Decifrando o atentado à Bolsonaro
8 de Setembro de 2018, 9:22Atentado contra Bolsonaro fere Alckmin, abençoa a união dos conservadores em torno da ultra-direita e sugere à esquerda que está em jogo, em outubro, algo muito maior que uma disputa partidária
Por Antonio Martins
As atitudes de quem deseja reumanizar e reencantar o mundo não podem ser simétricas às dos que agem em favor da barbárie. Jair Bolsonaro defendeu a tortura e o estupro, mas é exatamente por nos opormos à brutalidade que repudiamos o atentado a ele. Felizmente, tudo indica que o ex-capitão, afastado do Exército por planejar atentados terroristas, sobreviverá ao atentado. Mas as eleições já não serão as mesmas. Três novas tendências e questões emergirão.
Primeira: Bolsonaro unificará a direita. Havia, até agora, uma disputa acirrada entre ele e Alckmin – nos programas de campanha e na Justiça eleitoral. Nas pesquisas, o ex-capitão tinha treze pontos percentuais de vantagem, mas era atacado maciçamente na TV por seu adversário, que buscava explorar suas posições violentas e anti-humanitárias. Agora, Bolsonaro poderá se apresentar como vítima (real) desta mesma violência que defende. O ex-governador conseguirá reverter, em um mês e sob comoção, a disância que o separa?
Os mercados financeiros deram uma primeira resposta na própria tarde da sexta-feira. Houve uma reviravolta após o atentado. A Bovespa subiu; o dólar, que havia atingido RR 4,16, recuou. Já havia forte tendência, entra a elite financeira e o grande empresariado, de opção pela extrema-direita. Este movimento pode ter se consolidado. Portanto, a primeira vítima da facada pode ter sido Alckmin.
Segunda: está novamente aberta a disputa pelo papel de candidato anti-establishment. Em eleições com o país mergulhado em crise econômica, e em profundo desgaste do sistema político, aparecer como alternativa pode ser decisivo. Bolsonaro tentou ocupar o papel. Não havia conseguido até agora. As pesquisas o mostram, há meses, estancado em 22% das preferências dos eleitores – e provavelmente batido tanto por Marina da Silva quanto por Ciro Gomes, num eventual segundo turno. Para os eleitores, o candidato anti-sistema é, por enquanto, Lula, preso político com 40% das intenções e enorme poder de transferência de votos. Agora, muito provavelmente, o atentado permitirá que Bolsonaro volte a aparecer, para parte importante da população como alguém incômodo aos poderosos, e portanto merecedor de apoio.
TEXTO-MEIO
Terceira questão: É necessário, aliás, investigar em profundidade as circunstâncias em que o ataque ao candidato se deu. As imagens mostram que o homem que investiu com a faca estava a três corpos de distância doe Bolsonaro. Minutos depois da facada, o filho do ex-capitão afirmou, nas redes sociais, que o ferimento havia sido “superficial”. Surgiram, em seguida, informações desencontradas sobre uma cirurgia [que agora parece confirmada]. A História está repleta de atentados forjados. Ocorreu na Alemanha, no incêndio do Reichstag. Ou no Brasil de 2010, quando José Serra, então candidato à Presidência, foi atingido por uma bolinha de papel, simulou tratar-se de um objeto metálico e chegou a se submeter a tomografia de crânio. Qual é, de fato, a natureza do ferimento? Quem é o autor do atentado? Que o levou a cometer tal ato? Ao país, interessa o esclarecimento cabal destas questões.
Quarto ponto: O atentado mostra para a esquerda que não estamos diante de uma disputa eleitoral qualquer, regida pelas velhas táticas da luta partidária pelo governo. Está em jogo o futuro do país. Os que desejam manter a agenda de retrocessos imposta há dois anos – e, se possível, aprofundá-la – farão de tudo para isso. As relações entre Haddad/Lula, Ciro Gomes e Boulos precisam ser revistas.
