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3 de Abril de 2011, 21:00 , por Desconhecido - | No one following this article yet.
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Depois da Volks, outras empresas serão acionadas por violação de direitos humanos

10 de Agosto de 2017, 9:39, por Blog do Arretadinho

Lúcio Bellentani (em pé), funcionário da Volks preso e torturado dentro
da fábrica, em1972: 'empresa vai ter de pedir desculpas a todos'
ANDRÉ BUENO/CÂMARA MUNICIPAL SP
Documentário feito na Alemanha que detalhou ligação da multinacional com a repressão foi exibido na Câmara paulistana. "Nossa briga é com o capital", diz ex-metalúrgico

por Vitor Nuzzi, da RBA

São Paulo – O caso da Volkswagen é o mais adiantado, mas não é o único na mira de trabalhadores e entidades que investigam o papel de empresas na colaboração com a ditadura instalada em 1964. Ontem (9) à noite, durante exibição de documentário produzido na Alemanha sobre a relação entre a Volks e a repressão no Brasil, nomes de outras empresas foram citados como possíveis alvos de representação no Ministério Público, que já apura a atuação da montadora desde 2015.

Entre essas companhias, estão a Embraer, a Companhia Docas, Itaipu e possivelmente a Petrobras. O objetivo é apurar o quanto as empresas colaboraram com a ditadura. O tema foi incluído em relatórios como os da Comissão Nacional da Verdade e o da comissão da Assembleia Legislativa paulista. "Não temos nada especificamente contra a Volks, temos contra muitas empresas", diz, esticando o "u", o ex-metalúrgico Sebastião Neto, responsável pelo projeto IIEP (Intercâmbio, Informações, Estudos e Pesquisas), dedicado ao trabalho de recuperação de memória e apuração de fatos relacionados à ditadura, sob o foco da perseguição aos trabalhadores e a suas representações.

"Temos de brigar com o capital", afirma Neto. "Quem começou essa luta não fomos nós. Foram os familiares de mortos e desaparecidos, quando ninguém falava disso no Brasil." Para ele, a responsabilização por violações de direitos humanos ainda representa uma novidade na jurisprudência brasileira. O Judiciário costuma se basear na Lei de Anistia, de 1979, para negar punições a agentes do Estado envolvidos com tortura, desaparecimento e morte de militantes políticos.

A exibição do documentário Cúmplices? – A Volkswagen e a ditadura militar brasileira lotou o Salão Nobre, no oitavo andar da Câmara Municipal de São Paulo, com capacidade para 350 pessoas. Estavam lá vários ex-funcionários da Volks, Ford e outras empresas, militantes e ativistas de direitos humanos e muitos estudantes. O acesso à Casa foi dificultado por causa de ocupação iniciada nesta quarta-feira (9) no plenário da Câmara contra a política de privatização do governo João Doria (PSDB).

"Eles (jovens que participam da ocupação) vão resistir", dizia a vereadora Juliana Cardoso (PT), uma das que àquela altura, quase 20h, tentavam negociar com o presidente do Legislativo, Milton Leite (DEM), para viabilizar o fornecimento de água e alimentos. Ao abrir a sessão ao lado do ex-deputado estadual Adriano Diogo, ex-presidente da Comissão da Verdade da Assembleia paulista, ela relacionou a exibição do vídeo à ocupação, que chamou de "resistência da democracia".

Pedido de desculpas
O documentário, dos jornalistas alemães Stefanie Dodt e Thomas Aders, detalha a relação da Volks com a ditadura tendo como fio condutor a história do ex-metalúrgico Lúcio Bellentani, funcionário da Volks de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, e à época militante comunista, preso na fábrica em julho de 1972 e torturado durante meses. A sua foto ao ser fichado no Dops, com o número 5.171, foi tirada ainda com macacão de operário. Ele e outros ex-trabalhadores acusam a empresa de colaborar com a repressão, dando nomes de ativistas e permitindo o acesso de policiais. Um historiador contratado pela própria montadora diz estar convencido de que isso realmente aconteceu e afirma, no filme, ser favorável a um pedido formal de desculpas. Um porta-voz da Volkswagen alemã afirma que a companhia aguarda o término da apurações para se posicionar.

