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| Ricardo Stuckert-PR |
A postura de Lula não se limitou a uma reivindicação protocolar. Ele sugeriu que o Conselho concentre esforços exclusivamente na crise da Faixa de Gaza, evitando se transformar em uma espécie de “nova ONU” sob comando de Washington. Ao mesmo tempo, reforçou a necessidade de uma reforma estrutural na Organização das Nações Unidas, ampliando o número de membros permanentes do Conselho de Segurança, bandeira que o Brasil defende há anos.
O Planalto divulgou nota oficial destacando que Lula recebeu convite para integrar o Conselho, mas ainda não respondeu. O presidente brasileiro prefere avaliar com cautela, consciente de que sua participação só faria sentido se o órgão respeitar princípios de equilíbrio e representatividade. Em conversas posteriores, inclusive com Emmanuel Macron, Lula reiterou que qualquer iniciativa de paz precisa estar alinhada à Carta da ONU e não pode servir de palco para hegemonias disfarçadas.
Ao confrontar Trump sem perder a diplomacia, Lula reafirma sua imagem de líder que busca protagonismo global sem submissão. Sua intervenção recoloca o Brasil no centro das discussões internacionais, mostrando que o país não aceita ser mero espectador. Mais do que um gesto político, foi um recado de que o Brasil quer paz, mas não aceita soluções impostas unilateralmente.
