[Por Luisa Santiago] É comum que, nos jornais de maior circulação da mídia brasileira, as notícias sobre as manifestações organizadas pelos movimentos sociais ou pela esquerda brasileira comecem pelos supostos transtornos que elas causam no trânsito e na vida das grandes cidades. "Você acha justo que toda uma cidade pare por causa do problema de alguns?", nos perguntam frequentemente. Professores, estudantes, garis, profissionais da saúde pública, para citar os protestos mais recentes, todos viram suas mobilizações e passeatas serem noticiadas para o resto da sociedade a partir do problema que causavam, e não de sua demanda. Isso, no entanto, não se repetiu no início da semana passada quando manifestantes contra o governo Dilma fecharam a Avenida Paulista, uma das mais importantes e movimentadas de São Paulo, maior cidade do Brasil. Foram mais de 24 horas de fechamento de uma via por onde passam milhares de veículos todos os dias e, curiosamente, não foi possível ler uma linha sobre o inevitável caos no trânsito que deve ter se estabelecido no entorno. O tom era sempre de exaltação. A criminalização, os transtornos e problemas, eles deixam para destacar quando a manifestação não atender aos seus interesses. É a velha história dos pesos e medidas e mais uma prova de que esse jornalismo não trabalha com imparcialidade, ao contrário do que insistem em afirmar.
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