Além de documentos, a evidência se reforça com depoimento do delegado aposentado José Paulo Bonchristiano, ex-chefe do Dops de São Paulo, afirmando que a empresa sempre atendia aos pedidos da polícia política. Ex-funcionário e ex-deputado estadual, Expedito Soares – autor, anos atrás, de uma denúncia de trabalho escravo em fazenda da empresa na região amazônica – diz que havia um "chiqueirinho", um local de confinamento, na própria fábrica da Volks em São Bernardo. "Eles confinavam lá durante 10, 15 dias, e aplicavam uma justa causa."

As reações mais audíveis da plateia, de repúdio, aconteceram durante intervenção do ex-diretor da Volks Jacy Mendonça, que foi presidente da Anfavea, a associação nacional das montadoras. No filme, o executivo nega a existência da própria ditadura e afirma que nunca houve prisões dentro da fábrica. Bellentani conta ter sido preso durante o trabalho, com agentes do Dops armados com metralhadoras na linha de produção e acompanhados de seguranças da companhia, e relata que começou a apanhar ainda na sala do departamento pessoal, antes de ser levado ao Dops. "Para prender no posto de trabalho, tinha de haver uma cooperação ativa da empresa", observa Neto.

"Isso para nós representa uma vitória", disse Bellentani ao rever o documentário. "A empresa vai ter de pedir desculpas a todos os trabalhadores e familiares que sofreram com a repressão. Não estamos atrás de uma indenização financeira, queremos uma indenização moral", acrescentou.



Por que tanto se fala da Venezuela?

9 de Agosto de 2017, 18:17, por Blog do Arretadinho

O espetáculo midiático acerca da Venezuela é nada menos que uma tentativa de ganho de apoio internacional par amais uma invasão dos EUA.



Lula visitará 28 cidades do Nordeste

9 de Agosto de 2017, 17:00, por Blog do Arretadinho

CARAVANA DE LULA PELO NORDESTE PASSARÁ POR 28 CIDADES EM 20 DIAS
Líder em todos os cenários de intenção de votos para as próximas eleições presidenciais, Luiz Inácio Lula da Silva inicia no dia 17 uma caravana pelo Nordeste brasileiro, região que conta com maior apoio popular; o petista percorrerá, de ônibus, 28 municípios, passando pelos nove Estados nordestinos; o roteiro terá largada na Bahia e se encerrará no Maranhão, em 7 de setembro; Lula também se prepara para elaborar seu plano de governo; ele pediu um documento "que seja radical no sentido político e exequível no sentido prático"; propostas devem ser separadas sem sete eixos temáticos, como redução da desigualdade social, investimentos em infraestrutura e soberania nacional; sigla deve coletar sugestões pela internet, além dos grupos de trabalho

Brasil 247 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia no dia 17 uma caravana pelo Nordeste brasileiro, região que conta com maior apoio popular. O petista percorrerá, de ônibus, 28 municípios, passando pelos nove Estados nordestinos.



O Neoliberalismo é incompatível com a democracia

9 de Agosto de 2017, 14:40, por Blog do Arretadinho

Por Emir Sader, no Brasil 247

O fato agora claro de que a direita não tenha candidato não é um fato de marketing, mas um fato político. O programa da direita, como se viu agora, é o mesmo desde Collor: o modelo neoliberal, que diminui o Estado às suas mínimas proporções, promovendo a centralidade do mercado, que destrói os direitos dos trabalhadores em favor dos interesses do grande capital, que reduz drasticamente as políticas sociais, deixando grande parte da população abandonada, que escancara o mercado interno para a globalização, que faz o Brasil desaparecer como sujeito no plano internacional, ficando reduzido a aliado subalterno incondicional dos EUA. Um programa incompatível com os direitos da grande maioria do povo e incompatível com apoio politico. 

Na sua primeira aparição, com Collor e FHC, o neoliberalismo prometia passar a limpo as finanças do Estado, controlar a inflação, retomar o crescimento da economia. Promessas que certo encanto, que lhes permitiram ganhar três eleições seguidas. Mas nada disso foi conseguido. FHC entregou o pais em frangalhos ao Lula: com a divida publica 10 vez maior do que a que tinha encontrado, com o retorno da inflação, com a mais longa recessão econômica que o pais tinha conhecido.

