Edital de Convocação da Pré-Conferência e Conferência do Gama-DF 2017
19 de Setembro de 2017, 20:37A Direção do Partido Comunista do Brasil – PCdoB, através de seu secretário de organização abaixo assinado, com base na Norma estabelecida pelo Comitê Central, em 09/07/2017, na Norma Complementar da Conferência Regional do PCdoB/DF, e, de acordo com o que estabelece o Estatuto Partidário, artigo 32, convoca para realização da Pré-Conferência Ordinária, a realizar-se, no dia 30 de Setembro às 14:45 h, no endereço, Setor Central, ao lado da Rodoviária do Gama (Próximo ao Antigo Fórum), no Espaço Semente CIA de Teatro, Gama, Distrito Federal.
A Pré-Conferência Ordinária (dia 30 de setembro) será um evento aberto ao público em geral e contará com um momento cultural.
No mesmo sentindo, no dia 10 de outubro, às 20:00 h, será realizado a Conferência Final, esta destinada apenas aos membros filiados ao PCdoB, no endereço AE 20/21 – Quadra 01 – Ed. Alternativo Center, St. Central – Gama, DF, na Subsede do Sindicato dos Professores/Gama ( SINPRO-DF).
A ordem do dia da Pré-Conferência será:
1) Ato Político Partidário e Cultural
2)Apresentação dos novos filiados.;
A ordem do dia da Conferência Final será:
1)Eleição de Delegados para a Conferência Regional do Distrito Federal
2) Eleição da Direção* Zonal do Gama
Para a qual convida todos os filiados, militantes, amigos e simpatizantes do Partido. Entretanto, no dia 10 de outubro, é somente para filiados.
Gama,DF,19 de Setembro de 2017.
Há 48 anos, ditadura assassinava Carlos Lamarca
18 de Setembro de 2017, 20:54"Eu vim servir ao Exército pensando que o Exército estava servindo ao povo, mas quando o povo grita por seus direitos é reprimido. Aqui o Exército defende os monopólios, os latifundiários, a burguesia. O povo é sempre reprimido. Esse Exército é podre e eu não aguento mais…"
Reproduzimos a seguir o texto “A queda do comandante Carlos Lamarca”, de autoria de Ivan Seixas. Resistente à ditadura civil-militar (1964-1988), Lamarca foi assassinado pelo Exército em Ipupiara, no sertão da Bahia, em 17 de setembro de 1971.
Preso pela ditadura em 1971 aos 16 anos, Ivan Seixas testemunhou o assassinato de seu pai, Joaquim Alencar de Seixas, no DOI-Codi/SP em 1971
A queda do comandante Carlos Lamarca
*Por Ivan Seixas
O carcereiro chegou com um jornal na mão, dizendo: “Vocês souberam que mataram o Lamarca?” Não acreditamos e perguntamos de onde ele teria tirado aquela história absurda. Ele nos deu o jornal pela janelinha da porta da cela para vermos e estava tão atônito quanto nós com a notícia. Lamarca era o combatente mais procurado do país, a ditadura tinha um ódio visceral dele por ter tido a coragem de romper com as Forças Armadas e se unido à guerrilha contra o regime entreguista, torturador e assassino.
A frase dele, em sua carta ao povo brasileiro quando decidiu romper com a ditadura foi:
“Eu vim servir ao Exército pensando que o Exército estava servindo ao povo, mas quando o povo grita por seus direitos é reprimido. Aqui o Exército defende os monopólios, os latifundiários, a burguesia. O povo é sempre reprimido. Esse Exército é podre e eu não aguento mais…”
—Carlos Lamarca, em 1966.
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| Capa da revista Veja noticiando a morte de Lamarca |
Naquele dia de setembro de 1971 eu estava de volta ao DOPS de São Paulo, depois da repressão militar ter me mantido escondido no DOPS de Porto Alegre, por dois meses seguidos. Na minha cela estavam vários companheiros de luta do Comandante Carlos Lamarca e alguns meus companheiros também.
