Funcionários de supermercado trocam rótulos de produtos vencidos por novos
марта 6, 2016 16:44![]() |
| Funcionários do Oba Hortifruti fazendo a troca de rótulos dos produtos |
De acordo com a cliente que presenciou a cena no Oba Hortifruti, de Águas Claras/DF, os funcionários afirmaram que é uma prática comum nos mercados
Ao fazer compras um supermercado, em Águas Claras/DF, Ranyelle Andrade presenciou uma cena inesperada na manhã desta quarta-feira (24/2). Funcionários do Oba Hortifruti estavam trocando rótulos dos sucos e saladas de frutas feitos na terça-feira (23/2) por outros com datas de fabricação e validade diferentes -- os produtos deveriam ser consumidos no mesmo dia que foram feitos. “Tenho percebido que o suco tem caído de qualidade há um tempo. Cheguei no mercado e perguntei se o suco era de hoje. O funcionário falou que era de ontem à noite. Na hora, nem me toquei, mas depois que percebi não fazia sentido”, diz a jornalista.
“De acordo com os funcionários do local, a prática é comum, não tem nada de absurda e conta com aval do gerente”, diz o relato de Ranyelle em seu perfil do Facebook. “Vender produto vencido e enganar o consumidor cobrando R$ 10 por 1 litro de suco de laranja, com pretexto de ele ser feito na hora é supernormal. Sendo assim, acho que eles não vão se importar se eu postar aqui”, acrescenta inconformada com a situação. Outros clientes compartilharam situações parecidas na postagem do Facebook, afirmando que já compraram no local até sushi fora do prazo de validade.
Em nota, o Oba Hortifruti diz que “preza pelo bem estar dos seus clientes e pela qualidade de seus produtos". "Não é prática da empresa o reaproveitamento de produtos. Vamos averiguar o episódio ocorrido na loja de Águas Claras e desde já pedimos desculpas pelo ocorrido.” A empresa alegou ainda não ter recebido nenhuma outra reclamação e que estão dispostos a aceitar críticas e sugestões da clientela. A assessoria de comunicação do Oba viu a publicação de Ranyelle e entrou em contato com ela. De acordo com a cliente, a empresa prometeu um novo contato, mas até o fim do dia, ela não teve retorno.
Fonte Correio Braziliense
De D. Pedro II a Lula, a oligarquia nunca perdoa
марта 6, 2016 9:14
por Diario do Centro do Mundo
O texto abaixo foi escrito por Filipe Galvon, documentarista e escritor brasileiro radicado na França. Seus trabalhos, todos gratuitos e disponíveis online, estão disponíveis em http://vimeo.com/filipegalvon. Seu livro de poesia, Animau, está disponível no site da editora 7Letras.
Em 1889, o Imperador Pedro II, monarca popular, foi deposto numa operação secreta feita para evitar a resistência do povo. Os militares ligados ao golpe republicano entraram na residência oficial durante a madrugada e escoltaram à força o velho imperador e sua família diretamente até o porto, onde um navio já os esperava para levá-los ao exílio, expulsos do Brasil para sempre. A monarquia deu lugar ao regime militar ditatorial conhecido como República da Espada, e em seguida ao período conhecido como República do Café-com-Leite, em que oligarquias se revezavam no poder sem voto democrático. Um ano antes da sua deposição, o Imperador Pedro II havia sancionado a Lei Áurea, que abolia a escravidão do Brasil, contando com forte resistência das oligarquias brasileiras no Congresso, contrárias à abolição.
Em 1954, o presidente Getúlio Vargas suicidou-se com uma bala no peito após resistir a pressões pela sua renúncia. Pesavam sobre o presidente denúncias de corrupção que, embora jamais provadas na Justiça, eram veiculadas diariamente na grande mídia da época, notadamente pela voz do jornalista Carlos Lacerda. Um ano antes de sua morte, Getúlio havia fundado a Petrobras, empresa que instituía o controle nacional sob a exploração do petróleo e constituía passo estratégico para a soberania do país. No dia da morte de Getúlio, uma multidão tomou as ruas da capital, evitando um golpe militar que se organizava nos quartéis.
