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Notas rápidas internacionais 11/06/18

11 de Junho de 2018, 9:08 , por Ana Prestes - 0sem comentários ainda | No one following this article yet.
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por Ana Prestes

por Ana Prestes

- Trump e Kim se encontram hoje. Quando forem 22h em Brasília, lá em Cingapura já será dia 12 de junho. Data de encontro histórico entre os presidentes dos Estados Unidos da América (EUA) e da República Popular Democrática da Coreia (RPDC). O encontro será no Hotel Capella, na ilha de Sentosa, na Cingapura. Os comentários na imprensa internacional são de que a primeira parte da reunião será sem intermediários, apenas tradutores. Há várias especulações, mas não se sabe ao certo quanto de avanço para a paz mundial poderá surgir da reunião.

- Uma cúpula entre Trump e Putin também pode ocorrer em breve, segundo entrevistas feitas com Putin ainda em território chinês neste domingo (10). A Áustria é cogitada para abrigar o encontro.

- Em artigo no The Guardian, o brasileiro Roberto Azevêdo, diretor geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) lamenta que justamente no momento em que o comércio global vive seus dias mais saudáveis em anos, há uma escalada dos níveis de tensão comercial não vista em décadas. No artigo, cita que em 2017 o comércio mundial cresceu 4,7% e que houve sincronia no crescimento das exportações na Ásia (10,7%), América do Norte (7,3%) e América Latina (13%).

- O G7 terminou neste sábado (9) no Canadá sem consenso. Trump não endossou o documento final. Correu o mundo uma foto do alemão Jesco Denzel que mostra uma incrédula Merkel frente à Trump, ladeada por Macron, May e Shinzo Abe, também incrédulos.

- Igreja e movimentos feministas e sociais disputam voto a voto na Argentina a opinião dos parlamentares sobre a lei que despenaliza o aborto. Muitos deputados têm denunciado uma pressão sem limites de setores mais conservadores da igreja católica que tem feito cerco e ligações telefônicas diretas para os parlamentares. A votação pode ocorrer na próxima quarta (13) e os movimentos já preparam uma vigília para a frente do Congresso. O resultado ainda é incerto e a diferença entre votos pró e contra pode ficar entre 8 e 10 votos.

- Além da votação do aborto no dia 13, a Argentina tem greves e paralisações marcadas para quinta, 14 de junho. As duas CTAs convocam as mobilizações e criticam a CGT que ainda negocia com o governo. A Ctera (Confederação de Trabalhadores da Educação) anunciou que se somará às paralisações do dia 14. Sua secretária geral, Sonia Alesso, afirma que “professores já vivemos as politicas do FMI que ocasionaram ajustes, desemprego, fome e perda de direitos e por isso nos somamos ao dia 14”. Os Caminhoneiros também anunciaram que vão parar.

- Córdoba 100 anos depois. Começa hoje em Córdoba, na Argentina, a CRES 2018, Conferência Regional de Educação Superior por ocasião da passagem dos 100 anos da revolta estudantil e da reforma universitária de Córdoba que impactou em reformas universitárias em toda a América Latina e no mundo.

- Última semana da campanha eleitoral na Colômbia (votação no próximo domingo, 17) começou tensa no seio da esquerda. Uma parte do Polo Democrático tem puxado voto em branco e não em Gustavo Petro, candidatura que agregou anti-uribistas, democratas, progressistas e setores da esquerda. A contrariedade de setores do Polo seria quanto ao fato de que Petro vem recebendo apoios da centro-esquerda, como de membros da Alianza Verde, por exemplo. A ex-senadora Claudia López e deputado Antanas Mockus anunciaram apoio na última sexta (8). A ex-candidata presidência e ex-sequestrada (por seis anos) das FARC, Ingrid Betancur, também anunciou apoio semana passada. O apoio de Ingrid veio poucas horas depois do ex-lider das FARC, Timochenko, confirmar seu apoio a Petro. Não são dias fáceis para a Colômbia e as pesquisas dão projeção de vitória para o uribista Iván Duque.

- 50 dias após o início dos conflitos na Nicarágua, vai ficando mais claro que os protestos contra as medidas de reforma previdenciária eram pretextos para um processo de desestabilização em grande escala. Até aquele 18 de abril, a Nicarágua era o segundo país mais seguro da América Latina, atrativo para investimentos, com maiores avanços na América Central, melhores estradas, hospitais modernos. Hoje, o país está tomado por grupos entrincheirados que se caracterizam por intimidar trabalhadores, estudantes e seus familiares, além de depredar e incendiar prédios públicos e privados.

- Na Guatemala ocorreram nos últimos dias vários protestos e a Marcha de las Antorchas contra a ineficiência do governo de Jimmy Morales para administrar a crise provocada com a tragédia do Vulcão de Fogo que deixou mais de 100 mortos, 200 desaparecidos e 3000 sem moradia. O país recebeu reforço da brigada médica cubana para o atendimento de feridos. A brigada já está há 22 anos no país.

- México vive momento de “terrorismo eleitoral”. Já morreram 83 candidatos desde o início da campanha que culmina em 1º. de julho.

- No Brasil, os Ministérios de relações exteriores, agricultura, pecuária, abastecimento e indústria e comércio exterior, emitiram nota lamentando decisão do Governo da China de aplicar medida antidumping às exportações de produtos de frango do Brasil.

- 175 mil pessoas formaram um cordão humano neste domingo (10) com mais de 200 quilômetros de extensão ligando várias cidades do País Basco. Foi um protesto exigindo a realização de referendo para a independência da região.

- No Reino Unido foi comemorado neste domingo (10) o centenário da conquista do direito ao voto feminino. Milhares de mulheres foram às ruas com as cores verde, branca e violeta, em alusão ao “green, white, violet” do slogan “Give Women Vote”, símbolo das sufragistas.

- Na véspera do início da recontagem de votos da última eleição parlamentar no Iraque (12 de maio), um incêndio destruiu neste domingo (10) um depósito onde estavam urnas com votos de uma das regiões de Bagdá. Na última quarta (6), após a recontagem ter sido aprovada, uma explosão também matou 18 pessoas em um distrito (Sadr City) de Bagdá.

- Após liberação em curso do comércio da Cannabis pelo Canadá (já passou no senado), agora os EUA também se preparam para votar a matéria que altera a lei de banimento federal do comércio da erva.

 


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