Carlos Lamarca morou por alguns meses na minha casa, que era um aparelho do MRT – Movimento Revolucionário Tiradentes, minha Organização, que abrigava o Comandante depois dele ter saído da experiência vitoriosa da Guerrilha do Vale do Ribeira. A ditadura estava furiosa com o fato dele ter driblado 5 mil soldados das 3 forças armadas, escapado de bombardeios com napalm, cercos espetaculares e ter voltado à cidade ileso e vitorioso.
Depois que saiu do Vale do Ribeira, ele foi abrigado na casa do nosso Comandante Henrique, nome de guerra do torneiro mecânico e gênio militar Devanir José de Carvalho, durante dois meses. Como estavam concentrados na mesma casa duas lideranças enormes da Guerrilha Brasileira, foi decidido que deveriam ficar em aparelhos separados. Por isso, ele foi morar conosco.
Posso afirmar que Carlos Lamarca, que para nós era o Comandante Cid, da VPR – Vanguarda Popular Revolucionária, era um homem extraordinário. Líder dedicado tinha a preocupação de nunca deixar perguntas sem respostas, mas adorava ouvir a opinião dos outros. Até eu, um menino de 15 anos apenas era perguntado sobre várias questões e ele ouvia atentamente o que eu tinha para falar.
Ele gostava mesmo de conversar com minha mãe e meu pai, ambos antigos militantes com trajetória no PCB, rompimento com o PCB e militância em outras organizações clandestinas (MR-26 – Movimento Revolucionário 26 de Março, em homenagem à primeira ação de guerrilha contra a ditadura, que tomou cidades do norte do Rio Grande do Sul) depois do golpe e que mantinham o marxismo-leninismo presente na militância diária. Ele ficava horas na cozinha junto com minha mãe, ajudando ela a preparar o almoço e conversando sobre os destinos de nosso país sufocado por uma ditadura.
Estudioso do marxismo e de táticas militares, passava a maior parte de seu tempo lendo e, principalmente, escrevendo textos para sua Organização e seus militantes.
Falava de seus filhos com muita saudade e dizia ter a esperança que um dia conseguiria sair do país para visitá-los em Cuba, onde estavam abrigados pela solidariedade do povo cubano. Tinha o maior respeito por “Marina”, nome de guerra de Maria Pavan Lamarca, mãe de seus filhos Cesar e Claudia Pavan Lamarca. Uma vez o vi chorando ao ler uma carta que veio de Cuba e falava de seus filhos ou era escrita por eles.
Carlos Lamarca era odiado e temido pelo nosso inimigo, mas era amado e idolatrado pelos militantes da esquerda armada, justamente por ser uma pessoa respeitosa e carinhosa com todos com quem se relacionava. Aprendi muito com ele.
Carlos Lamarca faz muita falta hoje. Não perdoo quem o levou para o sertão da Bahia sem uma infra estrutura mínima para sua manutenção. Tenho o maior respeito pelo Zequinha Barreto, que o carregou nos ombros na fuga até serem abatidos a tiros pelos assassinos do DOI-CODI, seus irmãos Otoniel e Olderico, seu pai José Barreto, Antônio Santa Bárbara, e todos os moradores de Brotas de Macaúbas, que foram torturados em praça pública para entregar o Comandante Carlos Lamarca e se mantiveram firmes. Até hoje a população da cidade tem medo das Forças Armadas por causa da repressão empreendida nessa época.
Comandante Carlos Lamarca está presente!
Ousar Lutar, ousar vencer!
por Nocaure
Não me confunda, nem me entenda
17 de Setembro de 2017, 17:33Não me confunda, nem me entenda
Joaquim Dantas,
Dos que me conhecem
pouquíssimos me sabem
e, certam entente,
muitos me confundem.
Não tenho interesse
de ser entendido
e nem tão pouco de ser
confundido.
Eu só quero é saber
quem sou,
que cada um saiba quem é,
para que a humanidade se
reencontre.
#ForaTemer
Festival de Cinema no Gama
16 de Setembro de 2017, 17:48O Gama recebe o 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
Confira:
Em 2017, o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro vai até o GAMA!
