1977.

O que eu não entendo é o fato de a grande mídia querer "criminalizar" Adilson mais por uma espécie de "ingratidão" ao sargento que deu a vida para salvar a dele, do que pelo crime que é acusado de ter cometido. Oi? Como assim?

Como dizia o velho guerreiro, o Chacrinha, uma coisa é uma coia e outra coisa é outra coisa. O sargento que salvou aquele garoto de 13 anos, na época, cumpriu com o dever que a sua consciência determinou que fizesse, merece todo o nosso respeito e reverência.

Entretanto, carregamos no nosso DNA cultural e colonial, que "levar vantagem em cima dos outros", "ganhar um por fora", "comer uma bola", "cobrar o leitinho das crianças", é menos grave do que qualquer outro crime, mesmo porque, fala-se muito em corrupção no governo e quase nada da nossa corrupção cotidiana, que nem vou listar aqui.

O fato é que a Polícia Federal acusa Adilson de ter ajudado a desviar quase 100 milhões de Reais de um fundo de pensão dos trabalhadores dos Correios e, na minha opinião, quem deveria ser destaque nesse tema, era o trabalhador, que deveria denunciar as perdas que tive com o desvio de um volume tão grande de suas economias.

No mais, ariranhas à parte, para que tá ficando feio PIG. #SóAcho



Êêêê, o Miguilim voltou, o Miguilim voltou...

июня 25, 2016 11:18, by Blog do Arretadinho

O jovem ator Matheus Trindade, que interpreta a personagem Miguilim, foi indicado na a categoria ator revelação, no Prêmio SESC do Teatro Candango de 2015 Foto Joaquim Dantas
O jovem ator Matheus Trindade, que interpreta a personagem Miguilim, foi indicado na a categoria
ator revelação, no Prêmio SESC do Teatro Candango de 2015
Foto Joaquim Dantas 
O espetáculo Miguilim Inacabado, de Guimarães Rosa, está de volta e será apresentado no Teatro SESC do Gama
Do Gama
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho

Quando Hera, esposa de Zeus, descobriu sobre a gravidez de uma mortal chamada Sêmele e que dizia estar grávida do marido de Hera, disfarçou-se de criada da jovem e fingiu duvidar veementemente da origem divina do bebê que Sêmele carregava no ventre, convencendo a jovem a apresentar uma prova da divindade do pai da criança.

Ardilosa, Hera colocou Sêmele numa fria ao pedir isso, propôs a rival que pedisse que Zeus se apresentasse a ela (a rival), em sua forma original. Sêmele caiu na armadilha de Hera e quando Zeus se apresentou à amante, o seu brilho a transformou em cinzas, mas o deus do trovão conseguiu salvar o filho, colocando-o em sua panturrilha para terminar a gestação e quando a criança nasceu, Zeus encarregou à ninfas da Ásia que o criassem.

Essa criança chamava-se Dionísio, que ficou conhecido como deus do vinho porque o rapaz, em suas andanças pelo mundo, descobriu como transformar a uva nessa bebida milenar, ensinando aos mortais como prepará-la.

Séculos depois, em homenagem ao alegre deus do vinho, os gregos faziam grandes festas. Nestas festas os adoradores do deus dançavam uma dança de saltos ou dança de abandono que representava o êxtase causado pelo vinho e cuja coreografia possuía movimentos  ilustrativos, também usavam máscaras que simbolizavam a transformação dramática. Tal dança era acompanhada por movimentos dramáticos e hinos cantados em coro. Nasceram assim, as famosas Dionísias Urbanas.

 Foi, portanto, nessas Dionísias Urbanas que surgiram as primeiras manifestações do teatro, por isso Dionísio é também considerado o deus do teatro.

Esse teatro marginal dos gregos permanece vivo até hoje e é praticado por diretores como Valdeci Moreira de Souza, da Cia Semente de Teatro, do Gama. É um teatro que não engana ao público, não disfarça a história que se propõe a contar para contar outra diferente, é um tetaro honesto, puro, real, envolvente e emocionante.

