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Dimas Roque

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Quem domina o Whatsapp, quem reina no Instagram e quem perde na rua na Bahia

8 de Janeiro de 2026, 12:31 , por Dimas Roque - | No one following this article yet.
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Em Salvador, a disputa política ganhou contornos digitais que não podem ser ignorados. O WhatsApp segue como a principal ferramenta de mobilização, especialmente em bairros populares como Cajazeiras e Liberdade, onde grupos comunitários funcionam como verdadeiros comitês virtuais. Mensagens em massa, vídeos curtos e convocações para atos presenciais transformaram o aplicativo em arma política de alto impacto.

Em Feira de Santana, o Instagram mostrou força entre os jovens. Perfis de candidatos e lideranças locais investiram em transmissões ao vivo e reels com linguagem direta, alcançando milhares de visualizações em poucas horas. A estética visual e a capacidade de emocionar com imagens bem produzidas fizeram da plataforma o espaço preferido para engajamento rápido e construção de narrativa positiva.

Já em Juazeiro, o Facebook manteve relevância entre públicos mais velhos e comunidades rurais. Grupos fechados e páginas locais foram usados para debates e compartilhamento de notícias, muitas vezes com checagem limitada. Apesar da queda de alcance nacional, na região o Facebook ainda sustenta influência significativa, especialmente em campanhas de vereadores e lideranças comunitárias.

Em Vitória da Conquista, o X (antigo Twitter) funcionou como palco de pautas e debates que repercutiram na imprensa estadual. Hashtags criadas por militantes e jornalistas locais conseguiram pautar discussões em rádios e jornais, mostrando que a plataforma, embora menos popular em números absolutos, tem poder de agenda e impacto sobre formadores de opinião.

O corpo a corpo, no entanto, continua decisivo. Em cidades como Barreiras e Porto Seguro, candidatos que investiram em caminhadas, visitas a feiras livres e encontros em associações rurais conseguiram converter presença física em votos. A política presencial, somada ao uso estratégico das redes, mostrou que a combinação é mais eficaz do que depender apenas do digital.

A comparação revela que cada plataforma cumpre papel específico na Bahia. WhatsApp mobiliza, Instagram emociona, Facebook conecta comunidades e X pauta imprensa. Mas quem ignora o corpo a corpo em municípios médios e pequenos perde espaço real. A guerra digital é intensa, mas a rua ainda decide.


Fonte: http://www.dimasroque.com.br/2026/01/quem-domina-o-whatsapp-quem-reina-no.html

Dimas Roque

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