Iniciadas em setembro de 2021, as manifestações contra o governo, pedindo justiça por Mahsa Amini e por mais direitos para as mulheres explodiram por todo o país. A jovem de 22 anos morreu sob custódia da chamada polícia da moral.
Por Redação, com ANSA – de Teerã
Diversas cidades no Irã voltaram a registrar protestos contra o governo na noite de quinta-feira. A data marcou os 40 dias das execuções dos jovens Mohammad Mahdi Karmi e Mohammad Hosseini, mortos pelo Estado por participarem de manifestações no ano passado pelo caso Mahsa Amini.
Irã prendeu mais de 19 mil pessoas em protestos desde setembro
Imagens publicadas nas redes sociais mostram grandes atos em Teerã, Arak, Isfahan, Izeh e Karaj, com pessoas voltando a gritar palavras de ordem contra o regime e o líder supremo da nação, aiatolá Ali Khamenei.
Algumas cidades, inclusive, implantaram toques de recolher e bloquearam estradas em áreas consideradas mais sensíveis.
As manifestações
Iniciadas em setembro de 2021, as manifestações contra o governo, pedindo justiça por Mahsa Amini e por mais direitos para as mulheres explodiram por todo o país.
A jovem de 22 anos morreu sob custódia da chamada polícia da moral e dos bons costumes após ter sido presa por usar o véu islâmico incorretamente.
Segundo ONGs locais, mais de 500 pessoas morreram nos protestos e cerca de 19 mil foram presas. Dezenas delas foram condenadas à morte por terem supostamente agredido policiais e quatro execuções foram feitas até então.