Em 1964, o presidente João Goulart foi deposto por uma junta militar com apoio de segmentos da classe média e de grandes veículos de comunicação, notadamente do jornal O Globo. Dias antes de sua deposição, no episódio conhecido como Comício da Central, Jango havia feito discurso em que anunciava medidas de cunho popular, como a reforma agrária e a reforma urbana. Em 1965, foi inaugurada a Rede Globo de Televisão, organização que cresceu durante todo o período do regime militar até alcançar mais de 95% do território nacional.
Em 2016, Luís Inácio Lula da Silva, presidente mais popular da história do Brasil, é detido e levado à força para interrogatório, numa operação realizada às 6 horas da manhã, com efetivo de 200 policiais. Segundo a Polícia Federal, o objetivo da ação, chamada condução coercitiva, foi o de evitar confrontos e agitações populares. Contra o ex-presidente, pesam acusações de corrupção que, embora jamais provadas na Justiça, são veiculadas diariamente pelos veículos de comunicação – notadamente os que pertencem ao grupo Globo. Lula foi o primeiro cidadão brasileiro oriundo de uma região pobre do país e da classe baixa a alcançar o posto de Presidente da República. Em seu governo, Lula conduziu, segundo números da Unesco, mais de 40 milhões de pessoas para fora da linha de pobreza e terminou seu mandato com 80% de popularidade. A Rede Globo transmitiu a operação de sua condução coercitiva ao vivo.
Bancada do PCdoB repudia ação da PF contra Lula
марта 5, 2016 19:12Nova fase da Operação Lava Jato tem mandado de condução coercitiva contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Bancada Comunista repudia medida e considera uma tentativa de se interferir no processo político brasileiro.
A manhã desta sexta-feira (4) começou com um golpe para a esquerda brasileira. A nova fase da Operação Lava Jato ocorre na casa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que é alvo de um dos mandados de condução coercitiva – que ocorre quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento. Lula foi levado para o Aeroporto de Congonhas (SP) para depor à Polícia Federal.
A Bancada do PCdoB repudia a ação contra o ex-presidente. Para o líder da legenda na Câmara, deputado Daniel Almeida (BA), a operação é revestida de ilegalidades. “Foi algo orquestrado pelo Judiciário, capitaneado pelo Moro. Não há fatos. Lula nunca se negou a prestar esclarecimentos. É um sequestro. Querem fazer um espetáculo para interferir no processo político brasileiro. Nossa Bancada repudia essa condução coercitiva”, declara.
Para a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), a forma como se chegou a Lula é mais uma tentativa de desconstruí-lo. “Armaram na mesma semana todas as montagens possíveis para fazer o que estão fazendo. A tentativa é fazer aquela imagem do Lula sendo conduzido para tentar destrui-lo moralmente. É um verdadeiro estado de exceção, não há legalidade, provas ou indícios concretos de que ele tenha cometido algum crime. Isto é inaceitável, não podemos aceitar passivamente”, declara.
O Instituto Lula avaliou, em nota, a ação da PF como "arbitrária, ilegal e injustificável".
A condução coercitiva está prevista no § 1º do art. 201 do Código de Processo Penal. Segundo a legislação, esta medida pode ser utilizada “se, intimado para esse fim, deixar de comparecer sem motivo justo, o ofendido poderá ser conduzido à presença da autoridade”. No entanto, no entendimento dos comunistas, Lula não foi intimado nem se recusou a comparecer, logo não caberia o mandado.
“Isto é um ato de provocação de caráter eminentemente político, não tem nada a ver com o combate à corrupção no nosso país. É um verdadeiro espetáculo para tentar acelerar um golpe que está em andamento. Mas os golpistas podem saber: vai ter luta”, afirma a presidente nacional do PCdoB, deputada Luciana Santos (PE).
O deputado Chico Lopes (PCdoB-CE) corrobora com a tese. “Em nenhum momento o ex-presidente Lula se negou a prestar depoimento. Para que mandado de condução coercitiva? Apenas para gerar um espetáculo para a grande imprensa, com policiais na porta da casa do ex-presidente que mudou a história do Brasil, promoveu a inclusão social de 40 milhões de pessoas, se tornou um líder internacional pelos avanços sociais e pelo novo papel do Brasil no cenário mundial?", questiona o parlamentar.
Para o vice-líder do governo, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), é momento de prestar toda a solidariedade ao ex-presidente e de impedir que qualquer arbitrariedade aconteça. Atos em defesa de Lula estão sendo articulados em todo o país para a tarde desta sexta-feira.