Há, na sociedade, um grande campo antigolpe, muito provavelmente majoritário. Este campo correrá o risco de continuar a se dividir entre três candidaturas? Os fatos de hoje não mostram que acima das disputas partidárias é necessária uma unidade de quem deseja reverter os retrocessos pós-golpe? Não é possível voltar a pensar num “Geringonça Brasileira”, que se traduza desde já numa articulação clara entre o PT, o PDT, o PCdoB e o PSOL? Significaria estabelecer desde já um programa comum de resgate do país e dos direitos; politizar a disputa pelos Legislativos, trabalhando em conjunto pela eleição de uma vasta bancada pela revogação dos retrocessos; estabelecer planos compartilhados para um governo de reconstrução nacional. Isso tudo não daria às eleições um caráter muito mais denso que a mera disputa partidária?
Os tempos aceleram-se. Teremos, apóso feriado, a divulgação de uma nova pesquisa do Datafolha (em 10/9). É difícil prever os fatos que virão. Mas é claro que os acontecimentos da sexta-feira projetam as eleições num novo cenário, que exige respostas não convencionais.
Saberemos compreender este desafio? É uma pergunta a ser respondida nos próximos dias"
BOLSONARO E A NOVA NOITE DOS CRISTAIS
8 de Setembro de 2018, 8:26
Por Carlos D’Incao
No dia 7 de novembro de 1938 um judeu polonês Grynszpan entrou no gabinete do diplomata nazista Ernst vom Rath e disparou 5 tiros em seu abdômen. Rath morreu em instantes.
Os nazistas estavam apertando o cerco contra judeus, comunistas e todos aqueles que discordavam de seu regime e ideais.
Nas ruas de Berlim não faltavam palavras de ordem destilando o ódio contra aqueles que eram contra a “Alemanha acima de tudo e Deus acima de todos”.
No dia seguinte ao atentado a imprensa alemã culpou todos os opositores do regime por esse assassinato e os banqueiros que ainda tinham dúvidas se apoiariam ou não Hitler, deixaram-nas para trás.
Esse era o fato que faltava para se criar um sentimento de vitimismo nos fascistas, que “apenas queriam defender a Alemanha, a família e Deus”.
As noites que se seguiram ao atentado foram mórbidas e violentas. Os simpatizantes do nazismo atacaram sinagogas, milhares de lojas pertencentes a judeus foram depredadas e homens mascarados mataram cerca de 90 inocentes.
Foi a chamada Noite dos Cristais ocorrida entre 9 e 10 de novembro. Teve esse nome por causa dos estilhaços das vitrines das lojas dos judeus que foram obrigados a varrê-los sob pena de multa.
Quase 80 anos depois desse episódio, que daria início ao Holocausto judaico, um fascista sofreu um atentado no Brasil: o deputado Jair Bolsonaro.
Após destilar o ódio contra minorias e opositores da esquerda, defender a tortura e a ditadura, prometendo, inclusive, fuzilar os petistas caso eleito, acabou levando uma facada por um simpatizante da esquerda na cidade de Juiz de Fora.
Imediatamente o grande capital perdeu qualquer escrúpulo. As bolsas subiram instantaneamente e o dólar abaixou. A euforia do mercado de que esse episódio poderá fazer Bolsonaro vencer as eleições foi declarada em vozes e números.
A grande mídia iniciou uma cobertura incessante, dando ao Bolsonaro a narrativa do vitimismo.
Agonizante, o fascista declarou ainda no hospital, “Nunca fiz mal a ninguém... Sou pelo Brasil acima de tudo e por Deus acima de todos... sou pela família, pelos cidadãos de bem.”
Iniciaremos uma nova Noite dos Cristais. Os fascistas agora se sentirão no dever de combater violentamente os seus opositores. Seja da forma que for.
De nada adiantou, em 1938, declarações de rabinos condenando o atentado contra Rath. De nada adiantou lideranças de esquerda lamentar o ocorrido e arguir em favor da democracia.
Os fascistas queriam um fato como aquele para dar vazão à sua política imperialista de guerra.
E os fascistas brasileiros querem tornar esse episódio como a garantia de que as reformas ultra neoliberais vão se estabelecer e serem até mesmo ampliadas ao gosto do mercado. E o inimigo dessas reformas deve ser atacado e é um só: o PT.
Que não haja ilusões. O fascismo foi derrotado em 1938 pelo glorioso Exército Vermelho ao custo de 20 milhões de vidas soviéticas.
