Escola de Música publica edital
31 de Maio de 2018, 12:38![]() |
| Foto Joaquim Dantas/Blog do Arretadinho |
Foi publicado no Diário Oficial do DF o edital da Escola de Música de Brasília. A publicação foi feita nesta terça-feira (29).
Confira as informações à partir da página 40.
Quem quiser estudar música, é a oportunidade.
Direto da Rússia: Seleção da casa terá um brasileiro naturalizado em campo
31 de Maio de 2018, 12:04![]() |
| O lateral-direito Mário Fernandes, joga no CSKA de Moscou, vai disputar a Copa pela Rússia / Reprodução |
COPA 2018
Direto da Rússia: Seleção da casa terá um brasileiro naturalizado em campo
O futebol russo tem atraído cada vez mais jogadores brasileiros, atualmente, 15 jogadores atuam em times do país
Poliana Dallabrida, de Moscou, Brasil de Fato
O futebol russo tem atraído cada vez mais jogadores brasileiros. Entre as razões estão a estabilidade do país, com baixos índices de violência, a qualidade de vida nas grandes cidades e, claro, os altos salários pagos pelas equipes russas.
Atualmente, 15 jogadores atuam em times da primeira divisão do futebol da Rússia. O lateral-direito Mário Fernandes é o mais conhecido: revelado pelo Grêmio, ele joga no CSKA de Moscou.
Naturalizado russo, Mário foi convocado para a Copa. Ele mora há seis anos no país do Mundial, mas não domina o idioma russo.
O goleiro Guilherme, do Lokomotiv Moscou, foi o primeiro jogador não nascido em ex-repúblicas da União Soviética a defender a seleção Russa.
O atleta começou a carreira no Atlético Paranaense e se transferiu para o futebol russo em 2007. Apesar da boa atuação na Copa das Confederações de 2017, Guilherme não foi convocado para o Mundial deste ano.
Um retrato do torturador Brilhante Ustra
31 de Maio de 2018, 11:48![]() |
| Protesto em frente à casa de Ustra, em 2014 F. RODRIGUES POZZEBOM AGÊNCIA BRASIL |
DITADURA BRASILEIRA
Um retrato do torturador comandante Brilhante Ustra, segundo as suas vítimas
Cérebro da repressão na ditadura não poupava crianças e apreciava comandar violações de mulheres
Foi essa ferida do passado que Jair Bolsonaro reabriu com seu voto no último domingo
Adriano Diogo acabava de sair do banho quando seu apartamento, em São Paulo, foi invadido por militares com metralhadoras. Era março de 1973, auge de ditadura. Diogo só teve tempo de vestir uma cueca e assim foi levado pelos agentes. Encapuzado, o colocaram dentro de um carro e fizeram-no segurar nas mãos o que ele deduziu ser uma bomba. Chegando ao destino, atravessou um corredor polonês, onde apanhou de guardas enfileirados até chegar em alguém que começou a lhe bater com uma metralhadora: “Você é amigo do Minhoca [apelido de Alexandre Vanuchi, amigo de Diogo], acabei de mandar ele para a Vanguarda Popular celestial e é pra lá que vou te mandar também, seu filho da puta”, gritava seu algoz.
Aos 67 anos, Diogo se lembra de cada palavra que saiu da boca do comandante Carlos Alberto Brilhante Ustra. Até então, não sabia de quem havia apanhado, mas descobriria rapidamente. Quando Ustra o deixou, Diogo perguntou a outro guarda que estava por perto. “Onde é que eu tô?” “Aqui é a antessala do inferno”, avisou o agente, de modo sarcástico, antes de mandá-lo sentar numa cadeira de dragão. Nu, colocaram eletrodos nas suas genitálias, boca, ouvidos, e com choques elétricos ordenavam suas confissões para entregar companheiros.
Depois das torturas diárias que o aguardavam durante os meses que ficou na prisão, Diogo viria a concluir que Ustra era o líder demoníaco daquele inferno. O comandante, homenageado neste domingo por Jair Bolsonaro para dar o “sim” ao impeachment da presidenta Dilma, foi chefe de um centro de sequestro, tortura e morte na ditadura militar (1964-1985), conhecido oficialmente por DOI-CODI, que funcionou no bairro da Vila Mariana, em São Paulo.
