GDF promove alterações no passe estudantil
29 de Abril de 2016, 18:57![]() |
| Tarik Araújo Foto Joaquim Dantas |
Governo do Distrito Federal diminui a quantidade de viagens, corta linhas e dificulta emissão de 2ª via do cartão do passe estudantil.
De Brasília
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho
A denúncia foi feita na noite desta quinta-feira (28) por dois dirigentes de grêmios estudantis do Distrito Federal. Segundo o presidente do Grêmio Estudantil do Instituto Federal Brasília, IFB, campus Samambaia, Tarik Araújo, o GDF diminuiu de 84 para 54 viagens com o cartão do passe estudantil dos alunos, desde o ensino fundamental ao ensino superior, obrigando os alunos a terem que desembolsar o dinheiro para pagar a passagem nos ônibus.
Segundo Tarik "a gente tinha uma quantidade de passes que ela supria a necessidade da gente durante o mês inteiro a quantidade de acessos e agora essa quantidade foi reduzida sem nenhum aviso prévio, eles (o GDF) simplesmente cortaram e a gente ficou agor com praticamente duas semanas sem o passe estudantil", denunciou o aluno.
Questionado sobre o uso do cartão aos sábados Tarik disse que "a questão do sábado ela varia, isso é de acordo se o aluno tiver aula aos sábados é que pode usar, caso contrário, não pode usar para ter acesso à Cultura ou eventos esportivos aos sábados e domingos. Quem, normalmente, pode utilizar o cartão aos sábados são os alunos de curso superior, desde que comprove que tem aulas aos sábados, mas a grande maioria não pode", afirmou o aluno.
Segundo o estudante a grande maioria dos alunos só pode utilizar quatro acessos por dia, como o passe estudantil não vale para a chamada *integração, o aluno que mora no entorno e pega duas conduções por dia para ir à escola e duas conduções para voltar para casa, quando chega na metade do mês ele já começa a pagar as passagens em dinheiro, porque não dispõe mais de créditos no cartão do passe estudantil.
Tárik disse ainda que esses estudantes estão gastando, em média, cerca de R$ 14,00 por dia e que esta conta pode chegar até R$ 210,00 por mês, apenas para ir e voltar da escola e que muitas famílias não têm condições de pagar este valor.
Já para o estudante Marcelo Acácio, além da redução da quantidade de passes estudantís, o GDF reduziu também a quantidade de linhas dos ônibus que os alunos tinham acessos, sem citar quais linhas foram reduzidas, ele disse que muitos estudantes estão reclamando que não conseguem mais utilizar o cartão em diversas linhas que antes utilizavam.
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| Marcelo Acácio, diretor do Grêmio Estudantil Honestino Guimarães do Elefante Branco/DF Foto Joaquim Dantas |
Marcelo disse ainda que outra dificuldade que os estudantes estão tendo é para tirar a 2ª via do cartão. Segundo ele, no governo anterior, quando o aluno perdia o cartão bastava bloqueá-lo no site do DFTrans, dirigir-se à um posto do órgão, pagar uma taxa de R$15,00 e retirar a 2ª via do cartão, mas que agora tem aluno que está levando até 30 dias para receber um novo cartão do passe estudantil.
Como se não bastasse diminuir o valor do Cartão Material Escolar, o GDF agora prejudica os alunos, dificultando a mobilidade deles. Lamentável.
Calendários de lutas
29 de Abril de 2016, 16:31Segue o calendário de eventos até o dia 11 de maio, quando o plenário do Senado votará a admissibilidade do impeachment da presidente Dilma.
É um calendário de lutas para que estejamos mobilizados para barrar o golpe contra a democracia.
Fique ligado e participe!
Cronograma no Senado
2/5 falam especialistas do pedido de impeachment
3/5 falam especialistas da defesa
4/5 apresentação do relatório
5/5 defesa volta a falar
6/5 votação do relatório na Comissão Especial do Impeachment
48hs - dois dias uteis
A partir de 11/5 está pronto pra ser votada a admissibilidade (maioria simples)
Precisaríamos de 38 votos no Senado pra rejeitar
12/5 publicação do resultado
48hs para o afastamento
Que pode acontecer no dia 17/5
- 29 de abril (sexta)
Tribuna Popular da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-DF)
Local: Plataforma superior da Rodoviária do Plano Piloto
Horário: das 16h30 às 19h30
- 30 de abril (sábado)
Noite cultural da Frente Brasil Popular (FBP) e da Frente Povo Sem Medo (FPSM)
Horário: das 19h às 02h
Local: Estacionamento da Feira da Torre de TV
- 1º de maio
Ato da FBP e FPSM
Horário: 10h
Local: Estacionamento da Feira da Torre de TV
“O Gama na Praça contra o golpe”
III Sarau do Trabalhador e da Trabalhadora
Música e Poesia
Local: Praça Lourival Bandeira (Cine Itapuã)
Horário: A partir das 15 horas
- 3 de maio
Ato durante a Passagem da Tocha Olímpica pelo DF
Horário e local a confirmar
- 5 de maior
Ato nacional contra a mídia golpista, com manifestação em frente a sede da Rede Globo.
