Rio faz mutirão de adoção na semana do Dia das Mães
мая 7, 2016 11:02![]() |
| AdoçãoArquivo/Agência Brasil |
Cerca de 100 processos de adoção estão sendo julgados pela 1ª Vara de Infância, da Juventude e do Idoso da Capital, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, e novas famílias já poderão sair neste final de semana com a certidão de nascimento das crianças.
A iniciativa, que vai ocorrer todos os anos também na semana que antecede o Natal, tem como objetivo diminuir para menos de seis meses o tempo em que as famílias esperam para receber seus filhos, em definitivo, já com a sentença da adoção.
À frente da ação está o juiz Pedro Henrique Alves, titular da 1ª Vara, que informou à Agência Brasil que a ideia é dedicar as duas semanas anuais à adoção, sempre no período que antecede o Dia das Mães e o Natal, sem prejuízo das audiências normais que acontecem ao longo do ano.
Henrique Alves, que assumiu a 1ª Vara há dois anos e três meses, disse que, desde então, o trabalho da Vara da Infância da Capital vem dando prioridade à adoção, como forma de reduzir o tempo de espera das famílias, diminuir o número de crianças e adolescentes acolhidos e propiciar aos mesmos um lar onde possam viver em convívio familiar.
“Nós entendemos que o lugar da criança e do adolescente é no seio da família, de preferência em sua família de origem. Mas se não for possível na sua família de origem, que seja então numa família substituta através da adoção. Neste sentido, implementamos um trabalho para dar celeridade ao processo, que resultou neste mutirão, na semana que antecede o Dia das Mães”.
O magistrado informou que iniciativas tomadas no âmbito de sua jurisdição vem reduzindo o número de crianças e adolescentes acolhidas para fins de adoção. “Na primeira audiência concentrada, que fizemos no final do ano passado nós tínhamos 210 a 212 crianças acolhidas. Neste de agora, são cento e noventa crianças. Nós esperamos que na próxima audiência concentrada que realizaremos, daqui a seis meses, a gente tenha reduzido este número para algo em torno de 170 processos."
Expectativa
O juiz Pedro Henrique Alves disse que o tempo de espera das famílias pela adoção ainda não é o ideal, mas segundo ele, acontece em grande parte porque a maioria das famílias tem um “ideário” de adoção que dificulta o processo, daí a realidade da 1ª Vara, que ainda tem que tocar adiante processos de logo data.
“Nesta audiência concentrada que acontece no mutirão, estamos julgando todos os processos maduros para julgamento. Levantamos todos casos e há processos de 2008, 2007 e até de 2005. “A nossa expectativa é de que todos os processos que estão sendo apreciados sejam resolvidos. São processos maduros, e esperamos que todos tenham sentenças já definitiva e todas as crianças já saiam no mesmo dia com sua certidão de nascimento à mão."
Segundo o juiz, no ano passado cerca de 100 crianças foram adotadas. A expectativa este ano, com os dois mutirões, é de que este número dobre. “A nossa expectativa é zerar todos os processos de adoção na 1ª Vara de infância. Mas quando falo em zerar todos os processos, estou me referindo àqueles que já estão maduros, porque pode acontecer de estar sendo realizado um mutirão, mas o processo de adoção está no início, daí ele não entra, porque ele tem que estar maduro e pronto para ser levado adiante."
Branca de olhos azuis
O juiz titular da 1ª Vara da Infância, da Juventude e do Idoso da Capital, Pedro Henrique Alves, disse que existem hoje, em todo o país, no Cadastro Nacional do Conselho de Justiça (CNJ) para adoção cerca de 3 a 4 mil crianças e adolescentes. Paralelamente, do outro lado, há mais de 30 mil famílias ou pessoas na fila a espera de uma criança.
Números tão discrepantes assim revelam uma triste realidade: a maioria das famílias querem crianças pequenas, de preferência ainda bebês, brancas e de olhos azuis. Está discrepância entre oferta e procura esbarra em um detalhe constrangedor e que o magistrado chama de “perfil de preferência”.
