Greve na Educação de Fortaleza
февраля 6, 2016 18:20Professores e funcionários da rede municipal de Educação de Fortaleza entraram em greve por tempo indeterminado a partir de decisão tomada em assembleia geral, com ampla participação da categoria, neste último dia 04 de fevereiro. Segundo Gardênia Baima, da Diretoria Executiva do Sindiute, “a estrutura das escolas está péssima. Estamos fazendo uma campanha de denúncias em nossas redes sociais e também na grande mídia, inclusive essa situação já foi noticiado nacionalmente”.
A maioria dos professores critica o prefeito Roberto Cláudio (PDT) pelo desvio de R$ 289 milhões do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério, atual (Fundeb), recurso oriundo de indenização da União para o município.
“Entendemos que não é possível governar sem atender as principais negociações de uma categoria que tem um fundo próprio para os seus pagamentos que é o Fundef. Sem o reajuste, sem o pagamento das principais reivindicações da categoria, que já são dívidas da Prefeitura, não há como não fazer a greve”, afirma Gardênia Baima.
A categoria exige que o gestor destine 60% do dinheiro aos professores e os outros 40% invista nas escolas. A campanha salarial 2016 trabalha para a valorização dos professores e funcionários de cada uma das quase 450 unidades escolares de Fortaleza. A cidade tem nove mil professores municipais efetivos e dois mil temporários.
A programação das atividades da greve foi aprovada na assembleia e iniciarão depois do Carnaval, no dia 12 de fevereiro, no grande ato em frente à Prefeitura de Fortaleza.
Pauta de reivindicações da Greve na Educação:
– Reajuste salarial com data-base em janeiro;
-Implementação do piso salarial nacional;
– Rediscussão sobre o dinheiro do Fundef;
– A garantia de 100% das verbas do Fundef para educação pública; priorizando 40% das verbas para ser implementado imediatamente na infraestrutura das escolas;
– Pagamento dos anuênios atrasados;
– Liberação dos professores para licenças-prêmio;
– Mesa de negociação permanente.
Por Glauber Ataide.
No Jornal A Verdade
Criminosos rendem funcionários e roubam boate
февраля 6, 2016 17:53![]() |
| DIVULGAÇÃO |
Criminosos rendem funcionários e roubam dinheiro e uísque na boate La UrsaCrime ocorreu na manhã deste sábado (6/2).
Homens armados com faca e revólver também levaram celulares
boate La Ursa, no Setor Bancário Norte, foi mais um alvo da ação de criminosos na manhã deste sábado (6/2). Por volta das 6h40, três homens — dois deles armados com uma faca e um revólver, respectivamente — entraram no estabelecimento e renderam três funcionários que fechavam a conta da noite. Eles foram ameaçados e presos em um escritório.
Informações preliminares apontam que eles não foram agredidos pelos suspeitos. Segundo a Polícia Militar, os cabos de telefonia fixa também teriam sido cortados antes do anúncio do assalto.
A princípio, todos os envolvidos são maiores de idade. Eles fugiram logo após o crime e, até o início da tarde deste sábado, continuavam foragidos. Os sócios do La Ursa confirmaram o assalto, mas não quiseram comentar o assunto.
A 5ª DP (Área Central) investiga o caso e o paradeiro dos criminosos. De acordo com a Polícia Civil, também foram roubadas seis garrafas de uísque e R$ 5 mil do caixa da boate.
Do Portal Metrópoles
Galo da Madrugada reúne milhares de foliões
февраля 6, 2016 17:04Com homenagem a Chico Science, Galo da Madrugada reúne milhares de foliões
Haja rua para tanta gente em Recife! Como eternizou o hino do maior bloco do mundo, título dado pelo Guinness Book: “o carnaval começa/ no Galo da Madrugada”. Uma multidão que já chegou a mais de 2 milhões de pessoas em anos anteriores acompanha o trajeto feito por pelo menos seis bairros da capital pernambucana.
Com a camisa do bloco ou com fantasias, os foliões pulam junto, já que a folia é de graça. O frevo é o ritmo predominante, como em todo o carnaval pernambucano, mas há lugar para marchinhas de carnaval do Rio de Janeiro, o afoxé da Bahia e a música contemporânea do próprio Pernambuco.
