Em artigo publicado na Revista Caros Amigos (nº 226/2016), o jornalista Alexandre Matias dá dicas de artistas, discos e músicas que ainda hoje fazem com que a música brasileira possa ser vista como música de protesto. O “Fortaleza”, disco do grupo cearense “Cidadão Instigado”, é uma das dicas. Segundo Alexandre é “um desabafo agoniado sobre a forma como sua cidade natal (do grupo) foi consumida pela violência e pela especulação imobiliária, usando-a como metáfora para esse estilo de vida de jecas brasileiros se sentindo melhores que seus conterrâneos porque falam inglês errado”. Outro disco indicado é o “De Baile Solto”, do pernambucano Siba. Esse foi um disco feito em protesto contra a lei de segurança pública que proibiu o maracatu de tocar durante a noite, até o sol raiar. Já os discos do Emicida e Karina Buhr partem de dois temas, racismo e feminismo, e vão, aos poucos, mostrando como estes estão presentes nas nossas rotinas. “Transmutação”, do BNegão é outro trabalho que aborda a política no dia a dia. Por fim, a dica é o disco Mulher do Fim do Mundo, último trabalho da cantora Elza Soares. Ela gravou com alguns músicos indicados nessa lista e, segundo Alexandre, pareceu conseguir sintetizar o clima de descontentamento exposto em nos diversos trabalhos realizados.
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