Os fascistas não tem limites. Eles são o ódio que se alimenta do próprio ódio. Eles são a fome insaciável do mercado. Eles são a morte e a destruição, vestidas de “amor pela Pátria e por Deus”.
Ficarmos na defensiva de nada adianta.
Nosso dever é desmascarar a narrativa do vitimismo e bater forte na política ultra neoliberal de Bolsonaro.
Essa é a ação que cada um que se diz defensor da classe trabalhadora brasileira deve pôr em prática.
O Golpe de 2016 e seus impactos no campo ambiental
7 de Setembro de 2018, 14:59
por Marcos Sorrentino
O principal impacto das políticas econômicas do governo atual no campo ambiental é o da venda do país e de todos os seus bens naturais, incluindo a força de trabalho da nossa gente, aos interesses do mercado.
A (re)primarização da nossa economia, para que sejamos apenas exportadores de recursos naturais - minerais, solo, alimentos, água, sem agregar valor, muito pelo contrário, sendo compradores/consumidores do valor agregado por outras economias/sociedades é o principal impacto da política econômica dos golpistas e daqueles que os orientaram e incentivaram nesse crime que custará muito caro ao país.
É bem verdade que essa sempre foi política hegemônica no Brasil, mesmo nos governos nacionalistas e de centro esquerda, mas ela, nos últimos 13 anos, até o início de 2016, estava também apontando para uma maior autonomia e independência em relação ao sistema rentista internacional.
O protagonismo do Brasil na criação dos BRICS e em relações bi e multilaterais diversas, a maior atuação do BNDES no financiamento da dinamização da economia, maior apoio à agricultura familiar, fortalecimento do mercado interno com melhoria de renda para famílias extremamente pobres e para as simplesmente pobres, o aumento de empregos registrados e uma brutal redução nas taxas de desemprego, são alguns exemplos que não poderiam ser abortados em nome de um pseudo liberalismo que apenas entrega os bens naturais para os interesses colonizadores.
Tal política foi ardilosamente e violentamente golpeada, por um conluio midiático-jurídico-parlamentar-empresarial, que tirou Dilma (que não era nenhuma maravilha para muitas das bandeiras específicas do ambientalismo) em 2016 e prendeu Lula em 2018 (é necessário dizer que ele também desagradou a nós ambientalistas, com o seu incentivo ao consumo e com um ufanismo desenvolvimentista que não contemplava alternativas de menor impacto ambiental e de felicidade sem consumo).
O processo de mudanças na política econômica, pelo (des)governo golpista, trouxe junto todos os piores sentimentos conservadores, reacionários e desavergonhadamente anti-humanitários, violentos e anti-democráticos, de parcelas do povo brasileiro.
Não somos ingênuos ao ponto de ignorar a timidez dos governos do PT em relação às urgências da reforma agrária e de políticas de fortalecimento do campo e da agricultura familiar (desde escolas do campo até as de compra e escoamento dos alimentos da agricultura familiar), mas elas existiam e criavam uma correlação de forças mais favorável para impedir ou coibir a atuação da polícia mantenedora do sistema, por exemplo, nas reintegrações de posse.
Aqui também é necessário reconhecer os avanços que ocorreram nos governos do PT nas políticas de aquisição de alimentos da agricultura familiar e para a merenda escolar, bem como no Pronera – Programa Nacional de Educação para a Reforma Agrária
Também não somos ingênuos, ao ponto de não criticar as políticas desenvolvimentistas expressas em obras como as das grandes hidrelétricas e na manutenção do programa nuclear, ou na transposição do São Francisco e na lentidão da demarcação das terras, indígenas, muito menos em relação às políticas de mobilidade urbana que supervalorizaram o carro em detrimento dos transportes coletivos, ciclovias e cidades mais humanas (aqui não se pode deixar de reconhecer o enorme avanço no diálogo sobre mobilidade por bicicletas que ocorreu durante a última gestão do PT à frente da prefeitura de São Paulo).
Todas essas são lutas que sempre travamos contra um pensamento moderno hegemônico ainda prevalente na sociedade brasileira e continuaremos a travar em relação a qualquer governo que não promova uma séria política voltada a mudanças culturais, dialógicas, democráticas e responsáveis em relação ao Planeta e às futuras gerações.