E não só de ritmos é feita a variedade do Galo. Os fieis do bloco vem de todos os lugares do Brasil. O grupo da professora Karina Naro, 31 anos, é de Campina Grande, Paraíba. “Há quatro anos que a gente sempre vem. A gente se encantou com a energia, a animação. Depois de conhecer esse carnaval não é preciso ir a nenhum outro. É um carnaval popular, com gente fantasiada, com gente que não precisa de dinheiro para se divertir. Um carnaval extremamente democrático.”
Entre os pernambucanos também existem fieis ao bloco. Há exatos 20 anos o grupo dos Super Pernambucanos comparecem fantasiados com capas estampadas com a bandeira de Pernambuco. O professor Marcos Barros, 41 anos, explica o amor pelo bloco: “todo ano compartilhamos essa identidade que é única no mundo, só tem aqui. O Galo da Madrugada não tem definição, faz parte do sangue da gente. As festas da nossa região estão na nossa ideologia, no nosso dia a dia, e o Galo da Madrugada coroa a apoteose da diversão, da alegria, do amor”.
Este ano, caranguejos foram incorporados às fantasias dos super pernambucanos em referência ao homenageado do Galo, o músico Chico Science, um dos fundadores do movimento cultural manguebeat. “A gente não podia deixar de reverenciar uma das maiores referências musicais do mundo, que a ‘pernambucaneidade’ não pode esquecer”, defende Marcos.
Os comerciantes da região também estão aproveitando o homenageado da vez para vender o modelo de chapéu que ficou famoso com o músico. Kleber Duarte, 43 anos, conta que todos já esqueceram o nome correto do acessório: Salomé. Hoje só é chamado de “Chico Science” mesmo.
“Esse chapéu não era usado por muita gente, compravam para fazer base de fantasia, os palhaços, caboclo de lança. Aí, com ele, popularizou”, explica Kleber.
A mãe dele, Gerusa Gouveia, 63, afirma que vendeu alguns exemplares para o próprio Science. “Lembro como hoje. Foi num sábado à tarde, no mercado de São José. Ele disse que precisava de seis para usar com a banda dele. Depois de alguns meses vi que tinha morrido em um acidente”, recorda, fazendo referência ao dia 2 de fevereiro de 1997, quando o artista faleceu, aos 30 anos, em uma batida de carro.
Mas não só de ícones pernambucanos são feitas as fantasias que desfilam no bloco. O cabeleireiro Jorge Ferreira, 47 anos, todo ano sai de vampiro, mas, em 2016, atualizou o tema. "Eu estou também de dengue e crise”, diz, mostrando uma placa grudada em um cajado vampiresco. “Qual é mais difícil de combater, a dengue ou a crise?”, pergunta o folião.
O vampiro sanguinário estava acompanhado de outro bebedor de sangue. O mosquito da dengue, fantasia do DJ Israel Gomes, 31. “Lembrando que hoje a dengue não está picando é nada, só está brincando o carnaval. Aproveitou a folga para brincar o Galo da Madrugada e na quinta-feira volta às atividades normais”, graceja.
A concentração do Galo da Madrugada teve início às 9h, no Forte das Cinco Pontas. O bloco arrasta multidões até as 18h30, quando se dispersa na Rua do Imperador. Um dos pontos altos do trajeto é o encontro com a estátua gigante do Galo, de quase 30 metros, na ponte Duarte Coelho. Este ano o mascote veio de óculos escuros em homenagem a Chico Science.
da Agência Brasil
Jazz se consolida em pleno carnaval carioca
февраля 6, 2016 16:01A poucas quadras da multidão que seguia o tradicional Bloco Cordão da Bola Preta e rodeado de outros blocos de carnaval pelo centro da capital fluminense, um pequeno reduto na Rua do Lavradio atraiu neste sábado (6) dezenas de amantes do jazz.
Pelo quarto ano consecutivo, o Lavradio Jazz Fest oferece shows gratuitos de jazz para variar o repertório musical durante o carnaval.
O músico americano Mark Lambert inaugurou o evento nesta tarde com o Quinteto Rádio Swing e aproveitou para mesclar músicas de Luiz Gonzaga com as de Nova Orleans. Há 12 anos vivendo no Brasil, o músico celebrou a consolidação do jazz em pleno carnaval carioca.
