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3 de Abril de 2011, 21:00 , por Desconhecido - | No one following this article yet.
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Bresser-Pereira: PSDB é um partido golpista

11 de Abril de 2017, 9:42, por Blog do Arretadinho

Para economista, país passa por crise "construída pelo
liberalismo econômico sem ideia de nação"
REPRODUÇÃO/YOUTUBE
PAÍS DA CRISE

Bresser-Pereira: PSDB é um partido golpista, da direita e absolutamente antinacional
Para o economista, "5% do PIB é roubado do patrimônio público e entregue a rentistas", mas governo Temer elegeu o povo e os trabalhadores como "privilegiados" e alvo das reformas

por Eduardo Maretti, da RBA

São Paulo – “O Brasil não tem uma ideia de nação desde os anos 1990, desde o governo Collor o Brasil se entregou aos interesses, ideias e ao comando estrangeiro, ao liberalismo econômico, que é dominante no Brasil desde então”, diz o economista Luiz Carlos Bresser-Pereira.

Pensando nisso, ele está redigindo um manifesto intitulado Projeto Brasil Nação, que pretende divulgar no fim do mês.  Nele, “conclama-se os brasileiros a voltarem a se unir em torno da ideia de nação e em torno de um programa econômico viável, responsável, do ponto de vista fiscal e cambial”, afirma.

Projetando as eleições de 2018, Bresser-Pereira acredita que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o líder capaz de fazer compromissos e entendimentos “e voltar a transformar essa sociedade, não digo numa grande nação, mas pelo menos num país que volte a se repensar, com menos ódio e com mais ideia de cooperação e colaboração entre todos”.

Fundador do PSDB, ex-ministro dos governos José Sarney e Fernando Henrique Cardoso, o economista acredita que a legenda tucana “é o verdadeiro sucessor da UDN no Brasil, e portanto é um partido golpista”.  “O PMDB não é nada, não é um partido. É um conjunto de pessoas, algumas até muito boas, e outras péssimas. Já o PSDB é um partido, como o PT, mas é um partido da direita e da direita absolutamente antinacional e dependente”, diz, em entrevista à RBA.

No final de 2015 o senhor disse que o Brasil tem dois grandes problemas, a “alta preferência pelo consumo imediato” e a perda da “ideia de nação”. Depois do golpe, a ideia de nação se perdeu definitivamente?

Veja, o Brasil não tem uma ideia de nação desde os anos 1990, desde o governo Collor o Brasil se entregou aos interesses, ideias e ao comando estrangeiro, ao liberalismo econômico, que é dominante no Brasil desde então, e liberalismo significa dependência, para nós. Houve nos governos Lula e Dilma uma certa retomada da ideia de nação. Nada muito forte, mas houve um esforço nessa direção. De repente vem o golpe, um golpe ultraliberal, absolutamente contrário à ideia de nação e que agravou profundamente a crise em que nós já estávamos, uma crise provocada por esse liberalismo.

O Brasil está dominado pelo liberalismo econômico desde 1990. Desde aquela época foi feita uma série de reformas que mudaram o regime de política econômica, de um regime desenvolvimentista para um regime liberal, que é inviável no país. De forma que o Brasil vai de mal a pior.

Qual sua avaliação do atual cenário e da conjuntura econômica, do futuro no curto e médio prazo?

Tivemos uma crise que se desencadeia no final de 2014 e que, se fosse contra-atacada com uma política expansiva, feita por um ministro competente, keynesiano, talvez o Brasil estivesse fora dela há bastante tempo. Mas não. Foi ainda a Dilma que chamou o Joaquim Levy e ele adotou uma política que afinal agravou a recessão substancialmente. Veio o Nelson Barbosa e tentou consertar a coisa dizendo: “Não, nós não podemos reduzir investimentos, podemos reduzir despesa corrente, mas em hipótese alguma investimento. Pelo contrário, devemos expandir”.