O impacto que denunciamos, das políticas econômicas do atual (des)governo, em relação ao meio ambiente, é por elas serem no atacado e descaradamente comprometidas com a entrega dos bens naturais deste país, entre os quais está a força de trabalho da nossa gente, com as reformas trabalhistas e outras perdas de direitos, aos interesses do capital e das elites econômicas de todo o Planeta. Trump é apenas uma caricatura do que é Temer (ou vice-versa) - fazem parte da ponta do iceberg das “forças do mal” que avançam sobre a natureza, compreendidas aqui como Vida (meio ambiente, seres humanos e não humanos e todas as energias que viabilizam essa complexa trama da vida).
As políticas econômicas que privilegiam a posse da terra como bem imobiliário especulativo, como mercadoria, e por isto não querem demarcar terras indígenas e de Unidades de Conservação, nem demarcar assentamentos de reforma agrária e promover acesso à moradia para todas as famílias que poderiam estar nas mais de sete milhões de moradias vazias no país, são políticas contra o meio ambiente.
As políticas econômicas que exportam de forma continuadamente crescente a nossa força de trabalho e a natureza do país na forma de minerais, animais e vegetais, sem deixar todos os benefícios possíveis para a nossa sociedade, certamente impactam o meio ambiente.
As políticas econômicas de privatização das universidades públicas e da educação em geral e de sucateamento da ciência e tecnologia produzidas no país, são políticas que impactam o meio ambiente.
Igualmente, as políticas econômicas relacionadas à aprovação dos transgênicos e de patenteamento de sementes têm amplo impacto no meio ambiente e na vida como um todo.
As políticas econômicas são a expressão mais visível de um projeto de país. As atuais, do (des)governo golpista e de todos os setores com ele comprometidos, revelam um projeto no qual o meio ambiente e a nossa gente são apenas oportunidades a serem exploradas para a manutenção de uma velha ordem mundial.
Para eles, é importante que este país seja subserviente, um povo domesticado, dócil e alienado.
Como falar de ambientalismo/ecologismo e de educação ambiental neste contexto?
Qual outra economia é possível? Qual é o projeto de país para uma transição ambientalista ou ecológica em direção a sociedades sustentáveis?
Primeiramente, Lula Livre e como opção de voto nas próximas eleições!
Fora Temer e toda a sua camarilha composta por seus ministros e forças políticas e midiáticas que lhes dão sustentação!
Em seguida, Marielle, Presente! Para sempre presente, revigorando todas as nossas lutas e conquistas por direitos humanos e por uma cultura de procedimentos democráticos.
E aí, reforma agrária, demarcação das terras indígenas, demarcação e efetivação de todas as unidades de conservação e áreas protegidas (aqui incluindo as terras quilombolas, os fundos de pasto e tantas outras áreas comunitárias que fogem da lógica da terra como mercadoria especulativa)!
Democratização de todos os Meios de Comunicação!
Taxação das grandes fortunas e grandes heranças!
Pela retomada de uma política de cooperação internacional diversificada e que promova a soberania das nações, das comunidades e de seus povos! Por uma cultura de paz na resolução dos conflitos! Pela conversão de recursos destinados a armamentos em recursos para a valorização da diversidade cultural e da natureza.
Diminuição efetiva dos juros bancários e incentivo à economia descentralizada e solidária, dos circuitos curtos à agricultura urbana e periurbana, das feiras livres às conexões agricultor/consumidor, das cooperativas às inovações nos arranjos produtivos e organizacionais, dos bancos populares aos créditos rotativos!
Retomada dos Projetos de autonomia energética e incentivo às tecnologias apropriadas!
Saneamento básico e moradia para todos habitantes deste país! Por uma decidida política de resolução definitiva da falta de teto e de saneamento básico em todas as cidades brasileiras e no campo!
Humanização das cidades, com mobilidade urbana por transportes públicos de qualidade, por bons espaços para ciclovias e para pedestres!
E tantas outras propostas a serem decididas e implantadas por um vigoroso processo de educação e participação popular, fundamentado na organização e no protagonismo do município e das comunidades.