“Cada ano vem mais pessoas. No primeiro ano era mais foliões que vinham de blocos e acabavam invadindo o local. Hoje em dia vejo pessoas que vieram, porque queriam mesmo ouvir o jazz”, disse, acrescentando que "tocar aqui é uma das melhores coisas que faço no Rio, pois mistura a história da minha terra com a daqui. O jazz e o carnaval têm muito a ver, pois é um momento de comemoração em que as pessoas colocam tudo para fora, uma alegria total”.
Frequentadora do festival há três anos, a jornalista Teresa Cristina Teresa de Almeida planejava ir para um bloco de carnaval depois do show. “Gosto de diversificar. Daqui vou para um bloco e depois para a praia à noite. É importante ter opções e essa diversidade que o Rio tem é muito boa”, disse.
Mais tarde, o quinteto Dolls And Dames New Orleans Band prestou homenagem às cantoras nascidas em Nova Orleans que fizeram parte do cenário musical durante os anos de 1930,1940 e 1950.
Novata no evento, a técnica em eletrotécnica Márcia Cristina Rosa do Nascimento pretende vir todos os dias do festival que termina na terça-feira (9). “Gosto de jazz e a programaçãome interessou. É muita coisa diferente que não temos contato no dia a dia”, comentou ela. “Gosto de carnaval, mas fujo do tumulto e aqui está mais gostoso”, disse.
Amanhã, o grupo Manouche Carioca anima a tarde com jazz cigano e o All That Jazz Band, a mais antiga banda do Rio de Janeiro especializada no Hot Jazz que toca jazz tradicional de Nova Orleans.
Segunda, o São Jorge Brass Band leva a tradição do Carnaval de rua de New Orleans para o Rio de Janeiro. Mais tarde, o Monte Alegre Hot Jazz Band mostra seu dixieland - genero de jazz criado em 1910, em Nova Orleans - típico dos anos 1940.
Na terça, o quinteto Roda Romani pioneiro de jazz manouche do Rio toca a vertente do jazz criado na França. Encerrando o evento, a Orleans Original Jazz Band relembra expoentes como Louis Armstrong.
da Agência Brasil
O "Mensalão", A Lava Jato e a Fera de Macabu
февраля 5, 2016 15:26O julgamento do mensalão e o da Lava Jato, parecem reviver o maior crime da justiça brasileira descrito no livro A Fera de Macabu
De Brasília
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho
O livro A Fera de Macabu, do escritor Carlos Marchi, que descreve o maior erro da justiça brasileira, parece que está sendo recontado nos dias atuais quando ocorreu o julgamento da ação penal 470, mais conhecida como o mensalão e as dezenas de fases da Operação Lava Jato da Polícia Federal.
Os fatos descritos no livro são frutos de uma árdua e demorada pesquisa feita pelo autor e, em síntese, conta a história de um rico e poderoso fazendeiro do Rio de Janeiro, que construiu sua fortuna com muito trabalho e tratava com dignidade seus escravos, mas cometeu um "erro", apaixonou-se e casou-se com a noiva de um primo filho natural da elite da época.
O resultado foi o pior possível, o então rico fazendeiro, mas oriundo das camadas mais pobres, foi levado à forca por um crime que não cometeu, a pedido da elite, com amplo apoio da imprensa da época (que pertencia a essa mesma elite que o levou a morte), com as bençãos da igreja que sabia quem era o verdadeiro autor do crime, com o veredito dos juízes supremos da época (que eram aparentados da mesma elite) e com a palavra final do Imperador e da população, que norteavam suas convicções e decisões, pelo que diziam as folhas dos jornais.
O condenado à morte injustamente chamava-se Manoel Motta Coqueiro, nasceu na fazenda do Coqueiro, município de Campos dos Goytacazes, RJ, em fevereiro de 1.799, embora em sua certidão de nascimento conste como 17 de agosto de 1.802.
Encontrei algumas semelhanças com o fato real ocorrido no século 17 com os fatos atuais nos julgamentos das duas peças jurídicas citas inicialmente. Neste ponto tomo a liberdade de nominar como Manoel da Mota Coqueiro, o Partido dos Trabalhadores e seus aliados.