Foi o que eu também estava dizendo nesse momento, depois de equivocadamente ter apoiado a Dilma no comecinho da segunda gestão dela. Mas veio o golpe e outra vez veio o liberalismo econômico mais radical, a ortodoxia. O câmbio tinha ido para o lugar certo. Eu estava contando com isso para as empresas retomarem os investimentos, tornarem-se competitivas e a economia voltar a crescer. Não aconteceu, o câmbio voltou a se apreciar. Nós já estamos com o câmbio substancialmente apreciado, o consumo só diminui, com esse imenso desemprego. Estamos com mais de 13 milhões de desempregados. Realmente a crise se aprofundou. E é uma crise construída pelo liberalismo econômico, sem ideia de nação.

Se o dólar ideal seria em torno de R$ 3,80, segundo o senhor já disse, estamos muito longe disso...

Dada a inflação que houve aqui no Brasil e lá fora, o dólar que tornaria as empresas competitivas está próximo hoje de quatro reais. Estamos muito longe. Esse é o mal fundamental do Brasil, a irresponsabilidade cambial. Há um outro mal, e aí a esquerda também é useira e vezeira em praticá-lo, que é a irresponsabilidade fiscal. A Dilma foi a última experiência de irresponsabilidade fiscal. Agora, a irresponsabilidade cambial é principalmente da direita, dos liberais. Eles acham que ter déficit em conta corrente é bom porque seria poupança externa, que se transformaria em investimento.  É poupança externa, porque realmente ficamos devendo aos outros, mas essa poupança externa não é para financiar investimento, é para financiar consumo.

Apesar dos erros da Dilma que o senhor mencionou, considerando que a derrubada do governo foi, no mínimo, incentivada  por interesses internacionais, era possível ter evitado o golpe?

Sem dúvida que podia ter sido evitado. Foi uma decisão lamentável do Congresso, foi uma manobra de um grupo de oportunistas do PMDB, na qual o PSDB embarcou docemente, demonstrando que é um partido liberal, o verdadeiro sucessor da UDN no Brasil, e que portanto é um partido golpista como era a UDN. Que o PMDB seja golpista... O PMDB não é nada, não é um partido. É um conjunto de pessoas, algumas até muito boas, e outras péssimas. Já o PSDB é um partido, como o PT, mas é um partido da direita e da direita absolutamente antinacional e dependente. Isso ficou demonstrado quando eles se associaram ao golpe, que não os adiantou em nada.

Uma coisa muito curiosa é o seguinte: agora já começam a discutir quem serão os candidatos na próxima eleição. A Cristina Fernandes, do Valor, relatou uma festa na coluna dela em que os milionários do Brasil estavam lá reunidos, e mais os políticos de direita, e então conversava-se sobre quem seria o novo presidente. Quem enfrentaria o mal maior, que é o Lula? E chegaram à conclusão que era o (João) Doria, que é uma coisa quase ridícula.

O que aconteceu no Brasil, um pouco por culpa da Dilma e muito por culpa de uma direita ressentida, é que uma classe média de direita ressentida não se sentiu apoiada pelo governo; os ricos ficavam mais ricos, os pobres eram apoiados pelo governo e essa classe média ficava solta no ar. E aí houve uma  radicalização muito violenta na sociedade brasileira, e passou a haver no Brasil uma coisa que nunca tinha visto, que foi o ódio. Estamos nessa situação, semelhante, aliás, à triste situação em que estão os Estados Unidos também, completamente divididos. Não há nada pior para uma sociedade do que isso. Mas vamos ter eleição em 2018...

Se é que vai ter...

Vai ter. E o Lula possivelmente vai ser candidato. Não creio que eles consigam impedir que ele seja candidato. Digamos que o outro seja o Doria. Quem desses candidatos tem capacidade de reunir a sociedade brasileira? Quem tem capacidade de fazer os compromissos, entendimentos etc., e voltar a transformar essa sociedade, não digo numa grande nação, mas pelo menos num país que volta a se repensar, com menos ódio e com mais ideia de cooperação e colaboração entre todos? Certamente não é um Doria. E a meu ver, o Lula tem todas as condições para isso.

O Paulo Sérgio Pinheiro me enviou um manifesto que foi assinado em 1989 por um conjunto de intelectuais que não eram de partido e apoiavam o Lula, com essa ideia, de o Lula poder representar uma união nacional. Isso pode ser o destino dos grandes líderes. O Lula é um grande líder, não há dúvida. Vamos ver.