Apelidado de Casa da Vovó entre seus comandados, o Destacamento de Operações de Informações e Centro de Operações de Defesas Internas tinha em Ustra o cérebro da repressão quando a Governo militar resolveu endurecer com integrantes dos movimentos que resistiam à ditadura nos anos 70. Em geral, jovens universitários que acreditavam na utopia de poder combater um Estado militar para restabelecer a democracia, usurpada em 1964 pelo golpe. Diogo era um deles. Integrava a Ação Libertadora Nacional, de inspiração socialista, o que no meio de uma Guerra Fria, significava ser classificado como terrorista.
A sigla DOI-CODI, assim como o sobrenome Ustra, têm um efeito cáustico nos ouvidos das vítimas da sua tortura e das famílias que perderam de maneira cruel seus pais, mães, filhos ou simplesmente amigos. Pelo menos 50 pessoas morreram enquanto Ustra comandou o DOI (1970-1973), e há registro de mais de 300 pessoas torturadas sob suas ordens.
Quem saiu vivo, ou foi mutilado ou saiu com uma cicatriz eterna pela sádica violência aplicada sob comando de Ustra. Diogo, hoje geólogo, e presidente da Comissão da Verdade, em São Paulo, foi um dos poucos a ser torturado diretamente por Ustra, que na maior parte do tempo, se dedicava à inteligência dos processos de tortura. Dava ordens, mapeava os movimentos de militantes, estabelecia as táticas para que sua equipe pudesse capturá-los e chegar aos líderes. “A especialidade deles era violentar e torturar mulheres”, lembra Diogo, que presenciou inúmeras violações enquanto esteve ali, inclusive a tortura de sua mulher à época. Grávida e nua, passou por choques elétricos na sua frente. O bebê que carregava não resistiu. Arlete sofreu hemorragias e não pôde recorrer a apoio médico.
Crianças na sala de tortura
Amélia Teles, ou Amelinha, também caiu nas garras de Ustra. Foi presa junto com o marido Cesar, e o amigo Carlos Danielli. Viveram todo o roteiro do inferno no DOI CODI, conforme conta num vídeo disponível no Youtube. Militantes do PCdoB, sentiram bem mais que surras e choques elétricos. O casal de jovens de pouco mais de 20 anos, foi preso em dezembro de 1972, e apanhou seguidamente sem ter noção do tempo. Certo dia, Amelinha estava nua, sentada na cadeira de dragão, urinada e vomitada, quando viu entrar na sala de tortura seus dois filhos, Janaína de 5 anos, e Edson, 4. Ustra havia mandado buscar as duas crianças porque queria que eles testemunhassem de seus pais. “Mamãe, por que você está azul e a papai verde?”, perguntou sua filha, enquanto queria abraçar a mãe, paralisada de dor e pelos fios elétricos. A cor era fruto das torturas que desfiguraram sua tez.
As duas crianças foram levadas para a casa de um militar enquanto os pais continuaram apanhando nas mãos de agentes da ditadura comandados por Ustra. Os arquivos da ditadura mostram crianças de colo fichadas como filhos de terroristas. “Vamos matar seus filhos, menos comunistas vivos”, ouviam seus pais enquanto eram torturados. Amelinha foi espancada por Ustra enquanto ouvia: “sua terrorista!”. Viu a morte do amigo Carlos enquanto estava presa. Seu marido Cesar faleceu no ano passado.
Mortos
Diogo e a família Teles conseguiram sobreviver àqueles anos para contar os horrores que aconteciam durante a ditadura brasileira. Mas muitos não tiveram essa sorte. O jornalista Vladimir Herzog, que em 1975 era diretor da TV Cultura, foi assassinado no interior do prédio do DOI-CODI, depois de ter sido intimado a prestar depoimentos por supostas ligações com o Partido Comunista. No Instituto Vladimir Herzog é possível ler o que se passou no final de outubro de 1975, depois que Vlado, como era conhecido, se apresentou para depor. Encapuzado, foi sufocado com amoníaco e submetido a seguidas sessões de tortura.
“Naquela cela solitária, com o ouvido na janelinha, eu podia ouvir os gritos: ‘Quem são os jornalistas? Quem são os jornalistas?’ Pelo tipo de grito, pelo tipo de porrada, sabia que estava sendo feito com alguém exatamente aquilo pelo que eu tinha passado", recordaria anos depois o jornalista Sérgio Gomes, que estava preso no mesmo local em que Vlado se encontrava. “Lá pela hora do almoço há uma azáfama, uma correria. Ele foi torturado durante toda a manhã e se dá o tal silêncio. A pessoa para de ser torturada e em seguida há uma azáfama, uma correria… A gente percebe que tem alguma coisa estranha acontecendo. Tinham acabado de matar o Vlado.”
