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April 3, 2011 21:00 , by Unknown - | No one following this article yet.
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As classes dominantes brasileiras semeiam uma revolução política e social

April 23, 2016 9:39, by Blog do Arretadinho

Foto Joaquim Dantas
Foto Joaquim Dantas
Por José Reinaldo Carvalho*
no www.reesistencia.cc

Está em curso, em célere marcha, um golpe de Estado no Brasil. Os partidos de esquerda e os movimentos sociais devem denunciar como tal o processo de impeachment da presidenta Dilma, aprovado no domingo (17) pela Câmara dos Deputados e remetido nesta segunda-feira (18) ao Senado.

A sessão da Câmara dos Deputados, que sob uma direção corrupta e truculenta aprovou a admissibilidade do impeachment da presidenta Dilma revelou a extensão, a amplitude, a profundidade e a força das posições direitistas, reacionárias, obscurantistas e fascistas no Brasil.

Com o passo dado pela direita, o país ingressa em nova fase da luta. As amplas forças democráticas e progressistas mostram-se dispostos a cumprir seu papel na construção da unidade das forças democráticas e progressistas, para o surgimento de um forte polo de esquerda como há muito não se via no país.

Em face da eventualidade de constituição de um governo liderado pelo vice-presidente Michel Temer, caso o Senado venha a confirmar a decisão da Câmara, as forças de esquerda já se proclamam em frontal oposição. Afinal, um governo oriundo de um golpe e de um atentado à Constituição não terá legitimidade. A corja de Michel Temer, Eduardo Cunha, Aécio Neves, FHC et caterva não governará. Haverá dura luta política e social. Para além disso, o movimento político e social polarizado pela esquerda tem a nítida compreensão de que do ponto de vista político, econômico e social, tal governo, se vier a ser formado, será um governo de traição nacional, autoritário, antidemocrático e antissocial. São palavras ao vento os apelos à unidade nacional e à pacificação feitas pelo vice-presidente usurpador. O povo lhe dará as costas. Nenhum diálogo será possível com o governo emanado do golpe.

A ampla e intensa resistência democrática das últimas semanas infunde confiança às organizações políticas e sociais e forja a convicção, a vontade e a decisão política de enfrentar os novos desafios.

Em qualquer circunstância, passa à ordem do dia a tarefa de reorganizar as forças de esquerda, uní-las, produzir um novo padrão de formulação programática, praticar diferentes métodos, construir novas alianças, para imprimir novo rumo à luta, que é de longo fôlego.

A ofensiva golpista no Brasil é a mesma que no quadro latino-americano levanta-se como uma contrarrevolução neoliberal e conservadora. Mas, como toda crise, tem seu lado positivo.

Inevitavelmente, desencadeia uma reação de igual intensidade, uma resistência democrática, uma mobilização popular como não se via há décadas.

Milhões de brasileiros têm ido às ruas e ainda irão com maior razão para condenar o golpe, defender a democracia, o progresso social, o caminho escolhido pelo Brasil de se postar ao lado dos povos latino-americano por uma integração soberana. Setores democráticos dos mais variados estratos realizam manifestações políticas nos âmbitos trabalhista, estudantil, feminino, cultural, acadêmico, jurídico, desportivo, religioso nas quais se expressa a consciência democrática do povo brasileiro.

A sociedade aparece nítida e irremediavelmente dividida em dois campos opostos. A historiografia oficial das classes dominantes elaborou e difundiu o falso mantra do país moderado, conciliador, imune a conflitos políticos e sociais. Uma mensagem bem pensada para escamotear a guerra declarada contra o povo, em que os acordos entre as elites sempre foram o achado adequado para alternar as soluções de força manu militari com golpes institucionais e midiáticos como agora. É algo que vem do DNA dessas classes, sempre mancomunadas com as potências imperialistas.

Mais uma vez, as classes dominantes retrógradas e suas carcomidas representações políticas dão uma prova cabal de que não convivem com a democracia e a reforma social. Semeiam a revolução.

*Jornalista, secretário de Política e relações Internacionais do Partido Comunista do Brasil e editor do site Resistência [www.reesistencia.cc]



Temer apresenta plano de governo carregado de retrocessos

April 23, 2016 9:12, by Blog do Arretadinho

Plano de governo de Temer apresenta propostas que representam retrocessos para trabalhadores
Foto  Valter Campanato / Agencia Brasil
Vice-presidente planeja dificultar reajustes anuais do salário mínimo e aumentar tempo de trabalho para aposentadoria

por Mariana Pitasse
no Brasil de Fato

No final de 2015, o PMDB tornou público o plano de governo “Ponte para o Futuro”, elaborado pela cúpula do partido com o objetivo de apresentar propostas para “retomar o crescimento econômico do país”. Em março deste ano, o documento foi atualizado com novas propostas, deixando claro quais seriam as medidas tomadas por Michel Temer, caso consiga assumir a presidência após o golpe contra a presidente Dilma Rousseff.

