Dilma acusa tentativa de golpe a jornais estrangeiros
марта 26, 2016 11:31![]() |
| Dilma: rivais políticos pedem renúncia para evitar a dificuldade de removê-la 'ilegalmente e criminalmente' Foto ROBERTO STUCKERT FILHO/PR |
Crise repercute no exterior, e Dilma acusa tentativa de golpe a jornais estrangeiros
Presidenta reafirma: não renuncia. "Por que querem que eu renuncie? Porque sou uma mulher fraca? Não sou. Tive uma vida muito complicada para não ser capaz agora de lutar pela democracia do meu país"
por Redação RBA
São Paulo – A presidenta Dilma Rousseff foi entrevistada nesta quinta-feira (24) por seis jornais estrangeiros, em Brasília. Com a crise política como principal tema dos questionamentos, ela falou com jornalistas do The New York Times (Estados Unidos), El País (Espanha), The Guardian (Inglaterra), Página/12 (Argentina), Le Monde (França) e Die Zeit (Alemanha).
Dilma voltou a negar qualquer possibilidade de renúncia. A presidenta afirmou, segundo o The Guardian, que seus rivais políticos querem sua renúncia para evitar a dificuldade de removê-la do posto "indevidamente, ilegalmente e criminalmente". Também questionou diretamente os ânimos dos opositores. "Por que eles querem que eu renuncie? Porque eu sou uma mulher fraca? Eu não sou", declarou, acrescentando que se "mantém firme" no cargo.
"Pensam que devo estar muito afetada, que devo estar completamente desestruturada, muito pressionada. Mas não estou assim, não sou assim. Tive uma vida muito complicada para não ser capaz agora de lutar pela democracia do meu país", destacaram o The Guardian e o El País.
De acordo com Dilma, o governo não aceitará o resultado do processo de impeachment que corre no Congresso, conduzido pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) e alvo de processo de cassação no Conselho de Ética da Casa. "Nós apelaremos a todos os meios legais disponíveis", ressaltou. Segundo ela, o esforço da oposição para tirá-la do Planalto "carece de bases legais".
O impeachment, acrescentou aos correspondentes, irá deixar "cicatrizes profundas e duradouras" para a democracia brasileira. Dilma acusou os oposicionistas do que chamou de "métodos fascistas" e declarou que os adversários apostam no "quanto pior, melhor"ao sabotar as propostas econômicas do governo. Reafirmou, ainda, que eles não aceitaram o resultado das últimas eleições.
O The Guardian cita a alegação de Dilma de que Cunha e os oposicionistas têm sabotado a agenda legislativa do governo e incitado o país. "Nós nunca vimos tanta intolerância no Brasil. Nós não somos um povo intolerante", disse a presidenta.
O El País destaca não só que a presidenta disse ser o processo de impeachment "muito fraco", mas também que ela acusa o presidente da Câmara de ter tentado barganhar o andamento do processo de afastamento com o apoio do governo contra o possível processo de cassação que ele pode enfrentar no Conselho de Ética, devido à constatação de que ele tem movimentações em contas na Suíça.
"Digo a vocês como esse processo surge: o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, para evitar que a Câmara o investigasse, quis negociar com o governo. Se nós não votássemos contra essa investigação, ele punha o processo em curso. Cunha foi denunciado pelo Ministério Público Federal porque encontraram cinco contas na Suíça. Não sou eu quem digo, quem diz é o Ministério Público Federal", reproduziu o jornal.
Sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma negou que sua nomeação como ministro da Casa Civil tenha sido uma tentativa de protegê-lo, e ressaltou que ele continuará respondendo à Justiça se vier a ser ministro, porém, ao STF."Lula é meu parceiro", comentou, de acordo com o NY Times. Segundo o jornal norte-americano, a nomeação de Lula foi justificada pelo talento político do ex-presidente e de sua grande capacidade de articulação em um momento em que o governo está sob forte tensão.
A respeito de sua reação às recentes manifestações pelo impeachment, Dilma disse: "Não vou dizer que é agradável ser vaiada. Mas não sou uma pessoa depressiva".
Os jornais não citam referências da presidenta ao papel dos meios de comunicação na atual ofensiva contra seu governo. Ao encerrar a entrevista, ela disse acreditar que a paz reinará no Brasil durante a realização dos Jogos Olímpicos, no Rio de Janeiro, a partir de agosto.
