Idosa terá que provar incapacidade para a Samarco repor lavadora
января 20, 2016 17:37| Teófila Siqueira e Francisco Marcelino, vítimas da Vale/Samarco Foto MAB |
Vale/Samarco exige que idosa doente e vítima da mineradora, prove incapacidade de torcer roupa para ter lavadora de roupas restituída
De Brasília
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho
Um verdadeiro absurdo e uma total falta de respeito com os direitos dos atingidos pela lama que vazou da barragem da Vale/Samarco em Minas Gerais. Uma das vítimas, Teófila Siqueira, de 69 anos e portadora de osteoporose, tem muita dificuldade para lavar as roupas no tanque e, maior dificuldade ainda, para torcer as roupas lavadas.
Como ela e o seu companheiro perderam tudo no mar de lama do vazamento da barragem, ela resolveu pedir a mineradora que reponha imediatamente a sua lavadora de roupas, aliviando um pouco o seu martírio causado pela irresponsabilidade da empresa.
Entretanto, a Vale/Samarco exigiram que ela apresentasse um laudo médico atestando sua enfermidade e a sua incapacidade de torcer as roupas lavadas, uma exigência bizarra e criminosa.
A denúncia foi feita na página do Movimento dos Atingidos por Barragens, MAB, confira:
Na madrugada do dia 6 de novembro de 2015, Teófila Siqueira e Francisco Marcelino recebiam ansiosos as notícias que vinham dos moradores do distrito de Gesteira, o mais atingido na zona rural da cidade de Barra Longa (MG). “Estava uma confusão na rua: carros buzinando, pessoas correndo, gritos. Muita gente na praça. Chiquinho já estava dormindo e eu rezando. Era mais de meia-noite quando a vizinha veio nos chamar pra dizer que a enchente tava chegando.”, conta Teófila, mais conhecida como Dona Cenita.
Chiquinho lembra que, por volta das 4 horas da madrugada, estava na beira do Rio do Carmo e achava que ele não ia subir muito. “Mas certa hora, eu peguei um pedaço de pau para afastar as folhas que vinham descendo e vi que não era água. Aí eu gritei: Cenita, isto não é água, é lama!”, conta agitado o senhor de 71 anos.
Ao perceber que o rio vinha subindo, correram, pegaram os patos, as galinhas e um cachorro que estava no quintal e levaram todos, com muita dificuldade, para embaixo da casa. “Achávamos que ali não ia chegar. Moramos aqui há quase 30 anos e a maior enchente que pegamos aqui, que foi em 1996, só chegou perto da primeira coluna da casa. Mas aí não teve jeito. A lama veio subindo, subindo, tomando tudo. Nós corremos e tudo foi embora”, conta Cenita, emocionada.
Uma lama que afoga lembranças e traz violação de direitos
Chiquinho mostra da cozinha da casa o que sobrou do quintal: lama, buracos, uma montanha de barro que sufoca o pé de manga, as ruínas do galinheiro que foi encoberto pela lama, um tanquinho estragado, muita sujeira, mau cheiro. E ele recorda:
“Ei vi minhas ferramentas tudo debaixo do barro. Perdi um plaina. Quando eu quero fazer um caixote eu tenho minha plaina pra limpar a tábua. Foi uma maquita pra serrar minhas tábuas. Tava tudo embaladinha, apodreceu tudo na água. A mesa tombou justamente no lado que ela tava, assim. E eu vendo daqui descendo. Fazer o que, né?! Desceu até caminhão no barro, a maquita não vai? Vai!!”, recordou Chiquinho.
Mas, além dos prejuízos no quintal que era fonte de renda e trabalho do casal, foi-se embora muitos utensílios básicos da família. Entre eles, tanquinho e máquina de lavar. Desde a tragédia, Dona Cenita e Chiquinho, que moram sozinhos, ou conseguem ajuda de vizinhos para lavar a roupa ou eles se revezam para torcer o que não dá para esperar. Exercendo o seu direito, eles pediram a Samarco Mineração, dona da barragem que rompeu, que reponham, pelo menos, a máquina de lavar, que é de grande utilidade, até para garantir a higiene.
