Resumo da ópera em Beagá: acabou o Lulécio, a Dilmasia etc. Dez anos de confusão política, agora delimitados novamente em dois campos políticos. A oposição volta a existir em Minas e tem a cara de Patrus Ananias, com seu meio milhão de votos numa campanha heróica.
Trechos do discurso de Patrus na note da eleição:
Eu quero dizer que, na vida pública, as vitórias políticas nem sempre se confundem, ou se encontram, com as vitórias eleitorais. Nós tivemos uma grande vitória política. Primeiro, nós unimos em Belo Horizonte, o Partido dos Trabalhadores. Segundo, nós unimos em Belo Horizonte, as forças de centro-esquerda, as forças do campo democrático-popular, porque a nossa aliança com o PMDB, com o PC do B, com o PRTB e com os companheiros valorosos que estiveram conosco, do PSB, foi uma aliança programática, uma aliança em prol do povo de Belo Horizonte, especialmente, daqueles que mais necessitam. Demarcamos um campo: a partir de agora, Belo Horizonte, e Minas Gerais (porque nós tivemos também resultados muito importantes, vitórias importantes como Uberlândia, Ipatinga)... A partir de agora, haverá oposição em Belo Horizonte. Belo Horizonte e Minas Gerais não pertencem a ninguém. Vamos disputar, democraticamente, as nossas concepções contra o campo conservador. É o campo democrático popular, é o campo de centro-esquerda, contra as forças do atraso, do neoliberalismo. Foi uma vitória política, além dos reencontros, de amizades novas, de pessoas idosas, deficientes, crianças, chegando com brilho nos olhos, com emoção. Com a nossa querida e bela militância.
Quero enfatizar este ponto: nós demarcamos um campo político em Belo Horizonte, que reflete em Minas Gerais. De um lado, estamos nós, comprometidos com o desenvolvimento, com a ética, com a justiça social, com uma compreensão de Belo Horizonte e de Minas, no contexto nacional. Minas Gerais é um estado fundamental na história do Brasil. Minas, como já dizia um historiador, é a síntese do Brasil. Minas armou as pontas do laço e integrou o Brasil. Por isso, não podemos aceitar que queiram colocar Belo Horizonte e Minas fora do Brasil. A grandeza de Minas está exatamente na sua importância, no contexto nacional. Eu quero também agora externar aqui um sentimento de pesar e de tristeza.
E quero dizer também que recebi um telefonema da presidenta da República, Dilma Rousseff, parabenizando pelo nosso trabalho, pela nossa campanha, pela nossa militância, e reafirmando o que ela disse aqui, e que eu disse também: dentro do espírito ético, sem provocações pessoais, mas em torno de valores, princípios, convicções e programas, ela deixou muito claro: está estabelecida uma linha divisória entre Belo Horizonte e Minas; de um lado, as forças que estão com a presidenta Dilma, as forças que estão com o presidente Lula, de um lado as forças políticas e sociais que querem o bem de todos, mas com um carinho especial para aqueles que mais precisam. Então, a nossa luta, pra dizer uma frase que cala muito ao coração da nossa militância: Companheiros e companheiras, do fundo do nosso coração, a nossa luta continua.
Ricardo AmaralNo Advivo
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