Caldo de Debates
Democracia e Comunicação – Narrativas Contra-Hegemônicas
Evento promovido pelo Barão de Itararé, em parceria com o Invenção Brasileira, Instituto de Comunicação Comunitária e Inclusão Digital (Incid) e Comedoria da Sonia.
Local: Mercado Sul, Taguatinga Sul
Horário: às 19 horas
Programação da CTB comemorativa ao 1º de Maio no DF:
29 de Abril de 2016, 11:23Programação da CTB comemorativa ao 1o. de Maio, no DF:
29/04 -16:30 Rodoviária (plat. superior) - Tribuna Popular Viva o 1o. de Maio e #NãoAoGolpe
30/04 - 18:00 - montagem banquinha para Ato Cultural FBP/Povo sem Medo na Torre (19:00)
Primeiro de Maio:
- 10:00 ato politico na Torre de TV;
- 12:00 Feira do Gama - Tribuna Popular;
- 15:00 Ato do 1º de Maio, show e Sarau Cultural na Praça do Cine Itapuã no Gama;
Programa do PCdoB para a TV, confira:
Vanessa Grazziotin nega crime de responsabilidade de Dilma
28 de Abril de 2016, 11:20![]() |
| Foto Marcos Oliveira/Agência Senado |
Em pronunciamento nesta quarta-feira (27), a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) voltou a afirmar que o processo de impeachment em curso no Senado não passa de um golpe contra a presidente Dilma Rousseff.
Segundo a senadora, as chamadas pedaladas fiscais e as suplementações orçamentárias sem autorização legal não podem ser enquadradas como crime de responsabilidade. De acordo com ela, esse cenário mostra que o processo de impeachment não passa de uma maneira de os inconformados com o resultado das eleições de 2014 assumirem a Presidência da República.
— O que nós estamos travando aqui não é um processo de impeachment contra a presidente. O que nós estamos travando aqui é uma luta política, em que eles estão usando o instrumento do impeachment para tirar uma presidente que foi legitimamente eleita no país — afirmou.
Vanessa Grazziotin também criticou a escolha do senador Antônio Anastasia (PSDB-MG) para relatar o processo de impeachment no Senado e alertou para o perigo da aprovação de uma proposta do vice-presidente Michel Temer que acaba com a vinculação de receitas para setores essenciais para a sociedade, como educação e saúde.
Dia do trabalhador doméstico
Vanessa Grazziotin também lembrou que no dia 27 de abril é comemorado o Dia do Trabalhador Doméstico e saudou a categoria, ao lembrar que, apenas no ano passado, esses profissionais passaram a ter os mesmos direitos dos demais trabalhadores.
— Ano passado, a conquista foi gigante e tão grande que aqui mesmo, por essa Casa, é classificada como uma das maiores conquistas depois da abolição da escravatura — frisou.
da Agência Senado
'Os únicos derrotados são os que deixam de lutar', diz Mujica
28 de Abril de 2016, 9:14![]() |
| Mujica: 'Nunca triunfamos definitivamente, temos de ter humildade estratégica' Foto PAULO PINTO/ AGÊNCIA PT |
Carregado de expressões de otimismo, Mujica entende que o Brasil, como o resto do mundo, passa por um momento de avanço da direita, mas isso não deve ser fator para desanimar o espírito de luta
por Helder Lima, da RBA
São Paulo – O ex-presidente do Uruguai e atual senador José Pepe Mujica disse hoje (27) que a crise política no Brasil pode levar a alguns retrocessos, mas que a luta deve continuar e que muitos dos direitos conquistados nos últimos anos serão mantidos. “A maioria dos progressos sociais que estão consagrados em nossas constituições (da América Latina) é fruto de mobilizações de organizações de esquerda, que em nenhum momento se deram como causa perdida e foram derrotadas, mas foram se conformando, e mudando a cultura da humanidade”, afirmou, durante entrevista coletiva no Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé, em São Paulo,
“O que se passa com a esquerda no Brasil agora é que provavelmente o povo brasileiro tenha de viver em uma conjuntura onde perca algum domínio social, que tenha conquistado nesse tempo, mas não vai perder tudo. Não se pode perder tudo, porque a própria direita tem de negociar, tem de ceder, assim é a história do homem”, disse Mujica.
Segundo ele, o avanço progressista dos últimos anos no continente foi uma conquista, uma maturação da luta social, e não uma conspiração pensada, como tem feito a direita no Brasil para colocar em marcha o golpe sob a luz da Constituição, que pretende tirar Dilma Rousseff da presidência. “Se olharmos 30, 40 anos para trás, podemos comparar com as ditaduras que vivemos. Os únicos derrotados são os que deixam de lutar. Isso posso dizer seguramente, porque a derrota é sentir-se impotente.”