Como parte dessa edição comemorativa e com o objetivo de descentralizar o evento, o 50º FBCB transforma o Gama em um dos cinco polos do Festival, contando com uma programação especial – detalhada abaixo. Para conhecer a programação completa das outras regiões do DF, acesse www.festivaldebrasilia.com.br
DE 16 A 23 DE SETEMBRO no ESPAÇO SEMENTE.
Setor Central - Entre quadras 52/54 - Área Especial s/nª - Projeção 02.
Referência: em frente à rodoviária.
Todas as atividades no Gama são GRATUITAS
.
MOSTRAS
A programação completa com os filmes encontra-se em:
www.festivaldebrasilia.com.br/programacao
Mostra Competitiva
De 16 a 23 de setembro, os longas e curtas-metragens concorrendo na Mostra Competitiva serão exibidos no Gama simultaneamente ao Cine Brasília – sempre às 20h. Como exceção, no primeiro dia (16) haverá duas sessões diferentes, uma às 19h e outra às 21h.
Mostra Brasília
De 18 a 22 de setembro, os longas e curtas-metragens que concorrem ao 22º Troféu Câmara Legislativa do Distrito Federal, e integram a Mostra Brasília, serão exibidos no Gama sempre às 18h.
Festivalzinho
De 18 a 22 de setembro, alunos de escolas públicas agendadas e a comunidade em geral (menores devem estar acompanhados por responsáveis) poderão conferir a programação da mostra infantil "Festivalzinho", sempre às 14h30. Como exceção, o Festivalzinho acontecerá no CG DO GAMA – CEM 1 - Setor Leste, Entrequadras 18/21, Área Especial.
PROGRAMAÇÃO MULTICULTURAL
O Gama contará com apresentações de DJs e bandas locais, além de uma praça de alimentação com food trucks. Os DJs começam a esquentar o público a partir das 18h e as bandas tocarão, em alguns dias, ao fim das projeções.
16/09: DJ Roger, Bandas Tertúlia na Lua e Supervibe.
17/09: DJ Mofx, Bandas 3EJAH e Volt Vandre.
18/09: DJ Foxxy.
19/09: DJ Luciano Mix.
20/09: DJ Bola.
21/09: DJ Handerson Oliveira.
22/09: DJ Paulo Melo, Bandas Choro de Bamba e Sambakana.
23/09: DJ Brotha, Bandas Prethais e Guerreira Lilian.
OFICINA
"Compondo Trilhas Sonoras" com Mateus Alves
Local: SESC Gama
Data: 15 a 19 de setembro
Horário: 14h às 18h
www.festivaldebrasilia.com.br/oficina-compondo-trilhas-sonoras
Inscrições encerradas!
A partir da história da música para cinema, estrangeira e brasileira, a oficina pretende capacitar nesta atividade tanto músicos, amadores e profissionais, quanto interessados pela produção cinematográfica. Assuntos como direitos autorais e produção musical também serão abordados. Como exercício prático será proposto o desenvolvimento de uma trilha sonora para apresentação na última aula.
Acompanhe todas as novidades pelos perfis do Festival de Brasília no:
Facebook: www.facebook.com/festivaldebrasilia
Twitter: www.twitter.com/festbrasilia
Instagram: www.instagram.com/festbrasilia
Evento geral: www.facebook.com/events/234903846919297
Ou pelo site da Secretaria de Cultura do Distrito Federal: www.cultura.df.gov.br
Realização: Instituto Alvorada e Secretaria de Cultura do Distrito Federal
Carta Aberta ao Zezé de Camargo.
12 de Setembro de 2017, 21:12![]() |
| Confira a declaração de Zezé de Camargo AQUI |
Caro Mirosmar, mais conhecido como Zezé de Camargo.
Acordei hoje e de cara recebi com tristeza sua entrevista, onde o Sr afirma que não houve Ditadura e sim uma ¨liberdade vigiada¨, deixe me lhe contar uma historia.