O Temer está introduzindo algumas reformas extremamente perversas, como a da Previdência. Diante da retirada de direitos e da enorme impopularidade, esse governo resiste até o fim?

Não nos termos em que foi colocada, mas acho que uma reforma da Previdência é necessária. É preciso fazer alguma coisa nessa direção. É preciso estabelecer uma idade de aposentadoria mais alta, é impossível se manter no Brasil pessoas se aposentando tão cedo. E é preciso igualizar o sistema público ao privado. Na minha opinião, há três grupos privilegiados no Brasil: o grupo dos rentistas, que vivem de juros e recebem quase 7% do PIB, quando deviam receber no máximo 2%. Tem 4%, 5% do PIB, uma barbaridade de dinheiro, que é roubado do patrimônio público e entregue a rentistas e financistas. O segundo grupo é o dos altos burocratas, que têm salários altos demais e aposentadorias excessivas. E o terceiro é o grupo dos interesses estrangeiros, porque tudo é feito aqui no Brasil em função dos interesses estrangeiros, e vamos nos  transformando aos poucos em meros empregados dos países ricos.

Agora, o governo que está aí é uma maravilha de governo, porque há um quarto grupo de privilegiados e esse é o objeto fundamental: é o povão, os pobres, os trabalhadores. Esses é que são os privilegiados, segundo o governo e segundo o PSDB. Segundo os liberais.

A questão da Petrobras, a entrega do pré-sal é simbólico disso?

Queremos ter déficit em conta corrente, porque achamos que isso é bom, lá no norte nos ensinam que é bom. Em Nova York, em Washington, em Londres e Paris eles dizem: “vocês precisam ter déficit em conta corrente porque isso permite que nós os ajudemos financiando vocês”. Nós acreditamos nisso, consumimos muito, ficamos devendo muito, não investimos, e aí precisamos começar e vender tudo o que temos. Já que não produzimos, a gente vai vendendo o que tem. É isso que estamos fazendo no Brasil há muito tempo.

O que dizer às pessoas hoje desiludidas, de várias gerações, que passaram a acreditar que o país podia ser autônomo, ter soberania, mas outra vez sofreu um golpe?

Não há nada mais importante do que isso. Devemos lançar até o final do mês um manifesto que chamo de Projeto Brasil Nação, e espero que seja seriamente lido, estudado e apoiado pelas pessoas, porque conclama-se os brasileiros a voltarem a se unir em torno da ideia de nação e em torno de um programa econômico viável, responsável, do ponto de vista fiscal e cambial.

As pessoas no Brasil estão se sentindo sem rumo. Vamos tentar nesse manifesto apontar um rumo. Não é nenhuma tábua de salvação, nenhuma solução mágica, mas é um programa mínimo, básico, na área econômica, em alguns valores fundamentais, que ou uma nação os partilha, ou não. Eu estava falando que era preciso refundar a nação, e minha filha me disse: “não, pai, a nação brasileira já foi fundada em 1822”. Eu falei: formalmente sim. Um grande ensaísta e filósofo francês, Ernest Renan, que no século 19 fez uma maravilhosa conferência sobre o que é uma nação, dizia que nação é um desafio e um projeto que a gente renova todos os dias. A nação você refunda todos os dias. A nossa nação se enfraqueceu muito a partir de 1990, a partir da crise da dívida externa e da crise do Plano Cruzado, e precisamos recuperá-la. 



Demônio boicota Record para beneficiar a Glabo

10 de Abril de 2017, 15:56, por Blog do Arretadinho

Foto divulgação/Arte Blog do Arretadinho
Foto divulgação/Arte Blog do Arretadinho
A guerra das emissoras chega às igrejas. Suposto demônio diz que está boicotando a Rede Record em benefício da Globo

De Brasília
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho

As principais emissoras da TV aberta deixaram de fazer parte da grade da programação das operadoras de TV por assinatura, entre elas a Rede Record.

O motivo alegado pelas emissoras é o baixo valor repassado a elas pela programação.

No entanto, segundo o diabo, essa seria uma estratégia dele para fazer com que mais pessoas assistam à Globo.