“Este é um dos dias mais revoltantes da história da minha vida, mas nós temos que ter firmeza, temos que mobilizar a nossa militância. O Brasil é grande, a democracia foi conquistada com a nossa luta, nosso suor, nosso sangue”, diz Orlando Silva.
Os deputados Alice Portugal (BA), Angela Albino (SC), Davidson Magalhães (BA), Jô Moraes (MG), Rubens Pereira Jr (MA) e Wadson Ribeiro (MG) também se solidarizaram com o ex-presidente Lula. Para eles, existe uma “ofensiva conservadora para acabar com as conquistas dos últimos anos”.
Assessoria de Comunicação
PCdoB na Câmara
Porque defendo o PT e o ex-presidente Lula
марта 5, 2016 18:28![]() |
| Foto Joaquim Dantas |
Porque tive o desprazer de viver e sentir os efeitos nefastos de um Governo do PSDB, de um Governo de Direita.
Sou filho de agricultores, do interior do estado do Rio Grande do Norte, do sertão nordestino.
Não nasci em berço de ouro, não estudei em escolas particulares, não fiz curso de idiomas, não viajei para Disney aos meus 15 anos, nunca tive acesso a muitos dos alimentos que os filhos dos privilegiados, outrora, tiveram.
Durante muito tempo de minha vida vi a miséria muito perto de mim.
- Vi os humilhantes programas emergenciais durante os períodos de seca, dilacerando as vidas dos sertanejos;
- Vi meus vizinhos e familiares fugirem dessa mesma seca para a impiedosa pauliceia desvairada,
- Vi muita gente ser pisoteada, silenciada e explorada pelas elites locais, com todo o seu autoritarismo, egoísmo, conservadorismo e enojamento de pobres;
- Vi muita casa de taipa predominando na paisagem sertaneja;
- Vi muitas pessoas vivendo na pobreza;
- Vi os rostos e braços dos meus irmãos queimados nas coivaras feitas com intento de assar o xique-xique para o alimento do gado, em tempos de seca;
- Vi muita gente carregando água na cabeça e em jumentos para abastecer suas casas;
- Vi muitos sertanejos sem acesso aos serviços básicos de saúde;
- Vi, mas também vivi, todas essas dificuldades.
Passados 14 anos de governo do PT vejo o quanto minha vida (e também a da minha família, dos meus amigos e de tanta gente) mudou.
Hoje, quando volto para o interior do estado, para o lugar que passei 16 anos de minha vida, fico observando as transformações que aconteceram em minha comunidade, na vida de meus vizinhos e de minha família.
- Vejo muita gente com seu carro, sua motocicleta, comprando calçados, roupas, etc. (sim, porque tb temos direito de ter acesso aos bens de consumo);
- Vejo muita gente retornando de São Paulo (agora de avião, não mais de pau-de-arara como antigamente. Sim, porque agora também temos o direito de viajar de avião);
- Vejo as panelas cheias de comida diversificada;
- Vejo todas as casas de alvenaria;
- Vejo água encanada nessas casas;
- E vejo, em cada uma dessas casas, uma cisterna;
- Vejo os incentivos ao crédito;
- Vejo o médico atendendo na própria comunidade;
- Vejo duas escolas técnicas federais muito próximas da comunidade: uma em Currais Novos e outra em Caicó (sim, porque antes do PT não tínhamos escola técnica federal no Seridó);
- Vejo dois cursos de medicina no interior do estado (com mais dois aprovados e em vias de implantação);
- Vejo muita gente falando de universidade, de curso superior, da possibilidade de seus filhos cursarem medicina (sim, porque durante muito tempo não tivemos o direito de sonhar, tampouco de cursar algum curso superior).
- Vejo, finalmente, sertanejas (os) empoderadas (os), de cabeça erguida.
Essas mudanças devem, realmente, incomodar muita GENTE. GENTE que é a favor da meritocracia. GENTE que é contra as cotas sociais. GENTE que quer de volta suas escravas domésticas. GENTE que quer de volta seus privilégios, historicamente, alimentados.
Portanto, se hoje percebo e reconheço todas essas mudanças, se hoje sou funcionário de uma das melhores escolas técnicas do Brasil (o IFRN) e se, hoje, sou doutorando na melhor universidade Norte/Nordeste (a UFRN) foram graças às oportunidades que esse governo do PT proporcionou aos mais necessitados, aos filhos das classes populares, aos filhos dos agricultores.
