Ir para o conteúdo

Blog do Arretadinho

Tela cheia Sugerir um artigo

Postagens

3 de Abril de 2011, 21:00 , por Desconhecido - | No one following this article yet.
Licenciado sob CC (by-nc-sa)

Transparência do GDF está desatualizada

11 de Fevereiro de 2016, 16:48, por .

Foto Joaquim Dantas
GDF: Transparência zero
Foto Joaquim Dantas
Transparência só por 10 meses. Informações do Siga Brasília estão desatualizadas desde outubro de 2015
Portal lançado pelo governador Rollemberg para prestar contas mensalmente ao cidadão sobre como o dinheiro público é utilizado passa por manutenção há quatro meses

A ideia de dotar de transparência as despesas e as receitas do Governo do Distrito Federal de forma simplificada funcionou bem apenas por alguns meses. Lançado em junho de 2015, o aplicativo Siga Brasília deu publicidade aos salários dos servidores e a outros gastos de dinheiro público, mas a ferramenta está desatualizada desde outubro de 2015. Desde então, o portal não é abastecido com novas informações. 

O objetivo do site www.sigabrasilia.df.gov.br, de acordo com o próprio portal oficial do GDF, era atualizar e publicar “os dados sobre receitas e despesas e a escala da saúde diariamente. Já a remuneração dos servidores, mensalmente”.

Assim, o cidadão poderia acompanhar todos os gastos do governo por data, órgão e região, além de conferir quanto os servidores receberam por mês. Mas quem procura essas informações vai encontrar um portal em descompasso com a era digital.

O aplicativo foi lançado com pompa, em evento grandioso no Cine Brasília. Na ocasião, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) fez questão de destacar que o Distrito Federal seria a primeira unidade da Federação a ter uma ferramenta com informações do Portal da Transparência.

Chegou a dizer, na época, que criar mecanismos para o engajamento dos cidadãos no controle dos atos públicos fazia parte do seu plano de governo: “O Siga Brasília é apenas um dos passos para reforçar esse propósito”.

Para o especialista em finanças públicas Raul Velloso, o prejuízo para a população é não ter a informação sistematizada sobre o que o GDF está fazendo. “Prejudica a transparência na medida em que os dados não estão disponíveis. A esperança é que voltem rapidamente”, afirmou.

Em atualização
Por meio de nota, a Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag) informou ao Metrópoles que “está atualizando os dados referentes aos salários dos servidores, que são inseridos no aplicativo Siga Brasília.”

“As atualizações foram pedidas pela Controladoria-Geral do Distrito Federal e devem ser concluídas até o fim da próxima semana. São alterações de códigos no sistema que visam ao seu aprimoramento”, diz o documento.

Já a Controladoria-Geral do DF esclareceu que aguarda a atualização dos dados por parte da Seplag. Segundo o órgão, assim que a secretaria efetuar o procedimento, “as informações estarão disponíveis no Siga Brasília imediatamente”.

Do Portal Metrópoles



Restaurante Comunitário do Gama reabre ao som de Jairo Mendonça

11 de Fevereiro de 2016, 15:42, por .

Foto Joaquim Dantas
Jairo Mendonça interpretou canções autorais e MPB
Foto Joaquim Dantas
Jairo Mendonça apresentou-se na reabertura do Restaurante Comunitário do Gama

Do Gama
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho

Interditado pela Defesa Civil do Distrito Federal há 30 dias, o Restaurante Comunitário do Gama reabriu nesta quinta-feira (11) com um atrativo a mais, o músico gamense Jairo Mendonça, que acompanhou o almoço de todos com canções autorais e MPB.

A defesa Civil interditou o restaurante depois de um portão de ferro, de cerca de 2 metros de altura, ter caído em cima de um garoto de 13 anos que aguardava a mãe na entrada do local. Além da falta de manutenção no portão que provocou o acidente, os agentes da Defesa Civil encontraram outras irregularidades no interior do restaurante, provocando a sua interdição por 30 dias.