“As pessoas escolhem um perfil de preferência: em geral querem crianças de pouca idade, ainda bebês, branquinhos e de olhos azuis. E nós não temos estas crianças para serem adotadas. Nós temos hoje, em nossos instituições, crianças lindas, maravilhosas, mas um pouco mais velhas e nem tão branquinhas assim”, ressalta.
Para o juiz não há dúvidas: “Se estes 30 mil que estão à espera mudassem um pouco o seu perfil de exigências, aceitassem crianças um pouco mais velhas, grupos de irmãos, crianças com pequenos problemas de saúde, nós não teríamos criança nenhuma acolhida. E aí o tempo de espera, hoje, em média de até cinco anos, cairia para apenas seis meses”
Ideal imaginário
“Eu não diria que existe segregação, preconceito, por questão de cor ou de qualquer outra espécie. O que existe é um ideal do imaginário. As pessoas quando vão adotar, olham no espelho e querem uma criança que pareça consigo mesmo: a sua imagem e semelhança, portanto. É por isto que eu chamaria de um ideal imaginário”, afirmou o juiz.
O magistrado cita o seu próprio caso para tentar explicar o problema. “Veja o meu caso: meu filho natural parece um pouco mais com a mãe do que comigo e eu sou um pouco mais claro que ela. Então, não tem que haver este tipo de problema, nós somos um povo miscigenado, um país miscigenado. E não tem que haver essa coisa de que eu sou branco e, portanto, meu filho terá que ser totalmente branco, da mesma forma que por ser negro uma pessoa tenha que ter um filho necessariamente totalmente negro”.
Para o magistrado, “não há dúvidas de que este ideário por crianças em idade ainda pequena, branquinha e de olhos azuis, dificulta o atendimento ao grande famílias que querem adotar uma criança. Quando você escolhe o perfil de um bebezinho branquinho e de olhos azuis você, na prática, vai ficar um bom tempo na fila de adoção."
Para o magistrado, outro corte na pretensão à adoção dificulta o êxito dos que querem um filho, que são os grupos de irmãos ou de crianças com alguma doença ou limitação física. “Aceitando, por exemplo, grupo de irmãos: uma criança com um ano, outro com três e um, a terceira com cinco anos você encurta absurdamente o tempo de espera na fila do cadastro de adoção. Em vez de ficar três a cinco anos esperando, você ficaria apenas seis meses."
Para o juiz Pedro Henrique, a solução para o problema é até bem simples e passa necessariamente pela tolerância. “As pessoas interessadas em adotar uma criança precisam ampliar um pouco mais o seu perfil de exigência. É bom pra elas, que ficam menos tempo na fila do cadastro de adoção e é muito bom para as nossas crianças e nossos adolescentes em um país de miscigenados e que dará oportunidade a um número muito maior de crianças. Isto é que é importante, porque todos precisam de muito amor, de muito carinho e em última análise de uma família que os receba com todo esse amor e carinho”.
No entendimento do titular da 1ª Vara da Infância, “se pudermos, enquanto seres humanos, fazer um trabalho dedicadas às crianças, estaremos contribuindo para um país melhor. Muitas pessoas ficam frustradas e é muito simplista ficar criticando o judiciário e a demora no processo de adoção, enquanto o problema maior é o fato de que as pessoas esperam uma criança que caiba no seu perfil de exigência e, em última análise, que caiba também em seus sonhos".
da Agência Brasil
A estátua
мая 7, 2016 0:10| Foto Joaquim Dantas |
A estátua,
que representa
a Justiça
aponta
sua espada
para a casa
de quem
representa
54 milhões de eleitores,
mas os doutos,
que deveriam
defender esses votos
ignoram
o fato
e se dobram
aos perdedores
.
Por Joaquim Dantas
Rússia de Putin não cabe em explicações simplórias
мая 6, 2016 11:19O presidente Vladimir Putin da Rússia tornou-se foco de atenção global novamente nessa 5ª-feira (5), quando lá esteve, em seu encontro anual com cidadãos russos, pela televisão, em linha direta de perguntas e respostas, ao vivo.
Apenas um dia antes, o Pentágono distribuíra um vídeo em que se veem jatos russos voando muito perto de um destroier dos EUA armado com mísseis teleguiados, ato que os EUA descreviam como "um ataque simulado".