Rolling Stones levam mais de meio milhão de pessoas a show histórico em Havana
марта 26, 2016 11:05![]() |
| Uma multidão vibrou ao som das músicas do grupo britânico Foto Agência Lusa/EPA/Rolando Pujol/Direitos Reservados |
A banda de rock britânica Rolling Stones arrastou mais de meio milhão de pessoas para o concerto dessa sexta-feira (25) à noite em Havana.
O concerto, gratuito e sem precedentes em Cuba, levou ao complexo Ciudad Deportiva, que tem capacidade para 450 mil pessoas e ficou lotado, uma multidão onde havia moradores locais e turistas de várias faixas etárias.
Na apresentação, o vocalista dos Rolling Stones, Mick Jagger, disse que "os tempos estão mudando". "Sabemos que há alguns anos era difícil ouvir a nossa música em Cuba, mas aqui estamos nós", afirmou Mick Jagger, em espanhol.
Horas antes do início do concerto, três quartos do local já estavam cheios. Milhares de pessoas não conseguiram entrar, mas ficaram de fora vibrando com o espetáculo, perfeitamente audível nas redondezas e até visível de determinados pontos. Muitas pessoas assistiram ao show em cima de telhados, de onde podiam ver o concerto.
"Estou aqui desde as 8h porque este concerto é histórico, vai marcar a história mundial, não apenas Cuba", disse à AFP Meiden Betsy, um estudante cubano, num dos vários relatos entusiasmados e emocionados que a agência recolheu no local. "Nunca imaginei que poderia vê-los aqui um dia, nunca mesmo", afirmou o jardineiro Alexander Chacon.
O engenheiro Miguel Garcia, de 62 anos, disse à agência, ainda antes de o concerto começar, que sabia que se ia emocionar e chorar durante o espetáculo.
A banda britânica se apresentou em Cuba três dias depois da visita histórica a Havana do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. O concerto foi incluído, de última hora, na turnê dos Rolling Stones na América Latina.
Um palco de 80 metros de comprimento foi instalado na Ciudad Deportiva, complexo inaugurado em 1959, antes da revolução cubana que acabou por banir o rock do país, uma vez que o regime de Fidel Castro o considerava uma expressão musical ligada ao imperialismo. Ao longo dos últimos 30 anos, o gênero tem sido gradualmente permitido.
Da Agência Lusa
Me arrelampei
марта 25, 2016 21:07Me arrelampei
Joaquim Dantas
Como se tivesse preso em um espelho,
ao silêncio profundo me entrego.
Os rumos de minha vida revejo
enquanto as angústias desprezo...
Resgato o que me revigora
e me deixa pronto para a luta,
pois o meu passado me habilita
a combater a ideia incauta
Sou madeira que cupim não rói,
e tenho no lombo o couro de sapo.
Me fortalece o que não me destrói
e na injustiça eu me arrelampo!
e na injustiça eu me arrelampo!
Deputada comunista desmente doações da Odebrecht
марта 25, 2016 17:10![]() |
| Manuela D'Ávila, PCdoB/RS Foto do Facebook |
Deputada comunista acusada de receber doações ilegais da Odebrecht, desmente em publicação em rede social
De Brasília
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho
A deputada estadual mais votada do RS, com 222.436 votos, Manuela D'Ávila, do PCdoB, desmentiu em seu perfil do Facebook nesta quarta-feira (23), que tenha recebido doações ilegais para a sua campanha da Construtora Odebrecht, que é investigada na Operação Lava Jato.
Confira a nota
Queridos amigos e amigas, queridos companheiros militantes de meu partido:
Hoje, ao meio dia, tive acesso, a partir das informações publicizadas pelo jornalista do UOL Fernando Rodrigues, que meu nome está incluído em uma planilha apreendida na 23ª fase da operação Lava-Jato. Assim como vocês, fiquei surpresa.
Após imprimir os documentos divulgados pela imprensa, tenho algumas observações a fazer.
Os gaúchos conhecem minha trajetória e sabem que jamais estive envolvida em nenhum ato ilícito.
Além disso, os porto-alegrenses acompanharam minha campanha para prefeita em 2012. Tive uma campanha dura, resultando em mais de 600 mil reais de dívidas na conta nominal de minha candidatura e mais de 150 mil reais em dívidas no comitê financeiro de meu partido. Sou a maior interessada em conhecer esse material divulgado pela imprensa.