Desde sempre sabe-se que fazer Teatro no Brasil não é fácil, principalmente pela dificuldade que se tem de captar recursos, sejam eles públicos ou privados, como se isso não bastasse, culturalmente não temos o hábito de frequentar as salas de teatro que, diga-se de passagem, são poucas e caras. É muito mais fácil captar recursos para a produção de um show de Wesley Safadão, que leva facilmente 20 mil pessoas para o estacionamento do Estádio Mané Garrincha, do que para produzir uma peça de teatro.
Foto Joaquim Dantas
Foto Joaquim Dantas

Agora, imagine o que é fazer teatro na cidade do Gama, distante cerca de 35 Km de Brasília, com as mesmas dificuldades encontradas nos grandes centros e produzir espetáculos belíssimos e de altíssima qualidade.

É exatamente isto que Valdeci e sua equipe de extraordinários atores fazem, teatro honesto e de qualidade. Quem ainda não conhece terá a oportunidade de ser contemplado com esse trabalho no próximo mês de julho, quando será reapresentado o espetáculo Miguilim Inacabado, de Guimarães Rosa, no Teatro SESC Paulo Gracindo, no Gama.

Segundo a produção " o espetáculo Miguilim inacabado é um convite à reflexão sobre nossas origens, sobre a infância sagrada que alimenta nossos sonhos durante toda a vida e não deixa que nossa criança interior pereça frente às “coisas ruins” que acontecem no mundo. Além, claro, de ser um convite à leitura da obra deste grande brasileiro que está entre os autores da Literatura Universal, João Guimarães Rosa". 

Vamos ao teatro?

Serviço:
Semente Cia de Teatro
Espetáculo Miguim Inacabado, de Guimarães Rosa
21 de julho, quinta-feira, às 20h
22 de julho, sexta=feira, às 15h e às 20h
Local: Teatro SESC Paulo Gracindo, Gama
Classificação indicativa: 14 anos
Entrada franca - Retirada dos ingressos 1 hora antes do espetáculo na bilheteria do teatro.

Com informações sobre Mitologia Grega fornecidas por Jane Maria de Almeida Barbosa




Carta aberta aos senadores representantes do DF

июня 24, 2016 13:40, by Blog do Arretadinho

Carta aberta aos senadores Cristovam Buarque, Hélio José e Reguffe

Vivemos um momento crucial e perigoso para a democracia brasileira e os destinos do Brasil como nação soberana, com grande potencial de desenvolvimento com justiça social.

Dirigimo-nos aos senadores que representam o Distrito Federal para externar a opinião do PCdoB/DF em relação ao processo de impeachment que tramita no Senado Federal.

Respeitamos a posição dos parlamentares que manifestaram-se a favor do aprofundamento das investigações.

E a cada dia, os documentos e depoimentos colhidos na Comissão Especial de Impeachment reforçam o entendimento de que não existe motivação jurídica, nem política, para cassar o mandato constitucional da presidente eleita, obtido nas urnas através de 54 milhões de votos. Ao contrário, caso se consume o afastamento sem fundamento, o Brasil correrá grave risco de aprofundar a crise política, econômica e social.

Nunca é demais lembrar que este episódio ficará marcado na História, que julgará de forma implacável a todos nós..

A edição de decretos com abertura de crédito que supostamente extrapolariam a meta fiscal, e os repasses feitos por bancos públicos a programas sociais por meio de contratos, foi prática de todos os presidentes anteriores e de vários governadores. Não se justifica fraturar a democracia e não respeitar a vontade popular por motivos, que no mínimo, são muito questionáveis para caracterizar crime de responsabilidade.

Como todos sabem, o processo de impeachment foi deflagrado por Eduardo Cunha, réu já por duas vezes no STF por desvio de dinheiro da Petrobras e que sofre processo de cassação de mandato na Câmara dos Deputados por ter mentido sobre suas contas na Suíça. Foi vingança. Três deputados do partido da presidente tinham votado horas antes pela abertura do processo de cassação do presidente da Câmara dos Deputados no Conselho de Ética.