Para o Pentágono, os jatos russos aproximaram-se perigosamente do USS Donald Cook, quando o destroier executava operações de voo com um helicóptero polonês no mar Báltico, na 2ª e na 3ª-feira. Num dado momento, os jatos chegaram à distância de apenas nove metros. Os EUA acusaram os militares russos de comportamento não profissional.
Os pilotos russos mostraram excepcionais capacidades profissionais, no comando de seus aviões naquelas manobras extremamente perigosas. Os militares dos EUA, cujo projeto era provocar os russos no Mar Báltico, acabaram, em vez de provocar quem fosse, humilhados pelos seus contrapartes russos. Os EUA devem estar furiosíssimos.
De certo modo, os jatos de combate que voaram sobre o destroier dos EUA são como uma metáfora, uma encarnação de Putin que, já há tantos anos, vem impondo com extrema habilidade desafios que sempre surpreendem Washington. A resposta de Putin à arrogante pressão dos EUA ajudou seu país a alcançar um interessante equilíbrio estratégico com os EUA.
Mas esse tipo de talento e sua coragem não bastam a Putin para preencher todo o seu papel presidencial.
Os russos lhe enviaram mais de 3 milhões de perguntas, que foram de carestia, moradia, corrupção até transportes. Os mais difíceis testes pelos quais Putin terá de passar ainda esperam resposta, na economia e nas dificuldades da vida diária dos russos. E esses problemas continuam a lançar sombras sobre as inegáveis vitórias diplomáticas que o Kremlin tem alcançado.
A economia está no ponto pior, desde que Putin assumiu o governo. O crescimento econômico negativo levou a queda nos padrões de vida. Enquanto alguns conjecturam se as dificuldades econômicas podem arranhar a reputação de Putin e pôr em risco a estabilidade política da Rússia, outros creem que Moscou é suficientemente forte e resistente para superar esses obstáculos.
O poder militar, que há muito tempo é um dos pilares da grande força da Rússia, desempenha hoje papel ainda mais significativo. Comparada à força militar, a economia russa já caiu abaixo das 'dez mais'. A balança comercial China-EUA é de $550 bilhões; o comércio entre Rússia e EUA é inferior a $20 bilhões. Sem muitas fichas econômicas, Moscou só pode jogar com suas fichas militares.
Por mais que China e Rússia enfrentem pressões estratégicas que Washington lhe faz, os laços específicos com os EUA, em cada caso, são diferentes. As relações sino-EUA dão-se em escala gigante, manifestando simultaneamente relações de cooperação e de concorrência. Como no taichi, a China vale-se de muitos meios flexíveis para encaminhar suas questões com os EUA.
É difícil decifrar integralmente a Rússia e o presidente Putin. A Rússia é mistério, para o ocidente e para o oriente. A verdadeira força dos russos é muito diferente da que se percebe à primeira vista. Se é Putin quem modela a Rússia contemporânea, ou o contrário, é questão interessante.
fonte Pravda.ru
Frente Brasil Popular intensificará mobilização para o dia 10 de maio
мая 6, 2016 10:57![]() |
| Foto Laís Gouveia |
Integrantes da Frente Brasil Popular (FBP) estão reunidos nesta sexta-feira (6), em São Paulo, para definir detalhes da paralisação do dia 10 de maio em todo o Brasil na defesa da democracia e dos direitos sociais e trabalhistas.
A suspensão do mandato do deputado Eduardo Cunha (PMDB), nesta quinta-feira (5), é combustível para as mobilizações, que denunciam o impeachment fraudulento contra a presidenta Dilma Rousseff.
Por Railídia Carvalho
O secretário nacional de movimentos sociais do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), André Tokarski, integrante da coordenação da FBP, definiu como positivo o afastamento de Cunha. “A reunião vai ganhar força para amplificar a denúncia do golpe, que é prioridade da frente. A saída dele revela que são infundados os fatos em que se baseiam o processo de impeachment”, disse.
André lembrou também que a frente se tornou o principal polo de articulação de iniciativas em defesa da democracia. “A Frente é uma realidade. Ela se consolidou como espaço de articulação de partidos políticos, movimentos sociais e sociedade civil organizada, envolvendo personalidades, artistas, intelectuais e juristas”, avaliou.
