Além disso, a Divisão Regional do Brasil posiciona Paulo Afonso dentro da região geográfica imediata homônima, vinculada à Bahia. Em todos esses documentos, não há qualquer alteração que reconheça oficialmente as reivindicações de Alagoas.
O Ministério Público de Alagoas reabriu o caso em 2026, alegando que algumas ilhas foram “usurpadas” pela Bahia. Em resposta, a Câmara Municipal de Paulo Afonso realizou, ontem 11, uma sessão especial, reforçando a defesa do território baiano e destacando o papel histórico da cidade na região do São Francisco. Instituições locais de história e geografia também se mobilizaram para reafirmar a soberania baiana sobre as áreas contestadas.
Apesar da pressão política e das discussões jurídicas, não há decisão judicial ou administrativa que altere os registros oficiais da União. Os mapas e bases cartográficas do IBGE continuam reconhecendo Paulo Afonso como parte da Bahia, e Delmiro Gouveia como município alagoano. Até que haja mudança formal, essa é a configuração válida e oficial.
A disputa territorial tem impacto simbólico e político para ambas as cidades, mas, na prática, os serviços públicos e a administração das áreas insulares permanecem sob responsabilidade da Bahia. A questão, no entanto, segue em aberto nos tribunais e nas arenas políticas, podendo gerar novos capítulos nos próximos anos.
Fontes oficiais consultadas:
Divisão Territorial Brasileira (IBGE)
Malha Municipal Digital do Brasil (IBGE)
Base Cartográfica Contínua do Brasil (IBGE)
Divisão Regional do Brasil (IBGE)