Meu pai assim como você e milhões de brasileiras e brasileiros veio pra São Paulo atrás de uma vida melhor, também vindo do interior do país, no caso do meu pai e seus quatro irmãos e uma irmã saíram de Muriaé-MG, nos anos 50, todos com idade abaixo de 15 anos, também trabalharam na roça pra ajudar no sustento da família (ouvi dizer que também foi seu caso) ao chegar a São Paulo, período da ainda industrialização, passaram a trabalhar no pesado, meu pai Devanir trabalhava como louco de dia e a noite fazia curso para se tornar torneiro mecânico, meus tios Jairo e Joel, gráficos, e o Daniel e Derly, metalúrgicos.
A história deles se confunde com a sua e a de milhões de retirantes até aqui, só até aqui.
Diferentemente de você todos eles passaram a se indignar com o sofrimento vivido pela grande maioria de seus semelhantes, que viviam em condições de extrema pobreza causada pela enorme desigualdade social, imposta por uma política escravagista, excludente, elitista e cruel.
No inicio dos anos 60, todos eles já estavam comprometidos com a construção de uma resistência constitucional¨ via sindicatos de classe, movimentos sociais e partidos políticos assim como deve ser num estado democrático.
A eleição de 1960 levou a presidência pelo voto direto o Sr. Janio Quadros e seu Vice João Goulart, com a renuncia de Janio (forças ocultas, lembra?), João Goulart assumiria a presidência em 1961, propondo as reformas de ¨base¨, Educacional, Política, Agrária e Fiscal, que atenderiam a demanda da população mais vulnerável e desprotegida economicamente. Por essa razão, unicamente por ela, setores da elite econômica, se alinharam aos militares, digo alguns setores do exercito brasileiro, e passaram a conspirar para que o Vice-Presidente não assumisse o cargo.
Entre 1961 a 31 de Março de 1964, o que se viu no país, foi uma sequencia de um jogo antidemocrático, criando uma tensão política no Brasil insustentável.
Na noite de 31 de Março de 64, tiraram nosso presidente à força do cargo. A partir daí, para manter o status quo, os militares implementaram uma das mais sanguinárias ditaduras do mundo, caro Zezé. Perseguiram e mataram seus opositores políticos como o Deputado Rubens Paiva, preso e morto nos porões da Ditadura, jornalistas como Wladimir Herzog, preso e morto nos porões da ditadura, artistas de varias linguagens presos, torturados, banidos do país e muitos assassinados, também nos porões da ditadura.
Muita gente, mas muita mesmo de diversos setores da sociedade resistiu à violência do estado, muitos camponeses assim como meu pai e tios, também resistiram, diferentes de você que virou as costas aos seus contemporâneos à sua gente simples, da roça, que carregam em seus semblantes a pele marcada pelo sol forte do trabalho duro do campo, resistiram. Essa gente nunca se esqueceu das belas paisagens do campo, da simplicidade do interior, da solidariedade dos vizinhos, da confiança entre homens e mulheres e acima de tudo nunca perderam a dignidade.
Meu pai Devanir José de Carvalho foi preso e torturado até a morte em 5 de Abril de 1971 aos 28 anos, minha mãe presa e banida do país aos 25 anos, meu tio Jairo José de Carvalho, preso, torturado e banido do país aos dezessete anos, meu tio Derly José de Carvalho, preso, torturado e banido do país aos 30 anos, meu tio Daniel José de Carvalho capturado aos 26 anos, nunca encontramos seu corpo, meu tio Joel José de Carvalho capturado aos 25 anos, nunca encontramos seu corpo, eu aos três anos de idade sai do Brasil clandestinamente com minha mãe, vagando por vários países, fugindo de outras ditaduras e do pavor de sermos capturados pelos senhores que ¨vigiavam¨ a sociedade brasileira. Desculpe caro Mirosmar, a ditadura existiu, e foi uma das mais sanguinárias da história recente da humanidade.
Ernesto José de Carvalho
11 de Setembro 2017
Salve Allende!