Greve geral
O presidente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil de São Paulo (CTB-SP)), Onofre Gonçalves, lembrou que as paralisações do dia 10 são iniciativas para alimentar uma agenda permanente em defesa da democracia e contra um eventual governo do vice-presidente Michel Temer. Ele sinalizou a possibilidade de organização de uma greve geral.
“A greve geral é uma possibilidade se vier um governo Temer”. Segundo ele, é preciso dobrar o esforço de mobilização para esclarecer a sociedade e a classe trabalhadora sobre qual é o projeto daqueles que querem derrubar a presidenta Dilma.
Esclarecer o povo
“Há uma parte dos trabalhadores consciente, politizada mas há muita gente, principalmente em empresas privadas, que desconhece a ameaça aos direitos do povo brasileiro”, ponderou Onofre.
Ele comentou que durante as plenárias e panfletagens em locais de trabalho, para denunciar o programa do PMDB Ponte para o futuro, algumas pessoas se surpreendem quando tomam contato com as propostas do projeto, também conhecido como Plano Temer. Entre as propostas está a prevalência que negociações coletivas prevaleçam sobre a proteção social prevista na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).
Para Onofre, esclarecer o trabalhador e a população em geral é o desafio da Frente Brasil Popular, das Centrais de Trabalhadores e do movimento social. Ele afirmou que o afastamento de Eduardo Cunha da Câmara dos Deputados fortalece os atos. “É uma notícia boa que deve animar a tropa, dar argumentos para que a gente possa discutir e reforçar o nosso discurso com o povo”,
PM usa força para desocupar Centro Paula Souza
мая 6, 2016 10:48![]() |
| olícia cercou unidade por volta das 5h30 / Mídia NINJA |
Mesmo sem utilização de armas, alunos e um jornalista ficaram feridos durante ação
por José Eduardo Bernardes
no Brasil de Fato
A Polícia Militar cumpriu o mandado de reintegração de posse do Centro Paula Souza, na manhã desta sexta-feira (6). Não foram utilizadas armas não letais, mas o emprego da força deixou estudantes e um jornalista - Mauro Donato, do Diário do Centro do Mundo - feridos.
Por volta das 05h30 da manhã, todas as ruas do entorno da unidade já estavam bloqueadas. Segundo os estudantes, a polícia leu a ordem judicial e como não houve consenso sobre a saída pacífica, a unidade foi invadida por policiais, que retiraram os alunos aos socos e empurrões.
"Nós demos os braços e dissemos que não iria ter arrego. O policial olhou para mim e disse: 'então você vai ser o primeiro'", conta o secundarista João.
João alega ter levado socos, chutes e foi arrastado até a frente da unidade, onde já se encontravam outros alunos, sentados na calçada.
"Nossa resistência é política e o diálogo que a gente quer com o Estado é um diálogo político, não de força", explica João. O secundarista afirmou também que "enquanto esse diálogo for policial, nós vamos continuar resistindo e vamos ocupar mais duas, três, quatro Etecs [escolas técnicas], até que o governo ceda", disse.
Após deixarem o prédio do Centro Paula Souza, os alunos se dirigiram ao prédio Escola Técnica Estadual de São Paulo (Etesp), que também segue ocupada por alunos secundaristas.
Os alunos tentaram entrar no prédio, mas a polícia, que já havia monitorado essa possibilidade, bloqueou a entrada. A Avenida Tiradentes foi ocupada pelos alunos, que decidiram em assembleia, seguir para a Diretoria de Ensino Centro-Oeste, na Vila Madalena, que também está ocupada pelos secundaristas.
Posição
"Houve uso da força, uma força legal e isso não é considerado agressão", afirmou o tenente Felipe Neves, do centro de comunicação social da Polícia Militar.
“A pessoa que se sentir constrangida, ou violada, tem todo o direito de trazer seus argumentos", disse o tenente. Segundo ele, "qualquer tipo de ação considerada ilegal ou abusiva da PM vai ser apurada", completou.
Veja abaixo relata em vídeo.



