Esse controle algorítmico já provocou atritos internacionais. Em janeiro de 2026, a União Europeia multou o X em 120 milhões de euros por descumprir regras de transparência e moderação. O governo Trump reagiu com sanções contra autoridades europeias, acusando-as de “censura extraterritorial”. A disputa mostra que, por trás da retórica, está em jogo quem manda na informação global. O poder das Big Techs é tão grande que governos e cidadãos se tornam reféns de decisões tomadas em escritórios privados, sem qualquer debate público.
Mas há resistência. Militantes virtuais, jornalistas independentes e coletivos digitais têm se organizado para denunciar manipulações e criar redes alternativas de comunicação. Relatórios do CLIP (Centro Latino-Americano de Investigação Jornalística) apontam que grupos de ativistas expõem práticas de ocultamento de conteúdos e pressionam por legislações que limitem o poder das plataformas. Essa luta, muitas vezes invisível, é o que mantém viva a esperança de que a internet não se torne apenas um espaço de propaganda corporativa.
O embate entre algoritmos e militância digital é desigual, mas não está perdido. Cada denúncia, cada campanha de conscientização e cada ferramenta criada para furar bolhas algorítmicas fortalece a resistência. A censura invisível das Big Techs pode até tentar calar vozes, mas a persistência dos que enfrentam esse poder mostra que a sociedade não aceita ser reduzida a números em uma planilha. O futuro da comunicação depende dessa batalha, e o povo conectado já provou que não vai se render.