Mudanças visíveis
Algumas mudanças feitas no restaurante estão bem visíveis, uma delas foi a colocação de telas nas janelas, para evitar a entrada de pombos que infernizavam a vida dos frequentadores desde sua inauguração. A começar pelo constrangimento, no mínimo, de almoçar com aquela enorme quantidade de pombos disputando a comida com as pessoas. Em 2014, após eu ter denunciado a invasão de pombos no local, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Humano e Social e Transferência de Renda, SEDEST, informou-me que os pombos estão protegidos por Lei Ambiental e não podem ser abatidos. O interessante é que em nenhum momento da denúncia eu fiz essa sugestão. É óbvio que existem meios legais de controlar pragas como essa, o que faltou no passado e, ao que tudo indica, estava faltando ao governo atual, era vontade política para resolver o problema. Felizmente tomaram uma iniciativa.
Foto Joaquim Dantas
Uma das mudanças foi a colocação de telas nas janelas, para evitar a entrada de pombos
Foto Joaquim Dantas

Alguns assentos dos bancos que estavam faltando foram recolocados e o bebedouro coletivo foi trocado por um novinho, embora seja um pouco menor que o anterior. As bandejas também são novas.
Foto Joaquim Dantas
Assentos novos recolocados
Foto Joaquim Dantas

Não foi necessário ver que algumas partes de ferro foram pintadas, pois o cheiro forte de tinta óleo denunciava a benfeitoria. Também não foi preciso checar se o local havia sido dedetizado, o cheiro forte também denunciava que o local está protegido dos insetos.

O que não mudou
Algumas coisas, entretanto, permanecem do mesmo jeito. A primeira delas é a presença de um vigilante terceirizado, armado, em frente ao local onde as pessoas são servidas, é uma cena bizarra e desnecessariamente intimidatória.

Outra coisa que não mudou foi a quantidade de proteína servida. A refeição dos Restaurantes Comunitários é composta de salada, uma proteína animal, três acompanhamentos, uma sobremesa e um copo de 200 ml de refresco industrializado.

Segundo tabela da própria SEDEST, exposta na entrada dos restaurantes, a proteína animal servida (carnes com osso) deve pesar 300 gramas, no mínimo. Não há necessidade de balança no local para se constatar que a quantidade servida é bem menor. No almoço de hoje, por exemplo, foi servido um pedaço minúsculo de coxa de frango assada.
Foto Joaquim Dantas
Preço alto da refeição afastou o público
Foto Joaquim Dantas

Desde que o governo Rollemberg aumentou o preço da refeição de R$ 1,00 para R$ 3,00, a quantidade de pessoas que frequentavam o restaurante caiu cerca de 60%, hoje não foi diferente. Por volta das 13h havia cerca de 30 pessoas apenas almoçando.



Lula: matar o mito para encerrar o ciclo

11 de Fevereiro de 2016, 3:18, por Blog do Arretadinho

Foto Joaquim Dantas / Arquivo
Foto Joaquim Dantas / Arquivo
Quando Juscelino Kubitscheck morreu, em 1976, viu-se que deixou uma fazendinha em Luziânia e um apartamento no Rio de Janeiro. 

Por Tereza Cruvinel
Colunista do 247, Tereza Cruvinel é uma das mais respeitadas jornalistas políticas do País

E, no entanto, nos anos que se seguiram ao golpe de 1964, a ditadura forjou a lenda de que fora cassado porque era corrupto e roubara muito durante a construção de Brasília. JK foi cassado porque era o mito eleitoral e político daquele tempo, o candidato mais forte às eleições presidenciais que estavam marcadas para 1965. O triunfo da nova ordem política erigida pelos militares exigia a destruição do mito JK, o presidente que mudara a face do Brasil acelerando a industrialização e interiorizando a capital. Mataram o mito. Depois, o pleito de 1965 foi desmarcado e os brasileiros só votaram novamente para presidente em 1989. Para visitar a cidade que criara, ele vinha a jantares clandestinos organizados pela amiga Vera Brant.

Na segunda morte de JK, a morte física em 1976, estudantes, candangos e centenas de brasilienses acompanharam o féretro da Catedral até o cemitério Campo da Esperança cantando o "peixe vivo" e gritando "abaixo a ditadura". Foi a primeira grande manifestação política de que participei.

Antes de JK, a caçada a outro mito também relacionado a mudanças sociais e econômicas de viés popular, havia terminado com o suicídio de Getúlio Vargas, que com o tiro no peito adiou em dez anos o golpe de 1964.

Há uma clara semelhança entre o assassinato político de JK pela ditadura e a caçada Lula para abrir caminho a uma troca de guarda no poder. Para colocar um fim à ordem política instaurada pelo PT com a chegada de Lula à presidência em 2002 é preciso acabar não apenas com a ideia de que os governos petistas promoveram os mais pobres à cidadania, reduziram a desigualdade, resgataram milhões da miséria e mitigaram, com políticas afirmativas a nossa dívida histórica para com os negros e afrodescendentes. É preciso apagar a ideia de que a Era Lula produziu um invejável ciclo de crescimento e instaurou, com Celso Amorim, uma política externa altiva que garantiu ao Brasil uma projeção internacional sem precedentes. Não basta também apenas a desqualificação eleitoral do próprio PT, por erros cometidos e por erros que são do sistema político. É preciso destruir o mito projetado por estas mudanças, o mito Lula.