Para a surpresa da senhora de 69 anos, ao fazer o pedido, uma assistente social exigiu que ela provasse que tinha realmente necessidade. “Ela me pediu que eu apresentasse um laudo médico que provasse que eu não tenho força para torcer a roupa. Eu tenho osteoporose, tomo vários remédios”, conta surpresa a idosa. Quando foi levar o marido em um neurologista na cidade de Ponte Nova, aproveitou e pediu o médico para fazer o laudo. Mas ele, igualmente surpreso, disse que não poderia fazer porque não era a sua área. Dona Cenita, então, foi em um posto de saúde de Barra Longa e pediu um laudo para uma médica clínica geral que acabou dando um relatório simples que foi entregue à assistente social.
Para Thiago Alves, membro da coordenação estadual do MAB que está morando em Barra Longa para acompanhar as famílias atingidas, este é mais uma situação que mostra o descaso da empresa com a população. “Este é um episódio absurdo, inaceitável, viola direitos básicos daqueles que são os mais vulneráveis. Temos visto muito isto nesta cidade. Por isto, temos feito um trabalho de acompanhamento por família, buscando visitar, ouvir as pessoas, ser uma presença solidária, mas, ao mesmo tempo, insistindo com todos que é preciso se organizar para garantir os direitos: se a Samarco age assim em questões básicas, imagine quando formos discutir indenização e reassentamento”, questiona Thiago.
Cenita e Chiquinho moram no bairro Morro Vermelho, que tem 20 casas desocupadas e 3 condenadas. Eles mudam ainda esta semana para uma casa alugada enquanto a deles é reformada. O casal espera que a máquina seja entregue ainda esta semana. O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) cobrará explicações da empresa sobre o ocorrido, exigirá que as máquinas e outros utensílios básicos sejam entregues sem pré-condições e continuará as denúncias dos desmandos da Samarco em Barra Longa e região.
O Espaço Semente oferece arte e cultura
января 20, 2016 16:07![]() |
| Antiga sede dos Artesãos do Gama, abandonada por décadas, agora é um espaço de cultura e arte Foto Joaquim Dantas |
Como um local esquecido por todos se transformou em um ponto de divulgação da cultura e da arte
Do Gama
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho
Em dezembro de 2011 o saudoso Carlinhos Piauí, então diretor de Cultura na Administração Regional do Gama, concedeu uma entrevista ao quadro Parceiros do DF, do telejornal DF/TV, para informar a população quais eram os planos do governo para revitalizar a Associação dos Artesãos do Gama, abandonada há décadas.
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| Interior do Espaço Semente, onde antes só havia lixo, hoje só existe arte Foto Joaquim Dantas |
O local era um buraco fétido, entupido de lixo e que servia de abrigo para alguns desafortunados cidadãos em situação de rua. Não havia nenhum setor, grupo ou alguém interessado em revitalizar o local e quitar a altíssima dívida das contas de água e energia elétrica contraídas pelos antigos ocupantes.
O governo da época, por sua vez, ficou apenas no discurso da promessa de revitalização do local, assim como governos anteriores e o atual vêm fazendo também, sobre a revitalização do Cine Itapuã.
Mas eis que surge nesse cenário um São Jorge Guerreiro da arte, o premiado diretor de teatro Valdeci Moreira de Souza. Após receber a concessão de uso do governo local, ele negociou as dívidas com as concessionárias de água e energia, arregaçou as mangas e começou a transformação do local.
Com a ajuda de uns poucos amigos e de todo o elenco da Cia Semente de Teatro, Valdeci praticamente reconstruiu a antiga Associação dos Artesãos, que já havia passado até por incêndio. Do teto ao piso tudo foi refeito, com muito sacrifício, com recursos próprios mas, acima de tudo, com muita coragem e amor pela arte.
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| O premiado diretor de teatro, Valdeci Moreira de Souza Foto Joaquim Dantas |
Em 2015, por exemplo, inúmeros artista consagrados apresentaram-se no Semente, como o cantor Rubi, que é dono de timbre peculiar e presença de palco incomum, o artista candango comemorou seus 28 anos de carreira no ano passado. Para a apresentação no Espaço Semente, escolheu uma apresentação intimista. Ele, a voz e o violão.
