Já em Juazeiro, o Facebook manteve relevância entre públicos mais velhos e comunidades rurais. Grupos fechados e páginas locais foram usados para debates e compartilhamento de notícias, muitas vezes com checagem limitada. Apesar da queda de alcance nacional, na região o Facebook ainda sustenta influência significativa, especialmente em campanhas de vereadores e lideranças comunitárias.
Em Vitória da Conquista, o X (antigo Twitter) funcionou como palco de pautas e debates que repercutiram na imprensa estadual. Hashtags criadas por militantes e jornalistas locais conseguiram pautar discussões em rádios e jornais, mostrando que a plataforma, embora menos popular em números absolutos, tem poder de agenda e impacto sobre formadores de opinião.
O corpo a corpo, no entanto, continua decisivo. Em cidades como Barreiras e Porto Seguro, candidatos que investiram em caminhadas, visitas a feiras livres e encontros em associações rurais conseguiram converter presença física em votos. A política presencial, somada ao uso estratégico das redes, mostrou que a combinação é mais eficaz do que depender apenas do digital.
A comparação revela que cada plataforma cumpre papel específico na Bahia. WhatsApp mobiliza, Instagram emociona, Facebook conecta comunidades e X pauta imprensa. Mas quem ignora o corpo a corpo em municípios médios e pequenos perde espaço real. A guerra digital é intensa, mas a rua ainda decide.