O documento chama atenção não só por apresentar o plano de governo de um vice-presidente, como também pelo retrocesso das propostas. Entre elas, revisão na abrangência de programas sociais, mudanças na concessão de bolsas de estudos, aumento do tempo de trabalho para aposentadoria e até entraves para os reajustes anuais do salário mínimo. O Brasil de Fato destacou as principais mudanças que o plano de governo do PMDB pode trazer ao trabalhador brasileiro. 




'Por que eles temem ser chamados de golpistas?

April 23, 2016 9:06, by Blog do Arretadinho

Presidente viajou para assinar o Acordo de Paris sobre Mudanças do Clima
Foto Roberto Stuckert Filho/ PR
'Por que eles temem ser chamados de golpistas? Porque é o que são', diz Dilma em NY; veja vídeo

Vanessa Martina Silva
no Ópera Mundi

‘Disseram que eu viria na ONU para falar mal do Brasil. Eu vim falar a verdade. Tivemos uma participação decisiva na COP21. Vocês têm que se orgulhar disso’, afirmou

“Eu lamento que nesse período, enquanto eu saía do Brasil [para vir para Nova York], tenha sido escrito um editorial a meu respeito, de forma precipitada. Isso mostra que eles temem ser taxados de golpistas. Sabem por quê? Porque é o que eles são”, foi o que afirmou a presidente Dilma Rousseff durante entrevista coletiva concedida à imprensa em Nova York na noite desta sexta-feira (22/04).

Dilma viajou para Nova York para participar, nesta sexta, da cerimônia de assinatura do Acordo de Paris sobre Mudança do Clima, que envolve metas para reduzir a emissão de gases do efeito estufa por parte dos países signatários.

A mandatária afirmou que caso o processo de impeachment culmine em seu afastamento, acionará a cláusula democrática do Mercosul. "Eu alegarei a cláusula inexoravelmente se caracterizar de fato, a partir de agora, uma ruptura do que eu considero um processo democrático". Tal mecanismo do bloco integracionista pode ser invocado quando um governo eleito é destituído por vias não democráticas, tal como ocorreu com o Paraguai com a destituição de Fernando Lugo.

Sobre o fato de não ter dito na Assembleia da ONU a palavra “golpe”, Dilma esclareceu: “disseram que eu viria na ONU para falar mal do Brasil. Eu vim falar a verdade. Tivemos uma participação decisiva na COP21. Sem nós essa conferência não seria o sucesso que foi. Vocês têm que se orgulhar disso”.

Com relação às possíveis dúvidas a respeito de ser ou não um golpe de Estado o processo que está em curso no país, a mandatária ofereceu a seguinte explicação: “golpe é um mecanismo pelo qual você retira [alguém] do poder por razões que não estão expressas na lei ou no acordo institucional no qual o país vive”. E explicou didaticamente o que são pedaladas fiscais e os chamados decretos administrativos usados contra ela no processo.

Ela esclareceu ainda que não se trata de um golpe militar e ironizou ao dizer que o modelo atual precisa apenas de uma mão: “você rasga a Carta Constitucional e está dado o golpe. Rasga os princípios democráticos e está dado o golpe”.

A mandatária também negou que esteja se fazendo de vítima, tal como foi afirmado por alguns setores no Brasil: “eu sou vítima de um processo infundado. É uma questão de injustiça e não fui eu que escolhi estar nessa situação”.

Questionada sobre o processo de impeachment que agora será julgado pelo Senado, Dilma afirmou que vai se esforçar “muito para convencer os senadores”, juntamente com seus ministros para prestar os devidos esclarecimentos, já que na Câmara dos Deputados “não tivemos o respaldo necessário” para a defesa.

Por fim, disse que vai defender o mandato dado legitimamente por mais de 54 milhões de brasileiros e voltou a dizer que se a presidente do país é vítima de um processo como este “com um vice conspirador, o que dizer da população quando seus direitos forem afetados?”.

Questionada sobre como sua família está encarando esse processo, a mandatária disse que “com tristeza”, mas pediu que seus familiares sejam poupados disso.

Veja a íntegra da coletiva transmitida ao vivo pela Mídia Ninja:



Prefeito do Rio diz que também é responsável por queda de ciclovia

April 23, 2016 8:57, by Blog do Arretadinho

Desabamento da ciclovia da Avenida Niemeyer
deixou pelo menos dois mortos
Foto Fernando Frazão/Agência Brasil
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, disse nesta sexta-feira (22) que também se sente responsável pelo desabamento da ciclovia da Avenida Niemeyer, ocorrido ontem (21) e que deixou pelo menos dois mortos. 
O prefeito falou à imprensa hoje, depois de chegar de uma viagem à Europa e se reunir com sua equipe e com engenheiros.

“Sou totalmente responsável. Em última instância, é a prefeitura que executou a obra. Não vamos brincar com esse tipo de coisa. O prefeito assume suas responsabilidades porque, em última instância, é quem designa os dirigentes do município”, disse Paes.

