Se você está pensando em ir ao cinema assistir ao filme “O Capital”, do cineasta grego Costa-Gavras, prepare-se. Você pode sair de lá correndo atrás da primeira manifestação que passar, vestir-se de vermelho ou preto, empunhar sua bandeira e gritar: fim do capitalismo ou morte. É que depois de ver desfilar na tela o poder do capital, das instituições financeiras, a subalternidade do Estado e o massacre de 10 mil demissões, ainda tem-se que encarar o personagem principal, presidente de um banco de investimento, com profundo cinismo disparar: “Somos o Hobin Wood às avessas, continuaremos roubando dos pobres para dar aos ricos". Os acionistas aplaudem. Ao expectador restam poucas opções: tornar-se também cínico diante da humanidade, ir para as ruas com a juventude, ou assistir o filme “O corte” do mesmo diretor (2005) e quem sabe, talvez, cortar os pulsos. Não, não perca as esperanças. Duas mulheres no filme salvam a nossa alma. Elas dizem Não ao capital. Deviam concordar com Bertolt Brecht que questionava: "O que é roubar um banco comparado a fundar um?" Não perca. | Por Claudia Santiago, do NPC.
Núcleo Piratininga de Comunicação
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