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апреля 3, 2011 21:00 , by Unknown - | No one following this article yet.
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Pacote de Moro pode criminalizar movimento sindical

марта 1, 2019 15:56, by Blog do Arretadinho

Um aspecto polêmico do Pacote de Moro está na subjetividade imputada ao conceito de “organização criminosa”, que pode atingir movimentos social e sindical

Por Camila Marins para a Fisenge

 Anunciado, no início de fevereiro, o pacote anticorrupção e de combate ao crime organizado, proposto pelo Ministro Sérgio Moro, entrou em tramitação no dia 19/2, no Congresso Nacional. A proposta pretende a alteração de 14 pontos do Código Penal, Código de Processo Penal, Lei de Execução Penal, Lei de Crimes Hediondos e Código Eleitoral. No entanto, alguns pontos do pacote atravessam a objetividade da legislação e afirmam uma subjetividade que pode aprofundar a seletividade da justiça, o encarceramento em massa, a letalidade policial e ferir a presunção de inocência. Algumas das polêmicas versam sobre a subjetividade imputada ao conceito de “organização criminosa”, que pode atingir movimentos social e sindical.

Com o objetivo de avaliar os principais pontos do pacote apresentado, a Fisenge entrevistou Rubens Casara, juiz de direito do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, doutor em Direito e mestre em Ciência Penais. O jurista avalia as medidas como parte de um movimento chamado de “populismo penal”. Confira abaixo:

Qual a sua avaliação sobre o pacote anunciado pelo ministro Sergio Moro?
Um conjunto ineficaz de alterações legislativas para reduzir a criminalidade, mas que serão úteis tanto para reduzir os limites democráticos às ações do Estado quanto para potencializar o controle sobre os indesejáveis aos olhos do poder político e do poder econômico. O projeto insere-se dentro do movimento chamado “populismo penal”, em sua versão mais barata e vulgar, que visa enganar a população com a apresentação de medidas duras, mas ineficazes no combate ao crime. O projeto, aliás, é pessimamente redigido e apresenta uma visão simplória do fenômeno da criminalidade, o que dá a exata dimensão da fragilidade intelectual de seus redatores. Em um país de forte tradição autoritária como o Brasil, o objetivo do projeto é conseguir aplausos fáceis daqueles que acreditam no uso da força em detrimento da inteligência e são incapazes de pensar a complexidade de fatores que envolvem o crime, ao mesmo tempo em que tira a atenção da reforma da previdência e de outras medidas que destroem direitos da população. Em resumo, mais uma lei que não atingirá os objetivos declarados, mas que poderá ser usada politicamente tanto contra inimigos políticos quanto para agradar ignorantes. 

Um dos pontos prevê a importação do modelo norte-americano de plea bargain, que, inclusive, já é contestado nos EUA. De que forma este dispositivo pode ampliar o encarceramento e a privatização de presídios?
O “Plea bargain” é um acordo entre o réu, culpado ou inocente, e o Estado, no qual se afastam as formas e as garantias processuais, o que pode gerar uma pena sem um processo adequado à descoberta da verdade. É um instituto que atende à racionalidade neoliberal. Os valores “liberdade” e “verdade” passam a ser objeto de negociação como se fossem mercadorias ou objetos descartáveis. A vida das pessoas passa a ser tratada como mais um objeto a ser negociado. A “verdade”, por sua vez, perde importância diante da versão acordada pelo agente do estado. Nos EUA, por exemplo, estudos apontam que pessoas inocentes passaram a aceitar cumprir penas mais leves diante da ameaça de condenações a longas penas privativas de liberdade. 

Quais podem ser as relações dessas medidas com possíveis barganhas e negociações com a bancada da bala e empresários? 
O sistema de justiça penal corre o risco de se transformar em mais um balcão de negócios. Não podemos nos esquecer que muita gente lucra com o encarceramento desnecessários de pessoas. Não raro, quem lucra com o aprofundamento do Estado Penal são pessoas que deveriam estar presas. 