Segundo o jornalista  Tiago Chagas, "um áudio de uma “entrevista” de um pastor da Igreja Universal do Reino de Deus com um demônio durante uma das reuniões da denominação foi publicado recentemente pelo jornalista Daniel Castro, com o que seria uma conspiração diabólica para derrubar a audiência das novelas bíblicas da Record".

Durante o culto, o pastor que entrevista o rabudo, que supostamente havia possuído um dos frequentadores da igreja, pergunta ao capiroto qual é o seu objetivo em boicotar a Record, e o dito cujo diz que “muitos vão pra Globo, muitos vão pra novela da Globo, ahahahaha”.

#KeimaTudoJeová




Procuradores que pediram a prisão de Lula abandonam o caso

10 de Abril de 2017, 15:14, por Blog do Arretadinho

Procuradores que pediram a prisão de Lula, abandonam o caso e são acusados até de forjar provas
Veja uma lista com as principais façanhas do trio de promotores que tentou prender o ex-presidente

O trio de promotores estaduais de São Paulo José Carlos Blat, Cássio Conserino e Fernando Henrique Araújo, que pediram a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por uma rejeitada acusação de Obstrução da Justiça, não conseguem manter seus nomes longe da imprensa, tal a capacidade dos três em se envolver em polêmicas e confusões.

Desde que pediram a prisão de Lula – rapidamente negada pela Justiça – eles já se declararam suspeitos de conduzir as uma investigação sobre o ex-presidente, já foram acusados pela Justiça de forjar flagrante em outro processo investigatório, já confundiram publicamente nomes de filósofos conhecidos e até protagonizaram um “barraco” nada protocolar com uma juíza do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Veja, abaixo, uma lista com as principais façanhas do trio que tentou prender o ex-presidente Lula.

– Pedidos esdrúxulos em casos de repercussão

Sempre em busca de holofotes, José Carlos Blat é conhecido por atuar em casos envolvendo figuras públicas ou assuntos que causam comoção geral. Ele já atuou em casos como da Favela Naval, da Máfia dos Fiscais e, mais recentemente, da Bancoop, a cooperativa habitacional dos bancários que enfrentou problemas financeiros e acabou por vender alguns de seus empreendimentos à construtora OAS.

No caso da Bancoop (que, por uma derivação criada pelos promotores, acabou por levar ao pedido de prisão de Lula), alguns de seus pedidos foram de tal forma draconianos que geraram espanto do juiz que os apreciou, como pode ser lido neste trecho da decisão judicial negando pedidos de Blat, datada de abril de 2012:

“A partir do momento em que este inquérito passou a ter tamanha repercussão política, é preciso que cada decisão ou providência tomada esteja ainda mais firmemente embasada em elementos de prova e de direitos sólidos e claros. Quanto ao item 6 (bloqueio imediato de todas as contas bancárias, fundos e aplicações da Bancoop), observo que é manifesto seu descabimento e despropósito nestes autos, sendo de rigor o pronto indeferimento.”

– Suspeita de forjar flagrante contra dono de boate

Na mais recente confusão em que se meteu, José Carlos Blat se tornou suspeito de forjar um flagrante contra Oscar Maroni, dono da boate Bahamas. Há sete anos, Maroni era acusado por Blat de coagir testemunhas. Agora, ao fim do processo, Maroni foi inocentado, enquanto o promotor passou para o papel de acusado de ter forjado um flagrante.

Maroni era acusado crimes de favorecimento à prostituição e manutenção de local destinado a encontros libidinosos.  Ele chegou a ser preso em flagrante, com o carro estacionado em frente ao prédio da mulher que iria depor contra ele, sua ex-namorada Vivian Milczewsky.

Durante o processo da 5ª Vara, no qual Blat atuava, Vivian disse que o empresário estava fazendo ameaças para ela não testemunhar. Apresentou mensagens de celular e áudios como provas.

Mas, na hora de testemunhar em frente ao juiz, Vivian falou o contrário do que Blat afirmava que ela iria dizer: disse que não sofreu nenhuma pressão, que se falou o contrário foi para se vingar de Maroni, que o promotor tinha elaborado um plano junto com ela para que o empresário fosse preso.

Diante disso, até a promotora que atuava no caso junto com Blat pediu a absolvição de Maroni. A juíza Tatiana Vieira Guerra acolheu pedido de defesa e da acusação e, atendendo a pedido da promotora, a juíza pediu à Procuradoria-Geral de Justiça que a entidade investigue as acusações feitas contra o promotor José Carlos Blat.