Agora, é revelado que o impeachment foi um pacto comandado por ele, para salvar investigados na operação Lava Jato.

Além de grave ataque à democracia, que deixará a marca da ignomínia neste processo, o programa adotado pelo presidente interino Michel Temer é ilegítimo, não foi discutido com o povo, prevê cortes profundos em políticas sociais como a Saúde, a Educação, ataques aos direitos dos trabalhadores e privatização do patrimônio público.

Com base nestes fatos, conclamamos os representantes do DF no Senado Federal a votar pela extinção deste processo e encerrar este governo interino ilegítimo.

Mas temos claro que a crise política não se estancará com o retorno da presidente eleita, propomos a realização de um plebiscito sobre a realização imediata de novas eleições, o que Dilma concorda e se comprometeu a encaminhar.

O povo, de forma soberana, é quem pode restabelecer a democracia e falar se quer ou não novas eleições, para, com a legitimidade das urnas, unir e fortalecer o país para retomar o crescimento com distribuição de renda e garantia dos direitos do povo.

Direção, militantes, filiados e amigos do Partido Comunista do Brasil no DF



Alagoas sob a lei da mordaça

июня 24, 2016 11:25, by Blog do Arretadinho

Projeto de lei que prevê “neutralidade” do professor ameaça debate em sala de aula e qualidade do ensino
MARSÍLEA GOMBATA

Líder em analfabetismo (com mais de 21% dos habitantes com mais de 15 anos sem saber ler ou escrever) e dono do pior índice de desenvolvimento humano do País, o estado de Alagoas pode ter pela frente um período de escuridão ainda maior. Projeto de lei aprovado na terça-feira 26 pelos deputados da Assembleia Legislativa prevê punição aos professores que emitirem argumentos e posições enviesadas a fim de enriquecer o debate em sala de aula.

Apelidado pelos educadores alagoanos de “lei da mordaça”, o projeto de lei de autoria do deputado Ricardo Nezinho (PMDB) pede “neutralidade política, ideológica e religiosa do Estado”, em um mecanismo que o professor deve se abster de abordar conteúdos polêmicos. Batizado de Escola Livre, o documento de seis páginas tem entre seus oito artigos o Deveres do Professor, segundo o qual fica proibida “a prática de doutrinação política e ideológica em sala de aula, bem como a veiculação, em disciplina obrigatória, de conteúdos que possam induzir aos alunos um único pensamento religioso, político ou ideológico”. O professor também fica proibido de fazer “propaganda religiosa, ideológica ou político-partidária em sala de aula” e incitar “seus alunos a participar de manifestações, atos públicos ou passeatas”.

O texto foi aprovado na primeira e segunda votações em novembro. Em janeiro, no entanto, o governador Renan Filho (PMDB) vetou a lei, alegando inconstitucionalidade por entender que feria o artigo 206 da Constituição Federal no quesito “liberdade de aprender, ensinar e pesquisar”. A pauta, no entanto, voltou à tona: foi aprovada por 18 votos a oito na assembleia estadual e gerou um verdadeiro rebuliço entre educadores do estado, pois o projeto prevê aos servidores públicos que transgredirem a lei “estarão sujeitos a sanções e as penalidades previstas no Código de Ética Funcional dos Servidores Públicos e no Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civil do Estado de Alagoas”.

“Não à toa, o Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas apelidou o projeto de lei da mordaça. Querem nos proibir de tratar temas polêmicos que são necessários”, observa M.M.F., coordenadora pedagógica de uma escola pública em Maceió. “Não se pode viver em sociedade se eximindo de falar aos alunos. Temos de responder aos questionamentos que eles fazem. Não podemos falar só de um partido ou religião, temos de falar de todos. Um professor não pode ser preso porque estava falando de política. Não é possível que o estado de Alagoas seja, de novo, pioneiro em uma mazela desse tipo.”