Especialistas, como o professor Paulo Sérgio Pinheiro, secretário de direitos humanos do governo FHC, veem a proposta como “apologia à violência policial”. Quais os perigos do excludente de ilicitude se basear em questões subjetivas como “medo e violenta emoção”? 
A utilização de conceitos abertos como “medo” e “violenta emoção” podem servir à aplicação seletiva da norma penal e, em consequência, como o respaldo estatal para ações criminosas. Um modelo de legalidade estrita, adequado à democracia, nunca conteria uma excludente de ilicitude com essa redação. Leis como essa só servem para aumentar a seletividade do sistema legal, ou seja, permitir que os “amigos do poder” fiquem imunes à lei.

Que outras medidas poderiam ser propostas no sentido de diminuir a violência? 
O que diminuiria a violência não pode ser explorado midiaticamente e de forma espetacular pelo governo. Portanto, esse tipo de medida acaba descartada. Em apertada síntese, a criminalidade tem múltiplas causas, algumas delas poderiam ser enfrentadas e superadas com investimentos sérios em educação e em políticas de redução da desigualdade. Precisamos, urgentemente, construir uma cultura de respeito aos direitos e garantias fundamentais, esse comum que permite a vida em sociedade. Se formos tratar a questão da segurança pública com seriedade, temos que perder a ilusão de que existem fórmulas mágicas ou heróis. 

De que forma a alteração do conceito de “organização criminosa” pode atingir movimentos sociais e sindicatos, por exemplo? Em caso de greve de trabalhadores, poderia haver a possibilidade de imputação de crime? 
O conceito de organização criminosa fornecido por esse projeto dá margem às perversões inquisitoriais, ao controle ideológico e ao ataque aos adversários políticos. A redação, que utiliza conceitos abertos e indeterminados, não permite controlar a atuação estatal. Será “organização criminosa” tudo aquilo que o interprete oficial, a partir de seus preconceitos e pré-compreensões, disser que é “organização criminosa”. 

Se o projeto for aprovado em sua integralidade, você acredita que haverá questionamento no STF?
Provavelmente. Espero que o legislador tenha sabedoria para identificar o absurdo, coragem para enfrentar o apoio midiático e independência para rejeitar esse projeto. Caso contrário, restará torcer para que a maioria do Supremo Tribunal Federal coloque um freio à irracionalidade e às perversões do legislador. 

A prisão em segunda instância pode contribuir para a prisão de pessoas inocentes?
Pessoas inocentes são presas todos os dias. Isso não é novidade. Agora, por evidente, toda flexibilização do princípio da presunção de inocência aumenta substancialmente o número de pessoas inocentes que passam a ser enjauladas e tratadas como a escória da sociedade. Por que existe o princípio da presunção de inocência? Porque se fez uma opção democrática de que era melhor culpados aguardarem o fim do julgamento soltos do que deixar inocentes presos desnecessariamente. Hoje, a idiotização e o autoritarismo crescentes na sociedade fazem com que a “presunção de inocência” seja atacada. 

Outro ponto é a legalização do “informante do bem”, como vimos nas delações premiadas da Lava Jato, mesmo sem provas. Quais os problemas deste dispositivo?
Mais uma medida que trata os valores democráticos “liberdade” e “verdade” como mercadorias, como objetos a serem negociados. O projeto “morista” parece querer legitimar práticas ilegítimas e antiéticas que muitos atores estatais autoritários já usavam ao arrepio do devido processo legal. 

Qual a sua posição sobre cumprimento de pena de forma imediata em regime fechado do réu que foi submetido a júri popular?
Nada garante que o julgamento júri popular seja justo. Em especial, porque os jurados não precisam fundamentar seus votos. Ou seja, pessoas podem ser condenadas com base em preconceitos de raça, gênero ou classe, e ninguém nunca vai saber o que realmente motivou a condenação. Aliás, nada garante que qualquer julgamento, mesmo aqueles proferidos por juízes togados, seja justo, pois erros e distorções em julgamento são inerentes à natureza humana. Por isso, a pressa em executar uma sentença mostra-se populista, pode agradar às hordas irracionais e ao sentimento de vingança social, mas está distante do ideal de justiça. Cada prisão desnecessária antes de se esgotarem todos os recursos é um atentado ao projeto civilizatório.