Antes de responder perguntas dos jornalistas, Mujica falou por cerca de 20 minutos sobre a importância do exercício da política para a cidadania. Nessa abordagem, o ex-presidente destacou as contradições humanas e a necessidade da política para promover a negociação, a conciliação entre interesses diferentes. “O homem é um bicho que não pode viver sozinho, necessita da sociedade. Alguém já disse que só existe a família e o indivíduo, mas eu penso que existe a sociedade. E nós andamos pela vida com uma contradição: temos de lutar pela vida e pelo que queremos ao mesmo tempo. Esse momento histórico que vivemos é marcado pela contradição entre o egoísmo e a solidariedade, mas tem uma coisa que se chama consciência e ela nos permite enquadrar o egoísmo até certo ponto e assim transcender pela cultura e pela civilização”, afirmou.
Carregado de expressões de otimismo, Mujica entende que o Brasil, como o resto do mundo, passa por um momento de avanço da direita, mas isso não deve ser fator para desanimar o espírito de luta. “Nunca triunfamos definitivamente, temos de ter humildade estratégica. Na sociedade, existe um acúmulo de contradições; quando a direta se fortalece é porque há algo a favor”, disse.
“Primeiro, há uma crise econômica que é de caráter mundial muito forte. Há um crescimento muito lento da economia do mundo inteiro sob o terror do capital financeiro que está condenando também o capital produtivo. A burguesia financeira se equiparou à especulação. Diz-se que o capital financeiro precisa de liberdade de movimento e tudo o mais, mas tudo isso favorece a especulação”, disse.
De acordo com Mujica, por conta dos ditames neoliberais sobre os governos no mundo, as nações veem-se obrigadas a manter reservas cambiais que não podem ser aplicadas no desenvolvimento social, e esse é um dos efeitos deletérios do momento em que vivemos. Ele também disse que faltou mais comunicação entre os governos do PT e a população. “Um país que desenvolveu a classe média rapidamente e aumentou o seu poder aquisitivo não necessariamente amplia a consciência. E o que passa sempre na história humana é que a classe média tem medo de cair. Põe a culpa em algo, uns culpam o governo, outros, os comunistas”.
O ex-presidente disse também que “o problema da corrupção no Brasil não é um problema do PT, é um problema que alcança todo o sistema político, todos os partidos. E tem uma coisa imprópria no Brasil, eu não sei como se pode manejar um país com tantos partidos, com 30 partidos. São 30 projetos políticos? Não, isso esconde interesses pessoais mais do que causa ideológicas, e como fazer alianças assim, como se garante a maioria”, indagou, referindo-se ao caos político atual, com um Congresso Nacional dominado pelos interesses do capital.
Sobre a crise política na América Latina, afinal não é apenas no Brasil que a direita avança, Mujica comentou que não se trata “de nenhuma catástrofe”. Ele considera também que a direita se apropria de uma parte da crise para promover seus objetivos políticos, mas destacou que “agora é tempo de lutar”. Mujica define os partidos de esquerda como aqueles em que “prima a solidariedade sobre o egoísmo”. Ele também lembrou o período da ditadura no Uruguai (1973-1985), em que foi preso político, quando pertencia ao Movimento de Libertação Nacional Tupamaros. “Fiquei quase 14 anos em cana, e não me parece que isso tenha sido uma derrota.”
A forte atuação da grande mídia no golpe em marcha no país também foi alvo das reflexões do líder progressista. Ele disse que a direita tem o manejo dos grandes meios de comunicação e os utiliza para ganhar a consciência das pessoas. “E os defeitos do PT não são do PT, mas da sociedade brasileira”, afirmou ao criticar o presidencialismo de coalizão que marca o governo do país atualmente. “Há de se manter todo um sistema de alianças”, disse, mas a questão segundo ele não é fazer maioria ideológica. Ele também defendeu mudanças no sistema de representação política. “Suponho que um dia o Brasil se dará conta de que tem de mudar o seu contrato social, pois tudo isso hoje ajuda a agravar a corrupção.”
Na entrevista, Mujica também disse que a transmissão da sessão plenária na Câmara Federal que votou pela admissibilidade do processo de impeachment, no dia 17 de abril, é uma coisa “que fez mal ao Brasil como nação”. Ele se referiu à repercussão negativa da sessão na mídia internacional. E também disse que há muitas lições a aprender da crise. “Creio que os partidos progressistas devem aprofundar a democracia, devem ser menos piramidais, e mais horizontais, além de tomar decisões que os companheiros dos partidos entendam.”
Ao final, Mujica falou da legalização do aborto e da maconha no Uruguai, que seguem o legado de um país considerado vanguarda na América Latina. O Uruguai foi o primeiro país a estabelecer o voto da mulher e também a reconhecer a prostituição. “A lei de aborto é para defender vidas”, disse, destacando o benefício dessa lei para as mulheres mais pobres. Afirmou ainda sobre a maconha que a legalização “é o primeiro passo contra uma política estúpida, que permite o monopólio do narcotráfico”.