Colega de profissão, a professora da rede estadual de Alagoas C.A. aponta a contradição entre o nome do projeto (Escola Livre) e o que ele prevê. “A lei significará um retrocesso para a educação. Como não temos liberdade para falar, por exemplo, sobre temas sexuais aos alunos? Eles esperam que o professor converse sobre sexualidade com eles, que exista ali uma abordagem holística”, reclama, ao lembrar que não será o fato de ela ser evangélica, por exemplo, que a fará convencer os alunos a seguirem seu credo. “Sinto como se tivéssemos voltado para a ditadura.”

Apesar do caráter autoritário e restritivo, o projeto de lei prevê ainda que o professor apresente aos alunos “de forma justa, com a mesma profundidade e seriedade, as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas das várias concorrentes a respeito, concordando ou não com elas”. Até onde o educador pode ir, portanto, é um tanto nebuloso. Procurado pela reportagem para explicar melhor o conteúdo, o parlamentar não retornou.

Para Juvenal Savian Filho, professor de Filosofia na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o projeto do deputado Nezinho é, no mínimo ambíguo. “A redação do projeto dá a entender que “neutralidade” seria a garantia de pluralismo de pensamentos e o cuidado contra todo tipo de doutrinação. Por outro lado, fala de educação moral e esquece que toda educação moral pressupõe uma visão de mundo”, observa. “O gesto educativo é um encontro de pessoas, não de transmissores e receptores de conteúdos pretensamente objetivos. Nesse processo, é inevitável e desejável que os professores transpareçam seus valores, a fim de que os estudantes tenham padrões sobre os quais refletir e com os quais comparar a própria vida.”

O efeito restritivo da lei pode se dar em diversas disciplinas. Enquanto M.M.F. lamenta as consequências em Ciências, especialmente quando os temas forem sexualidade ou árvore genealógica e não se puder falar de novos formatos de família, C.A. preocupa-se com Geografia e História, quando tratarem de ideologias como o fascismo ou mesmo do sistema partidário brasileiro.

Savian Filho, no entanto, prevê uma pasteurização de temas e disciplinas. “Em Biologia, por exemplo, um professor que tratar o Big Bang poderá ser visto como contrário ao criacionismo ou se tratar do criacionismo poderá ser visto como obscurantista. Se tratar dos dois por obrigação e não por convicção, acabará contrariando sua liberdade de pensamento. Talvez nem Matemática saia ilesa, pois há matemáticos envolvidos, por exemplo, no debate sobre a existência de Deus: uns contrários, outros favoráveis, e todos com bons argumentos.”

Além de buscar regulamentar a postura do professor em sala de aula, o projeto impõe à Secretaria Estadual de Educação a responsabilidade de realizar “cursos de ética do magistério para os professores da rede pública” e, juntamente com o Conselho Estadual de Educação de Alagoas, “fiscalizar o exato cumprimento desta lei”. A secretaria, no entanto, sequer trabalha com a hipótese de o projeto entrar em vigor e já tomou providências para tentar impedir que ele seja sancionado pelo Executivo. “Diante da derrubada do veto, a Seduc encaminhou ao governador Renan Filho solicitação para que, através da Procuradoria Geral do Estado, entre na justiça arguindo sua inconstitucionalidade”, diz o órgão em nota.

Além do caráter inconstitucional, o projeto é visto por Sandra Regina Paz, professora no Centro de Educação e pró-reitora da graduação na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), como conservador, pois deixa de entender a escola como espaço de pluralidade de ideias, formação do pensamento crítico, e acolhimento das diversidades étnicas, raciais, de gênero e religiosas. “Além disso, agride os professores em sua ética profissional e nos trabalhos desenvolvidos, uma vez que eles se veem violentados por pessoas sem conhecimento cientifico na área”, critica. “Como falar, por exemplo, do pensamento histórico e político sem citar tendências e conflitos? Como falar de sociologia sem falar dos autores e suas concepções teóricas? É uma lei que desqualifica e empobrece o processo de ensino-aprendizagem.”