– Autodeclaração atrasada de suspeição

Se os outros dois promotores colegas de Blat no caso frustrado contra Lula não são suspeitos de forjar flagrante, se autodeclararam, na semana passada, suspeitos para conduzir procedimentos investigatórios contra o ex-presidente.

Quer dizer, sete meses após imputarem a Lula o crime de obstrução de Justiça e pedirem sua consequente prisão por causa disso, Cássio Conserino e Fernando Henrique Araújo admitiram que não devem trabalhar em casos envolvendo Lula. O motivo? Não revelaram, disseram apenas ser “questão foro íntimo”.

Para o advogado dos diretores da Bancoop, Rubens de Oliveira, a situação é muito inusitada. “É questionável tudo que ele fez até agora. Mas por que é suspeito só agora? Espero que a juíza peça para ele se manifestar. Não é usual que tenha de explicar foro íntimo, mas acredito que, nesse caso, ele precisa explicar”, disse.

“Barraco com juíza do TJ-SP”

Em outubro deste ano, o trio de promotores protocolou um documento acusando o Ministério Público Federal no Paraná e a equipe de procuradores da Operação Lava Jato de organizarem um conluio com uma juíza paulista e montar uma denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apenas com base em “achismos”, no que se refere ao apartamento no Guarujá cuja propriedade é da OAS, mas que os procuradores da Lava Jato insistem em dizer que é “propriedade oculta” de Lula.

Em sua reclamação à juíza paulista Maria Priscilla Veiga de Oliveira, que entregou o caso ao Ministério Público Federal do Paraná, para ser julgado pelo juiz Sérgio Moro, Conserino abre mão da etiqueta forense e se dirige à magistrada em linguajar pouco comum no âmbito do Judiciário, além de dar início e encerrar o documento sem as cordialidades de praxe. “Aqui tem Ministério Público! Aqui tem Promotores de Justiça que fizeram uma denúncia com convicção. Não denunciamos com base em achismo”, afirmou Conserino, comparando seu trabalho ao dos procuradores do MPF-PR.

Tudo isso disseram os promotores só para, dois meses depois, admitirem que não podem conduzir investigações envolvendo Lula e o prédio do Guarujá, por serem suspeitos, “por motivo de foro íntimo” não revelado.

fonte Falando Verdades



Jornalista se desculpa por erro na Globo News

10 de Abril de 2017, 14:43, por Blog do Arretadinho

Em carta publicada no Twitter, comentarista de economia da #GloboGolpista se desculpa por erro na Globo News

De Brasília
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho

Na semana passada, durante a apresentação de um programa de economia na Globo News, a jornalista e comentarista de economia da emissora, Thaís Herédia, ao fazer uma atualização da conjuntura econômica do país, disse que “recessão e desemprego derrubam inflação e devolvem poder de compra”, em letreiro na parte de baixo da tela.

A repercussão negativa nas redes sociais foi imediata e a imagem de Thaís com o letreiro viralizou.

Menos de 24h depois a jornalista publicou uma carta no Twitter desculpando-se pelo que chamou de "um erro incompreensível".

Em um trecho da carta ela tenta ser objetiva: “Indo direto ao ponto, não resta dúvida, errei e errei feio. Sabe-se lá por qual motivo, encaminhei uma sugestão de legenda equivocada para ilustrar meu comentário na televisão. Legenda essa, aliás, que não fazia o menor sentido com a minha própria fala”, afirma a jornalista.




TV Digital, avanço tecnológico desperdiçado

10 de Abril de 2017, 11:56, por Blog do Arretadinho

Salvo raras exceções, como a TVT, não se notam
grandes esforços de criatividade e ousadia
com a chegada do sinal digital ao país,
consequência da subordinação da sociedade
e do Estado aos interesses da Globo
REPRODUÇÃO / ARTE RBA
LALO LEAL
TV Digital, avanço tecnológico desperdiçado por falta de vontade política
Quantos canais públicos e comunitários não poderiam estar ocupando os novos espaços se uma lei de meios tivesse determinado a divisão do espectro entre eles e os privados em partes iguais?

por Lalo Leal, para Revista do Brasil

Agora é a vez de São Paulo. Depois do Distrito Federal chegou a hora do desligamento do sinal analógico de televisão na maior região metropolitana do país. São cerca de sete milhões de domicílios com TV que passam a receber a televisão digital aberta, uma inovação que põe fim aos chuviscos e aos ruídos, comuns no sistema analógico. Além de ampliar consideravelmente o número de canais oferecidos ao telespectador.