Apenas um governo genuinamente democrático pode dar conta de uma agenda que contemple os pontos levantados acima e tantos outros que sejam do interesse da sociedade brasileira. Sua efetiva construção e implantação passam por eleições livres e sem triagens ideológicas, como essa que impede Lula de ser candidato, com amplas possibilidades de acesso e diálogo sobre as propostas dos partidos e suas candidaturas. Passa também por uma assembléia nacional constituinte, democrática, soberana e focada na reforma política, com representantes eleitos apenas para essa missão e sem a possibilidade de se candidatarem a qualquer cargo eletivo nos próximos vinte anos.
Finalizo reafirmando, de livre memória, uma bandeira de luta atribuída ao papa Francisco: terra, teto e trabalho para todos, com soberania nacional. A ela agregaria, as bandeiras da universalização do acesso à saúde, educação e natureza, públicas, gratuitas e de qualidade e uma última, tão essencial nas sociedades contemporâneas, que é a da participação política, acesso universalizado à comunicação e à educomunicação e por uma cultura que revitalize sentidos existenciais pós-materialistas, que podem ser explicitados pelo “bem viver” e pelo “saber cuidar”, valorizando uma espiritualidade laica, compartilhada por religiosos, ateus e agnósticos.
Nas eleições de 2018 teremos um divisor de águas na história deste país. Ou elegemos pessoas para os cargos executivos e legislativos empenhadas em criar condições para a sociedade brasileira continuar a perseguir essas conquistas para todas as pessoas:
Terra, Teto e Trabalho!
Saúde, Educação e Natureza!
Participação, Comunicação e Espiritualidade!
Ou continuaremos a ser uma colônia subserviente aos interesses de elites internacionais que daqui apenas querem tirar seus prazeres diversionistas de uma vida focada no hiper-consumo ignorando que ele se dá pela propagação de necessidades materiais simbólicas que levam aos desperdícios e à degradação socioambiental e humana.
Quem se benefecia com o ataque a Bolsonaro?
7 de Setembro de 2018, 13:13Para Fernando Horta Bolsonaro realmente foi esfaqueado e este fato não interessa ao PT, mas quem se beneficia com isso é o vice da chapa, o general Mourão.
Por Fernando Horta, em seu facebook
Algumas atualizações importantes.
Houve realmente a facada. Houve 3 lesões no intestino e uma na artéria misentérica. Todas são potencialmente fatais.
Isto, contudo não faz do "atentado" uma realidade.
O fato é que a esquerda não tem nenhum interesse na morte de Bolsonaro. O grande antagonista da esquerda hoje é o TSE. Sem o TSE Lula ganharia com Bolsonaro e tudo mais.
O maior beneficiário da morte de Bolsonaro é seu vice, o general Mourão. Que assume a vaga num cenário político de "comoção" da direita. Há muito que se sabe que os militares têm pouco apreço pela capacidade intelectual de Bolsonaro.
Temer está adorando a interrupção democrática. Daria a ele um motivo para sair da presidência sem ser preso, através de um grande acordo com os militares.
De todas as possibilidades, a de que o atentado foi "da esquerda" é a mais débil. Existem inúmeros perfis do tal auxiliar de pedreiro na net. A maioria deles criado há muito tempo (além dos perfis falsos criados recentemente) e tudo ali pode ter sido falsificado ou construído sem a anuência da pessoa.
Todo apoio ao PSOL que está sendo erroneamente enfiado nesta história sem NENHUMA razão.
Quando TODOS os historiadores sérios falávamos há 3 anos que o país entrava na espiral do fascismo, muita gente não acreditava, incluindo aí os sacro-santos ministros do STF que repetem um mantra de "as instituições estão funcionando".
O fascismo não tem limites. Eles incendeiam parlamentos, matam opositores, matam-se internamente, e tudo o que for necessário "pelo bem da causa". Exatamente como fez o juiz Moro.
Bolsonaro pode ter sido vítima do próprio monstro que criou. Os militares já pressionam por ações contra a democracia. Amanhã é sete de setembro. Muitos já defendem que o Brasil "virou", ou seja ... que não é mais possível defender o governo civil.
De agora em diante, tudo é possível. E que as gerações futuras aprendam a não mexer com a democracia nem com a constituição ... o trem está descarrilhando ...