Em janeiro, afastada das lides diárias do jornalismo, acompanhei de longe a abertura da temporada de caça a Lula. O que se prenunciava desde o início do ano ficou claro em 27 de janeiro com a Operação Triplo X, que a pretexto de investigar lavagem de dinheiro pela OAS através da venda de apartamentos no Edifício Solaris, mirou Lula e o tríplex que ele cogitou comprar mas nunca adquiriu. De lá para cá os caçadores se espalharam e se armaram, obtendo agora do juiz Sergio Moro a autorização para abrir um inquérito específico destinado a investigar se as empreiteiras beneficiaram Lula ilegalmente através de obras num sítio de amigos de sua família.

Se Lula não tem um tríplex, o crime estará em ter pensando em possuí-lo? Há muitos meses eu o ouvi contar a amigos o que dissera a sua mulher Marisa para que desistissem do apartamento e resgatassem o valor da cota já pago. "Marisa, eles nunca vão nos aceitar como vizinhos num prédio como aquele. Não vão querer andar de elevador com a gente. Vamos desistir disso antes que comecem os aborrecimentos". Era tarde, vieram mais que aborrecimentos. Vieram acusações difusas, sem forma clara, sem fundamentos sólidos mas corrosivas para o mito. O "tríplex do Lula" passou a existir no imaginário popular, embora não exista na escritura.

Agora, com o novo inquérito, querem provar que o sítio de Atibaia não é de seus donos, mas de Lula. E que empreiteiras investigadas pela Lava Jato investiram nele numa forma indireta de pagar propina ao ex-presidente. É isso que querem provar, embora não digam. Mas no imaginário popular a narrativa já colou. Outra ferida no mito.

Feri-lo porém não basta. A destruição de um mito exige mais, exige sua completa humilhação, exige a retirada de toda e qualquer aura de veneração e respeito. Para isso será preciso processar, condenar, trucidar. Será preciso prender Lula. É a este ponto que desejam chegar os caçadores de Lula, para que nada reste da admiração pelo presidente que saiu da miséria extrema do Nordeste, tornou-se operário, liderou greves, fundou um partido, aceitou as derrotas e um dia venceu a eleição presidencial, tornando-se o presidente brasileiro mais popular internamente e o mais conhecido e respeitado lá fora. "O cara", como disse Obama, precisa ser reduzido a pó.

Lula talvez tenha subestimado a sanha dos caçadores e se atrasado na defesa. Certamente cometeu alguns erros na estratégia de defesa. Do PT combalido, pouco pode esperar. Mas certamente algo ainda espera dos que ainda acreditam nele. Se planeja em algum momento denunciar à sua base política e social a natureza política da caçada que enfrenta, o momento chegou. A hora é de crise para todos e isso não favorece reações populares. Mas ainda que seja como prestação de contas aos que o levaram à glória e assistem à sua destruição sem ouvir um chamado, Lula precisa fazê-lo.



Entenda como funciona o esquema do Merendão

11 de Fevereiro de 2016, 2:59, por Blog do Arretadinho

Por Diógenes Brandão
Em seu Blog

Imagine que você tenha sido reeleita diretora de uma escola e depois de algum tempo, ao determinar a fiscalização e controle mais rígido dos recursos financeiros e de sua gestão, é informada de que  alguns funcionários desviam merenda escolar do depósito, há mais de 20 anos e que os mesmos foram contratados por um ex-diretor, que mesmo sabendo, nada fez para impedir a corrupção na escola. 
Por ter autorizado a investigação, você passa a ser acusada de ser a mandante do esquema de desvios, feitos pelos funcionários corruptos que você demitiu assim que foi comprovada a participação deles e de fornecedores no que ficou conhecido de Merendão e ordena que apure tudo, doa a quem doer. 

Com receio de ser responsabilizado por conivência e omissão, o ex-diretor que soube e nada fez para coibir os desvios, usa a amizade que tem com amigo$ da imprensa e lhe acusa dia e noite de ser a única e principal responsável pela máfia descoberta pela eficiência de sua gestão.