Valdeci é um colecionador de prêmios. Em 2013 ele recebeu dois prêmios no Festival SESC de Teatro Candando no DF, com a peça Infinito Vazio. A peça ganhou prêmios em duas categorias, melhor direção e melhor iluminação e voltará a ser apresentada no Espaço na primeira semana de março deste ano.
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| Lateral do Espaço Semente, totalmente revitalizado Foto Joaquim Dantas |
Valdeci repetiu a dose em 2015, no mesmo Festival. Das 9 categorias, a peça Miguilim Inacabado, de Guimarães Rosa, foi indicada para 8 prêmios, inclusive para o de Ator Revelação para Matheus Trindade, que interpreta o Miguilim. Chegou ao final do certame com o prêmio de Melhor Figurino do Festival SESC de Teatro Candango.
Entretanto, o curioso é o pouco caso que os gestores públicos e o próprio Movimento Cultural da cidade, fazem com uma equipe vitoriosa e competente como a da Cia Semente de Teatro, que está levando o nome do Gama para além das fronteiras do Planalto Central, como foi o caso do espetáculo Vestida de Má, baseado na vida e obre de Alfoncina Storni, poetisa, escritora e feminista que viveu na Argentina nos anos 20 e 30, do século passado. A peça foi apresentada em Porto Alegre, Caxias, Curitiba e Rio de Janeiro no início de 2015.
Daniel Sarkis e Jorge Brasil também apresentaram-se no local em novembro do ano passado. A dupla apresentou o show Mandrágora - Uma viagem instrumental. Segundo Jorge Brasil, a dupla viaja constantemente pelo mundo apresentando o seu trabalho, colhendo percepções humanas como quem colhe rosas, ou percepções culturais, gastronômicas, emocionais e visuais.
Outra apresentação de sucesso foi a do cantor Orlando Ribeiro, que não se considera sambista ou roqueiro, mas ele se diz eclético porque interpreta vários gêneros musicais, ele valoriza a qualidade musical, já que os temas de suas músicas são o cotidiano das pessoas e a paixão pela vida.
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| Piso frontal do espaço, mosaico feito por Valdeci e sua equipe. A árvore é o símbolo da Cia de Teatro Semente Foto Joaquim Dantas |
Hoje o Espaço Semente é uma sala de espetáculos que leva entretenimento não só à população do Gama, mas de todo o Distrito Federal, graças ao trabalho do visionário guerreiro Valdeci, que divide o seu tempo entre os três pilares que sustentam os seus passos: a sua fé, a sua família e a sua arte!
A incoerência administra o Gama
января 20, 2016 11:44| Rollemberg na inauguração do novo terminal rodoviário do Gama Arquivo/Foto Joaquim Dantas |
Administradora Regional do Gama dá uma declaração incoerente com o momento econômico atual
Do Gama
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho
O governador Rodrigo Rollemberg esteve na cidade do Gama na última segunda-feira (18), para divulgar a campanha de combate ao mosquito aedes-aegypti, transmissor do vírus da Dengue. Na ocasião, após a fala do governador, a administradora regional do Gama, Maria Antônia, teria pedido a Rollemberg que retirasse o posto do Na Hora do Gama Shopping, para que o governo economize cerca de R$ 30 mil mensais com o aluguel.
A notícia foi divulgada no site do jornal O Democrata: "Ao receber o Governador a Administradora da Cidade, Maria Antônia, pediu ao governador que seja construído na cidade um Centro Administrativo, cobrou também a construção da nova rodoviária do Setor Central e sugeriu que o na hora seja transferido para um local do GDF e deixe pagar quase 30 mil de aluguel."
Se confirmada a veracidade da declaração, fica confirmada também a falta de tato político e a incoerência da gestora que, diga-se de passagem, é professora.
A falta de tato político deve-se ao fato de que a declaração soou com uma advertência ao seu chefe, o governador. É como se ela estivesse chamando a atenção dele para um fato que ele desconhece.
Já a incoerência é percebida porque o posto do Na Hora leva milhares de pessoas ao Gama Shopping, em busca de um dos serviços públicos oferecidos pelo órgão. Acontece que a maioria dessas pessoas circulam pelas dezenas de lojas do shopping e a maioria delas termina adquirindo algum produto.