Fonte: Fisenge | Por Camila Marins



Lula está de luto de novo

марта 1, 2019 14:31, by Blog do Arretadinho

‪É com enorme tristeza que recebo a notícia do falecimento do neto do Presidente Lula. Quero transmitir a ele e sua família meu profundo pesar e toda minha solidariedade.‬ Vocês não estão sozinhos. Somos milhões em luto e na luta! #ForçaLula #LulaLivre



A Prova da Mentira

марта 1, 2019 11:39, by Blog do Arretadinho




Bolsonaro estuda dar R$ 5 milhões para cada parlamentar “novato” em troca de voto pró Previdência

марта 1, 2019 11:31, by Blog do Arretadinho


Bolsonaro se reúne com líderes partidários na Câmara (Foto: Marcos Corrêa/PR)

Bolsonaro ainda pretende recorrer à velha política de barganha, liberando cargos de segundo escalão em repartições federais nos Estados para partidos que se aliem às propostas do governo no Congresso

Por Redação Revista Fórum

Reportagem de Vera Rosa, na edição desta sexta-feira (1º) do jornal O Estado de S.Paulo, informa que Jair Bolsonaro (PSL) resolveu “abrir o cofre” e estuda liberar até R$ 5 milhões em repasses individuais a deputados e senadores em primeiro mandato para conquistar votos para aprovação da Reforma da Previdência.

Segundo a reportagem, Bolsonaro ainda pretende recorrer à velha política de barganha, liberando cargos de segundo escalão para partidos que se aliem à proposta no Congresso.

Ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM/RS) avisou que os líderes partidários poderão fazer indicações para cargos em repartições federais nos Estados, desde que preenchidos “critérios técnicos”.

Sobre a verba para angariar apoio de parlamentares aos projetos do governo, a barganha não inclui emendas impositivas (obrigatórias) para os parlamentares que foram reeleitos. Cada um deles receberá R$ 15,4 milhões, despesa já prevista no Orçamento. O “bônus”, como é chamado pelo governo, valeria apenas para os novatos, já que eles só terão direito às emendas parlamentares a partir de 2020.

A ideia é que os calouros do Congresso possam destinar recursos a seus redutos eleitorais para a conclusão de obras já em curso e também para ações e serviços em saúde e educação. Dos 513 deputados, 243 estão no primeiro mandato. No Senado, 46 dos 81 são novos.

Se a equipe econômica aprovar o valor próximo a R$ 5 milhões, o total liberado será de aproximadamente R$ 1,4 bilhão para deputados e senadores eleitos em primeiro mandato.



Deputado do PSL se reúne com Ministro da Educação e propõe livro de Ustra no Ensino Médio

марта 1, 2019 10:47, by Blog do Arretadinho

O deputado federal eleito Heitor Freire (PSL) se reuniu com o ministro da Educação, Ricardo Vélez, em Brasília, na última semana. Na pauta, foram discutidos assuntos como as mudanças curriculares para o Ensino Básico. Participaram do encontro os parlamentares Bia Kicis (PRP/DF), Dayane Pimentel (PSL/BA) e Felipe Barros (PSL/PR), bem como secretários e outras autoridades do Ministério da Educação.

“Eu tenho muitos planos para a educação brasileira. Quero recomendar alguns livros paradidáticos, como os do professor Olavo de Carvalho, assim como o livro do Coronel Brilhante Ulstra ‘Verdade Sufocada’ para o Ensino Médio”, planeja o deputado cearense.

Outro tópico abordado foi a questão da eleição dos reitores das Universidades Federais. “Vou apresentar um Projeto de Lei para que as nomeações dos reitores de Universidades Federais fiquem a cargo de livre nomeação do Presidente da República. Com isso nós queremos tirar toda a ideologia e doutrinação que foi implantada dentro das universidades nos últimos anos”, ressalta Heitor.

O ministro da Educação exaltou o encontro: “É um prazer estar com o deputado Heitor Freire e outras pessoas que lutam pela reestruturação da educação e do Ensino Básico Fundamental. Nós acreditamos na educação como um instrumento de crescimento da sociedade para a integração e preservação dos nossos valores mais caros”, destacou o ministro.

Heitor Freire ressaltou ainda que segue atuando em prol do Ceará e seu povo, independente da oposição do PT ao governo Bolsonaro, e assegura que está aberto para o diálogo com o governador Camilo Santana para que o Estado receba todo o apoio que precisa do Ministério da Educação.