Portanto, defendo sim o ex-Presidente Lula, o melhor Presidente que o Brasil já teve, aquele que, assim como eu, não nasceu em berço de ouro, não estudou em escolas particulares, não nasceu no centro-sul do país, não baixou a cabeça para uma elite repugnante, abjeta, golpista e fascista. Aquele que recebeu inúmeros prémios, que não se curvou ao imperialismo norte-americano e que conseguiu estabelecer um diálogo com inúmeras lideranças de vários países, sem precisar falar inglês.
Isso realmente deve incomodar a muita gente com complexo de vira-lata!
Marcos Antônio Alves de Araújo
Filho de agricultor, do sertão nordestino.
Graduado, Mestre e Doutorando em Geografia na UFRN.
Professor efetivo do IFRN.
#VivaLula
#Lula2018
#LulaLá
#TriplexdoLula2002.2006.2018
#LulaEstamosComVocê
#MexeuComLulaMexeuComigo
Escritor se oferece para depor na Lava Jato
марта 5, 2016 17:22Escritor que acompanhou Lula em inúmeras palestras escreve ao juiz Moro oferecendo-se para depor
De Brasília
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho
O jornalista e escritor Fernando Morais, autor do mega sucesso "A Privataria Tucana", escreveu uma carta ao juiz que comanda a Operação Lava Jato, Sérgio Moro, oferecendo-se para depor como testemunha que o ex-presidente Lula proferiu todas as palestras no exterior, após a sa sua saída da presidência, visto que o escritor o acompanhou em todas elas, para colher material para o livro que está escrevendo sobre o ex-presidente.
O que motivou Morais a escrever a missiva foi o fato de os procuradores suspeitarem que as ditas palestras serviram para Lula lavar dinheiro de propina.
A suspeita dos procuradores da Lava Jato é uma aberração e a investigação que está em andamento é parcial, já que o também ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, estão enrolados até o pescoço com denúncias de corrupção e não são, sequer, chamados para depor, enquanto Lula não foi citado por nenhum delator nem é investigado.
O medo dessa gente é 2018.
Confira a íntegra da carta:
Meritíssimo Juiz
Sérgio Fernando Moro
MD Titular da 13ª Vara Criminal Federal
Bairro Ahú
Curitiba – Paraná
Senhor Juiz:
Na manhã de hoje tive a oportunidade de assistir à entrevista coletiva concedida pelos procuradores do Ministério Público de Curitiba. Deixaram-me a clara impressão de que suspeitam que as palestras realizadas pelo ex-presidente Lula tenham sido uma fachada para encobrir o recebimento de recursos de origem escusa.
Há alguns anos venho acompanhando o ex-presidente em suas viagens pelo Brasil e exterior para levantar informações para o livro que estou escrevendo sobre um período de sua vida pública. Logo descobri que os aviões eram um ótimo local para meu trabalho: sem interrupções de telefonemas, agendas e visitas, eu podia passar horas tomando seu depoimento – lembro-me de um voo de mais de vinte horas de duração.
Acredito tê-lo acompanhado em mais de dez viagens internacionais. De memória, lembro-me de ter estado com o ex-presidente no México, Portugal, África do Sul, Moçambique, Etiópia, Índia, Alemanha, França, Espanha e Cuba.
Em todos os casos ele realizou, sim, as palestras para as quais havia sido contratado. Em alguns dos referidos países, mais de uma. Eu o seguia da hora em que acordava até quando se recolhia para dormir. Assisti a todas as palestras e testemunhei todas as audiências que ele concedeu a artistas, autoridades, sindicalistas e empresários locais. Em nenhum momento ele pediu que eu me retirasse para que pudesse conversar privadamente com alguém – o que seria absolutamente natural.
Trago o assunto à baila por uma única razão: sou testemunha da lisura e do comportamento ético que norteou as viagens do ex-presidente Lula ao exterior – e de que ele de fato proferiu as palestras agora colocadas sob suspeição. Nesse sentido, coloco-me à disposição desse Juízo Federal para oferecer meu depoimento, o qual, estou certo, contribuirá para a elucidação dos fatos sob investigação.
Atenciosamente,
Fernando Morais
jornalista e escritor