O projeto de Nezinho, no entanto não é o primeiro nessa linha a gerar polêmica. Em maio de 2015, o deputado federal Rogério Marinho (PSDB-RN) propôs uma lei que tornasse crime o chamado “assédio ideológico” no ambiente escolar. O texto pedia alterações no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para que fosse incluído entre os direitos da criança e do adolescente “adotar posicionamentos ideológicos de forma espontânea, livre de assédio de terceiros”. O PL 1411/2015 também propunha alterações no Código Penal para incluir o crime de “expor aluno a assédio ideológico, condicionando o aluno a adotar determinado posicionamento político, partidário, ideológico ou constranger o aluno por adotar posicionamento diverso do seu, independente de quem seja o agente.”

“Sem entrar no mérito, cabe perguntar se a ‘neutralidade’ pretendida por projetos desse tipo é realmente a da busca de pluralidade de pensamentos (caso em que pautas como essas, mesmo sendo delicadas e complexas, deveriam ser abordadas com igual profundidade e seriedade) ou se consistiria em uma triagem do que deve e do que não deve ser abordado em sala de aula”, alerta Savian Filho.

Ele observa ainda que em vez de medidas que visam controlar os professores, melhor seria treiná-los para justificar racionalmente suas posições e para cultivar na comunidade educativa o senso de análise do pensamento alheio e também de autocrítica, com justificação racional das próprias posições. “Visto dessa perspectiva, o projeto de lei é um desserviço, pois nosso País não é acostumado ao debate e à convivência republicana com a contradição e a diferença. Em vez de incentivar a formação para esse debate e essa convivência, o projeto fala de controle e penalização.”



Erro de português virou caso de polícia

июня 24, 2016 11:18, by Blog do Arretadinho

Saiba como um erro de português escrito em cartaz virou caso sério de polícia na Paraíba
No cartaz estava escrito "Oferta imperdível. Chip Vivo. R$ 1 com aparelho". Ao ler, o professor Aurélio Damião, 38, considerou a proposta irrecusável.

Com R$ 4 no bolso, ele entrou na loja localizada no centro de Guarabira, agreste da Paraíba, e pediu chips -- com os quatro aparelhos celulares correspondentes. Ele havia registrado a oferta com uma foto antes de ir ao trabalho e decidiu fazer a compra no final do expediente.

"Passei na loja e pedi: me veja quatro aparelhos de R$ 1 da promoção", contou Damião.

O atendente da loja "explicou" o anúncio. Na verdade, disseram, o redator queria dizer que os chips da operadora em questão sairiam por R$ 1 no caso da compra de qualquer celular adquirido pelo preço normal de tabela.

Erro de português virou caso de polícia
A confusão começou. O professor acionou a polícia, que levou todo mundo para o 4º DP (Distrito Policial).

"Eles [os funcionários da loja] tentaram me humilhar, ameaçar, iludir, mas não arredei o pé e esperei a presença da PM", conta o professor. "A polícia orientou que deveríamos ir à delegacia já que a loja se negava a cumprir o anunciado", contou Damião, destacando que sempre observa erros gramaticais em anúncios.

Na delegacia, as partes chegaram a um acordo. Damião recebeu a doação de um vale de R$ 100 para aquisição de um aparelho. Com chip. "Caso não chegassem a um acordo, teria de se usar a Justiça e as partes resolveram se entender logo", disse um agente do 4º DP.

Queria dar uma lição
Damião voltou à loja e escolheu um aparelho com dois chips mais câmera. A nota fiscal veio no valor de R$ 98,70. O caixa da loja tentou devolver o troco de R$ 1,30, relata o cliente. "Deixei de caixinha", conta.

"Fiz isso para que eles aprendam a escrever de forma correta e nos respeitem como consumidor", afirmou o professor que leciona história, filosofia e sociologia.

A reportagem do UOL tentou contato com a Eletro Shopping Guarabira, que preferiu não comentar o assunto.

Fonte: UOL