Quando retornou ao governo, na Argentina e no Brasil, a direita reafirmou que so dispõe desse modelo. Não incorporou nada do sucesso dos governos que a sucederam, com a diminuição drástica da exclusão social, com a recuperação do crescimento da economia, com o protagonismo externo das políticas de soberania nacional, com a maior estabilidade política dos governos que puseram em pratica essas políticas. É como se nada de importante houvesse acontecido ou como se tudo tivesse sido uma farsa, como se esses governos tivessem se apoiado no gasto “excessivo” dos recursos públicos e na corrupção, para promover direitos insustentáveis.

Tentam virar a página, promover o esquecimento do quanto a vida da população melhorou. Usam o biombo da corrupção, como se tudo o que os governos antineoliberais realizaram neste século pudesse ser reduzido a uma grande farra de corrupção ou buscando minimizar as melhorias das condições de vida, o que so podem conseguir pelo esquecimento, por apagar da memória das pessoas como viveram durante os governos progressistas.

A hora da verdade é quando a direita, depois das promessas demagógicas, assume o governo e tem que colocar em pratica suas políticas. Nessa hora, so lhes restam as acusações de corrupção, sem provas, acumulando suspeitas para  buscar gerar rejeições nos lideres antineoliberais e fazer o malabarismo de manter que a recesso econômica é culpa dos governos anteriores. 

A verdade é que a única política da direita é essa: promover os interesses do capital especulativo às custas da produção, da concentração de renda às expensas da distribuição de renda, da exclusão social às custas da afirmação dos direitos, da subserviência externa às expensas da soberania e a independência. Fazendo isso, vai ficando cada vez mais impossível apagar da cabeça das pessoas as contradições entre o que viveram nos governos anteflores e os que vivem nos atuais.


Porque a grande maioria da população vive na carne os efeitos cruéis das políticas neoliberais. E torna inviável a promoção e lideranças políticas que encarnem essas políticas, que a população sente como frontalmente contrarias a seus interesses elementares: emprego, salário, direitos sociais, proteção estatal.

No Brasil o caso adquire características escandalosas, porque a maquina do governo Temer – entre corrupção descarada e políticas antipopulares – liquidou todos os candidatos possíveis da direita. Basta estar minimamente assimilado ao governo Temer, para se tornar inviável como candidato, de tal forma o nível de rejeição recorde do governo golpista liquida qualquer apoio a uma candidatura. Dai as tentativas de inviabilizar a candidatura do Lula, seja por condenação, mesmo se sem provas, ou por alguma forma de parlamentarismo, que castre o poder do voto popular, ou a busca desesperada de alguém “de fora da política” para se enfrentar ao Lula, contra quem seguem acumulando acusações, para tentar manter alto seu nível de rejeição.

O certo é que os governos Temer e Macri confirmam o que ja se havia dado na Europa. La, quando os principais partidos aceitaram as políticas de austeridade e ficaram comprometidos com a recessão econômica e os níveis recordes de desemprego, as eleições tornaram-se um martírio para os partidos, que até ali se haviam mantido em rodízio, apoiados no bipartidismo.

Aqui os governos de esquerda assumiram o combate ao neoliberalismo como seu objetivo central, e o neoliberalismo contaminou forcas que antes eram de esquerda – social democracia, nacionalismo antigos. O neoliberalismo tem que se enfrentar com governos e lideranças populares que ja provaram que são capazes de colocar em pratica políticas de caráter popular, de triunfar democraticamente por meio de eleições. 

As eleições vão se tornando assim um tormento também para a direita latino-americana, que não tem o que oferecer fora da demagogia e do modelo neoliberal, com todas suas consequências antipopulares. Como a direita não consegue se distanciar do modelo neoliberal duro e puro, promovendo os interesses da ínfima minoria da população, se choca com qualquer processo eleitoral, em que, de maneira democrática, o povo expresse seus interesses e sua vontade. A falta de candidato da direita é resultado disso. E restabelecer a democracia se torna, automaticamente, superar definitivamente o modelo neoliberal.



Os encontros fora da agenda de Temer

9 de Agosto de 2017, 14:22, por Blog do Arretadinho

O Ministro Gilmar tem o hábito de se encontrar com o presidente ladrão na calada da noite - e fora da agenda...
Do que eles tratam?
A TV Afiada sugere um novo local para essas reuniões...
Assista e saiba mais!