Para isso, irei requerer judicialmente acesso à documentação para ter acesso às informações; recebi em todas as minhas campanhas contribuições de empresas, essa era a lei brasileira nas eleições de 2004, 2006, 2008, 2010, 2012 e 2014.
Todas as doações que recebi foram lícitas, todas as prestações de contas foram aprovadas. Entretanto, NÃO RECEBI DOAÇÃO DE NENHUMA EMPRESA DO GRUPO ODEBRECHT PARA A CANDIDATURA de 2012. Especulo - a partir da impressão que fiz das listas disponibilizadas para a imprensa - que a Odebrecht - munida das pesquisas de opinião - fez projeções de contribuições à minha candidatura a partir de meu favoritismo pré-eleitoral.
Com a queda vertiginosa que tive nas pesquisas (fui derrotada no primeiro turno das eleições), tais doações não aconteceram.
As próprias planilhas - que tive acesso pela imprensa - fornecem informações desencontradas sobre projeções e realizações de contribuições. chegando a constar que nada deveria ser repassado ao meu partido em uma daquelas disponibilizadas pela imprensa. Parece evidente que, se tivesse recebido os valores que constam na lista, o resultado de minha prestação de contas não seria tão negativo.
Sobre o apelido dado na tal planilha, talvez evidencie que os autores dos documentos apreendidos sequer tenham me visto num processo eleitoral duro e estressante quanto o de 2012, ao qual muitas vezes me referi como o pior de minha vida. Estou à disposição de qualquer autoridade para qualquer esclarecimento. Como disse, estou tão surpresa e triste quanto todos e tenho muita pressa em esclarecer.
Obrigada pela confiança e carinho de todos! Sei que todos sabem que eu jamais me envolveria em nenhum escândalo político. Tenho profundo respeito pelo cargo que ocupo, pela história de meu partido e por todos que em mim confiam.
Um beijo e boa luta!
Pedro Correia diz que ITAÚ financiou reeleição de FHC
марта 25, 2016 15:03Delator cita, FHC, Nardes, irmã de Aécio e até ITAÚ
Personagem com mais de 40 anos de vida parlamentar, o ex-deputado Pedro Corrêa, do PP, fez delação premiada que cita vários personagens da oposição; ele menciona, por exemplo, que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso comprou a emenda da reeleição com apoio do banqueiro Olavo Setúbal, do Itaú, já falecido; em outro ponto, Corrêa menciona que Andréa Neves, irmã do senador Aécio Neves (PSDB-MG), é uma das operadoras financeiras dos tucanos; ele disse ainda que Augusto Nardes, ministro do TCU responsável pelo parecer das chamadas "pedaladas fiscais", também recebia mesada; seus depoimentos ainda não foram homologados pelo Supremo Tribunal Federal
do 247
Uma reportagem da jornalista Bela Megale (leia aqui), publicada nesta sexta-feira, traz trechos da delação premiada que vem sendo negociada pelo ex-deputado Pedro Corrêa, personagem com mais de 40 anos de vida parlamentar.
Se vier a ser homologada pelo Supremo Tribunal Federal, ela trará muitos transtornos à oposição. Segundo Corrêa, o ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União, recebia mesada de José Janene, ex-deputado do PP. Nardes, responsável pelo famoso parecer das "pedaladas fiscais", no qual se ancora o impeachment, também foi deputado pelo PP.
"Corrêa lembra que, quando Nardes foi nomeado ministro do TCU, em 2005, foi destruído um recibo que comprovava o pagamento da propina. Era, segundo Corrêa, um recibo de valor 'baixo', algo entre R$ 10 mil e R$ 20 mil", diz Bela Megale.
Corrêa também mencionou a irmã do senador Aécio Neves (PSDB-MG). "O pernambucano também apresentou uma lista de operadores de propina e incluiu o nome de Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e uma de suas principais assessoras, como a responsável por conduzir movimentações financeiras ligadas ao tucano", informa a jornalista.
Em outro trecho espinhoso para a oposição, ele menciona que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso comprou a emenda da reeleição, com o apoio de pesos-pesados do PIB nacional, como o banqueiro Olavo Setúbal, já falecido, ex-dono do Itaú.
"Olavo Setubal dava bilhetes a parlamentares que acabavam de votar, para que se encaminhassem a um doleiro em Brasília e recebessem propinas em dólares americanos", diz o anexo da delação.
Segundo a reportagem, os fatos narrados por Corrêa são vistos como "uma crônica política" que ajudará a completar lacunas de outras colaborações.