Segundo Paes, o presidente da empresa municipal responsável pela fiscalização da obra, Geo-Rio, Márcio Machado, pediu afastamento da presidência do órgão. Além de assumir suas responsabilidades, o prefeito disse que quer encontrar os culpados pelo acidente.  De acordo com o prefeito, a responsabilidade não deve recair sobre órgãos e sim sobre indivíduos que cometeram erros.

“Acidentes não acontecem por acaso. A prefeitura não vai aceitar a desculpa de que ondas acima do normal bateram sobre a ciclovia. A gente sabe que as coisas devem ser feitas com muito estudo e muito detalhe.  Portanto, não é, na minha opinião, um acidente fortuito, aceitável. Nós vamos encontrar os responsáveis e esse responsável não é, certamente, a natureza. A gente vai fazer todos os esforços para que os responsáveis por isso, dentro ou fora da prefeitura, respondam por seus atos”, disse Paes.

Houve tempo
Paes disse que não há como saber ainda se a falha foi no projeto ou na execução da obra, feita pela empresa contratada Concremat, mas, de acordo com o prefeito, esse tipo de falha não deveria acontecer, já que houve tempo suficiente para checar e rechecar o projeto.

“Essa é uma obra cuja decisão de fazê-la foi tomada há algum tempo. Ela começou em meados de 2014. Tinha uma previsão de um ano e atrasou seis meses. Não dá para se usar a desculpa de que foi feita com muita rapidez. O projeto teve tempo de ser analisado e reanalisado. Portanto, não é fruto de nenhuma pressa ou falta de planejamento”, disse Paes.

Segundo o prefeito, o acidente pode gerar desconfiança em relação à qualidade das obras dos Jogos Olímpicos. Por isso, a prefeitura pretende fazer a reavaliação de todas as obras executadas recentemente no município.

O prefeito também disse que não há nenhum conflito ético no fato da Concremat ser de propriedade de parentes de seu secretário de Turismo, Antônio Pedro Figueira de Mello.  Segundo Paes, Mello nunca teve nenhuma ligação com a contratação da Concremat para qualquer obra.  O prefeito disse que a empresa presta serviços à prefeitura há muitos anos.

Eduardo Paes disse que a ideia é reconstruir a ciclovia depois de feitas as avaliações e modificações necessárias. Além disso, será preciso estabelecer normas de uso da ciclovia, como fechar a via em caso de ressacas.

da Agência Brasil



Movimentos fazem marcha de 190 km de Ouro Preto a BH

April 22, 2016 20:24, by Blog do Arretadinho

Marcha terá como primeira parada a cidade de Mariana, vizinha a Ouro Preto / Rafaella Dotta
Ao longo de cinco dias, cerca de 1.500 pessoas participam da caminhada, que conta com diversas ações no percurso

por Rafaela Dotta
no Brasil de Fato

Começa nesta sexta-feira (22) uma grande marcha organizada por movimentos populates e sindicais contra o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Ao todo, 1.500 pessoas irão percorrer 191 quilômetros entre as cidades de Ouro Preto e Belo Horizonte. Serão cinco dias de caminhada, promovida pela Frente Brasil Popular no estado de Minas Gerais, que conta também com manifestações nas cidades do percurso. As pautas da marcha são a defesa da democracia e de reformas estruturantes, entre elas, a reforma agrária popular.

Segundo Michelle Capuchinho, coordenadora estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), uma ação como esta significa a resistência e organização dos movimentos que lutam pela democracia. "A marcha tem um sentido histórico dos povos em resistência, que marcham quando se sentem orpimidos", afirma.

No percurso da caminhada, a Frente Brasil Popular pretende organizar atos públicos em diversas cidades, começando por Mariana, onde ocorre uma aula pública com a secretária estadual de Educação, nesta sexta (22), às 14h, na Praça Jardim. Os organizadores apontam que a parada na cidade também lembra o desastre que aconteceu em novembro de 2015, com o rompimento da barragem de Fundão, além de ser um alerta à empresa Samarco, responsável pela tragédia. No sábado (23), a marcha passa próximo ao território da empresa, a caminho do município de Catas Altas.

Ato com Mujica inaugurou ações
Mais de 1.500 pessoas participaram da entrega das Medalhas da Inconfidência, nesta quinta-feira (21), em Ouro Preto. O evento é organizado pelo governo estadual e concede honrarias a pessoas que contribuíram para o desenvolvimento de Minas Gerais e do país.

O mais alto agraciado deste ano foi o ex-presidente uruguaio Pepe Mujica. Ele foi também o orador da cerimônia, discursando sobre política, democracia e, principalmente, igualdade. "Não se toma a igualdade como desejo de ser tudo igualzinho, como tijolo, todos alinhados. O sentimento de igualdade é ter o direito às mesmas oportunidades na vida e, quanto nos falta, latino-americanos, para poder dar oportunidade aos milhões que ficam à margem do caminho da nossa pobre America", declarou.

Nos intervalos entre as falas, os presentes na plateia ecoavam palvras de ordem como "Não vai ter golpe" e "Fora Temer". O coro aumentou quando o vice-governador Antonio Andrade (PMDB) foi mencionado na cerimônia. Gritos de "Fora Cunha" também apareceram nesse momento.



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