No livro A Casa da Vovó, o jornalista Marcelo Godoy faz um minucioso relato sobre o DOI-CODI a partir de relatos de ex-agentes que trabalharam com Ustra. Levou dez anos para concluir a obra (2004 a 2014), e viu o antigo comandante tentar interferir em sua apuração em alguns momentos. O velho torturador ligou para seus ex-subalternos pedindo silêncio. Muitos, no entanto, contrariaram a ordem do antigo chefe. Um deles relatou a Godoy: “Você não tem ideia do que é passar uma noite inteira vendo um homem e sabendo que no dia seguinte ele vai morrer... Todos nós carregamos um fantasma que te acompanha a vida inteira. Esse é o meu.”
Ustra contava com o apoio silencioso dos presidentes militares que mantinham um discurso de que torturas eram casos pontuais. Em 2008, a Justiça o reconheceu como torturador e, em 2012, condená-lo em primeira instância pela morte de apenas uma vítima, Luiz Eduardo da Rocha Merlino, morto em 19 de julho de 1971. “Nunca cometi torturas”, disse ele em depoimento à Comissão Nacional da Verdade em 2013. No ano seguinte, foi declarado um dos 377 agentes da repressão pela Comissão. Ustra morreu em julho de 2015 de câncer.
por CARLA JIMÉNEZ no El País
SÓ HÁ UMA SAÍDA
28 de Maio de 2018, 19:49Meu Messenger mais movimentado que corredor de shopping em semana de natal, e a mesma pergunta, de todos os companheiros: e aí, intervenção militar, golpe militar, fim da greve, eleições adiadas, Lula solto...?
Qual a saída? Não sei, nenhum brasileiro sabe. A rigor, ninguém tem, hoje, poder ou capacidade moral de por ordem na casa brasileira.
O que começou Lock Out evoluiu para greve de uma categoria, agora de duas, as principais do país, pela capacidade de influir na economia, e foi encampada por toda a população.
Temer nomeou o quarto negociador, agora o governador de São Paulo, já que os outros três foram fiascos, o que não nos surpreende, ladrão rouba, não negocia.
Os sindicatos patronais, dos caminhoneiros, já não têm a direção do movimento, perderam a capacidade de influir.
O STF é visto por grevistas e a população em geral como atores do mesmo elenco no mesmo circo.
O Congresso é um balcão de negócios desativado por falta de combustível nos aviões que transportariam os mascates dos votos, de seus estados para Brasília.
A greve tem cada vez mais adesões, e agora com duas características novas: não há mais obstruções de estradas, com os caminhões parados nos acostamentos, o que não fere a lei e tornam inócuos e obsoleto o aparato de segurança, e a categoria repudia veementemente qualquer intromissão militar, seja por ordem do mamulengo norte-americano no Planalto, seja por voluntarismo golpista.
No campo, milhões de toneladas de frutas, verduras e legumes estão apodrecendo, cereais estão passando do ponto de colheita, porcos estão emagrecendo aceleradamente, por falta de ração e, pelo mesmo motivo, já morreram mais de 60 milhões de frangos, parou o abate do gado, e milhões e milhões de litros de leite estão sendo distribuídos gratuitamente, alimentando porcos ou jogados fora, diariamente.
Nas cidades, as indústrias estão parando, por falta de transporte público, para levar os trabalhadores até os postos de trabalho, e de matéria prima, que não está sendo entregue.
As prateleiras dos supermercados estão vazias e o povo começa a estocar alimentos, o que agravará a escassez no comércio; várias Ceasas estão fechadas e, as três maiores, de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, têm previsão de parar quarta ou quinta feira, se não forem abastecidas.
Há cada vez menos veículos nas ruas, na medida em que vai acabando também a gasolina e o etanol nos tanques.
Na maioria dos aeroportos não há trânsito aéreo (moro em bairro que fica na rota dos aviões que partem do Galeão e do Santos Dumont para o sul. Atento, desde ontem ainda não ouvi o som de um Boing), e na costa brasileira, mais de oitenta navios, nacionais e estrangeiros, aguardam vaga nos portos, para atracar.
Para agravar, a Petrobras, que iniciaria uma greve de advertência, por dois dias, na quarta feira, antecipou para hoje e já se fala que por tempo indeterminado, e não mais de advertência, mas com exigências.
O país caminha para o colapso, para o caos e só duas saídas.
A primeira seria a intervenção militar, o que está previsto na Constituição, o que já foi aventado pelo fantoche do Planalto, com a pretensão de ir além de desobstruir estradas, pelo Exército.
