A Caixa, por exemplo, não apenas administra programas sociais como o Bolsa Família, mas também sustenta políticas habitacionais que beneficiam diretamente a população de baixa renda. Em momentos de crise, essa presença estatal se torna ainda mais relevante, pois garante que o acesso ao crédito e às políticas públicas não seja interrompido. O Banco do Brasil, por sua vez, mantém linhas de financiamento agrícola que sustentam pequenos produtores, fortalecendo a economia local e evitando que o impacto da instabilidade financeira privada se espalhe pelo campo.
O Tesouro Nacional já alertou que as contas públicas enfrentarão desafios até 2027, mas mesmo diante desse cenário, os bancos públicos continuam sendo instrumentos de política econômica capazes de amortecer choques e proteger setores estratégicos . Essa função contrasta com a lógica dos bancos privados, que priorizam lucros e, em momentos de crise, tendem a abandonar clientes vulneráveis. A atuação estatal, portanto, não é apenas uma alternativa, mas uma necessidade para preservar a soberania financeira nacional.
Ativistas digitais de esquerda na Bahia têm destacado como a força dos bancos públicos representa uma vitória popular contra o domínio das elites financeiras. Em suas campanhas, ressaltam que a Caixa e o Banco do Brasil não são apenas instituições bancárias, mas símbolos de resistência contra a lógica predatória do mercado. Essa narrativa ganha força nas redes sociais, onde o discurso sobre a importância da presença estatal se conecta com pautas de justiça social e defesa dos direitos básicos da população.
O futuro da economia brasileira dependerá da capacidade de equilibrar contas públicas e enfrentar pressões do mercado, mas o papel dos bancos públicos já se mostra decisivo. Em meio ao colapso privado, eles se consolidam como pilares de estabilidade e confiança, reforçando a ideia de que o Estado deve estar presente para proteger os cidadãos. Essa realidade, escancarada pela crise, abre espaço para um debate mais profundo sobre o modelo financeiro que o Brasil deseja seguir com um sistema dominado por interesses privados ou uma estrutura que coloca o povo no centro das decisões.