A importância de manter o órgão no Gama Shopping não é apenas para "beneficiar" os empresários, mas para a manutenção dos empregos dos trabalhadores que ali labutam. Retirar o Na Hora do shopping significa reduzir drasticamente a frequência de pessoas no local e, consequentemente, a diminuição das vendas, o que poderia levar alguns empresários a reduzir o quadro de funcionários.
Acho que o governador deveria, o quanto antes, cumprir uma de suas promessas de campanha, as eleições para administradores regionais. Creio que se a atual administradora se candidatasse, não receberia os votos dos trabalhadores nem dos empresários.
Entrevista, por Joaquim Dantas
января 19, 2016 23:27
Entrevista
Joaquim Dantas
Que solidão é essa?
É a que me preenche!
Que saudade é essa?
É a mais solidária que tenho!
Que alegria é essa?
É a mais triste que lembro!
Que ladeira é essa?
É a mais plana que desço!
Que coceira é essa?
É a melhor que sinto!
Que vida é essa?
É a que me define o caminho!
Joaquim Dantas
Que solidão é essa?
É a que me preenche!
Que saudade é essa?
É a mais solidária que tenho!
Que alegria é essa?
É a mais triste que lembro!
Que ladeira é essa?
É a mais plana que desço!
Que coceira é essa?
É a melhor que sinto!
Que vida é essa?
É a que me define o caminho!
ProUni oferece mais de 203 mil vagas no ensino superior
января 19, 2016 17:39As inscrições podem ser feitas até as 23h59 (horário de Brasília) da próxima sexta-feira (22); a primeira chamada ocorrerá no dia 25 de janeiro
As inscrições para o Programa Universidade para Todos (ProUni) 2016 estão abertas a partir desta terça-feira (19), com a oferta de 203.602 vagas. Em relação a 2015, o número de cursos aumentou de 30.549 para 30.931.
As inscrições do ProUni podem ser feitas até as 23h59 (horário de Brasília) da próxima sexta-feira (22). A primeira chamada ocorrerá no dia 25 de janeiro.
O ProUni é um programa do Ministério da Educação, criado pelo governo em 2004, que oferece bolsas de estudo integrais e parciais (50%) em instituições privadas de educação superior, em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, a estudantes brasileiros sem diploma de nível superior.
Houve redução de 4% no total de vagas ofertadas no ano passado (213.113). Sobre essa retração, o Ministério da Educação explica que 97 instituições de ensino superior que eram ofertantes do ProUni em 2015 estão impedidas de participar do programa em 2016. Isso ocorre porque essas instituições tiveram nota de avaliação institucional inferior a 3 e, portanto, estão sob situação de supervisão por parte do MEC.
A exigência de nota que comprove qualidade para participar do ProUni e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) atinge 347 instituições, que estão impedidas de participar desses programas e estão sob supervisão do MEC.
Por outro lado, em 2016 houve um aumento de 10,9% nas vagas do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), em relação a 2015, totalizando 228.071. Nesta edição, o sistema registrou 2.712.937 inscritos. Os candidatos não-selecionados têm até o dia 29 deste mês para manifestar interesse em participar da lista de espera.
O Sisu é o sistema informatizado do Ministério da Educação por meio do qual instituições públicas de ensino superior oferecem vagas a candidatos participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Quem pode participar do ProUni?
- Estudantes egressos do ensino médio da rede pública.
- Estudantes egressos da rede particular, na condição de bolsistas integrais da própria escola.
- Estudantes com deficiência.
- Professores da rede pública de ensino, no efetivo exercício do magistério da educação básica, integrantes de quadro de pessoal permanente de instituição pública. Nesse caso, não é necessário comprovar renda.
Para concorrer às bolsas integrais, o candidato deve comprovar renda familiar bruta mensal, por pessoa, de até um salário mínimo e meio. Para as bolsas parciais (50%), a renda familiar bruta mensal deve ser de até três salários mínimos por pessoa.
Fies
As inscrições para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) ocorrerão entre os dias 26 e 29 de janeiro. O total de vagas será divulgado em breve pelo MEC. O Fies é um programa do Ministério da Educação destinado a financiar a graduação na educação superior de estudantes matriculados em cursos privados.
Fonte: Portal Brasil, com informações do MEC