No espaço do analógico, por onde trafegavam as ondas de um canal de televisão, podem agora circular quatro canais ou até mais. Um aumento significativo de oferta televisiva que, infelizmente, não foi aproveitada para democratizar o setor. Quantos canais públicos e comunitários não poderiam estar ocupando agora esses novos espaços se uma lei de meios tivesse sido implantada no Brasil?

Bastaria que ela determinasse a divisão do espectro eletromagnético por onde trafegam os sinais de TV em três partes iguais destinando cada uma delas aos canais privados, aos públicos e aos comunitários. Aí sim a TV digital estaria indo muito além de imagens bonitas e sons cristalinos. Haveria também um avanço na qualidade dos conteúdos com a participação de novos realizadores, capazes de sacudir o marasmo que caracteriza a televisão aberta no Brasil. Perdemos essa grande oportunidade que a tecnologia ofereceu e a vontade política desprezou.

O processo para chegarmos ao atual momento de digitalização foi longo. A disputa pelo padrão internacional de televisão digital que seria adotado pelo Brasil foi intensa, com três concorrentes fortes: o japonês, o estadunidense e o europeu. Eles chegaram a esboçar uma disputa que parecia ser democrática. Especialistas representando cada um deles foram convidados a apresentá-los ao Congresso Nacional antes da escolha final do governo.

O padrão japonês, preferido pela associação entre o Ministério das Comunicações, chefiado na época pelo ex-global Hélio Costa, e a Rede Globo, não conseguiu montar a sua demonstração no Congresso a tempo, ou não se interessou por isso. Diante dessa ausência, os painéis dos outros dois concorrentes foram cobertos com panos para que ninguém deles tivesse conhecimento. O escolhido para ser implantado no Brasil foi o japonês, sem que os congressistas pudessem conhecer as vantagens e as desvantagens das possíveis alternativas.

Quando essa discussão começou havia a perspectiva otimista de tornar a TV Digital uma porta de entrada de cada domicílio no mundo da internet. Seria viável, tecnologicamente, transformar os receptores de TV em veículos de mão dupla. Eles não só receberiam as mensagens das emissoras mas dariam também ao usuário a possibilidade de se conectar com a rede mundial de computadores. Seria um avanço sem precedentes no mundo da comunicação brasileira. Possibilidade abandonada por não interessar às corporações comerciais, brasileiras e estrangeiras, envolvidas no processo.

O que ocorreu na prática foi uma subordinação da sociedade e do Estado aos interesses de uma empresa privada, a Rede Globo de Televisão, que praticamente determinou os rumos da digitalização da TV em nosso pais. Enquanto no Reino Unido e no Japão, por exemplo, foram as emissoras públicas – BBC e NHK, respectivamente – que ficaram à frente desse processo, aqui entregou-se uma ação estratégica para a nação a uma empresa privada comprometida não só com os seus próprios interesses comerciais, mas com os de parceiros internacionais, afrontando a soberania brasileira.

Agora, em termos de democratização da oferta televisiva, há pouco o que fazer. Em São Paulo estão no ar 44 canais digitais que ocupam esses espaços sem passar por qualquer crivo de controle de qualidade. Ou mesmo sem se saber a que tipo de interesses atendem. Estão lá as grandes redes de televisão em posições privilegiadas de acesso, os canais religiosos e algumas emissoras controladas por governos, estaduais e federal.

Salvo uma ou outra exceção, como é o caso do Canal Saúde ou da TVT, nos demais não se notam grandes esforços de criatividade e ousadia. Canais arrojados, como Arte 1 e Curta! poderiam arejar o rol de ofertas da TV digital aberta, elevando o seu nível de qualidade. No entanto, são vistos apenas pelos privilegiados que pagam pela TV por assinatura.