Como se não bastasse, há empresários de outras cidades interessados em privatizar sua escola, pois descobriram que ela está construída em cima de uma mina de ouro e por isso, fizeram um acordo financeiro com os donos das rádios, jornais e emissoras de televisão da cidade, criando um escândalo midiático, afim de convencer a população e toda a opinião pública, de que a melhor opção para dar fim à corrupção na escola, é vendê-la. 

Desta forma, parte dos cidadãos mais desprovidos de inteligência e memória são convencidos pelos veículos de imprensa a se juntarem aos amigos do ex-diretor para reclamarem, nas ruas e nas redes sociais, de tudo que não foi feito durante toda a existência da escola, que completou 500 anos outro dia. Como estão interessados em assumir novamente o seu lugar na coordenação da escola, mas não aceitam esperar mais 4 anos para concorrem novamente às eleições, rompem com o processo democrático e preparam atos de protestos em vários pontos da cidade, mas que são esvaziados,  pois o povão não acredita e nem os seguem e por isso não conseguem dar o golpe pretendido. 

Enquanto isso, os funcionários corruptos que foram presos ficam sabendo de que se "delatarem" outros funcionários da escola, podem sair da cadeia e ficarem livres, bastando pagar uma multa e prestar serviços comunitários. 

Com tudo isso acontecendo, a grande escola continua resistindo bravamente, com o apoio dos seus funcionários éticos, seus alunos esforçados e a maioria da comunidade, que finalmente percebeu que os interesses do mercado financeiro e da turma do ex-diretor não são a melhor alternativa para a escola, que finalmente cresce, trata bem seus funcionários e alunos, e está finalmente sendo passada a limpo, pois não aceita mais que a sujeira seja varrida para debaixo dos tapetes, nas várias salas de aula desta imensa instituição chamada Escola Brasil.



Comunidade do Tuiuti festeja título e acesso ao Grupo Especial

11 de Fevereiro de 2016, 1:22, por Blog do Arretadinho

O diretor de barracão da Paraíso do Tuiuti, Renato Marins Júnior, disse que o fato da
comunidade ter abraçado a escola foi o que ganrantiu a vitória na Série A este ano
Foto Vladimir Platonow/Agência Brasil
O título de campeã do Grupo A conquistado pela escola de samba Paraíso do Tuiuti, que garante acesso à elite do carnaval do Rio, fez explodir em alegria, na noite desta quarta-feira (10), a comunidade do Morro do Tuiuti, na zona norte do Rio. 
Vizinhos da Mangueira, campeã do Grupo Especial este ano, assim que souberam da vitória, os moradores do Tuiuti começaram a subir as íngremes ladeiras até o alto do morro, onde ocorreu a festa da vitória.

Foram 16 anos de espera pelo título e uma vitória que teve uma diferença de sete décimos para a segunda colocada, a Unidos de Padre Miguel.

“O sentimento é de alegria, de ver nossa comunidade em festa. A responsabilidade dobrou, por agora desfilarmos no Grupo Especial. Mas a Paraíso do Tuiuti terá que ser ainda melhor do que foi neste ano, para que a gente possa permanecer lá. A comunidade sempre tratou a nossa escola com todo o carinho possível, mas o trabalho daqui para frente é árduo”, disse Renato Thor, integrante da direção da escola.

O diretor de barracão Renato Marins Júnior disse que nem crise conseguiu segurar a escola. “Nós trabalhamos bastante em busca deste título. Conseguimos dar uma driblada na crise com muita criatividade. A comunidade abraçou a escola e é isso que nos deu a vitória”.

Para o presidente da escola, Jorge Honorato, a conquista significa muito. “Qual a comunidade que não fica contente com sua agremiação sendo campeã? Hoje só estamos comemorando. Depois, vamos traçar planos para 2017. Este título não foi surpresa, porque o trabalho foi feito com este objetivo”.

Mais cedo, o presidente da Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Lierj), Déo Pessoa, lamentou o esquema de ascensão das escolas da Série A para o Grupo Especial. Na avaliação dele, não deveria ter apenas uma vaga. “Se nós tivéssemos duas ou três escolas subindo ao Especial, a gente teria as que estavam bem cotadas pelo ranking do que foi apresentado aqui no sábado, mas infelizmente é só uma e vai ter sempre as demais reclamando a perda do resultado”, contou.

Este ano houve reclamações do resultado da apuração da Série A por parte de diversas escolas, como a Unidos do Viradouro e a Acadêmicos do Cubango. Pessoa disse que já levou a reivindicação à Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), responsável pelo Grupo Especial, mas ponderou que para isso ocorrer é preciso que as escolas da Série A estejam melhor estruturadas.

 da Agência Brasil