O Anão Mãos de Tesoura encontrou resistência dos militares, e isto porque os generais e demais oficiais superiores estão divididos, com grande parcela deles se negando a garantir a continuidade de ladrões e lesas pátria no poder.
A outra opção seria o Exército depor Temer e sua quadrilha, onde estão todos os ministros, o senhor Pedro Parente, um executivo norte americano, presidente da Petrobras, e todo o conselho administrativo da empresa, formado por representantes da Exxon, Shell, Chevron... Nomeados por Pedro Parente, passando a faixa para Rodrigo Maia, que não quer, tem pretensões presidenciais, para Carmem Lúcia ou ficando com um general, até as eleições de outubro.
Esta possibilidade encontra forte resistência no próprio Exército e no exterior.
No Exército, porque sabem que os brasileiros têm dois pés atrás: um por conta do trauma de 64, do medo que se repita, o que poderia manter a greve, talvez a tornando mais radical, como aconteceu no Egito, onde, após um golpe, a população fez greve geral e só retornou ao trabalho quando os militares voltaram para os quartéis, e o segundo, que os candidatos poderiam ver na intromissão do Exército o risco da suspensão das eleições, o que poria quase todos os partidos contra a intervenção militar, radicalizando ainda mais o atual quadro.
No plano externo, se um golpe militar é o sonho do capital multinacional, não conta com o apoio do governo norte americano e da União Européia, o que nos isolaria mais ainda, com graves conseqüências econômicas.
Por fim, a última solução.
Saiu hoje pesquisa do Instituto Vox Populi, com Lula aparecendo com 39% das intenções de votos, e todos os outros, JUNTOS, com 30%, com 31% distribuídos entre brancos, nulos, abstenções e não souberam ou não quiseram opinar, o bastante para eleger Lula no primeiro turno.
Considerando-se que nos 31% estão os indiferentes e em dúvida, que mais adiante se distribuirão entre os candidatos, podemos afirmar que Lula conta com metade dos votos dos brasileiros.
Pesquisa outra, não de hoje, apontou que mais de 60% do povo brasileiro considera Lula um preso político.
Juntando-se este número à capacidade de articulação, negociação e conciliação de Lula, chegamos à conclusão que ao Brasil só resta Lula ou o caos.
Francisco Costa
Rio, 28/05/2018.
Chega de aumento dos combustíveis!
26 de Maio de 2018, 15:37*Chega de aumento dos combustíveis! Contra a repressão militar aos caminhoneiros! Em defesa da Petrobras!*
Há 5 dias, a paralisação nacional dos caminhoneiros tem mostrado o desastre que é a política de preços dos combustíveis. Desde julho de 2017, o preço da gasolina já subiu 50,04%, o do diesel 52,15% e o gás de cozinha 67,8%. Os efeitos estão sendo sentidos por várias camadas da população. Mais de um milhão de domicílios voltaram a cozinhar à lenha ou carvão e, em muitas regiões do Brasil, o preço da gasolina já ultrapassa os R$ 5,00. Esta medida tem potencial para aumentar, ainda mais, o preço dos alimentos e das tarifas dos transportes, deteriorando ainda mais a qualidade de vida das famílias brasileiras.
Os responsáveis diretos são Pedro Parente e Michel Temer que desde 2016 iniciaram a nova política de preços tendo como um dos eixos a paridade com os preços internacionais, o que na prática abriu a possibilidade de ajustes diários. Além disso, a diminuição da produção e a abertura do mercado nacional para a importação reforçam o objetivo claro de desmonte e privatização da Petrobras. Não a toa, no último mês, foi anunciado o plano de venda de quatro refinarias e doze terminais da Transpetro.
Após uma tentativa de acordo com as direções das mobilizações dos caminhoneiros, não aceito pela base do movimento, Temer vem a público para apresentar o uso do exército como a solução para mais essa crise no país. Não é papel das forças armadas corrigir os erros de um governo sem legitimidade. Ao optar pelo uso da força, Temer mais uma vez demonstra sua incapacidade de responder aos anseios da população
Não podemos aceitar que o lucro dos acionistas internacionais esteja acima dos interesses do povo brasileiro. Não podemos aceitar que essa política de preços que penaliza a população mais pobre seja mantida. Não podemos aceitar que Pedro Parente continue a frente da Petrobras.
25 de Maio de 2018
*Frente Brasil Popular*
*Frente Povo Sem Medo*