Primeira semelhança, trecho do livro que relata a chegada do réu à cidade após ser preso:
"Para os inimigos de Coqueiro era importante manter a imprensa acesa, para atrair a atenção de Dom Pedro II, pois sabiam que o imperador se impressionava com o que era veiculado nos jornais. No dia 02 de novembro, o jornal Diário do Rio de Janeiro reproduzia a cena da chegada de Coqueiro a Campos dos Goytacazes, surgindo a partir desta publicação o apelido “A Fera de Macabú”.
Segunda semelhança:
"Coqueiro foi colocado na cela mais segura da cadeia pública de Campos dos Goytacazes, com um sentinela à porta em tempo integral."
Terceira semelhança, a delação premiada em sua versão imperial:
"Para chamar a atenção da mídia e do povo, os inimigos de Coqueiro, que comandavam as investigações, começaram a prender um a um dos escravos e os aterrorizavam, para que prestassem depoimentos assustados e manipulados. Diziam, ainda, que se dessem depoimentos que incriminasse Coqueiro, deixariam de ser escravos."
Quarta semelhança e tão atual:
"Pressionado pela opinião pública, Pacheco pronunciou rapidamente o réu Manoel da Motta Coqueiro como mandante. O trâmite foi veloz: o crime ocorreu em 11 de setembro de 1852, os últimos acusados foram presos em outubro, os interrogatórios terminaram em novembro, o sumário de culpa foi concluído no dia 29 de dezembro e, em janeiro de 1853, o processo foi à apreciação do promotor para oferecer a denúncia; no dia 07 de janeiro o juiz expediu convocações e precatórios para o primeiro julgamento, marcado para o dia 17 de janeiro."
Quinta semelhança:
"O libelo do promotor Paulino Ferreira do Amorim mudou completamente os rumos da acusação. Dos dez acusados, sem nenhuma razão objetiva, ele acusou somente quatro pessoas, sendo estas Coqueiro, Faustino, Domingos e Flor. O promotor os denunciou por infringência ao artigo 192 do Código Criminal Imperial reconhecendo homicídios em grau máximo com vários agravantes, qual a pena máxima era a morte na forca."
Sexta semelhança, a teoria do domínio do fato:
"O primeiro julgamento foi preparado como grandes espetáculos teatrais: o advogado Luiz José Pereira da Fonseca se esforçou ao máximo para reunir novas provas, testemunhos ou indícios no curto espaço de tempo que teve até o dia de julgamento. Este pedia mais prazos argumentando o cerceamento da ampla defesa, mas nada parecia mais importante para as autoridades e para o juiz do que condenar os acusados e puni-los exemplarmente, fossem culpados ou não. Chegavam pessoas de todos os lados, de navio, a cavalo, de carroça ou remando em canoas. As pessoas não entendiam o porquê do julgamento se a mídia já havia condenado e a população confirmado o veredicto."
Sétima semelhança, a mesma estratégia que a mídia atualmente está utilizando:
"Na véspera do julgamento, as roupas das vítimas ensanguentadas, apesar de serem peças do processo, apareceram penduradas em postes nas principais ruas junto a cartazes que incitavam a população contra os acusados. Nos dias antecedentes ao julgamento, o juiz Almeida Couto disse a pessoas próximas que estava tão convencido da culpabilidade de Coqueiro que nem estudaria o processo a fundo, já antecipando que seria parcial."
Oitava semelhança, lembram do "mensalão"?
"Os jurados concordaram sempre por unanimidade, com quase todas as agravantes listadas pelo promotor, condenando desta forma os acusados a pena máxima, a morte na forca. Quando o juiz emitiu a sentença no dia 19 de janeiro foi intensamente aplaudido dentro e fora do fórum, com foguetes estourando para saudar a condenação."
Nona semelhança, lembrei de um magistrado recentemente aposentado...
"O juiz Almeida Couto agiu com imensa alegria e marcou novo julgamento para 28 de março de 1953, apenas 68 dias após terminado o primeiro julgamento."
Como pode ser percebido, ainda vivemos como nossos pais em um grande e imenso Portugal...




